História Papais Dourados - Capítulo 6


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Categorias Saint Seiya
Personagens Afrodite de Peixes, Aiolia de Leão, Aioros de Sagitário, Aldebaran de Touro, Camus de Aquário, Dohko de Libra, Ikki de Fênix, Kanon de Dragão Marinho, Kanon de Gêmeos, Kiki de Appendix, Marin de Águia, Miro de Escorpião, Personagens Originais
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Palavras 677
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Lírica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Cross-dresser, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Quando eu Crescer...


Na entrada de Escorpião, a pequena Helena estava muito chateada. Ela ficava assim sempre que Milo saía numa missão mais demorada, e nem o sorvete do tio Camus dava jeito no humor dela. Geniosa, emotiva, intensa... Helena era escorpiana também, e o pai amava isso.

_Por que ele tá demorando? – perguntou ela ao chutar uma pedrinha e cruzar os bracinhos.

No entanto, ao ouvir os passos que conhecia bem, a menina correu e gritou numa euforia maravilhosa:

_Renda-se ou morra!

Milo se jogou no chão numa risada alta:

_Eu me rendo!

Ela correu e se jogou em cima do pai, tentando fazer cócegas nele com seus dedinhos.

_Minha Helena – Milo abraçou-a, morrendo de saudade.

_Papai, por que você demorou tanto dessa vez? Eu esperei todos os dias e você não chegava!

_Eu tive que demorar, mas me diz: você deu muito trabalho pra o tio Camus?

_Ah... Eu acho que não.

Milo levantou a sobrancelha, estudando o rosto da filha:

_Não adianta mentir pra mim.

_Eu só rasguei uns livros dele, mas foi sem querer.

_Sem querer?

_É.

_Tem certeza? – Milo conhecia bem a filha.

_É que ele me obrigou a comer salada, e eu não gosto da salada dele, só da sua!

_E precisava rasgar os livros dele por isso, filha? O que eu te disse sobre ser assim, tão vingativa?

_Eu não sou "vinguetiva", pai – reclamou ela.

_Ah... Nem um pouquinho – Milo ironizou. – Mas o que você fez mais enquanto eu estive fora?

_Eu fui brincar lá na casa do tio Afrodite.

_Você não mexeu nas rosas, mexeu? – ele sentou, preocupado.

_Não. Foi a Belinha.

Milo percebeu que ela falava a verdade, e disse:

_Ainda bem.

_Ah... O tio Afrodite me perguntou o que eu quero ser quando eu crescer.

_Foi mesmo? E o que você respondeu? – perguntou curioso.

A menina sorriu e exclamou:

_Que eu quero ser como você!

Milo simplesmente derreteu ao ouvir isso, e quis saber mais:

_E como é isso? Em que você quer ser parecida comigo?

Helena correu para dentro de Escorpião e voltou com o elmo da armadura de Milo na cabeça. Era grande demais para ela, logicamente, e ficava caindo nos olhos, mas a menina não se importava.

_Brincando com a minha armadura outra vez, hein?

_Não adianta me colocar de castigo por isso, papai – ela avisou.

_Eu sei. Castigo não funcionava comigo também – confessou Milo ao colocar a mão sob o queixo.

Helena, então, começou a imitar o pai:

_A Agulha Escarlate é um golpe... Um golpe que... Que deixa a pessoa ou doida, ou maluca.

Milo riu, fascinado.

_E o que mais?

_Marca os pontos da constelação de Escorpião. Todos eles – falou ela como se desse uma aula.

_E quantos são?

Helena contou nos dedos. Quando os das mãos acabaram, ela tirou o sapatinho vermelho e usou os dedos do pé esquerdo.

_Quatorze!

Milo ficou surpreso, mas desafiou:

_Aposto que você ainda não sabe onde ficam os pontos.

_Pois eu sei sim – respondeu ela encarando o pai.

_Então me mostra – sugeriu Milo, como alvo.

_Aqui. Aqui. Aqui. Aqui. Aqui. Aqui. Aqui. Aqui. Aqui. Aqui. Aqui. Aqui. Aqui. Aqui. Antares!

Milo arregalou os olhos, surpreso. Não sabia que Helena sabia de tudo isso.

_Que foi papai?

_Ah... Senta aqui do meu lado, minha Helena.

A menina obedeceu, sentindo que o pai estava prestes a dizer algo importante.

_Eu era só um pouco mais velho do que você quando comecei a treinar para ser cavaleiro, mas não foi bem uma opção pra mim.

Helena ficou calada. Milo continuou:

_É lindo ver você empolgada, aprendendo tudo assim, tão fácil. Mas... Eu quero que você leve uma vida de paz, não de lutas.

A menina ficou um pouco pensativa por alguns instantes, e perguntou:

_Pai, a gente tem fita adesiva em casa?

_Temos. Mas para que você quer fita adesiva agora?

Helena começou a esvaziar os bolsos do vestido, que estavam cheios de bolinhas amassadas de papel.

_É pra fazer as pazes com o tio Camus. Eu tenho de colar isso de volta nos livros dele.

Helena recolheu todas as páginas arrancadas e correu na frente do pai. Milo sorriu e ficou de pé. Entretanto, ao dar um passo, o cavaleiro sentiu uma câimbra inesperada numa das pernas. Não era nada que lhe incomodasse muito, mas ele resolveu conferir:

_E não é que ela leva mesmo jeito pra a Agulha Escarlate! – exclamou ele ao ver um minúsculo furinho em na sua perna.



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