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História Paper Rings - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Oláaaaaa!
Aqui estou eu postando de novo, porque me empolguei kkkkkk
Escrevi esse capítulo de ontem para hoje, no modo Flash.
Vou tentar escrever bastante nesse finalzinho de férias, para garantir que já tenha capítulos prontos durante meu semestre na faculdade.
Aliás, a letra da música (logo logo vocês vão entender) fui eu que inventei, não estranhem.
Notas iniciais da autora feitas, é hora da história!
Espero que aproveitem!
Ate lá embaixo! o/

Capítulo 2 - O sinal toca ou não toca?


 

Conhecer Sweet Amoris com Nathaniel foi muito mais divertido do que esperava. O garoto passava pelos lugares e fazia alguns comentários, tanto engraçados quanto úteis. Por exemplo, melhor tomar cuidado com o gramado, porque as frutas de algumas árvores adoravam cair na cabeça dos alunos. E as vezes irrompiam guerras de frutas por lá. Eu sei, adolescentes são loucos.

 

_ E na época de chuvas, isso vira um lamaçal, perfeito para escorr... _ Ele não teve tempo de terminar a frase, porque eu resolvi exemplificar seu aviso e levar um escorregão espetacular. Estava pronta para sentir o impacto com o chão quando dois braços fortes me seguraram. Além de lindo é forte, assim não dá.

_ OPA! _ Dissemos os dois, enquanto ele me segurava e eu ficava de olhos fechados naquela posição de quase queda, tentando entender a falta de impacto da minha cara com o chão.

_ Viu que aqui é um lugar bom pra cair mesmo? _ Falou ele, ainda sem me soltar.

_ Sabe que eu notei isso aí mesmo? _ Olhei para seu rosto e rimos. No momento que os olhares se cruzaram, percebemos que ainda estávamos naquela posição. Não sei qual dos dois corou mais e nos soltamos.

_ E-então, ainda temos um tempo antes da próxima aula começar. Tem mais algum lugar que queira conhecer? _ Seu tom e bochechas vermelhas indicavam que ainda estava constrangido.

_ O que é aquilo aqui? _ Apontei para uma espécie de sacada em um dos blocos do colégio, virando-me de costas para que o garoto pudesse se recompor.

_ Ah, era uma espécie de pátio, mas foi fechada faz um tempo.

_ Sério? Que pena, parecia ser um lugar legal. _ Falei meio decepcionada.

_ Era mesmo, mas tem outros lugares que valem a pena. Posso te mostrar um dos meus preferidos, se quiser.

_ Eu aceito! _ Falei, novamente empolgada.

 

Seguimos de volta para o interior da escola, passando por diversos corredores onde os poucos alunos ali presentes nos olhavam com curiosidade. Tentei checar discretamente meu rosto e roupas, procurando algo que pudesse causar tanta estranheza, mas não achei nada, então parei de ligar. Afinal, uma hora ou outra eu ia descobrir o que estava errado e teria um apelido tipo “garota do chiclete no cabelo” pelo resto do ano (ou da minha vida. Vocês sabem como esses apelidos de escola pegam.)

Chegamos no tal lugar e Nathaniel tampou a placa com as mãos, querendo fazer surpresa. A intenção era boa, mas eu podia ver pelas portas de vidro da sala, de forma que eu podia imaginar com precisão onde estávamos.

  

_ Onde você acha que estamos? Quero saber seus palpites. _ Falou empolgado.

_ Estamos na biblioteca! _ Eu disse, com certeza.

_ Sou tão previsível assim? _ O sorriso do garoto murchou.

_ Não! _ Ah meleca, olha a carinha de triste dele! _ É que as portas são de vidro, então eu meio que eu vi lá dentro...

 

Ele olhou paras as portas, para mim e começou a rir. Fiquei aliviada por seu sorriso ter voltado e ri também. Ele abriu uma das portas e entramos, e era uma biblioteca muito bonita.

 

_ Tá bom, admito que essa última não foi uma das melhores ideias que já tive.

_ Não mesmo... _ Tive que zoar um pouquinho, mas ele não pareceu ficar bravo. _ Maaas, o lugar parece ótimo. Eu adoro ler!

_ Você gostou? Mesmo? _ Ele parecia ter me entregado um pacote suspeito e descoberto que no final era um presente incrível.

_ Adorei, de verdade.

_ Nesse caso, a gente pode ir um pouquinho mais fundo para eu te mostrar a melhor parte disso tudo. _ Ir um pouco mais fundo com o Nathaniel, heheh... JOLINE, TENHA DECÊNCIA! Você tá parecendo a Lety, garota!

