História Papais Dourados - Capítulo 1


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Categorias Saint Seiya
Personagens Afrodite de Peixes, Aiolia de Leão, Aioros de Sagitário, Aldebaran de Touro, Camus de Aquário, Dohko de Libra, Ikki de Fênix, Kanon de Dragão Marinho, Kanon de Gêmeos, Kiki de Appendix, Marin de Águia, Miro de Escorpião, Personagens Originais
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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Lírica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Cross-dresser, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - O Grande Mestre não é babá!


Fanfic / Fanfiction Papais Dourados - Capítulo 1 - O Grande Mestre não é babá!

Todos cavaleiros de ouro haviam saído numa missão importante e inesperada. Sendo assim, Shion não sabia muito bem o que fazer com os filhos deles. Ele havia sido discípulo do lendário Hakurei de Altar, fora o antigo cavaleiro de Áries, lutara em duas Guerras Santas, e havia sido como um pai para Mu... Mas agora estava diante de treze crianças. Treze filhos de cavaleiros de ouro! 

_Ah... Crianças – tentou chamar a atenção, mas os pequenos estavam ocupados demais brincando e implicando uns com os outros para prestarem atenção no Grande Mestre. – Crianças... Como vocês bem sabem... – nada ainda.

Chian, o filho de Mu, percebeu que Shion estava falando. Ficando de pé sobre o assento do Grande Mestre, ele gritou a plenos pulmões:

_Silêncio! Silêncio! Silêncio... Porque o vovô quer falar!

_Vovô? – perguntou Shion, surpreso com a palavra.

Chian sorriu e pulou do assento, correndo de volta para o grupo de crianças.

_Os pais de vocês saíram numa missão importante e...

Alexia, filha de Aioria, levantou a mão.

_Pode falar – permitiu o ariano.

_Eu já sabia disso, Grande Mestre.

_Eu também – disse Helena, entediada e já com saudades do papai Milo.

_Acho que todos nós já sabemos – informou Henry sem tirar os olhos de um livro em francês.

Héracles, um dos gêmeos de Saga, resolveu implicar com o pequeno aquariano:

_Se o nerd falou, tá falado.

A filha de Milo não gostou, e, arregaçando as mangas do seu vestido, ameaçou:

_Tá implicando com o Henry? Repete, se tiver coragem.

O filho de Camus, mantendo a cabeça geladinha, disse:

_Deixa pra lá, Helena. O meu pai me ensinou a não levar a sério provocações tolas sobre a minha capacidade intelectual avançada.

A escorpiana não entendeu muito bem as palavras difíceis de Henry:

_Intelectual o que?

_Ah... Senta aqui perto de mim – estendeu a mão para ela, que corou.

_Tá bom – suspirou e quase não largou a mão dele pelo resto da manhã.

Shion estava para retomar a palavra quando sentiu algo agarrando seus pés. Era Rajeev, o filho de Shaka.

_Bá... Bá... Gu... Bá.

Shion pegou o menino nos braços e seguiu:

_Os pais de vocês voltarão em breve, mas, até que voltem, vocês ficarão aqui no meu Salão.

_Gandi Mestri...

_O que foi Guido? – perguntou ao olhar para o filhinho de Máscara da Morte, que encolhia as perninhas.

_Vou dá meu xixi pro penico. Tchau.

_Ah... Espere um pouco. Eu levo você até o banheiro.

Shion, ainda com o bebê loiro de Shaka no braço, pegou Guido pela mão e o levou até o banheiro.

_Naum... Esse penico grande naum. O meu é outro. O meu é pequeno – reclamou.

_Dessa vez você vai ter que fazer nesse aqui.

O menino fez cara feia, mas acabou "dando o seu xixi" para o outro penico.

_Pronto?

_Prontu – disse feito homenzinho.

Retornando para o Salão...

_Hector, tire o meu elmo da cabeça e saia do meu assento de Grande Mestre.

O gêmeo mais velho de Saga parecia bem confortável, mas obedeceu dizendo:

_Eu só queria saber como era – encolheu os ombros.

"Que perigo", pensou Shion.

De repente, um choro alto foi ouvido. Era Lin, a filha de Dohko, cuja boneca tinha sido tomada pela taurina Mariazinha.

_Ela pegou a Shunlei... Aahhhh... Me dá a Shunlei de novo!

