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História Paper airplane - Capítulo 2


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Notas do Autor


Boa leitura <3

Capítulo 2 - Segundo ! sentimentos e mentiras


Dahyun ria alto enquanto corria puxando a mão da morena para fora do supermercado, o caixa que havia atendido as duas gritando que iria chamar a polícia enquanto as duas pulavam o paralelepípedo e saíam em disparada por entre os carros na garagem do estabelecimento, em meio a risadas e exclamações preocupadas por parte da mais nova.

— Meu deus, eu não posso ser presa! Eu quero fazer uma faculdade ainda.

Dahyun riu e puxou mais uma vez a garota, tapando a boca da mesma com a mão livre e a prensando contra a parede escondida em um beco, Chaeyoung sentia o coração disparado e dizia a si mesma que aquilo era apenas por causa da corrida, mas o estômago fervilhando apenas por aquele contato dizia o contrário, a dias que a Son vinha se sentindo assim perto de Dahyun. As duas começaram a conversar escondidas debaixo da escada do colégio, e em meio a piadinhas e conversas confortáveis Chaeyoung se pegou pensando na mais velha mais vezes do que desejava durante o dia, e aquilo não era bom.

Dahyun sentia as mãos suando frio enquanto encarava a garota pequena de cabelos tão escuros quanto os olhos profundos que a encaravam de volta ali naquele pequeno espaço que as duas criaram no beco com os corpos colados um no outro, e aquilo não estava certo de forma alguma, seu plano era fazer a mesma começar a se sentir confortável em sua presença, chamá-la pra sair e logo depois fazer o trote, tanto que o papelzinho com o plano ainda estava em no bolso de seu casaco. Mas a companhia e o sorriso da mais nova dificultavam tudo.

— Eu acho que ele não está mais procurando a gente.

A morena sussurrou e Dahyun sorriu abaixando um pouco para aproximar seu rosto do rosto da mesma, vendo as bochechas corarem imediatamente

— Você acha?! Quer sair daqui então?

Chaeyoung não respondeu de imediato, seus olhos focados nos olhos escuros da mais velha e fazendo seus pensamentos se embolarem em um novelo gigantesco em sua mente, a única coisa que conseguia ver claramente era o sorriso perfeito da garota que ainda a pressionava com pouca força contra a parede fria de um prédio.

— Quero… Tá frio.

Respondeu sentindo o suspiro quente da garota bater contra seu rosto e sua mão ser segurada pela mão gelada da Kim, que a puxava em direção ao caminho já bem conhecido da casa da Son. As duas entraram na casa escura da morena e a garota avisou que havia chegado, sem receber resposta alguma.

Deu de ombros e puxou a loira para o quarto azul claro e se sentando sobre o colchão macio de sua cama, vendo a garota ficar parada próxima da porta a encarando com uma expressão estranha

— Que foi unnie? O frio te congelou aí?

A mais velha riu fraco e se sentou na cama de frente da mais nova e levou a mão para os fios frios e escuros do cabelo de Chaeyoung, acariciando fraco a garota e recebendo um olhar confuso em resposta. Suspirou e tirou a mão dali

— Acho que gosto de você…

Chaeyoung parou de abrir o pacote de uma das balas que pegaram e encarou a mais velha, que brincava com a etiqueta de seu edredom

— Eu também gosto de você…

— Mas isso não deveria acontecer… Não agora.

A mais nova franziu o cenho e segurou a mão que tremia levemente com a coberta entre os dedos

— O que tá havendo, unnie? Pode me contar qualquer coisa, eu já te disse.

— Chae não, eu não posso te contar tudo! Eu não posso falar isso, porque…

Dahyun sentiu a voz falhar e um bolo de lágrimas travou em sua garganta, quase a sufocando, então fez apenas a única coisa que conseguiria fazer naquela situação. Ouviu a voz da Son a pedindo pra voltar, mas ignorou enquanto corria de volta para a casa e se jogava na cama chorando abraçada ao travesseiro. Iria desistir daquele plano estúpido antes que perdesse qualquer chance de conquistar de verdade a garota que já havia conquistado seu coração a muito tempo, desde a primeira risada por causa da cantada no primeiro aviãozinho jogado a quase um mês atrás.

🛩️

— Eu queria dizer que te avisei desde o início, mas você falou que não era nada demais… Mas vou deixar a lição de moral pra quando você estiver calma.

Sana acariciou os cabelos claros da amiga, que chorava copiosamente em seus braços arrependida de ter se aproximado da mais nova com a intenção de machucá-la. Obviamente que o desfecho seria aquele e Dahyun sabia daquilo, mas nunca pôde prever que iria começar a gostar da garota que havia a mandado pra detenção.

— Se eu pudesse nunca ter planejado isso e me aproximar dela de verdade eu faria, agora eu posso estragar tudo!

