História Palimpsesto - Dramione - Capítulo 21


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Categorias Harry Potter
Personagens Arthur Weasley, Astoria Greengrass, Bellatrix Lestrange, Blásio Zabini, Carlinhos Weasley, Daphne Greengrass, Draco Malfoy, Gina Weasley, Gregory Goyle, Gui Weasley, Hermione Granger, Lord Voldemort, Lucius Malfoy, Molly Weasley, Narcissa Black Malfoy, Pansy Parkinson, Personagens Originais, Ronald Weasley, Viktor Krum
Tags Azkaban, Draco, Drama, Dramione, Granger, Harry Potter, Hermione, Malfoy, Pósguerra, Prisioneira, Violencia
Visualizações 638
Palavras 2.880
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, corujas!
Primeiramente venho agradecer a cada comentários de motivação! Vocês são incríveis, e obrigada!
Em relação a esse capítulo, espero que tenham uma ótima leitura, e nos vemos nas notas finais! Abraços <3

Capítulo 21 - Chuva, lama e lágrimas.


Lugar desconhecido, Europa.

01 de novembro de 2004.

A conversa entre Draco e Hermione ia e voltava, passeando entre conversas sérias, onde lembravam-se com saudosidade de sua época em Hogwarts, e assuntos onde as lágrimas de risos fugiam dos olhos castanhos de Hermione.

—Sabe, fedelha...Acho que se voltássemos para época de Hogwarts, eu não te encheria tanto. —Comentou o alvo, quando o assunto se tornou o feitiço que Draco havia lançado nos dentes de Hermione, quando ainda eram adolescentes.

Hermione teria respondido, mas seu próprio estômago deu voz por ela. Estava com fome, e nada seria mais esperado, a julgar pelo tempo que fazia que nenhum dos dois ingeria sequer um gole de água.

O homem ergueu os olhos nublados até Hermione, em seu rosto o perfeito semblante do que seria a mistura entre a preocupação e a culpa.

—Por que não me falou que estava com fome, Hermione?

Mas ela não respondeu, e sim escolheu tentar mudar o assunto.

—Você era realmente insuportável, Draco…

—E vou ficar ainda pior se você não comer nada, Granger.

Estava sentado no chão enquanto falava, mas no próximo segundo havia se levantado, e procurava entre os bolsos da calça sua varinha. Por um mínimo instante, o homem achou ter a perdido. Mas não demorou para que a varinha que havia herdado de sua mãe aparecesse entre as vestes, e ele soltasse o ar que havia segurado mesmo sem perceber.

Não era apenas uma varinha.

Era a varinha de sua mãe.

Era a única coisa que havia sobrado dela.

Abriu a porta atrás de si, e lançou um breve olhar para a castanha. Do lado de fora chovia como nunca, e o céu parecia decidido a desaguar até seu fim. Do lado de dentro, Hermione Granger permanecia deitada. As pupilas dilatadas, a pele pálida…

Sentiu o desespero se apossando lentamente de seu ser.

Não tinha para onde ir, muito menos a quem recorrer.

Sentiu seus lábios tremendo de forma involuntária, e uma imensa vontade de gritar por socorro.

Mas e ela?

Tinha certeza absoluta de que se o encontrassem junto a castanha, ele não teria chances, tampouco a ex prisioneira de Azkaban, melhor amiga de Harry Potter e assumida oponente dos comensais da morte.

Engoliu uma dose de coragem que havia restado em suas vísceras, e piscou lentamente enquanto saia da casa, onde se deparou com um pequeno deck.

Por quase meia hora, Draco ficou do lado de fora. Não se importava com a chuva que caia com violência sobre seus ombros e tornava quase transparente a camisa branca, já rasgada. Se preocupava apenas em realizar todos os feitiços de proteção dos quais se lembrava, tornando a casa invisível a qualquer um que não fosse ele ou Hermione. Tamanha chuva que despencava em seus ombros se tornara dolorosa, e após determinado tempo, seus ouvidos reproduziam um zunido que fazia com que sua cabeça por inteiro latejasse.

Abaffiato.

O que devo fazer?