Shion foi até Mariazinha, para devolver a boneca de Lin. Pensando que levaria uma bronca, a filha de Aldebaran começou a chorar também:

_Buáááá... Eu só queria dar mingauzinho pra ela, Grande Mestre. Ela tá com fome e a Lin não dá comidinha pra ela!

_Não precisa chorar, Mariazinha – Shion tentava consolá-la.

_Eu também tou com fome, Grande Mestre – disse Belinha, a filha de Afrodite de Peixes, que brincava distraidamente com um bolo disforme de massinha de modelar.

Com Rajeev num braço e puxando Guido pela outra mão, Shion pensava no que fazer. Foi quando concluiu:

_Eu sou o Grande Mestre do Santuário. Não preciso ficar cuidando das crianças se posso designar essa tarefa para outra pessoa!

Shion, então, pensou em que poderia ser a primeira "babá" daqueles filhos de ouro.

Shun de Andrômeda estava preocupado, pois o chamado do Grande Mestre havia sido urgente. Ao chegar ao Templo, entretanto, encontrou-o rodeado de crianças enquanto dizia:

_E essa é a essência do cosmo – terminou.

_Conta essa historinha de novo. Eu gostei – pediu Belinha ao brincar com as suas tranças.

_Não é uma historinha, Isabela. Saber sobre o cosmo pode ser a diferença entre... – Shion viu Shun, e pigarreou.

_Estou aqui, Grande Mestre. Cheguei até a ficar preocupado com o seu chamado – falou o cavaleiro de bronze trajando a sua armadura.

_Ah... Sim. Eu tenho uma missão para você.

_Estou à suas ordens.

_Certo. A missão é a seguinte: você terá de cuidar dos filhos dos cavaleiros de ouro.

_Só isso? Tudo bem – disse num sorriso luminoso ao olhar para as crianças.

_Ótimo. Qualquer coisa, eu estarei em Áries – falou Shion ao levantar do chão, bater a poeira de suas roupas, e deixar o Salão.

Uma hora depois...

_Belinha, o que você está fazendo? – perguntou Shun.

_Estou comendo – disse ela ao dar a primeira mordida num "pastelzinho".

Shun coçou a cabeça e disse:

_Mas massinha de modelar não se come.

_Nem meleca. Mas eu tou com fome, então eu inventei essa comida – disse ela ao colocar mais um pedaço na boca.

_Você parece ser uma menina bem imaginativa, mas massinha realmente não é comida, e o bolo que eu fiz está quase saindo do forno – disse Shun ao tomar o "pastelzinho" da mão dela.

Belinha disparou:

_E é bolo de que sabor, tio Shun? Porque tem bolo de chocolate, bolo de formiguinha, bolo de bolo, bolo de cobertura, bolo de...

_É bolo de chocolate – respondeu.

_Eba! Eu gosto!

Pedro, o filho de Shura, avisou ao Shun:

_A Belinha não pode comer muito bolo de chocolate – disse preocupado.

_Tudo bem, Pedro. Ei, já disseram que você parece muito com o seu pai? – perguntou o cavaleiro de bronze com um sorriso feliz.

_Dizem isso para mim o tempo todo.

_Imagino que sim.

Shun deixou as crianças por um instante para tirar o bolo do forno. Cuidadosamente ele improvisou uma mesa, colocou nela pratinhos e copinhos, e, por último, trouxe o enorme bolo de chocolate.

_Eu ajudo a cortar – disse o filho de Shura.

_Obrigada pela ajuda, mas não gosto de ver crianças com facas nas mãos.

_Facas? – Pedro balançou a cabeça seriamente e cortou o bolo com o seu projeto de Excalibur. – Eu corto as pizzas lá em casa agora.

Shun ficou impressionado, e começou a distribuir os pedaços de bolo.

_Eu quero mais um – pediu Belinha, sem nem morder o primeiro que recebera.

_Antes você tem que terminar esse aí – disse o cavaleiro.

_Ah... Tá bom.

Passado algum tempo...

Os gêmeos Hector e Héracles olharam um para o outro e disseram no mesmo instante:

_Tá pensando no que eu estou pensando?

_Aham – responderam juntos.

Ambos ficaram de pé e...

_Guerra de bolo!

Shun arregalou os olhos e tentou impedir o inevitável:

_Não... Não façam isso, crianças – levou uma "bolada" na cara.

Hector tentou jogar bolo em Chian, mas o filho de Mu desapareceu no ar e reapareceu jogando suco no filho de Saga.

_Não vale isso!

_Vale sim – disse o pequeno ariano antes de sumir de novo.

