História Paper Hearts - Capítulo 14


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), TWICE
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jeongyeon, Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Mina, Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Abo, Bangtan Boys (BTS), Bangtan Sonyeondan, Flex, Jeongyeon, Jikook, Jimin!ômega, Jungkook!alfa, Kookmin, Kpop, Lemon, Mina, Namjin, Taegi, Taeyoonseok, Vhope, Yaoi, Yoonmin, Yoonseok
Visualizações 65
Palavras 3.665
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


NADA DE PEDRAS POR FAVOR DUHVFB
Eu sei que demorei OITENTA E QUATRO ANOS para trazer esse capítulo, desculpa mesmo. Mas fiquei satisfeita com ele e acho que é isso que importa...
Testei uma coisinha com vocês, que pareceu não dar muito certo, então não vou fazer de novo. Os capítulos vão ser atualizados juntos (tanto aqui, quanto no wattpad).
Comentem bastante e divulguem também <3
Capítulo quinze será narrado pelo Jeongguk... Ansiosos?
Era isso que eu tinha para falar nas notas iniciais, então...
Boa leitura <3

Capítulo 14 - Capítulo XIV


Fanfic / Fanfiction Paper Hearts - Capítulo 14 - Capítulo XIV

As luzes coloridas e divertidas do parque faziam a noite ainda mais bonita. O vento gélido e fresco do outono não agredia tanto assim as pessoas que andavam pela grama ao ar livre. E os sorrisos e gargalhadas e conversas altas se misturavam ao som de alguns brinquedos, trazendo uma sensação de conforto.

— Você consegue, Hobi-ah! — Taehyung incentivava o beta, vendo-o tentar acertar as argolas nos pinos. Ele queria muito o tigrinho que iria vir como prêmio. E Hoseok estava na terceira tentativa, já que deixou Tae tentar outras duas também.

Ou tinha alguma trapaça naquele maldito jogo, ou eles eram muito ruins de mira.

Bem, pelo menos dava para dar umas boas gargalhadas.

— Querem tentar de novo? — O homem que trabalhava na barraca perguntou, sem muita emoção na voz. Mas isso não diminuiu os risos dos dois meninos, que estavam se divertindo com a desgraça deles mesmos.

— Quer mais uma? — Hoseok perguntou, tentando controlar a risada.

— Vamos, hyung. Se a gente não conseguir essa, declaramos derrota. — Riu, dando mais um pouco de dinheiro para o homem que lhes entregou mais argolas. Dessa vez, eles decidiram dividir; metade das argolas para cada um. 

E, no fim, eles não conseguiram.

Mas, como eles gastaram tanto dinheiro na barraca, o moço sem emoção deu um premiozinho de consolação para o casal. Era um ursinho de pelúcia normal, mas, mesmo assim, Taehyung adorou. Agradeceu o homem da barraquinha e seguiu com Hoseok para outro brinquedo.

— O pelinho dele tem a mesma cor dos seus cabelos, hyung! — Tae disse, analisando o urso, enquanto esperavam na fila do carro bate-bate. 

— Desculpa não conseguir o tigre. Sei que você queria muito ele… — Hoseok sorriu envergonhado, pensando que, se, talvez, fosse um alfa, teria uma mira muito melhor. 

— Hey, nada de desculpas. Me diverti muito errando cada argola com você, e estou muito satisfeito com o meu ursinho. — Sorriu carinhoso, antes de continuar. — Não tem nada nesse passeio que eu mudaria, Hobi-ah. Nada. — Olhou carinhosamente, mas firme, para o garoto a sua frente, e não se aguentou. Aproximou-se mais e deu um selinho bem desajeitado e rápido nos lábios finos do beta.

Sentiu as orelhas e o pescoço e as bochechas esquentarem e acabou limpando forçadamente a garganta, se afastando de leve do ruivo.

— Eu, ahn…

— Eu também não mudaria nada.

 

...

 

Soulmate �� 

mano, eu tô muito na dele, vocês não tão entendendo. 

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

 

PinkMoney ��

aaaaaaaaaaa

caramba, vai desencalhar

fui eu que criei caramba!

 

Você

conta mais, vai

desembucha logo

quero detalhes

d e t a l h e s

Kim Taehyung

 

PinkMoney ��

simmm

e depois do selinho vergonhoso na fila? 

conta TUDO POC

 

Soulmate ��

então…

 

...

