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História Papais - Capítulo 6


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Notas do Autor


Finalmente consegui reescrever esse capítulo e deixá-lo perfeito para nossa despedida desse meu xodó:(

Boa leitura!

(Boiolagem, agradecimentos e chororô nas notas finais!)

Capítulo 6 - Epílogo: Papai em dobro e um novo felizes para sempre


Taeyong acordou na manhã seguinte, tendo tempo de somente expulsar a preguiça e lembrar-se da corrente situação. Não segurou o sorriso ao contemplar Mark em seu maior esplendor, todo encolhido no seu lado da cama, com um sorrisinho irresistível nos lábios finos. Não muito diferente dele, Changmin tinha estampado no rosto gordinho um sorriso desdentado e sapeca, já acordado, observando o babá que observava seu pai. Às vezes o pequeno parecia saber exatamente sobre tudo o que acontecia, de algum jeito ele era muito atento para um bebê tão pequeno.

 

— Bom dia meu bem! — Sussurrou, dando um cheirinho no pescoço cheio de dobras, fazendo o mini Lee rir. — Seu pai é sempre bonito assim quando dorme, é? — Apontou e Changmin virou a cabecinha tentando entender. — Vem espertinho, vou te dar o café da manhã, que se eu bem te conheço deve estar com fome.

 

Com muito cuidado retirou Changmin do colchão, perdendo alguns segundos no quarto apenas admirando silenciosamente Mark, tão sereno e minúsculo lá, sozinho naquela king-size. Os dois foram para a cozinha, ainda lidando com o restinho de sono insistente que os deixava mais lentos e pesados que o normal, vasculharam a geladeira juntos e pelo bem da nação da preguiça matinal, escolheram bananas. Uma papinha de banana depois, ficaram conversando (segundo Taeyong) sobre coisas aleatórias até finalmente despertarem por completo. Não só eles, mas a sombra de Mark surgiu no batente da porta, uma sombra sonolenta e definitivamente atraente, que deixou o babá mais acordado que três xícaras de café puro. 

 

— Se eu soubesse que você e o Min acordam no mesmo horário, eu teria me esforçado e acordado um pouquinho mais cedo para fazer o café — Coçou os olhos por debaixo do óculos, que estava de volta àquele rosto bonito. — Que tipo de anfitrião sou eu? 

 

— Bom dia para você também, resmungão! — Brincou se apoiando no balcão. — Não seja bobo, eu estou no trabalho agora. 

 

— Ah, está? — Deu alguns passos, suficientes para ficar frente a frente com o mais novo. — Então eu não estou mais autorizado a fazer isso? — Segurou o rosto de Taeyong com ambas as mãos e depositou um selar demorado nos lábios ainda com resquícios de gloss.

 

Ya! — Estapeou o peito dele antes de se afastar, chocado com o ato repentino, quando foi que perdeu o posto de audacioso? — Tem criança aqui, bobão!

 

— Bobão? — Riu pelo nariz, olhou seu filho na cadeira e negou. — Min tem que saber que é isso o que pessoas que se gostam fazem. Não vejo problema nenhum nisso, né filhote?

 

Taeyong detestava quando era pego de surpresa com algum gesto ou palavra e para a sua desgraça, Mark Lee estava ficando perspicaz e bom demais nisso. Talvez ainda fosse novo para si, mas o mais velho agia tão naturalmente ao falar sobre os dois que se sentia em paz e, no fim das contas, em casa.

 

— Sério, pode repetir isso que você falou, só mais uma vez? — Virou-se enquanto Mark buscava ingredientes na geladeira, despreocupado. — Quero gravar e colocar como toque do meu celular. 

 

— Não sou um cara que repete esse tipo de coisa — Jogou o cabelo exageradamente para o lado, em uma falsa interpretação de badboy que ficou tão ruim ao ponto de nem mesmo conseguir convencer a si próprio. — Para de me olhar assim, não consigo dizer mais nada com essa pressão toda sobre mim. Sou um romântico sem hora, okay?

