História Paper Plane (Vkook - Taekook) - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jungkook, V
Tags Bts, Colegial, Fluffy, High School, Jeongguk, Jihope, Kookv, Namjin, Taehyung, Taekook, Vkook
Visualizações 1.012
Palavras 5.452
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção Adolescente, Fluffy, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá amoras e amores,
Queria dizer que espero de coração que gostem desse capítulo... eu não estou me sentindo bem e não tive tempo de revisar, então, desconsiderem os erros, porque depois eu vou betar ele *-*

No capítulo passado, eu disse que as coisas começariam a acontecer nesse capítulo, né?
Pois bem... boa leitura e recebam o sétimo aviãozinho de papel feito com folha de caderno *-*

Capítulo 7 - Na floricultura...


Fanfic / Fanfiction Paper Plane (Vkook - Taekook) - Capítulo 7 - Na floricultura...

Durante a festa de família, Yoongi ficou o tempo inteiro debruçado sobre a mesa, pensando em como teria sido mais legal, se ele tivesse aceitado o convite de Dahyun, para irem ao cinema. Sua namorada o deixava sozinho em boa parte do tempo e desaparecia, deixando-o com os primos, que muitas vezes, eram inconvenientes e deveras chatos.

- Que cara é essa? – A loira se aproximou do namorado e o viu com a cara amarrada.

- Adivinha, Jiwoo. Você me traz para uma festa, para me deixar sozinho?

- Para de fazer cena, Yoongi. – A garota deu um gole na sua bebida. – Você conhece todo mundo aqui, pode muito bem se juntar com alguém e conversar.

- E porque você não pode ficar comigo? – O moreno perguntou, fazendo a outra revirar os olhos e sair sem lhe dar explicações.

Jiwoo não percebera que havia sido descuidada em sair de perto de Yoongi, com a boca pintada de vermelho, e voltar completamente sem o batom, entregando nitidamente que ela havia beijado alguém.

O garoto achava que gostava dela de verdade, mas a cada dia que passava, ele tinha mais certeza de que o que ele sentia pela loira, estava longe de ser amor, e ter a prova de que ela o traía, não o deixava tão preocupado.

Talvez, ele já não sentisse mais nada pela garota, e todo sentimento bom que ele tinha para oferecer a alguém, já crescia dentro de si, quando ele pensava na baixinha de cabelos coloridos.

O coração de Yoongi definitivamente pertencia à outra pessoa, e esta, estava em alguma sala de cinema por aí, sentada ao lado de uma poltrona vazia, onde ele deveria estar sentado... ou ela pudesse estar em casa, deitada na sua cama, e encarando a tela do celular, na espera de que alguma mensagem dele chegasse...

Yoon não sabia ao certo; mas a única certeza que ele tinha, era a de que aquele namoro estava no fim. Então ele apenas pegou sua blusa de frio que estava no encosto da cadeira e saiu da festa, sem olhar para trás.

•••

*~*~*

Era o dia do aniversário da mãe de Jeongguk, e ele queria presenteá-la com algo especial. Ele pensava em tudo que pudesse dar a ela, mas nada vinha na sua cabeça. Sua mãe gostava de coisas simples, não que ela dispensasse joias ou roupas caras, mas ela gostava das coisas que tivessem algum valor sentimental; algo que fora dado de coração, e se tem algo que Jeongguk não tinha, era criatividade.

- Porque não olha na internet esses cartões legais que as pessoas fazem com vários papéis e deixam tudo colorido? – Jimin perguntava, ao que enchia a boca de macarrão.

- Fala baixo, hyung, ela pode chegar a qualquer momento e ouvir.

- Hum, tenho uma ideia. – O garoto de cabelos rosados sorriu de maneira fofa, deixando seus dentes sujos de molhos à mostra. – Porque você não dá chocolates? – Sussurrou.

- Hyung, seria uma ideia perfeita, levando em conta que ela ama chocolate. Só não é perfeita, porque ela é dona de uma loja de doces, e pode comer quantos chocolates quiser.

- Desisto, Gukie. Minha mãe é fácil, se der a ela uma blusa, ela já fica feliz; mas minha tia é complicada, então você tem que pensar.

- Eu acho que já sei o que vou fazer. – Jeongguk deu um último gole no seu suco. – Vou pedir ajuda para o Taehyung.

- Imaginei. – Jimin respondeu com um sorriso imenso. – Tudo do Gukie agora, envolve o Taehyung.