 

A conversa era fluida, seguia tão natural que nem parecia que os dois rapazes estavam nervosos. Depois do selinho na fila do bate-bate, ocorreram outros em cada brinquedo. Mas nada mais que aquilo; castos selos.

Entretanto, a diversão era tanta e a boa aura do ambiente era tão gostosa que eles não poderia pedir mais que aquilo. Quando, enfim, já haviam visitado todos os brinquedos que queriam e já estavam cansados, decidiram partir para suas casas. 

— Não precisa me acompanhar até lá, hyung… — disse acuado, quando percebeu que era aquela a intenção do beta.

Não que não quisesse a companhia dele, só não queria forçar nada. 

— Faço questão, Tae. — Aquele sorriso… Ah, aquele sorriso fodia com todo o seu psicológico. 

Concordou com a cabeça, sem saber mais o que falar, mas não precisava falar nada. O silêncio era tranquilo e o vento leve demais para pesar o ambiente com palavras.

Quando Hoseok segurou sua mão com a dele, o maior sorriso do mundo se iluminou no rosto do ômega; e o resto do caminho teve toda a luz que aquele casal poderia proporcionar ao mundo. 

— Obrigado por ter aceitado ir ao parque comigo. — Hoseok disse, já em frente à porta clara da casa do ômega, ainda segurando a mão delicada dele; olhando-o nos olhos, com carinho.

— Obrigado você, por ter me convidado. — Sorriu aquele seu sorriso quadrado, ainda que de forma pequena e simplória.

Hoseok aquiesceu, como se concordasse com algo que passou por sua cabeça; reprimiu os lábios e depois sorriu. — Então, é isso. — Tentou soltar sua mão da de Taehyung, mas não conseguiu, pois o ômega a agarrou com mais força, puxando o corpo do beta para si.

— Hobi… — sibilou num sussurro, com o rosto próximo ao do ruivo, sentindo a respiração quente bater em sua pele fria. Olhou fundo nos olhos delineados de Hoseok, pedindo, ou quase implorando, que ele findasse a distância.

E, quando ele o fez, foi como se fogos de artifício tivessem explodido no interior de Taehyung, que só soube se agarrar à nuca do menor como se essa fosse a sua salvação.

Os lábios de Jung Hoseok eram tão macios, tão delicados, tão gostosos… A pegada do beta era deliciosa, aquelas mãos em sua cintura estavam o levando à loucura. E, quando, enfim, suas línguas se tocaram, aquele foi o fim.

Taehyung se derreteu naqueles braços, pois era ali sua nova morada.

Suas bocas se mexiam calmas e com suavidade, sem pressa, sem afobamento. Eles se sentiam; sentiam seus gostos e sentiam suas peles se tocando e seus narizes raspando em seus rostos e o ar quente que saia da respiração do outro.

Quando, enfim, o ósculo se findou, juntaram suas testas, num carinho puro, enquanto retomavam o compasso das batidas do coração.

— Acho que nós poderíamos repetir a noite de hoje… — Taehyung sussurrou, sentindo a carícia em sua cintura continuar por um tempo.

— Também acho.

 

《-》

 

Deu um pequeno grito de felicidade, sentindo as coxas que usava como travesseiro tremerem um pouco, ao passo que o dono delas ria de sua euforia.

— O que foi, meu anjo? — Yoongi perguntou, sem parar com o cafuné que fazia nos cabelos lisos de Jimin.

— TaTa está me contando como foi seu encontro com o Hobi-hyung… Eu estou tão, mas tão feliz por eles! — Sorriu, abaixando o celular para poder olhar o namorado.

Era domingo de manhã e Yoongi tinha resolvido fazer uma visita para Jimin. Ora, eles tinham ficado praticamente uma semana sem se ver e, quando se viram, praticamente se declararam um para o outro. Estavam se sentindo tão bem com aquele namoro que o mais certo parecia ser não se desgrudar mais.

— Fico feliz por eles também… — respondeu, ainda rindo um pouco. Tirou algumas mechas da testa de Jimin, antes de dizer: — Nós nunca tivemos um encontro… Você acha que deveríamos? 

— Eu não sei… Me sinto confortável com como estamos; não vejo necessidade para isso. — Se sentou, enfim olhando direitinho para o alfa. — Só se você achar que precisamos. — Sorriu, por fim.

