História "Panelinha" - Capítulo 1


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Visualizações 7
Palavras 1.459
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


É uma história que eu realmente gosto de escrever, relatando o cotidiano de muitas pessoas, que já sofreram ou sofrem bullyng por seu jeito de ser e que tem de fingir serem o que não são para agradar.

Capítulo 1 - Inescrutável


Fanfic / Fanfiction "Panelinha" - Capítulo 1 - Inescrutável

Capitulo 1.           

  Era tarde já se passavam das 12:00 da noite e eu não conseguia dormir, aprofundado nos meus pensamentos, será que tudo ia se repetir novamente? O ensino médio iria ser ainda pior que o fundamental? Eu estava roendo as unhas, estava ficando paranoico com toda essa história de colégio, eu realmente não sabia o que fazer. Eu sofreria tanto assim pôr no ano anterior, eu não ter me dado tão bem socialmente, um grupo de valentões haviam me visto segurando a mão do meu melhor amigo, que na verdade não é mais meu amigo, isto por escolhas pessoais, mas eu até entendo quem iria querer se meter com os valentões da escola, para ter sua vida transformada em um inferno? Provavelmente sim. Os garotos só viram o meu rosto por isso não o atormentaram também, depois desse dia eles me xingavam de muitas coisas. ´´GAY, BOIOLA, VIADO``. E o pior é que todos da escola se juntaram a ele e coitado de quem fosse visto falando comigo, eles realmente achavam que eu era gay, sério? Segurar a mão de um amigo é considerado um ato homossexual agora? Até ai tudo bem mas foi piorando cada vez mais, me jogavam na lixeira, me prendiam dentro do armário do zelador, enfiavam minha cabeça no sanitário, eles realmente achavam que eu não me importava, consequentemente fingia várias doenças para não ir à escola, estava perdendo a vontade de viver, eu realmente não sabia o motivo de eu nunca ter contado nada para os meus pais, eu sempre dizia que os olhos roxos eram marcas da bola do lacrosse, eu jogaria antes de todas essa coisas acontecerem, só que o treinador receberia vários comentários de outros membros do time que ficavam incomodados com minha presença, eu passava o tempo todo no banco dos reservas esperando ser escolhido e bom, nunca fui chamado novamente, eu teria que esperar todos saírem do banho para mim poder entrar, eu me sentia um lixo, eu desejava a todo instante sair daquele lugar até que um dia meus desejos se realizaram. Eu já estaria farto de tudo isso, naquela segunda feira, dia sete de julho de 2017, aconteceu o inesperado, os caras maus estavam vindo em minha direção, eu já saberia o que aconteceria, por isso me afastei da lixeira, o cara da vez foi o Lucas, ele me segurou pela minha camisa e me levantou, ele me encarou com seus olhos castanhos, todos olhavam mas ninguém fazia nada, havia chegado à conclusão que eu nunca seria ajudado por ninguém, não sei o que realmente aconteceu comigo mas havia me pegado dando um bofete na cara do Lucas, isso não foi uma ideia boa, os seus colegas avançaram em cima de mim, me jogando contra o chão, eu só sentia uma imensa dor com todos aqueles garotos me chutando, doía tanto que eu tinha desmaiado, não me lembro como eu sai dali, se algum professor havia me ajudado ou coisa do tipo, me acordei na manhã seguinte no hospital, a enfermeira estava feliz por mim ter acordado, meus pais estavam chorando, eu fraturei duas costelas e fiquei com grandes hematomas no meu corpo, meus pais e eu se mudamos para uma cidade perto e me educaram em casa pelo resto do ano. A minha casa nova era até legal, com piscina e tudo mais, só que eu nunca saia de casa, para lugar nenhum nem mesmo para visitar meus parentes, eu irei voltar para uma nova escola, não saberia se tudo ia se repetir ou se tudo iria melhorar, as aulas vão começar amanhã, eu já teria me esquecido de como interagir com uma pessoa e por mais idiota que pareça eu teria pesquisado no GOOGLE como se dar bem no primeiro dia de aula, mas não havia visto nada tão fascinante.

- Joseph, já está na hora de levantar, meu querido. Falou minha mãe batendo na porta.