- E você está com ciúmes? – O mais novo perguntou, levantando as sobrancelhas.

- Ciúmes? – O de fios rosados gargalhou. – Jeongguk, depois de te ver vermelho de nervoso e depois de ouvir você me xingando, falando que o Taehyung não era para o meu bico, você acha mesmo que eu é quem vou sentir ciúmes dele? Eu?

- O que você quer dizer com isso?

- Quero dizer que o Taehyung é uma delícia e que eu imagino ele me beijando toda hora. – Jimin lambeu os lábios, ao que seu primo o fuzilava com os olhos.

- Cala a boca, hyung. – Jeongguk falou sério e o outro gargalhou.

- É disso que eu estou falando. – O de fios rosados saiu andando até a cozinha para lavar seu prato.

- Pervertido. – Gukie murmurou, enquanto acabava de comer seu spaghetti.

•••

*~*~*

Os pais de Jeongguk haviam saído para comprar novos ingredientes para os doces da loja, o que permitiu que o garoto fosse rapidamente até a loja ao lado, para pedir ajuda ao seu amigo Kim Taehyung.

O Kim estava distraído atrás do balcão, mexendo numa florzinha vermelha, quando Jeongguk aproximou de si.

- Tae? – O moreno falou baixo, chamando a atenção do outro, que sorriu de leve. – Eu preciso da sua ajuda.

- Em que posso te ajudar? – O garoto - que agora já tinha os olhos castanhos novamente – perguntou.

- Então, hoje é o aniversário da minha mãe e eu queria dar a ela algo assim, bonito, simples, único... você entende?

- Entendo. – Tae sorriu. – Você podia ter me contado isso antes... eu já passei três vezes por ela hoje, e não lhe dei os parabéns. – Falou, se levantando da cadeira.

- Ah, me desculpe. – Gukie falou baixo.

- Bem, com todas essas características que você me passou, acho que você veio ao lugar certo. – Taehyung apontou para as flores da loja. – Qual a cor favorita dela?

- Acho que se arco-íris fosse uma cor, essa seria a cor favorita dela. – Jeon gargalhou baixo, conseguindo tirar um sorriso fofo do Tae.

- Eu tive uma ideia então. – Kim puxou o amigo para os fundos da loja, onde pegou potinhos de anilina e alguns recipientes de vidro. – Vamos pintar algumas flores brancas, deixa-las bem coloridas, e depois montar um buquê?

- Você pinta flores aqui? – Gukie perguntou, curioso.

- Na verdade, eu já pintei algumas por conta própria, porque acho que ninguém compraria uma flor pintada. – Tae suspirou. – Todas ficaram feias, exceto aquela azul que eu te dei.

- A única flor que ficou bonita, você me deu? – O moreno sorriu bobo, se lembrando da flor que ficava na gaveta do seu criado mudo.

- Sim. – Taehyung fitou os olhos do amigo, e um clima meio tenso começou a se estabelecer no local

- Rm, então, jura que você pintaria algumas flores só para montar um buquê para minha mãe?

- E porque eu não faria isso? – Tae riu soprado.

- Não sei. – Gukie deu de ombros.

- Você confia em mim para escolher as cores? – O castanho perguntou, fazendo Jeongguk querer responder que confiava nele para qualquer coisa; mas antes que abrisse a boca, sua mente o alertou, dizendo que aquela poderia não ser a melhor resposta.

- Claro que sim. – Falou simples. – Que horas eu posso vir buscar?

- Huum, umas três horas, pode ser? Aí dá tempo para as flores secarem e eu montar o buquê.

- Eu não queria te dar esse trabalho todo. – Jeon murmurou.

- É meu trabalho, Gukie. – Tae sorriu de maneira fofa. – Eu gosto de mexer com flores... – Foi sincero, mas a verdade é que ele gostaria muito que Jeongguk ficasse ali com ele, não para ajudá-lo a pintar as flores, mas sim, para lhe fazer companhia.

Desde o incidente há dois dias atrás, quando Jooheon o humilhou na frente da sala toda, e Jeongguk foi atrás dele; o Kim sente que, por mais que seja difícil, ele poderia confiar no Jeon, já que o mesmo se mostrou um grande amigo naquele momento.

Gukie sempre estivera consigo, sendo uma pessoa legal, não só na escola, mas durante o trabalho também; o que o fazia acreditar que o outro não estava tramando nada contra ele, e estava sendo apenas amigo.