Aparato Repelio.

Mas e se eles estiverem vindo atrás de nós?

Repello Trouxatum.

Certamente tentarão matar ela.

Cave Inimicum.

Deixe-a só, Draco, se livre da garota e volte como um herói, dizendo que a matou.

Salvio Hexia.

Jamais, seria covardia fazer isso. Eu não posso ser mais um covarde, não posso.

Repello Inimicum.

Minha mãe jamais me perdoaria se soubesse que eu abandonei uma pessoa indefesa. 

Protego Máximo.

Apesar de preocupada, ela teria orgulho em saber que finalmente tive coragem o suficiente para salvar alguém que precisava de ajuda...

Fianto Duri.

Mas será que eu deveria ter feito isso?

Eu não sou um herói.

A certa altura, sequer tinha noção de quantas vezes havia proclamado cada feitiço, o que havia feito em meio aos berros, devido a sua incapacidade de ouvir a própria voz.

Havia evitado pensar no fato de que estava sem rumo, e que saindo daquele terreno - que parecia mais abandonado do que havia imaginado, em meio a árvores e distante de qualquer estrada - Precisaria achar alguma forma de se sustentar, e ainda mais, sustentar Hermione Granger.

Sabia no fundo de si que havia perdido todos seus bens. Havia tomado tal decisão no mesmo instante em que tocou no braço de Hermione para que aparatassem. Mesmo assim, após horas da decisão tomada, ainda sentia um vazio se apossar da sua alma, e cutucar suas vísceras com tamanha força que chegava a doer.

Ao fim de um longo período de encantamentos contra a casa, Draco havia decidido que aquilo era o suficiente para deixá-los protegidos, isso é, apenas por alguns dias, afinal tinha certeza absoluta que os comensais os caçariam até mesmo no inferno, se isso fosse possível- ou se o inferno não fosse ali mesmo, onde estavam.

Deu uma breve checada na parte de dentro da casa, e concluindo que Hermione estava dormindo, afinal era este seu costume a fazer quando sentia fome em Azkaban, saiu em busca de alguma coisa, sequer sabendo o que era.

O terreno era maior do que seus pés estariam dispostos a atravessar, e mesmo dessa forma, caminhou em direção ao norte. Foram necessários alguns minutos de passos cansados em meio a lama para que o homem pudesse avistar, com o olhar turvo, um pequeno povoado, a alguns quilômetros dali.

Draco caminhava. Não sabia mais a diferença entre o seco e o molhado, e isso se dava ao motivo de que seus próprios pés pareciam estar nadando entre sua meia e os sapatos. Não sabia, também, separar o que eram gotas de chuva sobre sua face e gotas de lágrima, que escorriam melancolicamente e caiam diretamente ao chãos.

Tais lágrimas de misturavam a chuva em perfeita sintonia, e a melhor parte daquilo era que ninguém que passasse por aquele homem, que usava as roupas rasgadas e encharcadas, os cabelos desgrenhados e o rosto manchado de terra, chorava como uma criança perdida.

Por fim sua mente havia decidido trabalhar o que estava acontecendo. Lembrar de seu quarto era triste, e lembrar que nunca mais pisaria os pés naquele cômodo que havia se tornado seu refúgio, era angustiante.

Caminhava no povoado. Nada mais via do que pequenas casas, tão medíocres quanto a que havia encontrado.

Teve a ideia de roubar comida, mas ao se aproximar sorrateiramente de uma casa e observar pela janela, na espera de dar o bote, a situação que viu trouxe um estranho embrulhar no estômago do loiro.

Cinco crianças conversavam em uma língua que Draco demorou ao identificar, mas soube que era o francês, e riam, sentados a uma mesa bamba e vazia. Trajavam roupas sujas, tão sujas que Draco poderia até mesmo jurar que estavam brincando na lama, se estas não estivessem secas. Uma menina escovava os cabelos de outra, que parecia menor. Todos cantarolavam como se esperassem por um feriado anual quando uma senhora de aparência magra adentrou a casa com um saco úmido. Sobre a mesa, foram jogadas migalhas de pão, pedaços de carne que possuíam uma cor muito peculiar, restos de tortas, e tudo aquilo que o loiro se lembrava de comer no seu café da manhã, se não estivessem em estado de decomposição, e com certeza fossem achados em lixos.