 Havia pegado no sono diante dos meus pensamentos. Eu não respondi a minha mãe, só fiquei sentado na cama com um imenso frio na barriga, - Mas que coisa horrível, me peguei dizendo. Não sei de onde me vieram forças para mim conseguir se levantar da cama, me espreguicei me olhando no espelho, meu cabelo estava quase intacto do jeito que eu o havia deixado ontem, já havia desistido dele há algum tempo já que a sua única salvação era o gel, a minha mãe havia deixado roupas engomadas para mim vestir sobre minha cama e bom minha mãe não entendia a modernidade do jovens , na verdade nem eu entendia, mas se eu fosse para a escola no meu primeiro dia de aula parecendo o meu tataravó vestindo essas roupas sociais, eu seria espancado no mesmo dia, nada contra quem usa roupas do tipo , eu até gosto mas eu queria escapar de tudo que trouce-se problemas com qualquer pessoa que fosse, eu retirei minha calça Jeans e meu moletom vermelho do meu armário, o coloquei sobre a cama e me dirigi até o banheiro, a água quente caia sobre meu rosto, passavam muitas coisas na minha cabeça neste momento, nem eu consegui distinguir o que eu estava pensando, talvez eu fosse mesmo um louco. Me sequei com a toalha e pus ela sobre minha cintura e me encarei no espelho novamente ainda não consegui entender o que realmente passava na minha cabeça, mas não dava resultado, devia ser algo sobre a escola ou coisa do tipo, sai do banheiro direto para o quarto e por incrível que pareça minha mãe havia engomado a roupa que eu botei sobre a cama, eu ri daquela cena, eu me vesti peguei minha mochila e desci as escadas até a cozinha onde estava minha mãe preparando o café da manhã.

- Mas que belo dia, não acha? Perguntou ela.

- Não se anime ele só está começando. Rebati

 Ela me olhou com uma cara irônica, ela se chamava de Yasmim, tinha os olhos castanhos, pele escura com os cabelos escuros frequentemente amarrados em um perfeito rabo de cavalo, eu havia puxado mais o lado da minha mãe do que do meu pai que era moreno dos olhos verdes, que estava no trabalho neste instante, eu tinha os olhos e a pele da minha mãe, e alguns costumes praticamente iguais, ela costumava me contar histórias sobre sua infância, e de como foi difícil chegar onde ela está hoje, que no caso ela é uma empresária, uma das únicas batalhadoras de sua família diferentemente de seus outros quatorze irmãos. Meu avô costumava me visitar constantemente, meu pai foi criado apenas por minha vó, o seu pai teria o deixado junto com seus dois irmãos, ele não falava muito sobre seu pai para mim na verdade eu não queria incomoda-lo com minhas perguntas sem nexo algum.

- Seu pai não pode ficar para ir lhe deixar na escola. Disse ela.

- Sem problemas eu vou de ônibus. 

- Quero que faça amigos novos.

Ela estava mais preocupada que eu, minha mãe já havia sofrido o bastante durante todo esse tempo, e o pior que era por minha causa, ela discutiu muito com o meu pai sobre eu voltar ou não para a escola, meu pai ganhou como a maioria das vezes, eu meio que não ligava, mas no fundo, no fundo eu realmente queria voltar, já estava cansado de ficar trancado o tempo todo, precisava mesmo de algo para me distrair.

- Entendido. Falei

- Estou falando sério. Insistiu ela com aumentando o tom.

Eu não respondi nada só andei até a geladeira e peguei uma maçã, que estava perfeitamente vermelha, minha mãe estava preparando umas coisas estranhas, deduzir que não ficaria pronto a tempo.

- Tenho que ir. Falei.

- Desculpa eu tentei fazer algo legal, mas você sabe que eu sou uma péssima cozinheira. Disse ela frustrada.

- Sem problemas, não estou com fome.

Eu realmente não sentia fome alguma quando acordara. Ela se virou na minha direção e me deu um sorriso enorme, caminhou até mim para dar um abraço, eu não poderia falar nada já que estava mastigando a maçã.

- Estou muito feliz por você Jos. Ela costumava me chamar assim as vezes.

- Sua comida está queimando. Falei ainda com a boca cheia.

Ela não me largou, como se eu não estivesse falado nada, o cheiro era forte, mas ela não ligava, até que percebi que ela estava chorando, eu realmente não sabia o que fazer, ela era muito sentimental e a única forma de fazer ela parar de chorar ali naquele instante seria não fazer nada.

- Desculpa mãe mas tenho que ir.

- Está bem. Ela finalmente me largou.

- Até mais. Falei me dirigindo até a porta.

Ela acenou para mim e se virou para olhar as panelas, - Ó céus. Consegui escutar ela dizendo isso da sua comida queimada. Eu ri da situação.


Notas Finais


Esta história mostra o quanto podemos dar a volta por cima, e que podemos sim estar no top.


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