História Papais Dourados - Capítulo 8


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Categorias Saint Seiya
Personagens Afrodite de Peixes, Aiolia de Leão, Aioros de Sagitário, Aldebaran de Touro, Camus de Aquário, Dohko de Libra, Ikki de Fênix, Kanon de Dragão Marinho, Kanon de Gêmeos, Kiki de Appendix, Marin de Águia, Miro de Escorpião, Personagens Originais
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Palavras 689
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Lírica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Cross-dresser, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - Conselhos Sobre o Amor


Henry sempre surpreendeu Camus. Engatinhou cedo, falou logo, andou antes do tempo, começou a ler pouco antes dos cinco, e agora, aos oito...

_Pai, eu acho que estou apaixonado – disse o menino ao ajeitar os óculos que sobravam no seu rosto.

"Que não seja pela Helena. Que não seja pela Helena", pediu Camus aos deuses.

_Pela Helena – informou Henry.

Sem querer, Camus congelou a xícara de chá que tinha nas mãos. Agora ele entendia o motivo de o filho parecer desligado das coisas que gostava: do Discovery Channel, das lições de francês, das experiências em seu mini laboratório, dos seus dinossauros de brinquedo...

_Você não acha que estamos tendo essa conversa muito cedo, Henry?

_Talvez o senhor estivesse esperando para daqui a uns seis anos...

_Ou para depois do seu pós-doutorado – sugeriu o cavaleiro.

_Cedo ou não, isso não importa. A questão é que eu gosto da Helena, pai – disse o menino ao suspirar.

_Como você pode ter certeza disso, Henry?

_Eu pesquisei.

Camus ergueu uma sobrancelha, e o menino continuou:

_Quando ela está por perto, eu não consigo me concentrar nem para ler A Arte da Guerra!

_Que é o seu livro favorito. Mas quem consegue ler com a Helena por perto? – ponderou Camus.

_Mas pai... As minhas mãos ficam suadas, o meu coração acelera... São os sintomas da paixão! E no dia em que eu vi a Helena conversando com o Pedro, eu fiquei muito chateado. Será que eu sou ciumento, pai?

_Não se você controlar as suas emoções. Mas... A Helena é filha do Milo, Henry.

_E qual o problema?

Camus enxergou muitos, mas não quis assustar o menino, que disse:

_Eu acho que vou me declarar para ela.

_Não acha melhor esperar alguns anos? – sugeriu Camus com a pergunta.

_Anos? Desde quando o senhor tem senso de humor, pai? – soltou o garoto sem má intenção.

Camus deu um meio sorriso, e, apesar da preocupação, perguntou:

_Já pensou no que vai dizer? As palavras certas são importantes num momento como esse.

_Sim, eu já sei o que vou dizer.

_É bom levar algum presente também.

Henry foi até o seu quarto e trouxe um pequeno buquê de rosas:

_Peguei com o tio Afrodite.

_Certo. Ah... Eu tenho uns chocolates finos lá no armário da cozinha. Pode levar também.

Henry correu para pegá-los, e, voltando para perto do pai, disse:

_Eu vou até Escorpião agora.

Camus respirou fundo e fez uma última recomendação:

_Qualquer coisa, corra.

O menino ajeitou os óculos frouxos e desceu, sem compreender a preocupação do pai. Ao chegar a Escorpião, encontrou Helena brincando no lado de fora. Ela ficou muito feliz ao vê-lo:

_Henry!

O filho de Camus suspirou e...

_Je t'aime.

_Que?

_Je t'aime, ma petit Helena.

A escorpiana olhou para Henry, colocou as mãos nos quadris impacientemente e disse:

_Você sabe que eu não falo francês! Ei... São pra mim? – ela apontou para os presentes.

_Sim.

Porém, antes que Henry pudesse entregá-los...

_O que é que está acontecendo aqui?! – gritou Milo ao chegar, assustado com as rosas e a caixa de bombons nas mãos de Henry.

_Tio Milo, eu quero que o senhor saiba que as minhas intenções com a Helena são as melhores – o filho de Camus falou com toda a sua sinceridade.

O Escorpião abriu bem os olhos, bufou, ficou vermelho e subiu até Aquário puxando Henry pelo braço.

_Camus... Se eu encontrar o seu filho perto da minha Helena de novo, você pode se preparar para uma Guerra de 1000 dias! – gritou ele apontando ameaçadoramente o indicador para o amigo, que seguiu sentado tranquilamente no sofá branco da sua sala.

_São crianças, Milo – foi a única coisa que Camus disse.

_Considere-se avisado – falou o escorpiano antes de voltar para a sua Casa, ainda bufando.

Henry olhou para o pai sem entender nada. Perguntou:

_Eu fiz alguma coisa errada?

_Não, meu filho. O Milo que não está pronto para ser sogro ainda – Camus riu.

_É uma pena – considerou Henry, indo até o seu quarto.

Pensativo, ele se jogou sobre a cama. Passados alguns minutos, escutou batidinhas do lado de fora da sua janela.

_Vem logo aqui, Henry – era Helena, que estava muito apressada.

O filho de Camus abriu a janela e suspirou, sem crer que ela estava mesmo ali.

_O papai não sabe que eu estou aqui.

_Eu imaginei.

Sem cerimônia, Helena puxa o menino e lhe dá um beijinho na bochecha direita. Parado na porta, Camus assistiu a cena.

_Guerra de Mil Dias, então – disse conformado.



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