Alexia, cujo cabelo dourado estava cheio de migalhas, ficou muito zangada.

_Ninguém joga bolo assim em mim – bradou a leoazinha estufando o peito e pegando a bandeja de bolo. – Tomem isso!

Foi bolo para todo lado. Helena observava tudo de longe, rindo. Henry não ligava para nada do que estava acontecendo.

Embaixo da mesa, sem que ninguém notasse, estavam Rajeev e Dorinha. O filho de Shaka, apenas alguns meses mais novo que a filha de Aioros, iniciou um "diálogo":

_Bi... Bá... Gu... Dá.

_Nan.

_Bu... Dá... Di... Di.

Ela assentiu e bateu palminhas, concordando sabe se lá com o que.

De volta à guerra de bolo...

_Eu estou muito desapontado com vocês, crianças. Com certeza os cavaleiros de ouro ensinaram que não se deve... – limpou o suco que tinha na cara.

_Eu não estou me sentindo bem, tio Shun – disse Belinha antes de vomitar todo o bolo que havia comido em excesso, e alguns pedaços da massinha de modelar.

_Eu avisei – disse Pedro.

_Ah... Vai ficar tudo bem, Belinha – falou Shun, disposto a tomar conta da menina.

Após cuidar da filha de Afrodite, trocar as fraldas de Rajeev e Dorinha, levar Guido ao banheiro outra vez, colocar Lin para dormir, dar banho nos que participaram da "guerra de bolo" – menos em Chian, que fugiu –, Shun estava cansado. E ele ainda nem tinha limpado o Salão do Mestre.

_Poxa... Não pensei que seria assim, tão difícil.

Os gêmeos de Saga aproximaram-se do cavaleiro. Hector perguntou:

_Tio Shun, para que servem essas suas correntes?

_Ah... As correntes de Andrômeda servem tanto para o ataque, quanto para a defesa.

_Sei... – disse Héracles ao segurar uma delas.

_E elas te defendem mesmo, tio Shun? – quis saber Hector ao segurar a corrente pontiaguda.

Sabendo que geminianos eram curiosos por natureza, o cavaleiro respondeu:

_Sim. De qualquer inimigo.

_Ah... Legal – falou Héracles ao fazer um sinal para o irmão.

Hector perguntou:

_Você pode ir um pouquinho mais pra trás?

_Para que?

Os meninos empurraram Shun para uma coluna do Salão do Mestre, e começaram a correm em volta dele, prendendo-o com as correntes de Andrômeda.

_Vocês não deveriam fazer isso, meninos.

Os gêmeos riam alto.

_Certo, eu não estou zangado. Mas parem com isso agora – falou Shun.

_Não mesmo – disseram os meninos ao mesmo tempo.

Duas horas depois...

Shion subiu de Áries para o Salão. Encontrou Shun ainda acorrentado e com uma maçã enorme na boca, para que não pudesse gritar.

_Por Athena! O que vocês...?

_Os gêmeos prenderam o Shun – dedurou Alexia.

O cavaleiro de bronze tentava dizer alguma coisa. Shion foi até ele e lhe tirou a fruta da boca.

_Ikkiiii!

"Preciso encontrar outra pessoa para cuidar das crianças", pensou o ariano ao perceber a bagunça do lugar.

Seiya de Pegasus chegou a Áries. Lá, encontrou Chian sentado na entrada.

_Olá! Você deve ser o filho do Mu – cumprimentou animadamente.

_Sou eu.

_Parece bastante com ele.

_É.

_E o que você está fazendo aí?

_Vigiando.

Seiya caiu na gargalhada. Depois, disse ao tentar atravessar a Primeira Casa:

_Que legal, mas eu tenho que ir agora. O Grande Mestre mandou me chamar.

_Você não vai passar – decidiu o menino ariano ao balançar a cabeleira lilás.

_Como é?

Chian desapareceu. Seiya achou que era a deixa para seguir seu caminho, mas...

_Parado aí – surgiu agarrando a cabeça do cavaleiro de bronze, e tapando os olhos dele com as mãos.

_Eu não posso brincar agora... Ei, me solta!

_Não.

Seiya tentava tirar Chian de seus ombros, mas não conseguia. O menino, então, desapareceu de novo. Surgiu mais adiante e, com a sua telecinese, ergueu uma pedra de tamanho considerável.

_Caramba... Só podia ser mesmo filho do Mu! – Seiya exclamou.

