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História Pandemia - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Então, com essa coisa toda do Corouna Vairus e a quarentena se tornando real no meu país Salvador, me inspirei ela fazer essa short dividida em dois capítulos.
O primeiro postado hoje e o segundo, em breve rsrs.

Espero que vocês gostem!

Ps: Relevem quaisquer erros!

Capítulo 1 - Quarentena


A chuva fria caia pela janela junto a pequenas pedras de gelo. As nuvens carregadas deixavam aquela manhã de quinta, escura, tendo as poucas iluminações causadas pelos raios e relâmpagos estampados no céu.

A agente caminhou pela sua sala - Arrastando o pé, como era costume pela mania que tinha desde pequena - Com a xícara do café, recém coado, na mão. Ela se sentou no sofá de couro sintético em tom escuro e tateou pelo estofado até encontrar o controle da TV, a ligando em seguida.

Um telejornal qualquer falava sobre o tempo. O final de semana todo seria de chuva. - Ótimo! - Ela pensou, colocando a xícara sobre a mesa de centro e estendendo as pernas no pequeno móvel.

Ouviu os passos pesados vindos da escada, a meia irmã, com quem dividia as despesas daquele apartamento - Não porque ela não podia pagar, mas por precisar manter uma identidade de professora de química que não recebia tão bem. - Descia lentamente os degraus, tendo uma toalha sobre parte da cabeça, e a mão esfregando o pano no cabelo molhado pelo recente banho.

- Fez café? - A mulher questinou assim que sentiu o cheiro característico da bebida.

Taeyeon assentiu. - Está na garrafa térmica, não esquece de fechar bem pra não ficar frio.

Yuri riu soprado. - Isso aconteceu apenas uma vez e você ainda não esqueceu? 

A loira deu de ombros. - É de café que estamos falando...

Yuri jogou a toalha na irmã - Numa clara pirraça - E seguiu em direção a cozinha para preparar o seu próprio desjejum.


Quando o pai de Yuri e a mãe de Taeyeon comunicaram que iriam se casar, a primeira vista a ideia não havia sido recebida muito bem pelas duas jovens - Que na época ainda eram muito novas, Yuri tinha sete anos e Taeyeon, a mais velha, tinha treze - Já que elas não gostavam muito uma da outra. Contudo com o tempo, a relação de irmãs foi construída e hoje, nem mesmo acreditavam que quando mais novas, as duas brigavam por exatamente tudo.


Nesse meio tempo, Taeyeon voltou a prestar atenção na TV, que agora já não falava mais sobre o tempo. 

Ela aumentou o volume quando a reportagem começou.


" O vírus recém descoberto teve início numa das cidades mais populosas da Ásia. Ainda não temos muitas informações sobre as consequências causadas por essa nova doença, mas o governo afirma que não há motivos de pânico." - Disse o repórter em frente à um grande mercado no centro da China.


- O que você acha disso? - Yuri voltou a sala, despertando a Kim do transe com a TV.

- Acho que não é nada... - Se esticou para pegar sua xícara - Se fosse algo como a H1N1, já teriam feito alguma coisa.

Yuri andou até o sofá e sentou ao lado da mais velha. - Assim espero.




Uma Semana Depois




- YURI! ONDE VOCÊ ESTÁ? - Gritou no telefone assim que a morena atendeu.

- Estou presa no campus, isso aqui está uma loucura... - Respondeu olhando pela janela do prédio de sua faculdade.

- Preste atenção... Fique longe dos olhos avermelhados, se você vê alguém assim, fuja! - Taeyeon desviava dos carros desgovernados enquanto tentava não perder o controle do próprio. - Eu estou indo te buscar, fique em um lugar seguro, não saia!

Yuri riu. - Eu não sou nem louca de sair, isso aqui está parecendo cenário pós apocalíptico... Além do mais, eles fecharam as portas, ninguém entra e ninguém sai.

- Ótimo! Eu estou a... - Um carro surgiu em sua frente e a Kim precisou desviar rapidamente, ela girou o volante todo para o lado esquerdo, o que acabou fazendo com que o celular - Que estava pressionado em seu rosto pelo ombro. - Caísse.

- Alô? Tae? - Yuri escutou um estrondo seguido de ruídos e gritos, até que a chamada caiu. A estudante de gastronomia olhou para a tela do celular e suspirou em preocupação.


Taeyeon levantou o rosto, olhando por cima do volante para ver o estrago que havia acontecido. Por ter desviado, ela acabou saindo da pista - Entrando na contra-mão - E batendo de frente com um outro veículo. Ela sentiu a testa arder e tocou a pele, olhou para seus dedos e os mesmos estavam melados de sangue.

Abriu a porta - Retirando o cinto de segurança antes de sair - E com dificuldade, se levantou. Deu passos tortos por se sentir tonta e se aproximou do carro em que batera.

Taeyeon escutou alguém pedir por socorro ali dentro, mas a fumaça escura que saia pelo capô dificultava identificar quem estava ali. Ela seguiu em direção a janela - De vidro fumê - Do motorista e deu três leves batidas.