“Estavamos com saudade, mamãe!”

“Mãe, olha aqui o que eu fiz hoje! Achei essas sementes de trigo e decidi trazê-las para você plantar, mamãe!”

Espiou novamente pela fresta, e pode ver o sorriso largo da senhora, que parecia se tornar mais jovem quando estava feliz.

As crianças passaram a cantarolar junto a mãe, apreciando os pedaços de comida como se fosse, realmente, um banquete.

E Draco engoliu seco enquanto caminhava em direção oposta a casa, pensando que jamais teria coragem de roubar de pessoas como aquelas.

O que Hermione pensaria?

A estrada de barro se tornou de pedra, e o povoado pareceu aumentar conforme o homem se aproximava. Agora sim, podia ver lojas, padarias e lanchonetes. Caminhou até uma padaria, e ao adentrar foi recepcionado com o olhar de julgamento de uma mulher que chegava a ser parecida com as quais costumava dormir. Ignorou-o, e caminhando até a jovem, perguntou, usando seu melhor sotaque francês, que dava graças por ter aprendido em sua infância.

—Ei, me arranje alguns pães e bolos, agora.

O olhar da moça mudou, e esse foi substituído em algo que se mesclava entre a confusão e algo que se assemelhava facilmente com asco.

—E por que eu faria isso? —Perguntou, caminhando até os armários cheios de comida, e virando de costas.

E Draco imaginou ter entendido o que ela queria.

Se aproximou da moça, e ignorando o aviso de “área restrita para funcionários”, atravessou-o e chegou de encontro a loira. Tocou o ombro da moça no que imaginou ser um de seus melhores truques, e na certeza de que ela cederia aos seus encantos, mas no mesmo instante sua mão foi afastada.

O homem a encarou, confuso.

—O que você pensa que está fazendo? —Perguntou a mulher, caminhando em direção oposta, com um olhar mais ameaçador do que Draco aceitaria como confiável. —Quem você pensa que é pra tocar em mim?

Draco pigarreou.

—Você não sabe quem eu sou?

—E por que deveria saber o nome de um mendigo? —Respondeu instantaneamente, empurrando-o para fora. De tão embasbacado, Draco permitiu-se ser levado até a rua, onde vários cidadãos o mediram com o olhar.

E então sua ficha caiu, pesada como uma bigorna.

Estava entre os trouxas.

Com as pessoas passeando entre ele, e claramente evitando tocar em suas roupas sujas, a única opção que lhe sobrou foi seguir até um estabelecimento um pouco maior, o que era um pequeno mercadinho com o nome “les délices du jour” estampado em uma placa de tinta gasta.

Adentrou o lugar, que mais parecia uma mercearia, e com a varinha escondida entre as vestes, usou o feitiço “accio” em alguns pães. Os alimentos flutuaram pelo ar diretamente até sua mão, e naquele momento ele agradeceu a Merlin por nenhum trouxa ter visto aquela estranha cena.

Já voltando ao caminho anterior, avistou uma loja de tecidos, e sorrateiramente surrupiou alguns metros de cores diferentes, imaginando que teria como costurá-los com magia assim que voltasse para casa.

Casa.

Irônico, não? Chamar aquele amontoado de tábuas em meio ao nada de casa.

Para Draco Malfoy, então, parecia muito mais um pesadelo que teimava em não ter fim.

Trilhando o mesmo caminho, voltou pé por pé. A chuva havia se acalmado, o que havia sido até mesmo ruim, afinal o frio das roupas úmidas parecia queimar ainda mais sua pele, que tremia da cabeça aos pés. Passou novamente pela pequena casa onde as crianças estavam, e ao ver apenas uma menina sentada do lado de fora, os pequenos pés balançando contra o ar, não resistiu a um impulso que sentiu dentro de seu peito.