— Eu só perguntei porque muitas pessoas acham que casais tem que fazer essas coisas… Eu não sinto muita necessidade, mas se você quisesse… 

— Não precisa. — Sorriu de novo, se ajeitando para sentar no colo do alfa, antes de continuar. — Gosto de nós como somos. Gosto de como estamos.

Jimin sentiu um carinho em sua cintura, pouco depois de começar a brincar com os fios da nuca de Yoongi.

Sentia os cabelos meio ressecados, mas eles passavam uma boa sensação no toque.

— Também gosto de como estamos. — Sorriu de volta e uniu seus lábios ao do ômega, começando um beijo carinhoso. Suas bocas se tocaram de leve, num contato cauteloso, que logo foi quebrado por Jimin.

— Vai embora que horas?

— Hm… Não sei. Já está me expulsando? — perguntou brincalhão, levando o rosto para o pescoço do loirinho, passando a distribuir alguns beijos por ali.

— Não, eu- — Não conseguiu terminar a frase, pois o ar escapou por seus lábios, ao que sentiu o esverdeado se empenhar um pouco mais nos beijos desferidos em sua pele. Sentiu as mãos grandes do namorado apertarem um pouco mais sua cintura, o incentivando a mexer seu quadril; e arfou de novo quando sentiu suas intimidades se encostarem por cima das roupas. — Yoongie-ah… 

— Rebola para mim, anjo. — Ouviu o alfa pedir e não conseguiu não o atender. Apoiou, com um pouco mais de afinco, as mãos nos ombros do mais velho, e passou a rebolar em seu colo, sentindo-o endurecer, pouco a pouco, abaixo de si.

Começou uma fricção leve e sentiu a necessidade de juntar seus lábios num novo beijo. Desta vez um mais quente, mais erótico e mais luxurioso. Queria se afogar nas novas sensações que sentia com Yoongi.

Sabia que com o tempo sua cabeça iria entender que aquele era o alfa certo.

Que aquele era seu namorado.

Com o tempo, Jimin passaria a adorar se embebedar de razão. E, enquanto não chegava no nirvana daquela sensação, faria questão de manter a emoção longe — a fim de que nada o atrapalhasse.

Sentiu seu lábio inferior ser mordiscado e sua língua chupada e um gemido seu foi abafado pela boca do namorado quando sentiu as mãos de Yoongi irem para sua bunda. Arrastou de novo suas intimidades uma na outra e, caralho, como seu quarto ficou tão quente de repente?  

O alfa encerrou o beijo com mais uma leve mordida no lábio inferior de Jimin, que suspirou com o ato. Ambos respiravam de forma pesada, tentando recuperar o ar de seus pulmões. Sorriu, impondo seu corpo sobre o do menor, deitando-o na cama, voltando o beijo de forma ainda mais firme e afobada que anteriormente.

Aquilo era insano. Aquele calor era insano. Jimin já sentira algo meramente parecido com Jeongguk, mas é sempre bom sentir o fogo da excitação correr por suas veias e vazar por seus poros; encher suas gargantas e se liberar em gemidos. Era delicioso, para não dizer deliberadamente voluptuoso.

O loirinho agarrava o tecido das costas da camisa de seu namorado como se não houvesse amanhã, enquanto sentia o mais velho investir a pélvis contra a sua, fazendo suas intimidades friccionarem uma contra a outra, num contato deliciosamente íntimo.

— Yoongie-ah… — gemeu mais alto, sentindo o aperto em sua cintura aumentar e seu ventre formigar.

Deus. Só tinha aquelas sensações no cio e este tinha definitivamente acabado no fim da tarde de sexta-feira. Sentir seu pau latejar e sua entrada contrair era tão vergonhosamente gostoso que o fazia revirar os olhos. O excesso de lubrificação natural era um tanto incômodo pelo contato com o tecido de suas roupas, mas que se fodesse aquele desconforto. Sentia que estava se aproximando de um orgasmo e nada o faria pensar em outra coisa. Nada o faria parar de pensar no quão gostoso Yoongi ficava sobre si, esfregando seus corpos em busca do mais primitivo dos prazeres.