— Dubu, a Chaeyoung não sabe de nada, apenas esquece esse plano idiota e faça a coisa certa.

Dahyun negou apertando o abraço da amiga e chorando um pouco mais antes de falar com a voz abafada

— Ela é sincera comigo, eu não quero mentir pra ela, até porque como eu iria falar pra ela que eu só mandei os aviõeszinhos pra humilhar ela?!

— Você fez o quê?!

As duas amigas pularam assustadas olhando para a porta e vendo Chaeyoung com uma sacolinha cor salmão na mão direita e uma expressão irritada e magoada olhando na direção das duas.

— Chae…

— Repete Dahyun, o que foi que você fez?

A Kim sentiu os olhos arderem e se levantou tentando se aproximar da mais nova, sentindo o coração se apertar ao ver a garota se afastar dois passos e a olhar com repúdio

— E-eu… Me desculpa, Chae.

— Você mentiu pra mim?! Era esse seu plano? Me fazer gostar de você e depois me fazer quebrar a cara?! Você é podre, Dahyun.

A garota se virou pra sair e sentiu o pulso ser segurado, a pele ardendo pelo toque junto com a dor que se alastrava em seu peito.

— Chae, por favor me escuta…

— Vá pro inferno, Dahyun.

Se soltou e saiu da casa rapidamente, as lágrimas finalmente escorrendo por seus olhos junto com a dor que aumentava a cada passo que dava pela vizinhança conhecida de Dahyun, se sentia estúpida por cair naquela piada de péssimo gosto da mais velha. Não queria voltar para casa, então correu até o único lugar onde sabia que seria bem recebida

—Chaeng? O que…

Changbin foi interrompido pela garota de jogando em seu braços chorando ainda mais alto, apertou a amiga e acariciou suas costas entrando na casa e fechando a porta, os vizinhos fofoqueiro já olhavam para a cena e ele não queria fofocas idiotas sobre a amiga.

— Bin, a Dahyun…

— O que ela fez?!

— Ela… Droga, eu me sinto tão burra por ter caído nisso.

— Mãe, pode levar algo pra noona beber?! Vamos lá pra cima.

Changbin puxou a garota para o seu quarto e deixou a mesma utilizar seu travesseiro para chorar, deixou ela usar suas roupas depois de tomar banho, deixou a mesma usar sua cama para dormir após chorar por vários minutos. Sua cabeça doía e sentia-se triste pela melhor amiga, encarou a sacolinha decorada sobre a mesinha de cabeceira que a garota quase havia jogado fora, era o bolo favorito de Dahyun.

Changbin se sentia triste por ver que o primeiro amor de sua melhor amiga havia quebrado seu coração.

🛩️

— Changbin, certo?!

Um garoto pequeno e magrinho perguntou após o Seo fechar o armário e o garoto arqueou a sobrancelha

— Sim, o que você precisa?

— Escuta, sei que você deve estar mega magoado por causa da sua amiga… — o moreno revirou os olhos e saiu andando sem se importar de deixar o garoto de cabelos castanhos claros falando sozinho, mas o mesmo era insistente e começou a segui-lo — Mas eu acho que você, assim como sua amiga, deveriam ouvir a versão da Dahyun noona, sabe? Ela não é uma pessoa ruim.

— Ok, já acabou? — O garoto assentiu com os olhos arregalados em expectativa — Ótimo, agora pode ir você e a Dahyun pro inferno porque eu não ligo pras desculpas dela.

O mais alto, mesmo que imperceptivelmente, fez um bico e voltou a correr para acompanhar o garoto que revirou os olhos ao perceber que o mesmo não iria desistir tão facilmente

— Escuta. — falou já estressado pelo falatório do castanho, vendo o mesmo parar de falar e encará-lo com os olhos redondos brilhando — Qual é o seu nome?

— Ah, Han Jisung… Eu sou primo da Dahyunnie. — Changbin revirou os olhos já imaginando aquilo — Mas eu não tô fazendo isso porque ela pediu, tô fazendo porque não aguento mais ela chorando pelos cantos.

Changbin riu fraco da expressão indignada do Han e voltou a postura defensiva

— Ok, sua prima não te pediu pra vir até aqui, mas o que você tá fazendo pedindo pra mim aceitar os pedidos de desculpas dela?

— Mas não é óbvio?! A Chaeyoung não vem nunca pra escola ou ignora a Dahyun, eu só tenho você pra pedir pra escutar a Dahyun e dizer pra Chaeyoung que ela tá completamente arrependida do jeito como se aproximou dela.