- Abaixe o vidro, por favor! - Pediu, mas não obteve respostas mesmo que os gritos de socorro não houvessem parado. - Abaixe o vidro! - Pediu de novo.

- Ela está morta! Eu estou presa no banco de trás! - A voz feminina informou. - Você precisa quebrar o vidro do banco da frente e destravar o carro! Eu preciso de ajuda pra tirar o cinto...

Taeyeon exalou sentindo o peso de ter causado uma morte e olhou ao seu redor a procura de algo que pudesse quebrar o vidro, achando uma pedra relativamente grande próximo ao acostamento. Sem pensar duas vezes, correu - Com dificuldade por ter também machucado o pé - Até o local e abaixou para pegar o pedregulho, voltando rapidamente para perto do automóvel. Contudo antes de arremessar a pedra, a fumaça que saia do capô se tornou em uma grande chama de fogo.

- Droga! - Se desesperou, ela não tinha muito tempo e em hipótese alguma deixaria uma outra vida se perder por culpa sua. Juntando toda força que tinha, ela arremessou a pedra.

O vidro se estilhaçou e a agente se aproximou da janela, olhando para o interior do carro. Ela engoliu a seco quando viu a mulher no banco da frente, aparentemente com o pescoço quebrado e os olhos arregalados. Ela notou a coloração avermelhada na esclera e suspirou aliviada pois aquela mulher já estava fadada a morte. 

A Kim esticou um braço até o painel e alcançou o botão que destravava o sistema de segurança do veículo. Ela seguiu para o banco de trás e abriu a porta, vendo a jovem que lhe pedira ajuda.

- Você está bem? - Perguntou notando que a garota estava visivelmente apavorada.

- M-me tire daqui, por favor! Antes que ela acorde...

Taeyeon franziu o cenho, mas não questionou. Ela viu a chama do carro aumentar e tratou de adiantar antes que sua própria vida ficasse em perigo.

- O cinto está preso... - A jovem apontou para a tira que a prendia no banco.

Taeyeon puxou o cinto com força, repetidas vezes até se dar por vencida de que não conseguiria sucesso com as mãos. Ela se lembrou que tinha um canivete em seu porta luvas e correu para buscar.

- Eu já volto! - Gritou para a garota que  no primeiro momento, não entendeu quando ela correu.

Taeyeon pulou para dentro de seu carro e se esticou até conseguir abrir o porta luvas, tateando pelo seu interior até sentir o objeto em meio a papéis e coisas inúteis. Ela agarrou o utensílio e voltou correndo para o banco de trás, onde a desconhecida estava, porém a cena que presenciou, a fez quase perder o ar.

A mulher do banco da frente que até então estava morta, avançava como um animal feroz e faminto em direção a garota, que gritava desesperadamente. A criatura, também presa pelo cinto, enfurecida por algo que Taeyeon não conseguia explicar, rasgava sua própria pele na tentativa de alcançar a garota.

- RÁPIDO! ME AJUDA! - O grito desesperado fez Taeyeon acordar do transe, ela acionou o botão do canivete, liberando a lâmina afiada e puxou o cinto para cortá-lo. Quando o último fio de fibra foi cortado, ela puxou a garota de cabelos escuros pelo braço e as duas, de forma desastrada, correram para longe do automóvel, que como se estivesse apenas esperando as duas saírem, explodiu, carbonizando o carro e a mulher transtornada por completo.

Com a força da explosão, a pressão acabou jogando-as no chão. Consequentemente, a desconhecida acabou caindo por cima de Taeyeon, as duas se olharam assustadas pelo que havia acabado de acontecer e por aquele contato acidental.

- O-o-obrigada! - A jovem disse após alguns segundos.

- De nada... - Taeyeon respondeu. - Eu preciso levantar. - Inquiriu meio sem graça.

Percebendo que ainda estavam naquela posição, a morena se levantou e estendeu a mão para ajudar a agente a se levantar também.

- O que ela estava tentando fazer? - Perguntou, mais para si mesma do que para  a desconhecida, enquanto limpava a sua roupa e olhava para o carro em chamas.

- Ela estava louca... Me colocou no banco de trás dizendo que precisava me tirar da cidade, mas tentou me atacar antes mesmo do acidente.

Taeyeon a encarou. - Como você sabia que ela iria acordar?

A mulher suspirou. - Porque eu tentei a matar antes dela ter me colocado no carro e nada aconteceu. - Fitou a loira. - Eu sei que parece loucura, mas...

- Não, não parece! - Taeyeon a interrompeu pois ela já havia sido informada sobre as possíveis consequências de quem se infectava com o vírus, mas até então, ela não sabia que aqueles que estavam mortos, voltavam a vida por conta do mesmo. - Ela era o que sua?

A garota abaixou a cabeça. - Minha mãe...

Taeyeon suspirou e tocou o ombro da maior. - Sinto muito... - Voltou a olhar ao seu redor percebendo que o acidente havia causado um engarrafamento quilométrica. - Melhor sairmos daqui!