_Fica parado aí – disse o menino, querendo acertar o cavaleiro com a pedra.

_Você não está pensando em...

Chian riu e gritou ao mover a pedra:

_Segura!

Seiya desviou. O menino, então, escolheu uma rocha ainda maior e disse:

_Fica parado. Não vai doer.

_Eu não!

No entanto, antes que Chian tentasse de novo acertar o cavaleiro, Shion chegou.

_Pedra no chão, agora – ordenou.

_Me deixa acertar ele, vovô – falou o menino com uma carinha pidona.

_Não. E você deveria estar lá em cima com os outros, Chian.

O Pegasus, então, começou a rir.

_Vovô? – perguntou.

O Grande Mestre revirou os olhos, e, fazendo um sinal para o filho de Mu, autorizou o ataque. A pedra voou e acertou em cheio a cabeça de Seiya, que caiu no chão.

_Ai, ai, ai...

_Isso não foi nada comparado ao que você já sofreu antes, Seiya. Levante-se.

_Foi para isso que o senhor me chamou aqui, Grande Mestre? – falou o Pegasus ao tocar o galo enorme que se formava na sua testa.

_Não. Ou quase. A questão é que você já enfrentou inimigos bastante poderosos antes.

_Sim, já.

_Deuses, até – lembrou Shion.

_Foi.

_Então, a nova missão que tenho para você será bem simples.

_Qual é? – perguntou Seiya, cheio de si.

_Você vai cuidar dos filhos dos cavaleiros de ouro – isso soou solenemente na voz de Shion.

_Só isso? Talvez não seja tão difícil.

Chian riu.

_Ótimo. Então suba – Shion disse, satisfeito.

Ao chegar ao Salão do Mestre – ainda sujo em razão da "guerra de bolo" –, Seiya presenciou uma cena rara: a hora do cochilo das crianças. Todas pareciam mais anjinhos: Lin abraçava a sua boneca Shunlei, Henry cochilava com a cabeça apoiada nos pés de Helena, os bebês estavam com suas fraldinhas, Mariazinha encolhia-se num canto, Belinha apoiava a cabeça numa almofada de peixinho, e até os gêmeos de Saga pareciam seres angelicais.

_Vai ser moleza – disse o cavaleiro de bronze ao se espreguiçar.

Pedro, ainda acordado, disse:

_Cuidado.

_Com o que?

_Você vai ver – respondeu o filho de Shura antes de bocejar e pegar no sono.

Chian coçou os olhos e também adormeceu. Sendo assim, Seiya resolveu fazer o mesmo, sentando e escorando-se junto a uma parede.

Algum tempo depois...

_Não é assim que se usa – falava Hector.

_E como é? – perguntou Héracles.

_Ainda não sei – respondeu segurando o grande objeto com suas mãos.

Seiya escutava as vozes dos gêmeos perto de si, mas ainda não acordara completamente. Virou-se para o outro lado e seguiu de olhos fechados, mas Alexia o cutucou:

_Ei... Acorda.

_Marin, me deixa dormir mais um pouquinho – falou sonhando.

_Eu não sou a Marin. E ela quer tirar o meu pai de mim – Lexi estapeou o cavaleiro de bronze, aborrecida.

Desorientado, Seiya finalmente abriu os olhos e limpou o canto da boca.

_O que...? Ah... As crianças.

Ele se levantou. No entanto, tomou um baita susto:

_O báculo da Saori! Vocês não deveriam brincar com isso!

Hector, apontando o objeto para Seiya, perguntou:

_Sabe como funciona?

_Ei... Aponta isso pra lá, vai – pediu o cavaleiro.

_Tá com medo? – detectou o filho de Saga ao sorrir.

_Não, é que... Ei, me dá isso aí. Não é brinquedo!

Hector entregou o báculo ao irmão gêmeo, que disse:

_Eu acho que o Seiya tá com medo mesmo.

_Medroso – opinou Helena, aproximando-se.

Seiya se aborreceu:

_Eu não tenho medo, e vocês são apenas crianças!

A escorpiana deu um sorriso desafiador e dirigiu-se ao gêmeo que estava com o báculo:

_Eu acho que sei como isso funciona.

_Então, toma – Héracles entregou a ela.

Seiya começou a suar. Reconheceu a menina como a filha de Milo de Escorpião, e disse:

_É sério, me dá esse báculo. Você é uma meninazinha tão bonitinha... Sabia que o seu pai e eu nos damos super bem? É sério... Você não vai querer se machucar, nem machucar ninguém com isso.