Changbin suspirou e fez careta discreta quando o mais alto segurou nas suas mãos e lançou lhe um olhar suplicante, bufou e se soltou das mãos do garoto voltando a andar em direção a sala de aula

— Na hora do intervalo eu quero sua prima e você, principalmente você, perto da escada pra me explicar. Eu vou dar cinco minutos pra ela me explicar, e se ela se atrasar um segundo que seja eu vou embora e nunca mais olho pra vocês.

Jisung assentiu freneticamente com um sorriso largo e já se preparava para correr para os jardins contar para prima que havia conseguido uma chance, mas parou e chamou o mais velho

— Ei, por que eu principalmente tenho que estar lá?

— Por que você me encheu o meu saco com isso, e agora vai sofrer! — Jisung fez um bico — E também, você é fofo demais pra eu perder a cabeça, isso vai me impedir de acabar matando sua prima.

Jisung arregalou os olhos sorrindo e acenou saindo para contar a novidade para sua prima, e Dahyun não podia ter ficado mais feliz, a não ser que fosse a própria Chaeyoung lhe dando uma oportunidade, mas aquilo já era o primeiro passo para tentar conquistar o perdão da morena.

🛩️

Changbin sorriu para o Han ao ver o garoto e a loira se aproximando de si na escada, a menina parecia tensa como um fio prestes a se partir e tremia sem conseguir encarar os olhos do garoto baixinho e de expressão tão séria que chegava a dar medo

— Se não for falar nada me avisa de uma vez pra eu ir embora.

Changbin falou se levantando e se preparando para sair, Dahyun arregalou os olhos desesperada e Jisung segurou o garoto pela mão

— Espera um pouco, isso é complicado e sua expressão não ajuda.

— O que tem de errado com minha expressão?

— Nada, só parece que você vai matar alguém, bem assim…

O mais novo imitou a cara que o garoto fazia e Changbin riu, Dahyun suspirou aliviada pelo clima parecer menos tenso e lambeu os lábios ressecados antes de começar

— A Chae me denunciou pra direção por algazarra… — Changbin ergueu uma sobrancelha levemente surpreso pela garota saber daquilo — E minha mãe me deu uma bronca tão grande, fora a detenção e o castigo, eu fiquei cega de raiva e só queria estravazar tudo isso em algo, e só pensei que seria na pessoa que me colocou naquela situação.

— Então você bolou um plano pra fazer a noona se apaixonar por você e depois quebrar o coração dela?!

— Não! Isso seria ainda mais baixo do que o que eu fiz. Eu simplesmente queria fazer ela confiar em mim o suficiente para ir no parque perto do shopping a noite pra que eu pudesse acertar ela com balões de tinta… Mas no fim eu não conseguia fazer nada além de conversar com ela e passar cada segundo possível com ela, eu me apaixonei por ela e esqueci completamente do motivo pelo qual eu me aproximei dela, até aquele dia em que eu percebi que gostava dela de verdade e iria machucar ela de qualquer forma.

Changbin cruzou os braços e soltou um suspiro pesado negando com a cabeça, desde o primeiro segundo sabia que aquela história tinha algo errado e Chaeyoung o ignorou, agora estavam todos ali presos naquele nó de coisas não ditas e mal pensadas.

— Ótimo, entendi.

— E então? Você me perdoa por ter magoado a Chae?

— Não sou exatamente eu quem tenho perdoar, e você fez bem mais do que só magoar… Mas eu entendi o que aconteceu.

— E agora?

— Você ouviu tudo?

Dahyun encarou confusa o moreno e viu o mesmo retirar um walkie-talkie de dentro do bolso do casaco e apertar o botão, um chiado rápido antecedeu a voz da Son que soou levemente robótica, a Kim sentiu o coração disparar apenas com a voz da mais nova

— Cada palavra. Câmbio.

— E o seu veredito, juíza? Câmbio.

— Eu quero conversar com ela, a sós… Mande ela me encontrar na praça perto do shopping às 7:00 PM, e se ela se atrasar eu nunca mais olho pra ela. Câmbio.

— Entendido. Câmbio e desligo… Ouviu tudo?

Dahyun assentiu mordendo o lábio inferior e em guiada pela emoção abraçou o mais baixo, que engasgou surpreso sentindo a mais velha tremer liberando as lágrimas em seu ombro

— Obrigado por isso, de verdade.

— N-não tem de quê. — olhou assustado para o Han, que sorriu e negou com a cabeça.

O sinal finalmente tocou e Dahyun soltou o Seo com um sorriso fraco, Changbin desejou boa sorte e pediu pra levar Jisung para a sala dele, deixando Dahyun sozinha com os próprios pensamentos e expectativas, o mais importante era que finalmente iria ver a Son depois de duas semanas. E não podia estar mais feliz por isso. 


Notas Finais


Ficou meio fraco né?! Sinto muito por isso, o (provável) último capitulo ainda não está pronto então paciência comigo

Bjs e até a próxima <3


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