- Eu gosto de mexer com flores, mas se quiser ficar, pode ficar. – Tae sorriu, e o doceiro fez o mesmo.

- Eu vou perguntar o Jimin se ele pode ficar sozinho na loja. – Antes que Taehyung abrisse a boca para responder algo, Jeongguk saiu correndo da floricultura, e adentrando na loja de doces com a mesma rapidez, chamando atenção do primo e de alguns clientes que ali estavam.

Gukie parou na frente de Jimin, estampando aquele sorriso largo e ostentando um olhar pedinte, já fazendo-o desconfiar que um pedido estava a caminho.

Como esperado, o hyung ouviu cada palavra sair devagar da boca de seu dongsaeng, que lhe contava sobre o buquê, com entusiasmo, afim de convencer o mais velho, de que precisava ajudar.

Jimin podia perceber o olhar animado de seu primo, e daquele jeito, ele nunca poderia dizer não, ou ser petulante a ponto de atrapalhar o famoso presente para sua tia, ou o encontro dos colegas de classe. Assim, sem dizer uma palavra sequer, ele segurou Jeongguk pelos ombros, e o guiou até a porta da doceria, abrindo a mesma, e fazendo sinal para que o outro fosse, quando o famoso “plin” se fez presente no ambiente.

Gukie mais uma vez, estampou aquele sorriso impagável no rosto, antes de dizer um “obrigado, hyung” e correr para a loja ao lado.

Taehyung o esperava, com os recipientes de vidro cheios de água, e com os potes de anilina no cantinho da mesa.

- Está tudo bem para o Jimin ficar na loja. – O moreno disse animado, tirando um sorriso sincero e tímido do outro. – Então, como começamos?

- Pelas flores. – Tae respondeu. – Você pode ir lá e escolher as flores que você quer que componha o buquê da sua mãe.

- Huum... – Jeon trocou o peso das pernas e coçou a cabeça. – Olha, Tae, eu não entendo nada de flores, você pode me ajudar?

- Ah, claro, venha! – Num ato impensado, Taehyung esticou a mão para que Jeongguk a segurasse, porém, sua mente o alertou do que acabara de fazer, então ele a recolheu e saiu andando, ao que suas bochechas coravam, deixando à mostra, seu constrangimento.

Gukie ficou sem graça, mas mesmo assim, não hesitou em seguir o amigo que caminhava às pressas para a sessão de flores brancas.

- Rm, Gukie, temos essas aqui... você, você pode ficar à vontade.

- Então, você que já mexe com isso a mais tempo, qual me recomenda?

- Eu já fiz um buquê uma vez, que consistia em Hemerocallis, Grandiflora e Gypsophila Paniculata.

- O QUE? – Jeon arregalou olhos, e aquela atitude fez com que o castanho gargalhasse baixinho e o puxasse para perto da prateleira.

- Olha, todas as plantas têm um nome científico.

- E você sabe de todos eles?

- Só de alguns. – O Kim respirou fundo e encostou o dedo em uma plaquinha. – Tulipa Hybrida, mais conhecida como tulipa.

- Ah, essa é fácil. – Gukie riu soprado. – Quero saber dessas aí do buquê.

- Okay, venha, vamos procurar a Hemerocallis. – Taehyung foi passando o dedo sobre cada plaquinha, e automaticamente, Jeongguk fez o mesmo. Claro que o florista sabia onde que estava cada flor, mas isso não o impediu de fazer com que o outro procurasse pelas florezinhas.

Quando chegou na Hemerocallis, Tae parou o dedo, mas Gukie continuou, fazendo as mãos de ambos de tocarem levemente, causando uma cócega estranha nas barrigas dos garotos, que se entreolharam de maneira intensa, até que o mais novo sussurrasse um “achei”.

- Sim, pois bem. – Tae pigarreou e pegou uma das flores. – Hemerocallis é o lírio.

- Essa flor é linda e minha mãe adora. – Jeon confidenciou. – Quero que tenha dessas no buquê.

- Então vamos ver... – Tae apoiou o queixo sobre o indicador. – Você vai querer colorir todas as flores, ou só algumas?

- Eu não sei. Como fica melhor?

- Eu acho que só algumas vai ficar mais legal.

- Então faça assim. Isso, colora só algumas. E as outras monstruosidades que você disse? São quais? – Gukie perguntou de forma inocente, fazendo o outro rir mais uma vez e tirar os cabelos da testa.

