História Pandemia - Capítulo 11


Escrita por: e ShadowBones

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Palavras 1.871
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Luta, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Self Inserction, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 11 - Os Novatos




BLUMENAU




Caía uma chuva torrencial no sítio, trazida pelas nuvens que haviam conseguido passar pela longa cadeia de pequenas montanhas – coisa que já não acontecia há muito tempo naquela área.

- Está tudo tranquilo hoje, mesmo com chuva… – Steve disse, misturando calmamente seu chá, enquanto conversava com Bruna na varanda da sala – fazia tempo que não chovia… será muito bom para as plantações.

- Espero que continue assim por um tempo - Bruna bebeu um pouco de seu chá, e começou a observar distraidamente algumas crianças brincando na lama -não é legal ver pessoas machucadas chegando na enfermaria todos os dias… os suprimentos lá estão acabando também – suspirou preocupada - quando você vai organizar mais uma expedição pra buscar suprimentos?

- Não podemos ir todos juntos, e deixar o núcleo sem a nossa proteção. Mesmo que nós tenhamos os seguranças, somos os únicos que matamos invasores ruins sem pensar duas vezes. Quantos já não fugiram por culpa da pena dos outros? – Steve tirou a bainha de seu sabre da cintura, e encostou-a ao lado da pequena mesa, sentando-se á cadeira logo em seguida – precisamos pensar em uma maneira de alguns de nós conseguirem ir... e outros ficarem pra proteger o sítio.

- E é bom pensar bem rápido, Steve. Já tem bastante coisa faltando – a voz de Bruna soava excessivamente aflita – temos gasolina o suficiente para irmos procurar suprimentos e voltar

- Quanto á isso, não precisa se preocupar. Temos o suficiente para várias incursões – Steve riu, terntando acalmar r o clima da conversa; não queria ficar pensando em problemas naquele momento – bem, por enquanto... só vamos ficar tranquilos. Pensamos nisso depois, ok?

O clima estava confortável - todos do grupo que estavam em serviço se encontravam em uma incomum tranquilidade.

Jonatas, que cuidava de todo o núcleo na entrada principal - em cima do grande portão reforçado com ferro - não estava nem mesmo com sua arma nas mãos, tamanha a serenidade em que tudo estava naquele dia.

- Eu realmente achava que quando o Gaster aparecia naquela salinha dele no jogo... tudo fica mais complicado dali pra frente – Ronaldo comentava, lançando mais uma faca numa árvore próxima, acertando quase no centro de um alvo improvisado – o jogo começava a ficar estranho depois de interagir com ele.

- Eu fiquei cinco meses tentando passar do Sans – a garota resmungou - e não consegui passar dele. Imagina se isso fosse verdade e eu me encontrasse com o Gaster – Bia tentou lançar uma faca; contudo assistiu, decepcionada, a faca acertar somente a ponta e cair no chão – como você consegue fazer isso tão bem?

- Você lança ela só depois de fazê-la rodar muito, bebê. Não joga ela desse jeito que você tá jogando… primeiro de tudo segura assim – Ronaldo pegou a última faca de lançamento que tinha nas mãos antes de buscar as outras, e colocou na mão de Bia na posição correta – ai você lança e só solta no último momento, pra ela quase não rodar e ir direito, entendeu? Agora tente de novo.

Bia esperou Ronaldo ir buscar as facas, e finalmente arremessou a sua. Contudo, a arma prendeu-se na árvore, com um barulho muito alto e inesperado de metal, que ecoou audivelmente.

- Caralho,,, foi tão bom que você descobriu metal dentro da árvore! – os olhos de Ronaldo estavam fixados na árvore, sem entender nada do que estava acontecendo.

- Que porra de barulho que essa árvore tá fazendo agora?! – Bia foi até a árvore, e bateu em seu tronco algumas vezes com sua escopeta.

- Gente, eu realmente acho que não foi a árvore... – Jonatas olhava para o portão, enquanto engatilhava sua sniper.

Rapidamente, todos os seus amigos logo entenderam o que estava acontecendo, e se prepararam também.