- E-eu não tenho pra onde ir... - A garota confessou. 

Taeyeon encarou aqueles belos olhos castanhos sem nenhum resquício de vermelhidão - Eu vou te ajudar... Não se preocupe. Mas preciso encontrar a minha irmã... Você vem comigo! - Segurou a mão da menina, mas antes de dar o primeiro passo, ela resolveu sanar mais uma dúvida. - Qual é o seu nome?

A jovem sorriu meio sem jeito. - Tiffany... Tiffany Hwang.

- Prazer Tiffany Hwang! Me chamo Kim Taeyeon.


...


Taeyeon tentava ligar para a irmã,  mas as chamadas sequer eram completadas. Ela havia pego o celular e algumas outras coisas que julgou ser importante no carro, antes de sair em uma longa caminhada junto a Tiffany.

Elas estavam no fim da rodovia, tentando andar em meio a uma correria a fim de chegar ao centro da cidade. O plano era seguir até uma parte em que não estivesse tão movimentada e conseguir um carro, para continuar o longo percurso que andando demoraria muito. Quando enfim saíram da rodovia, Taeyeon decidiu que era hora de roubar um automóvel.

- O que você está fazendo? - Tiffany questinou quando viu a loira observar o interior de alguns carros estacionados. 

- Vamos demorar demais pra chegar no centro se formos andando e não temos tempo.

Tiffany assentiu. - Eu acho uma ótima ideia, mas... Como vamos entrar sem uma chave? 

Taeyeon sorriu quando avistou um taco de basebol jogado no chão - Assim... - A agente pegou o taco e bateu contra o vidro, que como se fosse feito de açúcar, se espatifou.

Ela destravou a porta e a abriu, tirando alguns cacos do banco antes de se sentar. A loira puxou alguns fios debaixo do painel do volante, quebrando e desencapando aqueles de cor diferente até que suas pontas estivessem apenas com o cobre aparecendo. 

- O que você é? Ladra de carros? - A morena perguntou enquanto andava até o lado do carona.

A Kim tocou as pontas dos fios, causando descargas de energias que faziam com que o carro desse a partida, mas não com força o suficiente para permanecer ligado. Ela continuou tentando até enfim conseguir, ela sorriu convencida, juntou os dois fios, os deixando entrelaçados e desceu o freio de mão, saindo do ponto morto e tirando o carro do lugar.

Um silêncio se fez enquanto a agente dirigia, ela prestava atenção na movimentação de pessoas e de veículos, com receio de acabar entrando em outro acidente. Ela olhou brevemente para a mulher ao seu lado, vendo Tiffany a encarando com feições curiosas.

- O que foi? - Questionou.

Tiffany coçou a garganta. - Você fez ligação direta... Eu achava que isso só acontecia nos filmes e agora estou pensando se estou em segurança perto de você.

Taeyeon riu soprado. - Chegou a esse questionamento só porque fiz uma ligação direta?

- Convenhamos que não é algo comum de acontecer.

Taeyeon concordou com a cabeça. - Eu sou... - Pensou se deveria ou não contar a verdade sobre quem era, mas decidiu não mentir. - Da área militar. Trabalho para a agência Central de inteligência.

- Você é da CIA? - Perguntou surpresa.

Taeyeon assentiu - Trabalho disfarçada, mas acho que isso não tem mais importância agora. - Desviou de uma moto caída ao chão. - Você é a primeira pessoa pra quem eu conto isso...

- Nem seus pais sabem? Ou sua irmã? - Viu a loira negar com a cabeça. - Nossa... Que responsabilidade. - Sorriu para a agente, mesmo que  mesma não pudesse ver por está focada na estrada. - Meu pai era militar também... Minha mãe costumava me contar histórias sobre ele.

E como se a verdade tivesse despencando em sua cabeça, Tiffany virou sua atenção para a janela e começou a pensar sobre o que havia acontecido mais cedo. Sua mãe se foi... Se foi de uma forma ruim. Dolorosa. Será que ela sentiu dor? Será que foi uma morte rápida? Será que ainda era sua mãe? Afinal ela nunca tinha visto a matriarca daquela forma, com tanto ódio nos olhos. Será que sua mãe a odiava?

- Ei... - Taeyeon a chamou, a fazendo despertar de seus devaneios. - Está tudo bem? 

Tiffany negou. - Estava pensando em...

- Sua mãe? - A Kim completou após a breve pausa da morena. - Não foi sua culpa e... Bem, não era mais sua mãe.

Tiffany a encarou. - Como pode ter tanta certeza?

Taeyeon suspirou, olhou para a rua e depois para a bela mulher ao seu lado. Ela viu de longe uma lona de celulares antigos e novos e sem dizer nada, estacionou o carro.

- Okay, precisamos de comunicação então... Vamos sair rápido, pegar alguns celulares antigos e voltar. - Comprimiu os lábios. - Depois eu te conto tudo o que eu sei sobre essa pandemia.

Tiffany olhou pela janela, pensou nos prós e nos contras de fazer o que a loira pedira, mas se deu por vencida já que sua curiosidade era grande demais.