_ Então vamos!

 

Ele cumprimentou a bibliotecária, eu dei aquele tchauzinho de quando você só está seguindo outra pessoa, e rumamos para um dos cantos da sala. Parecia não haver nada de especial por ali, mas atrás de uma prateleira existia uma espécie de entrada secreta, que dava em uma sala menor e mais reservada. Havia pufes e cadeiras espalhados, mais algumas prateleiras com livros e computadores, além de uma mesa grande que parecia ser usada para projetos. Era um lugar fofo e confortável, eu conseguia entender perfeitamente porque Nathaniel gostava dali.

Antes de prosseguir com a história, devo avisar que tenho um problema sério com pufes. Se vejo um desses fofos por aí, eu sou obrigada a deitar nele. Agora que vocês sabem, já imaginam o que fiz em seguida a entrar na sala. Sim, eu deitei num pufe. Provavelmente não foi a atitude mais madura que tive na vida, mas não posso evitar. A surpresa da história foi o aparentemente certinho Nathaniel deitar-se no pufe do meu lado, rindo.

 

_ Esse lugar é incrível! _ Exclamei, sem conseguir conter a animação. _ É sempre vazio assim?

_ Geralmente sim. Os alunos precisam de autorização para entrar. _ Falou ele, tranquilo.

_ É sério? _ Me sentei mais reta no pufe, preocupada. _ Não tem problema eu estar aqui?

_ Não se preocupa! _ Ele riu da minha cara de assustada. _ Você entrou comigo, então está tudo bem. É uma das vantagens de ser representante... _ Senti uma nota de amargura nesse comentário, mas ele não prosseguiu.

_ Então você tem uma sala legal dessas só pra você?

_ Tecnicamente todos os alunos podem usar, mas a maioria ou não sabe ou prefere não ter o trabalho de pedir autorização. Então, quase sempre está livre para mim.

_ Como faz para pedir autorização? _ Admito que fiquei curiosa.

_ É um processo muito difícil. Impossível, eu diria... _ Falou Nathaniel com uma cara séria.

_ Ah sim... _ Resmunguei.

_ Você só precisa falar com o seu representante e ele te entrega o papel. _ Ele riu e levei alguns segundos para notar que ele estava me zoando.

 

Minha indignação não serviu de nada, e me peguei rindo junto ao garoto. Era extremamente fácil conversar com Nathaniel e o tempo passou sem que eu notasse. Parecia que só alguns minutos tinham passado quando a bibliotecária simpática entrou na sala.

 

_ Nath, querido, a diretora está te chamando. Algo sobre uma reunião no intervalo. Achei melhor te avisar. _ INTERVALO? Isso que dizer que passaram horas, não minutos! Nathaniel olhou o relógio e parecia tão surpreso quanto eu, porque não ouvimos sinal algum.

_ Obrigada pelo aviso, sra. Orwell, eu já vou. _ A bibliotecária sorriu e deixou a sala, enquanto o garoto se virava para mim, aparentando preocupação. _ Joline, por favor me desculpa. Fiz você perder metade das aulas de hoje e ainda tenho que sair dessa forma. Me desculpe.

_ Não tem problema, Nathaniel, de forma alguma. _ Falei, tentando o tranquilizar. _ Eu adorei nosso tour, foi muito divertido, mas acho que tenho que assistir alguma aula agora, né?

_ De preferência _ O garoto falou se levantando. _ Nos vemos por aí? _ Ele parecia esperançoso.

_ Com certeza!  

 

Ele saiu da biblioteca e tomou o rumo do que eu supunha ser a diretoria, enquanto virei para o outro lado e voltei para o gramado, olhando meu celular. Recebi várias mensagens do meu amigo Kentin, perguntando onde eu estava e coisas assim. Não entendi o motivo, mas respondi que estava na escola, onde mais eu estaria?

De forma inconsciente (ou não) fui para a parte mais vazia do jardim, buscando um banco, para esperar o final do intervalo, quando topo com um garoto ruivo xingando absurdos e tendo problemas com seu cigarro. Até onde sei, não era permitido fumar na escola, mas não era eu que ia falar isso pra ele, né? Aparentemente ele não tinha me visto e seu isqueiro havia acabado, daí o motivo dos xingamentos. Se eu tentasse sair dali discretamente, acho que ele me veria, então resolvi tomar uma atitude.

 

_ Do you need a lighter and fire, my friend? _ Perguntei, parafraseando a letra de uma banda que adorava, Winged Skull.