- Grandiflora é a rosa, e a Gypsophila Paniculata são Gipsons, aquelas flores branquinhas que colocamos nos buquês.

- Aquelas pequenininhas?

- Estas aqui. – Taehyung pegou um punhado de raminhos de Gipson e mostrou ao Gukie.

- Ah sim, então pode ser, vamos montar um buquê com estas.

Os garotos então, passaram a escolher as flores que seriam pintadas. Jeongguk optou por pintar todos os lírios, e deixar as rosas no meio, de uma cor neutra, esta que o Kim escolheria.

Depois de pegarem todas as flores, os dois voltaram para os fundos da loja, afim de pinta-las.

Sobre a mesa, existiam várias cores de anilina, mas Gukie e Tae escolheram as cores do arco-íris, visto que se esta cor existisse, seria a preferida da mãe de Jeongguk.

Taehyung já tinha uma certa experiência em como pintaria cada florzinha; ele já havia feito aquilo várias vezes e além do mais, sua família sempre trabalhou com flores, o que lhe dava uma vantagem, por conhecer cada tipo de pétala, os prós e os contras de cada uma – como por exemplo, aquelas que poderiam causa uma alergia forte em alguém.

Sete vidros foram preparados, com as anilinas de cor vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta, sendo misturadas em cada um, formando uma mistura homogênea de cor alegre.

Os garotos foram enfiando as flores em cada vidro, vendo a forma com que as pétalas do Lírios brancos, absorviam a tintura viva. Enquanto Taehyung se agachava de um lado da mesa, para observar o branco se tornando violeta, Jeongguk se agachava na outra ponta, para reparar o mesmo ponto. Os garotos ficaram assim, cada um de um lado, observando a florzinha se mover lentamente no líquido arroxeado.

Tudo ficaria perfeito, e incrivelmente interessante, se os olhos de Gukie não transpassassem as pétalas, e se focassem no rosto do Kim, que tinha uma imagem completamente distorcida, por conta do vidro, ficando assim, com olhos pequenos, nariz torto e lábios extremamente grandes.

Jeongguk não se conteve e começou a gargalhar, fazendo com que o outro também o focalizasse através do vidro, e se juntasse às gargalhadas pois, um Jeon de olhos esbugalhados e nariz deveras pequeno, não era algo que Taehyung costumava ver todos os dias.

- Você está estranho. – O Kim sorria sem parar, fitando o rosto torto e roxo do mais novo.

- E você também está. Não sabia que você ficava tão bem de roxo, Tae. – Zombou o moreno, tirando risadas mais altas do garoto que antes, não gostava de olhar para ninguém.

Jeongguk se sentiu satisfeito, porque através daquele vidro, ele pode ter um contato visual maior com seu amigo e, pela primeira vez, ele gostou muito de estar sendo observado, mesmo que estivesse com o rosto parecendo uma bruxa. Sua mão que antes estava apoiada na mesa, percorreu um caminho lento até o vidro, e o empurrou de leve, fazendo com que agora, eles se entreolhassem da forma como realmente eram, e cara a cara.

Taehyung suspirou, mas não com um ar de desânimo ou desprezo. Ele apenas suspirou e soltou um leve resmungo de admiração, que não passara despercebido pelo Jeon.

- Você é realmente bonito. – Jeongguk falou com sinceridade, tendo plena convicção do que acabara de falar. Ele sabia que queria dizer isto e simplesmente falou, sem querer se matar depois de ter falado algo por impulso; até porque, nenhuma palavra daquela foi dita por impulso.

- Você também é bonito. – Taehyung sorriu de lado e manteve seus olhos grudados no do Jeon, que por alguns instantes, esquecera como que respirava.

Quatro acontecimentos inéditos acabaram de acontecer naquela sala, provando que se Gukie tivesse algum problema do coração, àquela hora ele estaria desmaiado, por ter o músculo se contraindo tão rapidamente dentro do peito.

Taehyung definitivamente conseguiu fitar seus olhos por mais tempo que dez segundos, não desviou o olhar perante a confissão de Jeongguk; não havia feito algum comentário de deboche, se diminuindo e dizendo que não era bonito coisa nenhuma, e além disso, ele acabara de confessar que também achava Gukie bonito.

O coração do Jeon batia tão forte, que se ele ousasse abrir a boca para falar alguma coisa, o órgão sairia junto com as palavras. Ele sentia que tremia tanto, que poderia estar fazendo a mesa balançar e que isso iria chamar a atenção do Kim, que ainda o encarava.