- Tá bom, vamos!

Taeyeon foi a primeira a sair, sendo seguida de perto por Tiffany, tão perto que se Taeyeon parasse bruscamente, a Hwang se bateria na loira. Elas entraram na loja constatando que apesar de aberta, não havia ninguém ali.

- Procure por celulares com antenas. - Comunicou a morena e se afastou, indo em direção ao caixa.

- Como assim celulares com antenas? - Tiffany perguntou.

Taeyeon exalou. - Quantos anos você tem pra não saber o que são celulares com antena? 

Tiffany estalou a língua. - Eu sei o que são celulares com antena, eu só preciso que você seja mais específica pois tem muitos ali! - Apontou para uma prateleira repleta dos aparelhos.

A Kim subiu as sobrancelhas. - Hum... Pegue os grandes e de antena grossa.

Tiffany assentiu a contra gosto e andou em direção a grande estante. - E para seu conhecimento eu tenho vinte e cinco anos... - Resmungou, o que acabou fazendo Taeyeon sorrir.

- Quase a mesma idade da minha irmã. Ela é mais nova um ano. 

Tiffany olhou em direção a loira. - E você? Tem quantos anos?

A Kim desviou o olhar da mais nova apenas para pegar algo debaixo do balcão e voltou a olha-la em seguida. - Tenho trinta.

- Nossa... Não parece. - Tiffany estava visivelmente supresa.

- Achou os celulares? - Mudou de assunto, Taeyeon havia ficado sem graça.

- Sim! Pega quantos? - Viu Taeyeon fazer um quatro com os dedos e de imediato pegou as caixas. - Tá... - Colocou as caixas encima do balcão onde a loira estava atrás. - O que vamos fazer com eles?

A Kim pegou alguns carregadores próprios para aqueles aparelhos e os colocou dentro de uma mochila que havia encontrado escondida dentro de uma das gavetas do balcão. Junto aos carregadores, ela pôs os telefones e fechou a mochila, colocando-a nas costas para que ela e a morena pudessem sair.

- Faculdades muito antigas, como a da minha irmã, costumam ter telefones públicos e específicos espalhados pelo prédio, como na sala do reitor ou na cantina... Eles não ficam sem sinal então, vamos tentar ligar para eles.

- E você sabe o número de lá? - Deu espaço para que Taeyeon saísse de trás do balcão.

A Kim sorriu. - Tenho salvo no celular.

Elas caminharam juntas até a saída, contudo assim que chegaram a porta, ouviram um barulho que era muito familiar para Taeyeon. 

- Vocês... Parem onde estão e deixem a mochila. - Um homem segurando uma espingarda - Recém carregada - Apontando para as duas garotas, apareceu de dentro da loja e suas feições não eram muito amigáveis.

- Nós só queremos os celulares... Minha irmã está lá fora e eu...

O forte estrondo fez Tiffany gritar e por as mãos no ouvido, ela se encolheu toda atrás de Taeyeon. O homem havia atirado para o alto, voltando em seguida a apontar a arma em direção à loira.

- Eu não quero saber... Vocês não vão roubar minha loja.

Taeyeon suspirou. - Mas eu não roubei, senhor... Deixei o meu cartão de crédito encima do balcão, ele paga por todos os celulares e muito mais, se for o caso.

O homem olhou rapidamente para o local indicado pela Kim e passou a caminhar lentamente até lá. Ele suspendeu o dorso para olhar de cima, vendo que realmente havia um cartão ali, mas não era de crédito.

Quando ele notara que havia sido enganado, voltou sua atenção para a porta, mas Taeyeon e Tiffany já não estavam mais ali.

- Não olha pra trás, só corre! - A Kim inquiriu tentando correr o máximo que podia com o pé machucado. Elas entraram no carro roubado e se abaixaram no caso de o homem aparecer por ali, o que por sorte não aconteceu.

- Isso foi uma loucura... Eu adorei! - Tiffany confessou ofegante e com um sorriso no rosto. 

- Uma loucura que poderia ter dado errado. Era pra eu ter ido checar o local antes de ter nos colocado em perigo... - Suspirou colocando uma das mãos na cabeça e fazendo cara de dor.

- A gente tem que olhar isso aí... - A morena apontou para o corte sobre o supersilio da agente.

- Não temos tempo pra isso...

- Temos sim! Anda, liga esse carro e vamos procurar uma farmácia!

O tom de Tiffany fez Taeyeon entender que nada do que ela falasse, iria fazer a mais nova mudar de ideia, então ela apenas deu a partida no carro e seguiu até encontrar uma farmácia.



Taeyeon estacionou em frente à uma farmácia aberta, a única que encontraram pelo caminho. Elas entraram vagamente no estabelecimento e seguiram em direção ao caixa.

- Espero que o dono disso aqui não apareça com uma arma e aponte pra nós... - Taeyeon inquiriu e Tiffany não conseguiu evitar o riso.

A Hwang foi a primeira a chegar ao caixa, ela olhou ao redor, mas não encontrou ninguém.