- Logo na hora do almoço? Sério isso? – Ronaldo se preparou para começar a escalar o portão, com uma de suas facas na boca, mas logo foi puxado por Bia – que foi, porra?

- Você é burro ou idiota? - ralhou - pode ser o mestre com essas suas facas, mas e se quem quer que estiver ali fora tiver armas?

Bia engatilhou sua escopeta, e logo começou a procurar a chave do cadeado que bloqueava o portão em seus bolsos.

Gritos podiam ser ouvidos do outro lado.

- Ei! Tem alguém ai...? - Alguém gritou do lado de fora, enquanto continuava batendo no portão; era evidente o desespero que sua voz emanava - temos um amigo ferido... precisamos de ajuda! Por favor, nos deixem entrar...!

- Calma aí, meu bem - dava pra perceber a clara alteração na voz e nas emoções de Ronaldo; nunca havia sido uma pessoa que se irritava fácil, mas seu emocional tinha sido cada vez mais abalado, depois de tudo que havia acontecido desde o início da epidemia - a gente tá tendo uma DR aqui pra sabermos se deixamos vocês entrarem ou não – ele vociferou - e parem de bater nesse portão, porra! Querem chamar ainda mais a atenção dos zumbis?!

- Ei, ei! Fica calmo, ok? – Bia colocou a mão no ombro do amigo; sabia dos problemas que ele vinha tendo, e, por conhecer ele a algum tempo, também sabia como o acalmar – fica ali atrás. Qualquer coisa você vai para a árvore… a gente cuida disso.

- Tá bom, desculpa... – Ronaldo tirou um pouco da água do rosto, e logo dirigiu-se á trilha, indo em direção a sua árvore, e sumindo poucos segundos depois.

- Ei… tem alguém ai ainda...? - um guincho ecoou pela fresta do portão – estou dizendo a verdade… precisamos de ajuda! – o garoto continuava batendo no portão – meu nome é Jean... nosso amigo Pedro está com a perna machucada…. um zumbi o arranhou enquanto fugíamos, e ele não consegue andar direito...!

- Nosso? Vocês estão em quantos? – Jonatas perguntou, aproximando-se um pouco do portão, tentando escutar do outro lado.

- Estamos em seis... dois estão feridos, um consciente... temos um desmaiado também… – Jean respondeu, sem bater no portão dessa vez, embora a preocupação ainda escorresse de sua voz alterada.

- Tá bom… o que a gente faz? – Jonatas saiu de perto do portão, e foi até a amiga, parando perto dela, sem tirar os olhos da entrada – Steve vai nos matar se esses caras entrarem e fizerem algo de errado.

- Se eles fizerem algo de errado, cuidamos deles...

Bia deixou sua arma pronta - para o caso de algo sair do controle com os que estavam do outro lado do portão - antes dela finalmente o destrancar.

Eram seis pessoas ao todo - cinco garotos e uma garota. Um estava andando com a ajuda dos companheiros, e a menina estava desmaiada, sendo carregada pelo que parecia ser o mais forte deles. Não tinham muito equipamento ou armas - a maioria se encontrava machucada e de mãos vazias. Apenas dois tinham armas; o que carregava a garota estava com um taco de baseball um pouco quebrado pendurado na cintura, e o outro estava mais no fundo, com um revólver sujo nas mãos.

- Obrigado… muito obrigado… - Jean começou a falar muito rápido, enquanto dava alguns poucos passos para dentro do núcleo; era possível perceber seu nervosismo ao ver as armas com os dois – meu nome é Jean, o que estava falando com vocês…. agradeço por nos deixarem entrar… nós viemos fugindo da cidade. Está tudo um caos por lá…

- Fica frio ai, colega. Primeiro você precisa ficar mais calmo… todos vocês. Estão seguros agora – Jonatas colocou a mão no ombro de Jean, com um sorriso calmo e acolhedor no rosto, atentando tranquilizar o grupo – o que aconteceu com eles?

- Ele foi arranhado no caminho… tentamos pegar uma mochila com suprimentos... não conseguimos. E ela desmaiou por exaustão… pelo menos ao que parece – o garoto que segurava a menina disse, aparentando nítida ansiedade – poderiam cuidar deles?