 

Não insistiu, de fato era mais interessante deixar que frases como aquela viessem de forma espontânea, assim teria o prazer de ser agraciado com essas melosidades e se surpreender com elas como se fosse a primeira vez. Gostava de surpresas, afinal. Focou-se no pequeno e o limpou, a saga dos dentes produzia bastante saliva e vez ou outra ele se molhava todo após um curto período de tempo. Ao que se virou viu Mark vestindo um avental onde a frase "cozinheiro atrapalhado, cuidado!" decorava a parte da frente, riu com aquilo, pois mesmo nunca tendo presenciado o mais velho cozinhando, apostava que o aviso não era só uma brincadeira, Mark Lee realmente conseguia se atrapalhar desempenhando a mais simples das tarefas.

 

— Me lembro de quando me perguntou se tinha algo que eu não sei fazer… — Surgiu ao lado do fogão, admirando a cintura delineada pelas tiras do avental bem presas. — Detesto admitir, mas não me dou muito bem com fogo ou com facas.

 

— Não sabe cozinhar? — perguntou enquanto o olhar de Taeyong queimava sua traseira.

 

O rosado não sabia descrever quão sexy era a visão daquele Mark, aquela faceta que experimentava pela primeira vez, realizando algo tão sem significado como cortar tomates e ainda assim sendo atraente ao fazer, sem se dar conta. Essa característica estupenda de parecer maduro e bonito apenas estando lá, parado, com um avental azul bebê e um cabelo rebelde de quem saltou da cama… Não fazia sentido, mas Taeyong jamais poderia reclamar. 

 

Voltou a si e enfim processou a pergunta feita anteriormente, meneando a cabeça positivamente. Não entendeu quando recebeu um olhar desconfiado, realmente tinha pouca familiaridade com a cozinha de um modo geral, já que sempre foi adepto das comidas instantâneas ou congeladas, o que fosse mais prático e rápido. Mark deixou a faca de lado e puxou-o pela mão, encaixando o corpo magro de Taeyong entre a bancada e o seu abdômen, sendo educado o bastante para não se encostar nele sem uma breve permissão não dita, mas expressada. 

 

— O que? Vai me ensinar? 

 

— Você me ensina algo todos os dias, deixa eu retribuir. Por favor? — apoiou seu queixo no ombro do rosado, inflando as bochechas e ficando inegavelmente mais parecido com Changmin.

 

— É irritante eu não conseguir te dizer não. 

 

E mais uma vez, de rodadas seguidas, ambos sentiram-se confortáveis partilhando aquele tipo de momento íntimo e familiar. O ambiente parecia voltar-se todo a eles e suas brincadeiras, provocações, seus sorrisos. Havia também algo diferente no olhar de Changmin, observando seu pai e seu babá felizes em sua frente, como se o pequeno Lee conseguisse entender o quão bem Taeyong fazia a Mark e vice-versa, como se ele soubesse a preciosidade de tais horas onde eles agiam e, quem sabe, eram uma família, completa e feliz. 

 

Jihyun se foi deixando uma sombra, que caminhava lado a lado com Mark, puxando-o para trás sempre que ele pensava estar superando ou avançando. Mas quando Taeyong chegou em sua vida, com todas as cores extravagantes e piadas inesperadas, a sombra simplesmente se desfez já que não havia motivos para continuar caminhando, o Lee finalmente livrou-se do peso e substitui-o por afeto, do tipo que não nutriu por ninguém durante a vida. Em pouco mais de um mês, permitiu-se se apaixonar novamente e viver, sem medo, sem rancor, sem mágoas, restando para si e para seu filho o melhor: o amor. Mereciam isso, ele merecia isso. Merecia amar e ser amado na mesma intensidade, e acima de tudo, merecia deixar o passado se tornar passado.

 

— No que tá pensando, Markie? 

 

Taeyong o flagrou com o olhar vago, com pensamentos indo longe, mas diferente de tantas outras vezes, dessa vez um sorriso descansava em seu rosto. Não podia evitar perder-se diante de tantas novidades e sentimentos, era quase como se estivesse disposto a viver todas as experiências que não teve a chance, contanto que Taeyong estivesse ao seu lado. O que, na sua idade, poderia ser sonhar alto demais, mas não era como se isso fosse um grande problema, voltar a sonhar.

 

— Só no quanto eu sou sortudo. — Olhou em volta, erguendo uma sobrancelha. — E também no quanto já passou da hora de tirar aquelas fotos da parede.