— Você é tão… — Ouviu seu namorado gemer de volta, tentando falar algo que morreu no meio do caminho. Ele passou a dizer algumas palavras num tom tão baixo, que ao menos conseguia ouvir. Mas aquele gemido, rouco e grave, o fez arquear as costas e agarrar o tecido da camisa com ainda mais força.

Desistiram de tentar voltar a se beijar, quando aquele toque não parecia mais dar certo; quando tudo se tornou tão descontrolado, que o beijo parecia sem lugar naquele momento de volúpia.

Ao menos conseguiu manter os olhos abertos, quando se juntou aos movimentos do namorado; aumentando o contato agressivo que suas intimidades estavam tendo. Sentia seu pescoço ser, novamente, agraciado com carícias e se quer pensou em como faria para esconder as marcas que ficariam.

Aquela não era a primeira vez que conseguia entender o porquê de se desligarem do mundo naqueles momentos.

Ele estava se perdendo em Yoongi; se desligando de tudo e todos para se concentrar apenas em seu namorado, naquela conexão única que eles estavam criando.

Com tantos estímulos, não demorou muito para tudo se tornar um pequeno borrão. Gozou, gemendo um gemido alto, que tentou abafar ao morder o ombro de seu companheiro. E sentiu seu pescoço ser um pouco mais maltratado, quando o esverdeado chegou em seu ápice.

Yoongi, de repente, ficou imóvel, respirando fundo, tentando acalmar as batidas do coração e a respiração. Ainda apoiava-se com um mão próxima ao rosto de Jimin e a outra na cintura fina do loiro; e afundou o rosto na curvatura do pescoço do namorado, inalando o cheiro doce que saía de lá.

O Park suspirou, em êxtase, acariciando as costas de seu namorado, enquanto também tentava acalmar o coração e tranquilizar seus pulmões.

O cheiro dos dois dominava o quarto… Uma mistura de morangos com chocolates e laranja ou limão; algo cítrico. Algo único de Yoongi.

Algo que o fez revirar os olhos de tão bom.

Sorriu satisfeito, mesmo que uma pequena vergonha estivesse começando a lhe tomar conta — a ficha do que acabara de fazer estava caindo.

Entretanto, continuou sorrindo quando, enfim, Yoongi tirou a cabeça de seu pescoço.

— Acho que nos animamos um pouco… — Suga disse, sorrindo de volta, pois não tinha como não retribuir o lindo sorriso de Jimin.

— Sim, acho que sim… — Sentiu as orelhas esquentarem, mas continuou olhando nos olhos castanhos de seu namorado e sorrindo para ele. Tinha acabado de gozar gostoso e sem culpa.

Estava feliz, oras!

— Temos que nos limpar. Venha. — Yoongi acabou rindo do jeito de Jimin, e deu um beijo leve nos lábios grossos antes de levantar da cama e estender as mãos para ajudar o loirinho a se levantar também.

— Vamos.

 

《-》

 

Já havia gozado antes de Yoongi… Mas não gostava de lembrar disso.

Havia sido delicioso e mágico e vergonhosamente rápido por ter sido por tão pouco.

E com alguém que tomava o seu coração por completo.

Não gostava de lembrar.

Com Yoongi tudo era calmo. Por partes. Primeiro foram beijos, depois beijos mais quentes, e, só agora, estavam tendo um contato bem íntimo.

Com o dono de seu coração, não… Com ele era tudo muito intenso. Tudo muito rápido. Tudo muito avassalador. Tudo muito muito.

Fora vergonhoso quando o sentiu chupar seu pomo de adão, pois aquele toque foi tão delicioso e erótico e voluptuoso que acabou sendo o estopim para o que sentia. Não fora o gemido que soltou que o acordou do transe — bem, não totalmente, ou verdadeiramente — e sim o gozo molhando suas calças. O delicioso orgasmo tomando seu corpo, o fazendo tremer em excitação. 

Havia tido o primeiro orgasmo — sem ser os promovidos por si mesmo — no dia de seu primeiro beijo, e se sentia irritado e envergonhado por isso. Sentia raiva até mesmo de si, porque tinha gostado e só Deus sabe o quanto adoraria repetir toda aquela cena milhões e milhões de vezes.

Só Deus sabe que ele sonhava com aquela cena quase todas as noites.

Sentia raiva porque sabia que poderia ter empurrado Jeongguk e dito que não e saído de lá rumo a sua casa. Sabia que o alfa o largaria na hora e não forçaria nada. Sabia porque, por mais que ele o tivesse magoado — por mais que tivesse feito algo que não esperava que fizesse —, ele sabia que Jeon não era esse tipo de pessoa.