- Claro... nos apresentamos depois, vamos levar eles para a enfermaria e pro Steve – Bia disse, colocando a arma nas costas, e logo entrando na trilha com os demais.

Jonatas deixou todos passarem, seguindo-os como o último da fila.

Os dois perceberam que aquele grupo não apresentava risco algum no momento - muito pelo contrário, precisavam de muita ajuda.

Quando passaram por Ronaldo, perceberam que ele estava pendurado de ponta cabeça na árvore, se segurando com as pernas. Os novatos estranharam aquilo - principalmente quando passaram ao lado dele e notaram que o rapaz estava conversando com si mesmo – mas, diante do aviso murmurado de Bia e Jonatas, decidiram ignorar aquilo, e simplesmente seguiram em frente.





- Ei, Steve… temos alguns visitantes.

Jonatas abriu a porta da sala de Steve, e colocou apenas a cabeça para dentro, só entrando depois que ele permitiu.

- Esse pequeno grupo chegou pela estrada principal – Bia comentou, espiando por trás do ombro de Jonatas - decidimos abrir o portão... eles praticamente estavam sem nada…

Steve virou-se para os seis, os olhando um por um. Cada um deles estava molhado, sujo e machucado.

- Bem, quem são vocês…. e como chegaram aqui?

- Eu sou o Jean – o garoto que mais havia falado até então apresentou-se, colocando uma das mãos sobre o peito – esse que eu to segurando com o Tiago é o Pedro – apontou com o queixo para o colega que se apoiava nele - o do revólver é o Guilherme… Camera… - indicou o rapaz com a garota desacordada no colo – … e a garota é a Yasmim.

- Nós chegamos aqui fugindo de uma horda de zumbis… e conseguimos despistar eles... mas não tínhamos como voltar. Ai chegamos aqui no meio da tempestade – Camera concluiu, evidentemente cansado de segurar a amiga e de tanto andar por dias.

- Bem, nós vamos deixar vocês pernoitarem aqui… podem ficar descansandodo. Daqui a pouco é o jantar, e amanhã nós explicaremos as regras do núcleo. – Steve levantou-se, e parou em frente ao grupo – Bruna, você pode acompanhá-los até a enfermaria, e ver se estão precisando de algum cuidado?

- Claro… me sigam, por favor – Bruna saiu da sala de Steve, e todos do grupo a seguiram, deixando apenas Steve, Bia e Jonatas dentro da sala.

- Ok - Steve sentou de volta á mesa, e encheu sua xícara com chá novamente, olhando pela janela - agora nós temos uma equipe de busca – sorriu levemente - só precisamos que eles se acostumem com o local e com a gente.

Bia ergueu uma sobrancelha, de maneira contestadora.

-Você quer enviar esse pessoal para a cidade? Olha, Steve… mesmo sem conhece-los, dá pra perceber que não são as pessoas mais habilidosas e capacitadas pra ir numa missão de busca de suprimentos… e menos ainda para proteger o núcleo sem a gente aqui – Bia se sentou em uma das cadeiras no canto da sala, e colocou sua arma ao seu lado, espreguiçando-se em seguida.

- Tenho de concordar com a esquentadinha dessa vez – Jonatas disse, rindo um pouco, e logo desviando de uma almofada que foi lançada em sua direção.

- É por isso que vocês dois, a Bruna e o Ronaldo vão treina-los…. ensinar como sobreviver na cidade… e, com isso, vamos ter uma equipe de busca sempre pronta! – Steve sorriu, animado com a ideia, não percebendo que seus amigos não estavam com a mesma expressão esperançosa que ele ostentava – podem ir agora... e procurem o Ronaldo – disse, em tom humorado - ele precisa fazer o jantar.

- Sim senhor… vamos embora, esquentadinha.

Steve riu, vendo Jonatas sair desabalado da sala – sabendo que, quando Bia o apanhasse, provavelmente o pobre rapaz não voltaria a correr com tamanha desenvoltura tão cedo..





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