Porque de repente, os papéis se inverteram tanto? Porque o corajoso agora, parecia que sempre fora o Taehyung, e porque Jeongguk ficara tão abalado – de uma forma positiva pode-se dizer.

Será que finalmente Gukie chegara a um patamar super avançado na escala de confiança do castanho, que o permitia olhar nos olhos e confessar que o outro era bonito?

Jeon queria tanto perguntar, mas porque acabar com o clima? Porque fazer uma pergunta tão idiota dessas, e acabar fazendo com que o outro passe a achar suas atitudes muito exageradas, voltando à estaca zero?

Para quê perguntar, se ele pode desfrutar do olhar intenso do amigo, e sentir a respiração, que se chocava contra suas bochechas, pela proximidade tão óbvia entre eles?

Jeongguk queria tocá-lo, e sentir aquela pele macia mais uma vez. O moreno queria alisar os fios castanhos do outro e ver se realmente eram tão sedosos quanto pareciam ser. Um cabelo tão perfeito, para um dono tão perfeito, que se dissessem que aquilo tudo era um sonho, não precisariam de argumentos, para convencer a Gukie de que não era real.

Mas era real. Tão real quanto outro suspiro que o Kim soltara e tão real quanto a dor que se instalava nas suas bochechas, por ter ficado sorrindo por tanto tempo.

Caramba, ele sorriu tão naturalmente que nem viu.

- Você aprendeu a sorrir. – Tae sussurrou e cutucou de leve a bochecha do seu dongaseng, ao que soltava uma risadinha fofa.

- E você aprendeu a olhar nos meus olhos. – Gukie não poderia nunca deixar passar aquela oportunidade, então, ele levantou sua mão e tocou de levinho as pálpebras do Kim, fazendo-o fechar os olhos e sorrir mínimo.

Jeongguk sentiu falta do olhar castanho preso ao seu, mas ele sabia que não dava para ficar daquele jeito para sempre.

Para sempre não poderia, mas ele tinha todo o direito de criar mais oportunidades, para que aquilo voltasse a acontecer.

- Tae, domingo vai ser a comemoração do aniversário da minha mãe... você quer ir? – Murmurou, parando de acariciar as pálpebras do amigo, o fazendo respirar fundo e ficar de pé direito.

- Eu não posso, Gukie. – Falou de uma maneira triste, voltando a dar atenção para as flores.

- E porque não? – Jeon ficara intrigado. A festa seria no domingo, sem aula, sem trabalho... o que faria com que o outro não pudesse ir? – Você pode ir com sua família. – Insistiu, pensando que talvez, existisse a possibilidade de ele não poder ir sozinho.

- Minha família finalmente encontrou uma casa... então, nós vamos fazer a mudança no fim de semana, e eu preciso ajudar.

- Mas nem um pouquinho, hyung? Sua casa é longe daqui?

- Não. – Tae falou baixo, ao que franzia o cenho. – Como você sabe que eu sou seu hyung?

- Hum... – Como que Jeongguk contaria que se aproveitou, do dia em que o professor de matemática o pedira para fazer a chamada, espiando assim, a data de aniversário do outro? – Ah, no dia que eu fiz a chamada, eu acabei vendo sua data de nascimento lá. – Não mentiu, apenas omitiu o fato de que ele procurara pela data, e que não fora sem querer como contou.

- Wah, me sinto estranho sendo seu hyung.

- E por que?

- Ah, Jeongguk... você sempre parece que é mais esperto que eu, cuida mais de mim. – Riu soprado. – Eu é quem deveria fazer essas coisas.

- Você pode ser um hyung incrível, indo à festa de aniversário da minha mãe. – Jeon sorriu abertamente, fazendo o outro o olhar de uma maneira triste.

- Eu realmente não posso, dongsaeng. Me desculpe.

- Tá. Tudo bem... – Gukie queria até se oferecer para ajudar na mudança, mas poderia parecer afobado demais, já que fazia pouco tempo em que eram amigos e além do mais, ele deveria ajudar sua mãe a preparar as coisas para a festa.

Era uma pena.

- Vamos trocar as flores de água, para que cada uma fique com degradês. – O Kim falou por fim, chamando a atenção do amigo, que ainda se lamentava por não ter sua presença na festa.

Definitivamente, era uma pena.