Devagar, para não assustar a criança, que parecia não ultrapassar os cinco anos, caminhou até ela. Tirou alguns pães que havia roubado e pode ver o sorriso que se abriu entre as bochechas rosadas.

Mademoiselle? —Perguntou, oferecendo os pães enrolados em alguns centímetros do tecido cor de linho que havia pego.

A menina, que possuía cabelos castanhos e enrolados até o meio das costas, correu até Draco. Por um instante, ele ofereceu a saca, imaginando que era aquilo que a criança buscava, mas ela se aproximou ainda mais, e ignorando os pães, que espalhavam seu cheiro para quem chegava perto, abraçou os pescoços do loiro.

O frio que Draco sentia no peito pareceu se esvair quando os bracinhos da menina envolveram-no, e tudo que conseguiu fazer foi devolver o abraço, mesmo temendo que poderia deixá-la também com frio.

Messieurs é muito bondoso! —Exclamou, e sorrindo com a leva de pães fresquinhos, deixou Draco ajoelhado sobre o barro, com um sorriso de orelha a orelha que poucas vezes havia se instalado naquele mesmo rosto.

 

Após o que pareceu uma caminhada não tão longa, devido a mente do sonserino estar ocupada demais com o que fariam de suas vidas, seus orbes puderam avistar a casinha de madeira. Antes de entrar, teve a ótima ideia de limpar suas roupas com magia, e ao atravessar a porta, a presença de Hermione Granger dormindo profundamente trouxe um alívio peculiar aos ombros do homem, alívio este dez vezes maior do que o momento em que havia encontrado sua varinha.

—Acorde, fedelha, trouxe comida. —Alertou, sacudindo com a maior delicadeza que tinha os ombros de Hermione.

A castanha se revirou, e resmungou de forma manhosa duas ou três veze até que seus olhos se abrissem para o homem à sua frente. O cheiro dos pães não demorou a adentrar suas narinas, e logo os dois voltaram a sua posição inicial, conversando enquanto se alimentavam.

Hermione sentada naquela minúscula cama, enquanto Draco recostava suas costas sobre a parede.

 

—...E ai, ela disse que eu era muito bondoso. —Concluiu o platinado enquanto engolia seu último pedaço de pão. O sorriso que recebeu de Hermione era, no mínimo, curioso.

—Eu não acredito que você roubou comida, Draco! —Exclamou em tom de desaprovação, no entanto, seu semblante dizia algo muito contrário daquilo, devido ao sorriso orgulhoso que esbanjava. —Sua atitude foi realmente corajosa.

O homem sentiu seu coração se preencher com sangue, e não demorou para que o frio que sentia passasse enquanto o calor preenchia seu corpo.

Havia sido corajoso.

Ela se orgulhava, podia ver.

Sentiu seu próprio rosto corando enquanto se levantava e caminhava até a cozinha, escondendo sua face de Hermione. Só assim ela não veria o sorriso que ele exibia.

 

A noite chegou, por fim, e graças aos tecidos que Draco havia afanado, seria possível se abrigar do frio que a escuridão trazia consigo. A outra metade dos tecidos, no entanto, havia tomado outra utilidade, e esses jaziam em forma de roupas criadas magicamente no canto do quarto.

 Hermione tossia, encolhida em sua cama, enquanto o homem permanecia encolhido na cama improvisada ao lado, que era fruto de sua ideia de estender tecidos sobre o chão, deitar, e depois cobrir-se com o que havia sobrado, ou seja, um fino tecido de linho branco.

A chuva da cidade parecia ter voltado a suas iniciais proporções, e o vento ricocheteava e zunia pelo lado de fora, não sendo impedido de entrar, graças às tábuas que possuíam largos espaçamentos entre si.

Hermione sentia uma imensa vontade de conversar com o homem, questioná-lo sobre o que fariam, mas também sabia que se ele não havia tocado no assunto, é porque ele sequer imaginara o que seria feito. Abriu a boca algumas vezes para perguntar, mas nada saia.

Draco, deitado no chão, sabia que Hermione estava acordada. Podia perceber apenas pela ausência do som da respiração pesada que trazia em seu sono. No entanto, sentia dentro de si um monstro crescendo, monstro esse que explodiria caso ele continuasse perdido por mais algumas horas.

