História Papais Dourados - Capítulo 10


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Categorias Saint Seiya
Personagens Afrodite de Peixes, Aiolia de Leão, Aioros de Sagitário, Aldebaran de Touro, Camus de Aquário, Dohko de Libra, Ikki de Fênix, Kanon de Dragão Marinho, Kanon de Gêmeos, Kiki de Appendix, Marin de Águia, Miro de Escorpião, Personagens Originais
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Palavras 922
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Lírica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Cross-dresser, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 10 - Prova de Matemática


Pedro era um menino muito disciplinado. Sabia cumprir com as suas responsabilidades, organizar as suas coisas, o seu tempo. Às vezes, parecia um pequeno adulto, e era assim que alguns costumavam lhe chamar: o Pequeno Adulto do Santuário, apesar de somente ter oito anos. Ele não era muito chegado a brincadeiras bobas, e o seu desempenho na escola era excelente. Entretanto, num dia como outro qualquer...

_Cinco e meio em Matemática? – perguntou Shura de Capricórnio ao ver a nota no boletim do filho.

_Prometo tirar uma nota melhor na próxima prova – quando Pedro prometia, não deixava de cumprir. Afinal, seu pai lhe ensinara sobre o valor da palavra dada.

O capricorniano assentiu enquanto assinava o boletim do garoto, que, frustrado, arrastou a mochila até o seu quarto. E que quarto. O menino tinha carrinhos de todos os tipos e tamanhos, uma mesa de estudo confortável, e tudo estava impecavelmente arrumado. Shura não deixava nada faltar ao seu filho.

O menino sentou e abriu seus livros e cadernos. Uma lágrima escorreu pelo seu rosto, mas ele a limpou e pegou o lápis para rabiscar alguns números e contas. Passadas algumas semanas, Pedro chega com uma nova nota baixa: quatro e meio. Shura olhou para a prova do filho e perguntou:

_O que está acontecendo?

_Nada, pai. Eu vou consegui melhorar, eu prometo.

_Confio em você.

Pedro sentou novamente na mesa e abriu o livro de Matemática. Shura passou pelo corredor, gostando de ver o empenho do seu menino, mas sem nada dizer. Resolveu parar um pouco na entrada de Capricórnio para pensar, e não demorou a avistar o seu amigo Aioros, que subia para o Salão do Mestre.

_Que cara é essa, Shura?

_Pedrito está tirando nota baixa. Isso nunca aconteceu antes.

O sagitariano não pareceu surpreso:

_Por que isso não me surpreende?

Shura não entendeu o que seu amigo queria dizer, e perguntou:

_Por que não? Surpreende a mim, afinal, meu filho nunca foi preguiçoso, nunca deixou os estudos de lado e sempre cumpre com as suas responsabilidades.

_Eu sei.

_Pois é! Não consigo entender o que está havendo.

Aioros fitou o amigo e disse:

_Lembra-se de como você sempre foi exigente consigo desde os tempos de treinamento? Sempre querendo ser bom o suficiente para ser cavaleiro, para merecer a armadura de Capricórnio?

_Eu me lembro.

_Lembra-se de tudo que você fez para cumprir com o seu dever? Do que teve de abrir mão, das decisões difíceis que tomou?

Shura assentiu.

_Você é muito exigente consigo mesmo, meu amigo. O seu filho tem a quem puxar!

O capricorniano abriu bem os olhos, como se enxergasse agora o problema. Aioros terminou de subir os degraus e disse:

_A diferença é que o Pedro tem você ao lado dele.

_Sim, ele tem – disse Shura ao compreender completamente o problema do filho.

O cavaleiro foi até a sala, onde a prova de Pedro estava sobre a mesa. Folheou o exame, percebendo que o menino tinha dificuldade nas operações com fração, e teve uma ideia. Passados algumas horas, o jantar estava pronto.

_Pedro, venha jantar – chamou da cozinha.

Quieto e calado, o menino chegou. Era perceptível o quanto ainda tinha os pensamentos voltados para a Matemática, mas...

_Pizza? – ele ficou admirado. Normalmente comiam isso apenas no fim de semana, não em plena quarta-feira.

_Sim, pizza – respondeu Shura.

Os dois se sentaram à mesa, porém, o cavaleiro não serviu a comida logo, como era o seu costume. Antes, perguntou:

_Hijo... Se eu cortar essa pizza somente ao meio, o que cada um vai ter de comer?

_Metade – respondeu o menino, sem compreender ainda o que o pai tentava fazer.

_E se eu cortar a metade de uma metade?

Pedro olhou para o teto, pensando. Foi quando chegou a uma conclusão que lhe empolgou bastante:

_Um quarto de pizza!

Shura deu um sorriso discreto. Depois, perguntou:

_E se eu cortar a pizza em oito pedaços... Que fração cada um deles vai representar?

_Um oitavo? – perguntou sem muita fé na própria resposta.

_Isso mesmo.

Os olhos de Pedro brilhavam. Era como se ele tivesse tirado um peso enorme das costas, afinal, conseguia agora entender todos os problemas matemáticos que deixara no seu caderno.

_Quando é a próxima prova? – perguntou Shura.

_Segunda-feira – respondeu o menino, voltando a ficar preocupado.

O cavaleiro assentiu e disse, tocando o braço do filho:

_Nós dois vamos ter tempo para treinar mais até lá.

_Nós? – perguntou Pedro, surpreso.

_É.

E foi assim até o domingo à noite. Com a ajuda do pai, Pedro resolveu todas as listas de exercícios de Matemática, sempre colocando em prática o conhecimento que via nos livros. No entanto, ele ainda temia um desempenho ruim na prova, tanto que Shura o encontrou sentado na cozinha quando já era quase meia noite.

_Ainda acordado?

Pedro quase pulou da cadeira. Fechou o livro e respondeu:

_Eu já estava indo dormir, pai. Boa noite.

_Não, espere um pouco.

O menino ficou aguardando o que o pai tinha a dizer:

_Você vai se sair bem na prova de amanhã.

_E se eu não conseguir? – falou Pedro com voz chorosa.

Os olhos de Shura ficaram molhados. Ele tomou o filho pela mão e o levou até o quarto. Sentou-se na cama dele por alguns instantes e disse:

_Você vai conseguir. Apenas não fique exija demais de si mesmo, pois isso nem sempre é bom. Amanhã, na prova, apenas se concentre e faça tudo o que você fez nesses últimos dias.

_Certo.

_Boa noite, hijo.

_Boa noite, pai.

Na segunda-feira, Pedro fez a prova. A professora entregou o resultado no dia seguinte. Ao chegar da escola, Pedro disse ao pai:

_Pai... Eu trouxe a prova hoje.

_E então? – Shura pareceu um tanto ansioso.

O menino mostrou o 10 que tirara e falou:

_Eu não teria conseguido sem você, pai – disse correndo para dar um abraço em Shura, que apesar de não ser muito afeito a abraços, retribuiu o gesto com muito amor.




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