Por isso sentia raiva.

Sentia raiva, pois tinha tido um ótimo fim de semana com o namorado e a única coisa que conseguia pensar era em Jeon Jeongguk.

Havia se decidido: iria acabar de vez com aquela história dos dois.

Seja lá qual ela fosse.

Não teria mais flertes. Não teria mais beijos. Não teria mais contato. Não teria mais nada. Só aulas, na biblioteca da escola — apenas para ter certeza de que nada aconteceria.

Seguiria sua vida, botando fé na razão, apostando todas as suas fichas nela. 

Iria conversar com o alfa assim que desse. Naquele dia mesmo eles começariam as aulas na biblioteca.

Nada mais de intimidade.

Jimin sabia que sentiria saudades dos lábios finos e das mãos firmes o tocando. Sabia que sentiria saudades do tão novo “doce” que deixava os lábios rosados como mel. Sabia que sentiria saudades daquele olhar profundo; aquele olhar que guardava uma galáxia toda para se perder.

Sabia. 

Sabia de tudo isso.

Mas socava toda essa saudade no canto mais escuro de sua mente, pois não tinha mais tempo para dúvidas. Pessoas não são brinquedos. Não podia mais ficar brincando com Yoongi. E muito menos ser um brinquedo para Jeongguk.

Quando chegou na escola, sorriu ao avistar seus amigos. Taehyung, Hoseok, SeokJin e Namjoon estavam em uma pequena rodinha, conversando.

— Oi! 

Sorriu ainda mais aberto quando viu o olhar dos demais em si. Todos estavam felizes em ter o loirinho de volta. Jin foi o primeiro a agarrá-lo em um abraço bem apertado. Assim que o rosado o soltou, recebeu carinho dos demais, já que os amigos estavam com saudades de Jimin. Adoravam a delicadeza dele, a infantilidade… A língua afiada e a personalidade forte.

Atualizaram Jimin de toda a fofoca que rondou a escola durante aquela uma semana longe. Muita coisa tinha acontecido. Cochichavam sobre Jimin não ter tido a ajuda de Yoongi durante o cio. Falavam sobre o novo relacionamento de Mina — diziam que era para fazer ciúmes a Jeongguk, já que todos sabiam que ela era caidinha pelo alfa. Falavam também sobre o último trimestre de aulas. Sobre os planos para as férias. Sobre o encontro de Taehyung com Hoseok. E foi no meio da atualização da semana que Yoongi e Jeongguk chegaram, em meio a uma conversa engajada sobre música.

Ambos tinham gostos muito parecidos, ainda que Jeongguk se interessasse bastante, também, por pop nacional.

— Bom dia, anjo. — Recebeu um beijo nos cabelos claros e um sorriso leve iluminou sua face.

— Bom dia, Yoongie.

Jeongguk pensou em falar alguma coisa, mas sentiu que nada mais era aquilo que ele pensou que fosse durante seu fim de semana.

Sentiu algo faltar.

Ou um vazio se criar.

 

《-》

 

Ele estava conversando com alguma beta que o dava mole.

Estava parado, encostado na parede, de braços cruzados. Lindo e sexy e simples e tão ele que Jimin não reparou que suspirou. Jeongguk estava lá, prestando atenção no que a menina dizia, algo sobre anotação de matemática, e fingia não reparar nos flertes que ela jogava entre uma frase e outra.

Disse para ela ir na sala dele depois do intervalo, sorriu um sorriso simples, apenas por educação, e deu as costas.

Queria encontrar Jimin antes que o ômega fosse para a mesa do refeitório. 

Queria saber o que estava acontecendo.

Queria saber se aquilo tudo era um tipo de vingança deturpada de Jimin.

— Precisamos conversar.

Não deu tempo de dar seu primeiro passo à procura do ômega; ele estava logo ali, atrás de si.

— Precisamos mesmo.

Jimin concordou leve com a cabeça ao ver as sobrancelhas em linhas grossas, fazendo o olhar do alfa se tornar mais firme e sério.

Jeongguk estava irritado.

— Vem comigo, precisamos de privacidade.