_E se eu não quiser te entregar?

O cavaleiro de bronze perdeu a paciência:

_Ora... Eu não estou de brincadeira!

Helena franziu a testa, e, golpeando as "partes baixas" de Seiya com o báculo, falou:

_Nem eu.

O cavaleiro de bronze caiu primeiramente de joelhos. Depois, rolou no chão urrando e tremendo de dor.

_Au – disse o canceriano Guido, olhando de longe e segurando inconscientemente a própria pintinha.

O filho de Mu, então, gritou:

_Mariazinha, já pode trazer!

Quase tropeçando, a pequena taurina trouxe um vidro de molho de pimenta. Os gêmeos de Saga seguraram a cabeça do Pegasus, e gritaram ao mesmo tempo:

_Beba, Seiya!

Mariazinha virou a garrafinha de molho na boca dele. O rosto do cavaleiro ficou vermelho, os olhos dele mais pareciam duas cachoeiras de lágrimas, e ele parecia estar sem fôlego. Arrastando-se no chão com dificuldade, ele foi até a entrada do Salão do Grande Mestre.

Pedro, o filho de Shura, disse num tom sério:

_Eu avisei.

Recobrando o fôlego após intermináveis e dolorosos minutos, Seiya gritou:

_Saoooooriiiiiii!

De Áries, Shion ouviu o grito que ecoou por todo o Santuário. Resolvido a acabar de uma vez por todas com a indisciplina das crianças, ele escolheu quem seria a próxima pessoa a tomar conta delas.

O salto alto fazia barulho no piso do Salão do Grande Mestre. A máscara escondia o rosto daquela temida amazona, porém, o tom de voz dela era bastante claro:

_Escutem aqui, pirralhos: eu não tenho paciência para lidar com crianças, portanto, é melhor não me aprontarem nada!

Os gêmeos se encolheram, Henry continuou lendo, Pedro seguia colando figurinhas num álbum, Mariazinha juntava as migalhas de bolo ainda espalhadas pelo lugar para fazer um "bolo de verdade". Dorinha, a filha de Aioros, resolveu fazer uma gracinha e soltou um beijinho para Shina de Cobra, que disse:

_Corta essa, garotinha.

A menininha fez beicinho de choro, então, Alexia pegou a priminha no colo.

Shina seguiu falando:

_Pelo visto, vocês hoje "fizeram a festa", mas isso termina agora.

Belinha cutucou Pedro e perguntou:

_O que ela quer dizer?

_Não sei – disse o capricorniano.

Shina, então, deu a ordem:

_Vocês vão limpar esse lugar agora mesmo!

Helena levantou-se. Colocando as mãozinhas na cintura, disse:

_E se eu não quiser limpar?

Admirada, a Cobra falou:

_Você tem fibra, menina. Mas não passa ainda de uma criaturinha pequena que eu posso esmagar, se eu quiser.

Henry, conhecendo o pequeno amor da sua vida, resolveu agir:

_Nós vamos limpar. Não é, ma petit Helena?

_Você fica fofinho falando francês, Henry. Mas eu só vou limpar porque você tá querendo – disse a escorpiana antes de dirigir um olhar desafiador para Shina.

"Ela daria uma boa amazona", pensou a Cobra.

As crianças, então, começaram a limpara a bagunça que fizeram. Shina passou o tempo todo apenas supervisionando.

_Eu tenho medo dela – disse Belinha para Pedro.

Passado algum tempo...

_Pelo visto, os pais de vocês acabam de retornar ao Santuário. Isso quer dizer que eu estou perto de me livrar de vocês, e eu fico feliz por não terem se comportado mal comigo. Caso o contrário, eu teria aplicado a disciplina e os castigos que, pelo visto, os pais de vocês não gostam de aplicar. Não pensem que eu me importo com o fato de todos aqui serem filhos de cavaleiros de ouro – disse Shina, no seu típico tom de voz altivo.

As crianças mais velhas estavam exaustas após a limpeza do Salão, e sequer tinham ânimo para falar alguma coisa. Entretanto...

A filha de Dohko de Libra resolveu acabar com a desarmonia que sentia no ambiente:

_Eu não gosto de você, tia Shina! Você palece uma bluxa feia e malvada, e eu vou contá tudinho pro meu papaizinho!

Sentindo os cosmos dos cavaleiros de ouro, que se aproximavam, Shina resolveu se calar.