•••

*~*~*

Jeongguk estava debruçado sobre o balcão da doceria, quando o conhecido “plin” da porta sendo aberta, se fez presente, induzindo o garoto a seguir o olhar até lá.

Taehyung entrava sorridente na loja e quando enfim alcançou o balcão, se debruçou sobre o mesmo, para que pudesse falar baixinho o suficiente, no intuito de que só Gukie o escutasse.

- O buquê está pronto. – Murmurou. – Pode ir lá buscar quando quiser.

- Posso buscar quase na hora de fechar a loja? – Jeon perguntou. – Minha mãe disse que iria direto para casa, mas eu corro o risco de trazer as flores para cá, e ela passar aqui.

- Claro, não tem problema. – O Kim sorriu e fitou o balcão de vidro. – Então, você tem bombons com recheio de maracujá? Minha irmã quer um.

- Tenho. – Gukie pegou o bombom e o colocou na frente do outro. – E porque ela não vem mais aqui? Sinto falta das suas visitas.

- Hyuna está estudando bastante nesses dias. Seu colégio já está em época de prova, e como vamos nos mudar, vai ser meio difícil para ela estudar nos finais de semana. – O hyung respondeu calmamente, esticando o dinheiro para o moreno.

- Então leve mais um, e diga a ela, que é um presente meu, por estar se empenhando no colégio. – Jeon pegou mais um bombom de maracujá e posicionou ao lado do outro. – Diga também, que se ela se sair bem nas provas, eu dou uma caixa cheinha deles.

- Está comprando minha irmã, Jeongguk? – O Kim falou de forma divertida.

- Só estou incentivando ela a estudar. – O mais novo deu de ombros. – Ela ganha um bombom por ser estudiosa, e você ganha um bombom por ter conseguido vencer seu medo de me olhar, hoje. – Assim, Gukie pegou um bombom de chocolate branco, com recheio de oreo. – Este chocolate é novidade na loja. Prove e veja se gosta.

- Ah, obrigado. – Tae sorriu de maneira fofa. – Então já que é assim. – O castanho enfiou a mão no bolso, e tirou uma florzinha que guardava um degradê de verde água com branco. – Você vai ganhar uma florzinha, por ter dado um sorriso sincero e por tê-lo sustentado no rosto, por bastante tempo.

- Eu sempre dou sorrisos sinceros para você. – Gukie fingiu estar chateado.

- Mas você sempre volta a ficar sério. – Agora, foi a chance do hyung fingir que estava chateado. – Seu sorriso é bonito, Jeongguk.

- Assim como seus olhos, então, faça-me o favor. – Os dois caíram na gargalhada. – Então, e essa flor, quando você a pintou?

- Depois que você saiu da loja. – Tae riu soprado. – Eu queria fazer uma surpresa e acabei conseguindo essa cor.

- Ficou linda. Obrigado, hyung.

- Por nada, Gukie. Bem, então, deixe-me levar os bombons da Hyuna, antes que ela venha gritando atrás de mim. Obrigado, mais uma vez. – Falou, ao que suas bochechas coravam, o fazendo sair correndo da loja.

Tão adorável.

•••

*~*~*

Jeongguk fitava seu criado mudo, que agora, tinha as duas flores que Taehyung havia lhe dado, sobre si. Não havia o porquê, de deixar as flores escondidas dentro da gaveta, e o que era bonito, era para ser mostrado.

Gukie deu um último sorriso para as florezinhas, antes de pegar o buquê sobre sua cama e caminhar até o andar de baixo, onde sua mãe estava, preparando algo para o jantar.

- Ei, mãe. Feliz aniversário. – O moreno esticou o buquê na sua direção, e viu os olhos de sua mãe se arregalarem e marejarem. Ela sorriu abertamente e pegou as flores, antes de dar um abraço apertado no filho, e agradecer pelo presente.

Definitivamente, Taehyung havia feito um trabalho incrível, deixando os lírios em degradês claros de arco-íris, as rosas e os gipsons branquinhos, no meio.

O buquê havia ficado perfeito, com aquela fita de cetim cor-de-rosa, se pendendo num laço enorme. Tudo parecia tão original e feito com carinho, o que de fato era verdade.

Aquele buquê era único, e se não fosse aniversário da sua mãe, Jeongguk faria questão de ficar com ele.

- Fico feliz por ter gostado, mama. – Falou sorrindo e fazendo a mais velha ter a mesma atitude.

