História Papais Dourados - Capítulo 18


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Categorias Saint Seiya
Personagens Afrodite de Peixes, Aiolia de Leão, Aioros de Sagitário, Aldebaran de Touro, Camus de Aquário, Dohko de Libra, Ikki de Fênix, Kanon de Dragão Marinho, Kanon de Gêmeos, Kiki de Appendix, Marin de Águia, Miro de Escorpião, Personagens Originais
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Palavras 657
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Lírica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Cross-dresser, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 18 - A Amizade Vale Mais Que Mil Moedas


O menino Pedro ficou na ponta dos pés para alcançar a prateleira mais alta do seu quarto. Concentrado, ele pegou o cofre em formato de porquinho e colocou nele uma moeda.

_Acho que essa é a última – disse e balançou o cofrinho algumas vezes para ter certeza. – Sim. Não tem mais espaço nele. Finalmente!

Pedro correu até Shura, que preparava o jantar na cozinha. Animado, o menino mostrou o porquinho de gesso e disse:

_Já podemos quebrá-lo, pai!

O cavaleiro de Capricórnio de um sorriso, orgulhoso da disciplina do filho, que levara semanas para juntar todas aquelas moedas.

_Já sabe o que vai comprar com esse dinheiro, Pedro?

_Sim. Sabe aquele carro que vimos na loja de brinquedos? O preto com rodas grandes?

_Sei.

_Quero comprá-lo amanhã.

_Muy bien. Que tal quebrarmos o cofre depois do jantar?

_Vale!

Pai e filho sentaram-se a mesa e comeram em silêncio. Ao final da refeição, o menino recolheu os pratos e correu para buscar um martelo.

_Aqui está, pai.

_É seu cofre, hijo. Quebre você mesmo.

Pedro deu um sorriso satisfeito e ergueu o martelo no ar. Porém, antes que pudesse quebrar o cofrinho...

_Não, Pedrinho! Não mate esse porquinho lindo! – gritou Belinha, que passava por Capricórnio acompanhada pelo seu pai, Afrodite de Peixes.

Pedro baixou o martelo e respondeu à pequena pisciana:

_Não é um porquinho de verdade, Belinha.

A menina se aproximou para examinar o cofre. Realmente não era um animal, mas...

_Você não vê que ele está triste? Ele não quer levar uma martelada!

Pedro olhou para Shura, que olhou para Afrodite.

_Filha... – o pisciano começou. – Cofrinhos servem para isso mesmo. Colocamos moedas neles, e, quando enchem, devemos quebrá-los.

_Mas papai... O porquinho não quer ser quebrado!

A imaginativa menina arregalou os olhinhos azuis e protegeu o cofre com as mãos pequenas. Pedro se aproximou dela e disse:

_Você tem razão, Belinha. Eu não vou maltratar o porco. Pode levá-lo para Peixes com você.

Shura olhou para o filho, surpreso. Belinha deu um pulinho alegre e falou com o cofre:

_Está vendo, Sr. Porquinho? O Pedro é um menino legal!

Afrodite olhou para Shura e perguntou:

_Quanto dinheiro há nesse cofre? – quis saber para ressarcir o valor.

_Deixe para lá, tio Afrodite. É um presente meu para a Belinha.

_Pedro, a Isabela não liga para as moedas. Ela se importa apenas com o porco de gesso.

_Eu sei disso, tio. Mas não dá para tirar as moedas sem quebrar o cofre – o menino respondeu e deu um suspiro.

Após abraçar o pequeno capricorniano, Belinha subiu para a Casa de Peixes com o pai. Shura, então, perguntou tranquilamente ao filho:

_Você passou semanas juntando esse dinheiro. Não quer mais o carrinho de brinquedo?

_Eu quero muito, pai. Mas a Belinha é minha amiga e eu não quis desapontá-la.

Shura sorriu, afinal, o filho sabia o verdadeiro valor da amizade. No entanto...

_O senhor pode me arranjar outro cofre?

_Claro.

_Obrigado, pai – menino disse seriamente e foi para o seu quarto.

Semanas depois...

_Pai, o cofre novo já está cheio!

_Muito bem, filho. Que tal quebrá-lo agora?

O menino pegou o martelo e estava prestes a quebrar o cofrinho quando...

_Não, Pedrinho! Não machuque a Sra. Porquinha!

_Sra. Porquinha? – perguntou e colocou o martelo sobre a mesa.

_Sim! Não vê o quanto ela está assustada? Olhe só para a carinha dela! – Belinha apontou inocentemente para a sorridente porca de gesso.

Pedro suspirou, percebendo que seu rico dinheirinho estava novamente perdido. Depois, ele disse:

_Belinha... Leve também esse cofrinho com você.

A menina abraçou o garoto e disse:

_Eu vou colocá-la ao lado do Sr. Porquinho, para que eles fiquem muito felizes juntos! – ela disse e saiu correndo para a Casa de Peixes, sem ter noção de quantas moedas Pedro acabara de perder novamente.

_Hijo... – Shura tentou consolar o menino.

_Não tem problema, pai. Vou começar a juntar moedas de novo. Vou guardar parte do dinheiro do lanche e comprarei o carrinho daqui a algumas semanas.

_Muito bem. Eu gosto da sua determinação, filho.

Pedro ficou feliz com o elogio e perguntou:

_O senhor pode me arranjar mais um cofre?

_Sim, claro.

Pedro agradeceu um gesto de cabeça, mas fez um último pedido:

_Pai... Nada de outro cofre com formato de bichinho, certo?

Shura sorriu e assentiu:

_Certo, hijo.



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