 

Se referia a todas as memórias que continham sua ex-noiva, aquelas que foram as únicas coisas suas que restaram no apartamento. Johnny tinha razão quando dizia que se desfazer de certos detalhes deixariam a aceitação vir mais rapidamente, as fotos somente serviam de gatilhos desnecessários, lembranças de um tempo que não iria voltar e Mark finalmente decidiu que mesmo se tivesse o poder de trazê-lo de volta, escolheria não trazer. 

 

— Podemos tirar uma foto, eu, você e o Min. — Taeyong propôs, obviamente leviano, mas não estava preparado para enfrentar a boa recepção de sua fala. — Não, Mark. Eu estava brincando, eu não quero que soe como se eu estivesse substituindo Jihyun e…

 

— Ninguém vai substituí-la, Yong. — sua mão foi gentilmente dirigida até o queixo do mais novo. —  Eu não quero isso, e sei que você também não. Você é você, existe um lugar só seu e assim vai ser.

 

— Então… — Suspirou, era um alívio estar com alguém tão maduro e atencioso, jamais se colocaria na posição de outra pessoa, mesmo que esta já não estivesse mais por perto por quaisquer motivos. — Quer mesmo uma foto nossa na sua parede? 

 

Mark não respondeu, apenas buscou o celular no quarto (ainda uma bagunça de cobertores e travesseiros), voltando e encontrando Changmin e Taeyong abraçados, parecendo esperar pela foto. Estranhamente os dois eram igualmente fotogênicos por natureza, algo que não veio de Mark, mas sim da mãe do garotinho. Sentou-se do outro lado, deixando o bebê no meio dos dois, tomando grande parte da fotografia com seus bracinhos estendidos tocando a bochecha dos dois homens, o que tornou o clique genuinamente mais lindo. 

 

Mark estava boquiaberto, talvez fosse a melhor foto que tirou desde a formatura. Não sabia explicar, mas conseguia prolongar seu sentimento de felicidade apenas observando a imagem. Estava pronto para deixar o celular de lado, quando por um descuido começou a gravar um vídeo, não sabendo como parar a gravação por motivos de: seu aparelho era novo, ainda pouco familiar para si. Mas, antes que conseguisse se irritar com a tecnologia, como o bom boomer que era, Changmin surpreendeu à todos com sua primeira palavra, sendo ela:

 

— Papai!

 

Taeyong congelou, sorriu, deixou de sorrir, olhou-o e desatou a rir. Mark no entanto não pôde acreditar, seus olhos cheios de lágrimas não choradas, sua credibilidade despencando como o mercado de finanças e o vídeo ainda sendo capturado. Changmin havia acabado de falar, pela primeira vez, a palavra que Mark mais esperava ouvir… Mas não para si e sim para Lee Taeyong, na maior cara de pau.

 

— Changmin Lee, você não pode restar falando sério…

 

— Papai! Papai! 

 

Confirmou o pequeno, claramente se divertindo com a risada contagiante do babá, fazendo seu pai perguntar-se qual foi o seu erro. Taeyong tentava demonstrar compaixão para com o papai desolado, mas simplesmente era impossível não sorrir com tanta provocação por parte do mini Lee.

 

— Ei, Markie. — chamou secando as lágrimas decorrentes de sua crise, recebendo o olhar mais mortal que já havia recebido. — Você não tem escolha, Changmin já decidiu por você!

 

— Decidiu o quê? 

 

— Nós somos os papais dele de agora em diante.

 

Mark desabou, talvez pelo comentário ou porque estava reprimindo a emoção de ter registrado a primeira palavra de seu filho, nenhuma das hipóteses comprovadas, apenas chorou e se enfiou nos braços quentes de Taeyong, realizando enfim: aquela era a melhor família pela qual poderia pedir.

 

E nela os três estariam juntos, com amor de sobra para dar.


Notas Finais


Queria deixar claro que essa é uma das minhas histórias favoritas, por mais que não seja a mais elaborada ou a mais longa delas, é especial e tem um lugar reservado no meu coração!

Agradeço à capista maravilhosa e à todos vocês leitores que deram uma chance para mim, mais uma vez. Amo cada um de vocês!

Vou sentir muuuuuuita falta da leveza e fofura, mas espero que possa alcançar bastante gente.

Mais um ciclo finalizado ♡


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