- E eu fico feliz por você estar se tornando amigo do Taehyung... ele teve uma vida difícil.

- Como assim? – Jeon arregalou os olhos, mas sua mãe apenas abanou as mãos.

- Vamos! Temos que preparar uma jarra bem bonita para colocar esse buquê. – A Sra. Jeon desconversou rapidamente, deixando Jeongguk incomodado com tal ato.

O que já aconteceu com Taehyung, e como sua mãe sabia disso?

•••

*~*~*

Jeongguk acordou com um cheiro maravilhoso que emanava da cozinha. Rapidamente, ele se levantou, fez suas higienes matinais e desceu até o cômodo cheiroso, se deparando com um bolo de cenoura, que estava acabando de receber uma calda de chocolate.

- Huum que delícia! Teremos bolo hoje e amanhã? – Jeon abraçou a mãe por trás e seu pai, que estava sentado numa cadeira, lendo o jornal, começou a rir.

- Eu avisei que ele iria querer esse bolo. – Hyun Bin falou divertido.

- O que querem dizer com isto? – Gukie franziu o cenho, e teve a mão estapeada, quando tentou pegar um pouco da calda com um dedo.

- Este bolo é para os vizinhos novos. – Ela sorriu abertamente, fazendo Jeongguk revirar os olhos.

- E eu aqui, idiota, achando que era para mim, por ter te dado um buquê lindo, ontem.

- Ah, não fique triste, amor. – Ela abraçou o filho. – Para você, eu fiz uma torta de frango, que está no forno, quentinha, só esperando você para comê-la por inteiro.

- Aah, obrigado, mama. – Um beijo fofo, fora depositado na bochecha da matriarca, antes de Gukie correr para o forno e pegar sua torta.

Jeon começou a comer, analisando sua mãe, que salpicava granulado sobre a calda e preparava tudo para levar o bolo até os vizinhos.

- Será que ela não pensa que as pessoas podem não gostar de bolo de cenoura, ou terem medo de comer algo de um estranho? – Jeongguk sussurrou para o pai, que lhe encarou de lado e levantou as sobrancelhas.

- E quem disse que são estranhos? – Respondeu no mesmo tom, fazendo então, a luzinha acender sobre a cabeça do moreno, que sentiu um nó se formar na garganta.

E então, tudo fez sentido.

Vizinhos novos, não são estranhos, gostam de bolo, mudança no fim de semana...

Só poderiam ser eles.

Não acharia estranho ser outra família, já que o bairro era bem concorrido; mas a fala final do pai, o fez ter certeza.

- Os Kim vieram morar na casa ao lado? – Falou, sem conter sua animação, fazendo sua mãe sorrir abertamente.

- Você quer ir comigo levar o bolo para eles? – Perguntou terna, vendo que o filho comia a tortinha num ânimo que não era dele. – Pode comer tranquilo, amor, eu te espero.

Jeongguk colocava pedaços enormes da torta na boca, e engolia metade do copo que continha suco de uva, afim de acabar rápido. Seu pai alternava o olhar entre a esposa, ele e o jornal, tentando entender o motivo de tanto desespero para ir vê-los.

- Querido, Gukie se tornou amigo de Taehyung e Hyuna. Isso não é ótimo? – Eun-hye caminhou até o marido e afagou os ombros do mesmo.

- Isso é magnifícico! Que bicho te mordeu? – Hyun falou divertido, vendo o filho revirar os olhos.

- Do jeito que vocês falam, parece que eu não tenho amigo nenhum. – Jeon colocou o último pedaço de torta na boca e se levantou rapidamente, para lavar as louças que sujara. – Vamos, mama. – Disse rápido, pegando o bolo e esperando que seus pais o seguissem.

Os três saíram de casa, e logo que viu os novos vizinhos tirando as caixas de dentro do carro, Jeongguk sorriu animadamente, sendo surpreendido por um suspirou de Taehyung, que sorria tímido na sua direção.

- Sejam bem-vindos ao bairro! – Sua mãe abraçou a Tae-hee, que parecia muito alegre por ter se mudado para a casa ao lado da sua. – E como boas vindas, trouxemos bolo! – Eun-hye pegou o doce das mãos de Gukie, entregando a vizinha.

O moreno nem se deu o trabalho de ficar rendendo assunto com os outros, já que sua maior vontade era de trocar algumas palavras com Taehyung. A passos lentos, caminhou até o de fios castanhos e sorriu de maneira fofa.