O mais velho de Saga gritou:

_A Lin deu uma lição nela!

Todos correram e ficaram em volta da pequena libriana, comemorando. Os gêmeos olharam para a amazona de Cobra, que já deixava o Salão. Ambos tiveram uma ideia a qual seria executada apenas dias depois.

O primeiro cavaleiro de ouro a chegar foi Aioros de Sagitário. Dorinha estava no braço de Alexia, que disse:

_Eu cuide bem dela, tio Oros.

_Muito bem, Lexi – fez cafuné na sobrinha e beijou a filha, que agarrou em seu pescoço.

_Onde está o papai, tio?

_O Aioria está vindo aí.

_Ele não tá conversando com a Marin não, né? Por que eu não gosto dela – disse por temer perder a atenção exclusiva do pai.

_Ah... Ele tá vindo aí.

Como se pressentisse o perigo, a leoazinha saiu correndo:

_Paiê!

Ela esbarrou nas pernas de Aioria, e disse:

_Ainda bem que você tá aqui!

_O que foi?

_Nada – agarrou o paizão.

O terceiro a chegar foi Aldebaran de Touro. Mariazinha correu para ele e informou:

_Papai... O Seiya tomou o suco de pimenta todinho! Eu acho que ele gostou!

O taurino ergueu a filha com uma mão só e respondeu numa gargalhada:

_Eu aposto que sim, Mariazinha.

Sentindo que o pai estava perto, Chian se transportou para os ombros dele.

_O vovô me deixou brincar com o Seiya.

_Vovô? – Mu disse surpreso com a palavra. Ele olhou para Shion, que estava bastante sério.

Máscara da Morte foi o próximo:

_Figlio!

_Papà!

O menino saiu correndo. Tomando o pai pela mão, o guiou até o banheiro de "gente grande".

_Esse bebeu meu xixi também – apontou.

_Olha só! Você já é um rapaz!

Guido ficou todo orgulhoso de si mesmo.

Saga de Gêmeos adentrou no Salão do Mestre. Olhando para os filhos, perguntou:

_Vocês se comportaram?

_Como sempre, pai – disse Hector.

_É. Como sempre – falou Héracles ao esconder o sorriso com as mãos.

Saga suspirou e olhou para as mãos dos meninos, para ver se eles não levavam nada do Salão do Mestre.

_Vamos, então – disse o geminiano.

Shaka de Virgem logo avistou Rajeev sentado no chão. Ao pegar o menino nos braços, este lhe agarrou os cabelos e sorriu.

Shura de Capricórnio encontrou com o filho. Os dois não se abraçaram, mas o menino Pedro disse:

_Completei o álbum de figurinhas.

_Que bom – disse o cavaleiro ao sorrir e segurar a mão do menino, para levá-lo até Capricórnio.

Afrodite de Peixes correu para Belinha. A menina disparou:

_Papai... Juro que não como mais massinha, nem meleca, nem bolo de chocolate... Espera! Posso comer bolo ainda, papai? Eu não quero deixar de comer bolo. Bolo é a melhor comida do mundo inteiro!

_Andou exagerando de novo, Isabela?

_Foi – disse puxando a própria trancinha.

_Você não tem jeito mesmo – falou ao rumar para Peixes.

Milo de Escorpião entrou logo procurando por Helena, que se escondia com Henry atrás de uma cortina:

_Eu te vejo mais tarde – disse ela.

Henry suspirou e disse:

_Tudo bem, minha adorada Julieta.

_O meu nome é Helena. Tá doido?

_E o meu é Henry, mas eu também sou o seu Romeu.

_Você tem cada uma... – disse ela ao abandonar o esconderijo.

Os dois voltaram ao Salão, separados um do outro. Milo abraçou a filha. Camus tratou logo de tirar seu filho dali.

O último a chegar foi Dohko de Libra. Lin correu para ele, e, fazendo conchinha com as mãos, cochichou alguma coisa no ouvido dele.

_Eu vou falar com a Shina – falou o libriano para acalmar a filha.

_Ela é malvada.

_Eu cuidarei disso – falou ao voltar para Libra.

Sozinho outra vez, Shion pôde aproveitar a tranquilidade do Santuário naquele fim de tarde. Lembrando-se de Shun, Seiya e Shina, ele disse para si mesmo:

_Eu sou o Grande Mestre, não sou babá.

Lembrando-se do filho de Mu, falou:

_E, pelo visto, sou vovô também – admitiu.



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