- Espera... - Taeyeon a chamou atenção. - Não vou cometer o mesmo erro de antes. Fica aqui! - Apontou para onde estava. Tiffany andou até a loira e se pôs ao seu lado. - Vou olhar ao redor, não saia daqui.

A agente se dirigiu em direção ao caixa, ela adentrou o balcão, onde atrás haviam diversos remédios e utensílios que poderiam ser usados para o curativo em sua testa. Em sua cintura, estava uma arma, arma esta que ela havia pego em seu carro antes de abandona-lo e não havia a pego antes para não assustar sua acompanhante. 

Taeyeon retirou a arma com cuidado, destravando-a e deixando em frente ao seu corpo, de modo que pudesse usar assim que necessário. Ela olhou toda aquela parte, mas ao perceber que estava sozinha, voltou a parte da frente, onde Tiffany a esperava.

- Então? - Tiffany questinou quando viu a loira voltar.

- Tudo limpo, pode vi... - Taeyeon viu uma movimentação atrás da morena. - Tiffany... - Sussurrou. - Não se mexa!

- O-o-o q-que foi? - A Hwang ficou estática.

Taeyeon fez sinal de silêncio e andou a passos lentos e curtos até a mais nova, quando Tiffany viu a arma na mão da agente, ela prender a respiração.

- Passe para o meu lado e fique atrás de mim... De vagar. - Murmurou próximo a seu ouvido. Tiffany assentiu e começou a fazer o que lhe foi pedido, porém quando se virou pra frente e viu o motivo que estava fazendo Taeyeon agir daquele jeito, o desespero tomou conta de seu corpo.

Haviam cerca de cinco pessoas infectadas em sua frente. Três homens e duas mulheres. Os olhos de uma cor extremamente vermelha e a baba que escorria por suas bocas indicava que aquelas pessoas já estavam em um estado de infecção avançada. O que era perigoso para a agente e sua protegida.

- Pegue o que tem de pegar lá atrás, eu vou dar um jeito neles... - Informou à Tiffany que assim que deu o primeiro passo em direção ao caixa, os infectados correram como leões famintos correm para encurralar suas presas. Taeyeon aprontou a arma para o primeiro e atirou, repetindo o ato nos outros três, acertando seus alvos com uma mira excepcional, contudo quando estava prestes a atirar no último, o contaminado já estava perto demais e se jogou encima da agente, o que acabou fazendo com que ambos caíssem no chão e a sua arma escapasse de suas mãos.

- TIFFANY! - Ela gritou, enquanto tentava afastar o corpo da criatura do seu. A força que aquela pessoa tinha era tanta que os braços - Definidos pela malhação pesada que a agente tinha - de Taeyeon começaram a perder a força. A boca salivante do zumbi chegou próximo ao seu rosto e a Kim já sentia o bafo com cheiro de carne apodrecida quando como num passe de mágica, ela estava livre.

Taeyeon abriu os olhos e olhou ao redor, levantou seu dorso vendo o corpo da criatura caída ao chão e procurou por Tiffany, vendo a mesma abraçada com uma cadeira que a Kim deduziu que ela havia usado pra bater no infectado. As mãos de Tiffany tremiam e seu rosto estava visivelmente pálido. Taeyeon se levantou fazendo menção de ir até a garota porém um grunhido a fez parar.

O zumbi estava em pé de novo e parecia ainda mais raivoso do que antes. Taeyeon apontou para a arma e gritou para tirar Tiffany do transe.

- TIFFANY, A ARMA! 

A morena piscou algumas vezes antes de correr até a pistola de calibre 22, a pegando do chão e jogando para a agente, que com um reflexo apurado, a pegou no ar e rapidamente a apontou para o infectado, dando um tiro certeiro em sua cabeça.

Um silêncio se fez no local, Taeyeon guardou a arma de volta em sua cintura e caminhou até a Hwang.

- Você está bem? - Tocou o rosto da mais nova e Tiffany apenas assentiu. - Pegou o que tinha de pegar? - Tiffany assentiu mais uma vez. - Ótimo... Então Vamos!

Elas voltaram ao carro silenciosamente, se assustando ao chegar a rua e ver o quanto aquilo estava uma loucura. Diferente de quando entraram na farmácia, havia uma histeria generalizada agora, pessoas corriam de um lado a outro enquanto carros pegavam fogo.

- O que foi que houve aqui? - Tiffany questionou.

- A porra da teoria do caos...

Elas ouviram uma explosão não muito longe dali e precisaram segurar uma na outra para não perder o equilíbrio.

- Melhor sairmos logo daqui, vem! - Segurou na mão da morena e a puxou em direção ao carro.



...



Yuri ouviu um grande estrondo antes da ligação com sua irmã cair. Ela ainda tentou ligar para a mais velha outras vezes antes de se dar por vencida de que não iria ter contato com a mesma tão cedo. A estudante de gastronomia guardou o celular e voltou ao grupo de amigos no centro da sala, os mesmos tentavam a todo custo contactar algum familiar, mas assim como a morena, não tinham sucesso.