Fale com ela, Draco.

Avise-a sobre onde estamos.

Pergunte se ela sabe o que fazer, se tem alguma ideia.

Mas nada saia dos lábios finos do sonserino, que a essa altura tremiam sem cessar.

—Draco?

Engoliu em seco, piscando devagar e esperando por uma pergunta que não veio.

—O que foi, fedelha?

Hermione suspirou.

—O que a gente vai fazer agora?

Era isso que Draco vinha se perguntando nas últimas horas. Tinha esperança, no entanto, que a bruxa mais inteligente de Hogwarts tivesse algo em mente. Não era o que seu tom de voz dizia.

Minta para ela que tem um plano.

Mostre pra ela que você é inteligente.

Invente uma história.

Mas nada daquilo que seus demônios mandavam pareceu ser ouvido. E Draco sabia, por si mesmo, o que era o certo a se fazer.

—Eu também não sei, Hermione. Desculpa.

Tentou com todas suas forças não ouvir o choro baixo de Hermione, e com mais forças ainda, permitiu que suas próprias lágrimas escapassem com o menor som possível.

As horas não passavam, mas o frio dentro da pequena cabana parecia crescer gradativamente a cada segundo. Em certa parte da noite, o loiro já se encontrava abraçado em suas próprias pernas enquanto sentia seus braços se moverem de forma involuntária, tremendo e recebendo calafrios.

—Você pode dormir aqui se quiser, sabe, Draco. —A voz rouca e chorosa de Hermione se mostrou presente a uma altura da madrugada, quando relâmpagos pareciam ser depositados pelas nuvens diretamente na varanda, e um clarão adentrava toda a casa. A castanha não havia admitido, mas morria de medo de tempestades.

Draco não acreditou. Soltou uma risada irônica e voltou a se encolher entre seu próprio corpo.

—Eu estou falando sério, doninha.

E ele não falou mais nada.

Com o maior cuidado que conseguiria ter, levantou-se do chão, arrastando consigo todos os pedaços de pano que ali havia depositado. Hermione rumou para a parte oposta da cama, deixando um pequeno espaço, mas suficiente, onde Draco poderia deitar. Recostou-se sobre o colchão, e desta vez, sem sequer perceber o quanto era desconfortável comparado à sua casa, aninhou-se. Sentiu o calor de Hermione emanando de seu corpo, e voando como ar até o seu. Cada um virou-se para um canto.

Não demorou para que a pele de Draco estivesse quente, e a proximidade pelo corpo de Hermione, que tinha a temperatura mais agradável que o loiro podia se lembrar, se tornava a cada segundo mais necessária.

E ali, aninhados em uma minúscula cama, dormiram o que havia sido o sono mais turbulento em meses.

 


Notas Finais


Então, o que acharam?
Preciso perguntar pra vocês, a essa altura da história, uma coisa.
Como vocês podem ver, a frequência de atualização diminuiu significativamente. Isso se dá ao fato de que além de ter voltado as aulas na faculdade, comecei a trabalhar. O tempo está realmente contra mim, no entanto abanadonar a fanfic é, sem dúvidas, a última coisa que eu faria. Minha pergunta para vocês leitores, é: vocês acham que a forma de escrita continua interessante?
Posso justificar a pergunta com minha dúvida de que tenho perdido esse "dom". Não sei explicar bem, nem quero que pensem que eu estou me diminuindo apenas para receber elogios, mas vocês puderam perceber o menor número de capítulos tão sombrios, e meu medo com capítulos mais leves é, exatamente, perder a essência da história que foi construída.
Bem, estou aberta a todas as opiniões de vocês, e recorro aqui à elas, até porque vocês que fazem essa fanfic continuar firme e forte. Sabem que eu tenho uma relação muito aberta com os leitores, e sou super sincera com vocês também.
De qualquer forma, se houver erros vou concertá-los, e se vocês estiverem gostando, vou manter a linha que estou seguindo!
Abraços, e vejo vocês no próximo capítulo.


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