 

O garoto se virou parecendo supreso, ainda com o cigarro na boca e o isqueiro acabado nas mãos. Enquanto estendia meu braço com o isqueiro aceso na mão (entenderam por que eu sempre digo que são úteis?), notei sua camiseta, com um crânio alado em tons de prata, preto o chumbo, símbolo da banda que me cedeu a frase.

 

_ Watch out, your answer could sell your soul to the devil _ Respondeu o garoto com o trecho seguinte da música e acendeu seu cigarro. _ Curte Winged Skull, garotinha?

_ Bastante. E parece que você também. _ Respondi observando o rosto do garoto, que por acaso era lindo. Seus cabelos vermelhos contrastavam com a pele clara e os olhos cinzentos como tempestade, criando e dando ainda mais profundidade à sua aura intensa e misteriosa. Ele tinha um olhar sério e um sorriso de canto, como se não quisesse demonstrar suas verdadeiras intenções. Ou seja, ele era de tirar o fôlego.

_ Tenho bom gosto. _ Ele fez um movimento com as sobrancelhas _ E valeu pelo isqueiro.

_ Não foi nada! Está aqui para esse tipo de momento. _ Respondi, tentando manter a conversa.

_ Você não tem cara de que fuma. _ Não quero nem saber o que ele acha da minha cara.

_ E não fumo mesmo. Só acho útil. _ E é verdade. Vira e mexe alguém precisa de fogo para alguma coisa e quem surge como salvador da pátria? Sim, essa mesma, a pessoa do isqueiro! Menos quando ele acaba, aí é triste.  

_ É útil, exceto quando essa merda acaba. _ Esse ruivo lê pensamentos? Que medo. _ Você não é daqui, é? Não me lembro de você.  _ Ele simplesmente trocou de assunto como se nada tivesse acontecido.

_ Não, entrei esse ano. Última turma.

_ Acho que estou nessa também, não sei. _ Ele falou e apagou o cigarro no banco em que estava sentado.

 

Como eu não posso ter um minuto de sossego para manter uma , o sinal (que sempre acabava com a minha alegria) começou a tocar, avisando que o intervalo estava acabando. Sabia que não deveria perder mais aulas hoje, então preguiçosamente levantei do banco que estava sentada e me espreguicei. O garoto só observou meus movimentos, sem fazer menção nenhuma de levantar e ir para a aula também. Fiquei em dúvida por um momento, mas decidi me despedir do desconhecido.

 

_ Quer acender mais algum cigarro? Acho que vou logo pra aula. _ Falei, já em pé.

_ Não, valeu. _ Que monossilábico, credo.

_ Boa sorte aí então. Tchauzinho. _ Fiz um tchuazinho também com a mão e comecei a caminhar em direção ao meu bloco.

 

Tinha dado uns dez passos quando ouço uma corrida atrás de mim e vejo o desconhecido ruivo vindo atrás de mim, com uma cara indecifrável.

 

_ Tá tudo bem? _ Perguntei, estranhando o contato.

_ Sim. Só queria saber o seu nome, novata. _ IRRAAAAAA. Ele quer saber meu nomeeeee! Fiquei animada, óbvio, mas não ia deixá-lo saber disso.  

_ Joline. Joline Dale. E o seu? _ Responda logo, antes que essa garota morra de curiosidade.

_ Castiel Hawthorne. _ Ele deu um sorriso de canto. _ Era só isso mesmo, novata. Valeu.

 

Dei outro tchauzinho e ele se virou, voltando por onde tinha vindo. Continuei meu caminho pensando no que havia acabado de acontecer, enquanto procurava o número da sala indicada em um dos papeis que Nathaniel tinha me dado mais cedo. Torcia para que a reunião dele desse certo, o garoto parecia ser realmente legal. Escolhi meu lugar mais para trás na sala e peguei meu celular, procurando a resposta do Ken. Como não tinha nada, fui olhar as outras redes sociais, só para matar tempo, já que o professor estava ainda mais atrasado que eu.

Estava distraída, mas consegui notar a mudança na animação da sala ao meu redor, quando o professor finalmente chegou, acompanhado de um aluno. Quando reconheci quem o aluno era, simplesmente não acreditei.

 

_ KENTIN?

 

 

 

 


Notas Finais


FALAE GALERA
E então, o que acharam?? Espero que tenham gostado!
Podem comentar, se amaram, odiaram ou se acham que algo pode melhorar. Adoro ler o que vocês pensam!
Bem, é isso!
Até o próximo capítulo! <3


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