- Conseguiu falar com sua irmã? - Hyoyeon questinou quando viu a amiga voltar.

Yuri negou com a cabeça. - Não... Está sem sinal. Minha preocupação é de ter acontecido algo com ela, sabe... O barulho que ouvi.

- Não vai acontecer nada. Taeyeon é esperta, vai conseguir se virar, você vai ver! - Tentou dar esperanças a mais velha.

- É que ela é tão frágil, apesar de ser a mais velha, eu que sempre a tirei de problemas. - Suspirou. Taeyeon sempre incentivava a irmã a fazer esportes e praticar lutas, indiretamente ela preparava a mais nova para se proteger se por ventura algo acontecesse.

- Ela disse que viria pra cá, não é? - Yuri assentiu. - Então confie nela, ela dará um jeito.

- Assim espero... - Sorriu um pouco sem graça, estava prestes a perguntar se a estudante de dança havia conseguido falar com a mãe quando um barulho vindo mais ao fundo a assustou.

- TYLER, PARA COM ISSO! - Jessica, aluna de design gritava para o amigo, que tentava a todo custo agarrar a castanha.

- O que está acontecendo ali? - Yuri murmurou.

- Deve ser o Tyler tentando conseguir algo com a Jessica de novo... Lembra dela, não é? - Deu algumas vezes cotoveladas na mais velha, sorrindo de forma ardilosa. - Aquela por quem você é apaixonada desde o primeiro semestre.

- Cala a boca, Hyo! E-e-eu não sou mais apaixonada por ela...

- Está mentindo pra mim ou para si mesma? - A dançarina subiu uma de suas sobrancelhas.

- TYLER, VOCÊ ESTÁ ME MACHUCANDO! - Jessica voltou a gritar, ela precisou empurrar o rapaz que já a machucava e o empurrão acabou fazendo o mais velho olhar em direção aonde Yuri estava e ao ver os olhos avermelhados de Tyler, a morena sentiu seu corpo gelar.

- Fique longe dos olhos avermelhados... - Sussurrou mais para si mesma do que para as pessoas ao seu redor.

- O que disse? - Hyo perguntou, mas não teve tempo de receber uma resposta já que Yuri correu em direção a Tyler, que estava prestes a atacar Jessica, mais uma vez.

O impulso que Yuri havia pego para correr, fora tão forte, que quando ela acertou o infectado, ambos caíram, tomando uma distância de Jessica e acertando a montanha de cadeiras amontoadas no canto da sala. O barulho foi tão grande que chamou a atenção de todos os diversos alunos de cursos diferentes que ali estavam.

Yuri se levantou o mais rápido que pôde, se afastando de Tyler, que levantou rapidamente já com os olhos ainda mais avermelhados e baba escorrendo pela boca.

- Tyler... O que deu em você? - Jessica se aproximou, mas Yuri a puxou para ficar atrás de si. - O que você está fazendo?

- Não fique perto dele! Ele está infectado... Olhe os olhos. - Indicou e só então a designer encarou o amigo vendo o rubor em sua esclera.

- Yuri... Está tudo bem? - Hyoyeon andou em direção a amiga, já preocupada com aquela situação.

- Sim, mas não vai ficar se não dermos um jeito nele. Ele pode acabar infectando a todos nós!

- E como você sabe disso? - Interpelou Hyomin, uma jovem que estudava na mesma sala de Yuri, cuja mesma não se dava bem.

- Minha irmã me disse... Ela falou que o melhor lugar a ficar é na faculdade e que era pra ficar longe dos olhos vermelhos - Apontou para Tyler. - Como os dele.

Hyomin riu soprado. - Isso é uma palhaçada, ele virou o que agora.... Zumbi? - Zombou indo em direção ao infectado. - Ele só é um idiota querendo chamar atenção, vamos Tyler - Se aproximou do garoto que não parava de grunir em sua direção. - Pare com isso...

Antes que Hyomin pudesse falar qualquer outra coisa, Tyler a puxou de forma brusca, não dando-a uma escapatória. O rapaz a prendeu em seus barcos e abocanhou o ombro da mesma, tirando uma grande quantidade de pele e sangue. Gritos e correria se formaram na sala, Yuri abraçou Jessica e Hyoyeon e sem pensar duas vezes, as levaram para fora daquela sala antes que aquilo se tornasse ainda pior. 

- Pra onde vamos? - Hyo indagou sentindo uma verdadeira bateria de escola de samba no peito.

- Precisamos ir para uma sala que dê para trancar a porta! 

- S-s-sala dos professores! - Jessica gaguejou sentindo ainda todo o nervosismo em seu corpo.

- Vamos pelas escadas de incêndio. - Sugeriu Hyo, puxando Yuri e Jessica até a porta vermelha próximo ao elevador.

As universitárias subiram o mais rápido que podiam. Elas estavam no segundo andar e a sala dos professores ficava no décimo, o que acabou causando um cansaço na metade do caminho.

- Espera, eu não consigo respirar! - Jessica parou bruscamente sentindo seu peito doer pelo esforço que estava fazendo para respirar.