Não sabia bem para onde iria levar o menino. Sabia que precisavam de um lugar vazio, então acabou indo para o gigantesco jardim da escola. Não é que o local ficasse vazio, mas sim que era tão grande que era quase impossível as pessoas ficarem muito próximas. Sempre tinha uma distância muito confortável dos demais.

Jimin sempre usava o jardim para namorar Yoongi antes da aula.

Tinha feito isso naquele dia.

— Eu… — Suspirou, olhou para a grama e então para o céu e respirou fundo de novo antes de encarar os olhos expressivos de Jeongguk. Viu as estrelas, mas se segurou para prender os pés no chão e não se afundar na galáxia. — Eu quero pedir desculpas por sexta-feira. Eu me deixei levar pelo momento e isso não deveria ter acontecido.

— É ótimo você tocar nesse assunto… Primeiro que eu realmente espero que as desculpas não sejam pelo beijo, mas sim pelo que você me fez pensar com ele. — Ficou quieto porque tinha tanta coisa na cabeça que precisava organizá-las por uns segundos. 

Jimin aquiesceu e esperou por mais.

— Segundo que… Eu… Você… Isso é um tipo de vingança, Park?

Jimin não gostava de ser chamado assim pelo mais novo. Sentiu dor no coração. Dor singela e pura que a razão fez questão de esconder velozmente.

— Não. Não é. E é por isso que pedi para conversarmos. Eu não quero ser como o meu pai, Jeongguk. — Arrastou os dedos da destra pelos cabelos, puxando-os para trás; tentando colocar as palavras em ordem. — Eu não quero brincar com ninguém. Eu quero ser honesto e dizer que eu vou fazer o que eu acho certo. E eu acho a gente um erro. 

Doeu dizer.

Doeu ouvir.

— Eu gosto do Yoongi. Eu namoro o Yoongi. Em nenhum momento era para ter tido sequer um selinho entre nós dois.

Jeongguk concordou com a cabeça, acenando simples e duro com aquelas palavras. Se ousasse falar, poderia sair embargado.

— Por isso quero pedir para… Quero que sejamos, realmente, apenas conhecidos com um grupo de amigos em comum. Eu vou continuar te ajudando com as matérias… Mas acho melhor estudarmos na biblioteca do colégio. É menos pessoal. E eu acho que nosso problema foi confundir as coisas. Confundir essas aulas com reaproximação. Talvez estudar na minha casa tenha sido um erro… Muita coisa já aconteceu lá antes de ficarmos brigados. Tem muita… 

— Muita memória? Apenas pelos corredores; apenas de forma subjetiva. Porque eu não vi uma coisa que tivesse a gente em sua casa. Mas eu entendo. Não precisa falar mais nada. — Controlou bem a voz, para sair firme. 

Saiu tão firme que acabou soando fria, distante.

Jimin congelou.

— Nos vemos apenas na biblioteca, vamos conversar apenas sobre as matérias. Vou deixar você em paz com seu namorico de merda.


 

Pictures I'm living through for now

(Eu estou vivendo através de fotografias agora)

Trying to remember all the good times

(Tentando lembrar todos os bons momentos)

Our life was cutting through so loud

(Nossa vida foi se separando tão alto)

Memories are playing in my dull mind

(Memórias estão tocando em minha mente aborrecida)

I hate this part paper hearts

(Odeio essa parte, corações de papel)

And I'll hold a piece of yours

(E eu segurarei um pedaço do seu)

Don't think I would just forget about it

(Não pense que eu apenas esqueceria isso)

Hoping that you won't forget

(Espero que você não se esqueça disso)


Notas Finais


Ai cara, eu simplesmente amei escrever esse capítulo, achei ele muito cheio de emoções e eu estou ainda mais ansiosa para o capítulo 15. Eles finalmente estarão prontos para uma conversa aaaa
Espero que tenham gostado e infelizmente eu vou demorar de novo, porque os trabalhos de faculdade deste período são bem intensos... Enfim, não vou ficar me lamentando aqui hahah
Ah... E eu sei que demoro a postar e isso deixa vocês meio "chateados"(?), mas comentem, por favor! É muito importante para mim... Às vezes eu fico inspirada para escrever só em ler os comentários de vocês >.<
Até mais, meu bastardos <3
Fiquem bem ^^

História no wattpad, caso prefiram: https://www.wattpad.com/story/201535933-paper-hearts


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...