- Vizinho, então. – Falou baixo e o Kim assentiu. – Você sabia?

- Não. Confesso que não fazia ideia de que seríamos vizinhos.

- E isso me faz lembrar de uma coisa. – Jeon apoiou o queixo no dedo indicador e sorriu perversamente. – Agora não tem como escapar, você pode vir na festa de aniversário da minha mãe.

- Eu não posso, Gukie. Somos vizinhos agora, mas de toda forma, ainda tenho que ajudar a arrumar a casa.

- Olha, se você for lá por uns 30 minutos, eu posso vir até sua casa e te ajudar a recuperar o tempo que perdeu. – Jeongguk não sentia medo de parecer insistente demais; ele só queria fazer com que Taehyung se sentisse bem, perto das pessoas.

- Eu vou ver o que posso fazer. – Tae sorriu. – Sua mãe chamou meus pais, mas realmente achamos que não vai dar... temos muita coisa para organizar.

- Tudo bem, não tem problema. – Jeon se deu por vencido.

- Ei, Gukie! – Hyuna apareceu, puxando uma mochila rosa. – Obrigada pelo bombom!

- Por nada, pequena. – Afagou os cabelos da garota, fazendo a mesma sorrir fofamente e voltar a colocar as coisas dentro da casa.

- Bem, então eu vou voltar a guardar as coisas. – Taehyung pegou mais uma caixa.

- Quer ajuda?

- Não precisa, está tudo bem.

Jeongguk decidiu que não insistiria para ajuda-lo com as coisas, e muito menos para que ele ir à festa de sua mãe. Taehyung sabia que podia contar com seu dongaseng para o que precisasse, mas talvez, ele ainda não se sentisse bem o suficiente para ficar pedindo ajuda na mudança.

O moreno então, voltou para dentro de casa e foi assistir a um filme qualquer que passava na TV. Jeon ficou ali por um bom tempo, até que o filme acabou e ele decidiu subir para o quarto, afim de fazer suas atividades do colégio.

Gukie se sentou de frente para a escrivaninha, e passou a fazer os cálculos de matemática, que seu professor passara na última aula.

Definitivamente, o garoto não era o melhor matemático da turma, mas isto nunca o impediu de tirar notas excelentes, porém, esta última atividade, o estava fazendo queimar os neurônios e ficar de cabelos brancos.

- Aaah que droga! – Enfiou os dedos entre os fios negros, e os puxou com força. – Cada hora dá uma resposta diferente! – Revirou os olhos. Pensa, Jeongguk, pensa! – Reclamou consigo mesmo.

Os olhos negros do garoto, fitaram seu caderno, vendo aquele tanto de símbolo de somatório e limites, o fazendo querer arrancar folha por folha e comer uma por uma; mas seus pensamentos mais violentos contra aquele caderno, foram cortados, quando ouvi uma movimentação estranha vindo da janela.

Jeon se levantou rápido e abriu sua cortina, vendo do outro lado, que Taehyung estava medindo o tamanho da parede do cômodo em frente ao seu.

- Eu acho que dá para pintar aqui. – O castanho falou para alguém, que Gukie não podia ver, mas deduzia ser Hyuna, por conta da gargalhada que tomou conta do ambiente.

O mais velho se lembrou que descobrira quem era o tal “V” que desenhara ele e Dahyun; mas depois de ouvir de Yoongi, que Taehyung não gostava que vissem seus desenhos, ele sentiu medo de contar que havia pego um desenho dele, então, guardaria esse segredo, até que tivesse a oportunidade de dizer algo à repeito.

O Kim estava tão distraído, que não notou a presença do outro, o espiando pela janela; então foi aí, que o moreno teve uma ideia.

Jeongguk correu até o caderno que agora há pouco, quase foi vítima de uma brutalidade, e arrancou uma folha em branco, logo escrevendo na melhor caligrafia que conseguia “Seja bem-vindo, hyung!”. Assim que escreveu, dobrou o papel em vários pedaços até montar um aviãozinho.

- Seja bem-vindo. – Sussurrou para si mesmo, ao que enviava o avião de papel, na direção do quarto do outro.


Notas Finais


Realmente espero que tenham gostado, e espero que criem muitas situações nessa cabecinha de vocês, do tanto de aviãozinho de papel que vai rolar entre esses quartos *---*
Muito obrigada pelo carinho de todos vocês, um grande beijo :*
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