- Estamos na metade do caminho, precisamos continuar! - Hyo olhou das garotas até a porta daquele andar com o número seis em um amarelo quase florescente. 

- Me dê um minuto, okay? - A castanha sentou-se num dos degraus.

Um silêncio se fez, até então elas estavam em um lugar seguro, mas ainda assim, vulneráveis, o que preocupava Yuri.

- Melhor irmos antes que nos tornemos alvos fáceis. - A morena estendeu a mão para a estudante de design que a encarou por alguns segundos antes de aceitar a ajuda para se levantar.

As três continuaram a subir, agora mais lentamente, até que enfim chegaram ao décimo andar. Elas adentraram o local, olhando ao redor - Para constatar se estavam sozinhas e seguras - E rumaram até a sala dos professores. Yuri forçou a porta e a mesma se abriu sem dificuldades, ela suspirou, buscando ar e coragem, e deu os primeiros passos para dentro da sala.

Por sorte, estava vazia. A morena fez sinal para as outras duas entrarem e logo, as três estavam como antes, tendo Yuri na frente e Hyoyeon e Jessica usando a futura chefe de cozinha como escudo.

- Aqui tem um frigobar. - Hyo inferiu apontando para o objeto branco no canto da sala. - Será que tem algo pra comer?

- Como você pode pensar em comida uma hora dessas? - Jessica questionou com o cenho franzido, contudo ao ouvir sua barriga roncar, ela tratou de se retratar. - Vai la ver, se tiver eu também quero.

Hyoyeon riu debochada da castanha, mas não negou. Sem demoras ela andou até o frigobar, mas antes de chegar perto do mesmo, um barulho no grande armário de madeira chinesa, a fez parar.

- Y-y-yuri... Acho que tem alguém aqui. - Apontou para a porta do armário.

A Kwon pegou uma vassoura - Que estava encostada próximo ao banheiro da sala - E se dirigiu até o armário. Ela abriu uma pequena brecha e apontou o cabo da vassoura para o interior do móvel, mexendo e remexendo para saber se havia alguma coisa ali, até que a vassoura acertou algo, ou melhor, alguém.

- Yaah! Isso doeu! - A voz fina deixou todas em alerta.

- Quem está aí? - Yuri inquiriu.

Um grunhido e as portas se abriram ainda mais, dando passagem para a professora.

- Professora Choi? - Yuri abaixou o cabo da vassoura e fez reverência para a mais velha. - D-desculpe por lhe acertar!

- Tá, tá... - Bufou - Vocês revelaram meu esconderijo. - Sooyoung cruzou os braços. - O que fazem aqui?

Jessica exalou. - Lá embaixo está um caos e se o que Yuri disse for verdade, o Tyler deve ter contaminado várias outras pessoas.

- Tyler estava infectado? - A professora abriu a boca surpresa. - Isso não é bom... Ele é forte, vai ser difícil conter.

- Yuri conteve ele quando o projeto de atleta tentou morder a garota dela. - Hyo informou numa clara pirraça fazendo a Kwon a encarar séria. 

- Garota dela? - Jessica levantou uma de suas sobrancelhas e Yuri riu sem graça.

- Ela só está brincando, não é Hyo? - A morena deu uma cotovelada na amiga que reclamou num gemido de dor.

- Não sabia que você era tão forte assim, Kwon. - Sooyoung aproximou-se da aluna.

- Mais uma pra você proteger. - Hyo murmurou para a morena. - Mas olha Soo, não ache que você será prioridade porque a prioridade tem nome e sobrenome. - A dançarina brincou, olhando diretamente para a Jung, o que enfucereu Yuri

- O que deu em você, hein? Isso não é hora de brincar... - A Kwon virou-se em direção a amiga.

- Pessoal, vocês estão ouvindo isso? - Jessica disse, porém não foi escutada já que as outras começaram a discutir entre si.

- Eu só estava tentando trazer um alívio cômico, Yuri! 

- Garotas, não é hora de brigar... - Sooyoung tentou argumentar.

- Pessoal... - Jessica chamou de novo, porém mais uma vez sem sucesso.

- Alívio cômico? Hyo, estamos numa porra de um apocalipse zumbi, não é hora de brincar! - Yuri quase gritava com a mais nova.

- Acho que apocalipse zumbi é um termo muito prematuro pra se usar. - Sooyoung fez um adendo que não foi sequer notado.

Hyo riu soprado - Se eu não brincar, a gente vai morrer de téd...

- PESSOAL! - Jessica gritou, gritou tão alto que sua voz ficou extremamente fina e o eco da sala a tornou ainda mais aguda. - DÁ PRA PARAR? TEM UMA PORRA DE UM BARULHO PERTO DAQUI E VOCÊS NÃO ESTÃO OUVINDO!

- Que barulho? - Yuri interpelou, fazendo sinal para que as quatro fizessem silêncio. Elas ficaram caladas por alguns segundos na tentativa de ouvir o tal barulho, até que o mesmo voltou a propagar pelo andar.

- É um telefone? - Hyo murmurou.

