História Pálida como a neve - Capítulo 3


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Categorias Branca de Neve
Personagens Branca de Neve, Caçador, Personagens Originais, Príncipe Encantado, Rainha (Bruxa)
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Palavras 829
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Magia, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Danças repulsivas


Fanfic / Fanfiction Pálida como a neve - Capítulo 3 - Danças repulsivas

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Meu vestido é grande, rodado é muito brilhante. Eu escolhi uma cor creme, bem clara que cria uma boa harmonia com as pérolas que adornam o corpete. Eu disse para Ottávio que não chamaria atenção e escolher uma cor tão simples era o meu jeito de fazer isso.

Meu espartilho estava apertado de tal jeito que meus seios saltavam e um decote bem ousado se formava, e completando o meu peito, uns colares de pérola com brincos delicados exaltam minha beleza. Eu estava tão poderosa e sensual quanto poderia, afinal, eu não sou tão favorável ao exibicionismo agora que estou casada. Gosto? Sim, com certeza, mas valha-me Gaia, eu tenho uma reputação a zelar.

A estrela da noite também não sou eu, então preciso me conter e dou mais uma olhada diante do espelho antes de sair. Meus cabelos são de um tom loiro tão claro que se assemelham a cor do vestido e meus olhos de cor de mel ornavam com todo o visual.

- A senhora está bem elegante, rainha. - O espelho desperta de seu silêncio e fala com um tom belicoso, eu sei que ele provavelmente está preparando um comentário para me atingir, mas deixo que fale. Pois nada irá atrapalhar o dia de hoje. - Pena que não será a mais bela do dia...

- Sim, não me importa. Deixe que a mais bela encontre um mais belo para viver o sempre.

- Você viu a visão, Lyanna, Branca de Neve não irá se casar.

- Aah, mas vai sim...

A festa se seguia e gente de todo o continente estavam ali. Seus traços lhe distinguiam, eu achava interessante ficar adivinhando de quais reinos eles pertenciam. O salão estava lindo e deslumbrante, brilhando em tons de azul, a cor predileta da princesa, mas infelizmente a dita cuja ainda não havia chegado e o rei ao meu lado já estava impaciente com isso.

- Ela já deve estar chegando, Ottávio. - Passo a mão pelo braço de meu marido afim de acalmá-lo. - Não precisa ficar enviado os seus guardas por aí...

- Mas já está na hora, não acha? Afinal isso aqui não é um casamento para tal atraso acontecer.

Todavia, assim que o pai da jovem acabava de falar, uma grande comoção preenche o salão e um figura linda se aproxima dos tronos.

Branca estava linda com um longo vestido azul, um tom tão escuro que quando as pedras deles brilhavam, eu jurava que aquilo se assemelhava ao céu. Seu cabelo estava preto e curto na altura dos ombros, e o cordão que usava tinha uma linda lua, uma herança de sua mãe, como o pai falara. A jovem exibia um sorriso contido e seus olhos estavam tristes, mas como a bela escolha de traje que fiz para ela chamava mais atenção do suas singelas emoções.

Ela se aproximou e sussurrou um pedido de desculpas para seu pai e fez uma pequena reverência a nós. Logo após as danças começaram a começar e eu via aquela enorme quantidade de homens lutando para dançar com a princesa. Eles pareciam no cio e eu não conseguia me acostumar com todo aquele ritual. Mas como de praxe, eu precisava me unir a eles para dançar.

- Você está linda essa noite, rainha... - Um príncipe muito bonito se aproximou oferecendo sua mão, eu sorri e comecei a dançar com ele. - Você é tão bonita e cheirosa, aposto que o rei se deu bem.

- Não precisamos falar dele, poderíamos apenas dançar por esse momento. - Dou um sorriso singelo e nós rodamos pelo salão, respeitando o espaço que deveria haver entre um homem e uma mulher. Mas o jovem não tirava os olhos dos meus e eu comecei a me sentir um pouco desconfortável.

- A senhora deve ter uma vida triste com aquele velho gordo.

- A minha vida não é da sua conta, meu querido. A da Branca de Neve poderia ser.

- Mas a princesa já está bem disputado, e eu só tenho olhos para esse seu decote.

Por decoro, eu só poderia deixar meu companheiro quando a música acabar, mas a vontade de abandoná-lo nesse momento me acertava. Eu não costumava participar desses eventos, só quando tinha a presença de outras cortes e é exatamente por isso que só escuto as nojeiras daquele verme e assim que a música acaba, eu dou as costas para ele e saio do sufoco daquele salão.

A estufa era o único lugar vazio naquele momento e também é o único em que queria estar. Longe de tudo, eu só precisava sentar e ficar só...

Até que aquele perfume selvagem entrar em cena e eu perceber que não estava só ali.

- Eu não sou um prémio para ser disputada, eu sou uma pessoa... - Branca de Neve estava sentada no chão, em um canto repleto de plantas, mal dava para enxergar a jovem. Eu estava exausta e ainda com nojo de todas as palavras daquele homem e por esse momento, eu cedi me sentei ao lado dela.

- Eu também não aguento mais esses homens...



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