Yuri voltou sua atenção para a professora. - Onde tem telefones antigos aqui? 

Sooyoung franziu o cenho com a pergunta, mas não se privou de responder. - Sala do reitor?

Sem esperar que a seguissem, Yuri correu para onde ela imaginava ser a sala do reitor. Ela nem sequer parou para ver se a porta estava aberta e arrombou a mesma, entrando quase caindo e correndo até o telefone que ainda tocava.

- Alô? - Ela atendeu ofegante.

- Yuri? - A voz de sua irmã a fez sorrir.

- Eu sabia que era você, Tae! Eu sabia! - Seus olhos encheram de água. - Onde você está? Você está bem?

- Estou perto, Yul, mas precisamos nos esconder em um lugar seguro. As ruas estão perigosas. E... Eu estou bem. - Respondeu enquanto recebia os cuidados de Tiffany.

A Kwon franziu o cenho. - Precisamos? 

Taeyeon encarou a Hwang em sua frente, a morena terminava limpar o corte em sua testa. - Digamos que encontrei uma amiga pelo caminho... - Tiffany a fitou, os rostos quase colados, a morena sorriu.

- E quando você vai vim? - Yuri voltou a questionar.

- Em breve... Preciso que você tome o máximo de cuidado, Yul. Se ver algum sinal de infecção em alguém com quem você está, isole-o ou eles poderão te...

- Atacar? - A mais nova interrompeu a agente.

- Alguém já te atacou? 

- Mais ou menos, mas agora estamos em um lugar seguro.

Taeyeon  exalou. - Preste atenção Yuri... Eu vou te buscar, mantenha-se segura com quem é que sejam as pessoas com quem você está. Mas quando eu chegar, só eu, você de mais duas pessoas poderão ir conosco para o abrigo militar.

- Que abrigo militar? - A Kwon viu a professora junto às universitárias chegarem a sala e tratou de diminuir o tom.

- Tem muita coisa que você não sabe sobre mim, irmã e... Assim que eu estiver aí, te contarei tudo. Enquanto isso, trate de ficar bem!

- Okay, Unnie! Eu confio em você!

Taeyeon sorriu. - Eu sei... Fique próxima ao telefone, ligarei de novo. 

- Certo... Tae... - Chamou quando percebeu que a irmã iria desligar.

- Sim?

Yuri suspirou. - Saranghae!

Taeyeon sorriu. - Saranghaeyo!

A Kim encerrou a chamada e fitou a Hwang que agora tirava um band aid para por em seu corte. 

- Como ela está? - Perguntou enquanto voltava a se posicionar de frente à agente.

- Bem... Tem alguém que queira ligar? Sei lá, uma amiga? Um namorado? 

Tiffany subiu as sobrancelhas. - Isso é você querendo saber se eu estou solteira?

Taeyeon riu. - Claro que não. Só quero me certificar que você queira contactar alguém...

Tiffany se afastou o suficiente para olhar o rosto da mais velha. - Eu me mudei  há pouco tempo pra capital... Só eramos eu e minha mãe, então...

Taeyeon suspirou sentindo ainda mais culpa por ter causado aquele acidente. Mesmo que indiretamente ela tenha salvado a vida de Tiffany, ela se sentia culpada pela morte da mãe da mesma. O que só fazia aumentar o desejo de manter Tiffany protegida.

- E vocês se mudaram pra cá por algum motivo especial? - Achou melhor mudar o assunto.

- Faculdade... Eu  iria começar as aulas semana que vem.

- Iria fazer qual curso?

Tiffany comprimiu os lábios. - Medicina...

- Hum... Isso explica muita coisa. - Apontou para todos aqueles itens hospitalares que a Hwang pegou. - Eu já quis fazer medicina, sabia? - Confessou.

- E porque não fez? - Pegou uma pomada e passou em seu próprio braço, lugar onde estava sentindo uma dor incômoda por conta da batida de carro.

- Não sei... Acho que os jogos me influenciaram a escolher minha carreira. Sempre amei a adrenalina de um combate.

Tiffany riu. - Se eu não tivesse visto com meus próprios olhos, não acreditaria que você é uma agente da CIA.

Taeyeon franziu o cenho. - Ora essa, mas porque?

Tiffany escondeu o rosto nas mãos com medo da reação da mais velha. - Porque você é pequena...

Taeyeon fingiu está ofendida, levando a mão ao peito - E você é muito alta, não é? - Contra argumentou.

- Você tem um ponto... - Coçou a garganta. - O que vamos fazer agora?

Taeyeon se consertou, elas estavam sentadas no chão de uma loja abandonada e tinham algumas comidas e bebidas ao seu redor.

- Desncansar... Vamos sair pela noite.

Tiffany franziu o cenho. - Não é mais perigoso?

Taeyeon negou com a cabeça. - Não se formos pelos lugares certos.

- E quais seriam esses lugares? - Tiffany perguntou apesar do pressentimento de que ela não gostaria da resposta.


... Continua no próximo capítulo...


Notas Finais


Besitos en la bundita e até a próxima!


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