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História Papi - Capítulo 64


Escrita por: fanfiqueiHarry

Capítulo 64 - 64




Ellen


Ele me levou pela casa, do escritório para o quarto, do quarto para o banheiro e de volta para o quarto porque nossas pernas ficaram bambas e nós estávamos exaustos, eu estou nua, deitada de bruços com apenas um lençol cobrindo meu corpo, tomamos um banho quente e nos deitamos, Lola está nos nossos pés, tudo parece tão pacífico. Oliver está virado para mim, passando os dedos no meu ombro exposto, eu estou encolhida apenas o encarando, fico curiosa com o que quer que ele esteja pensando.

- Fala o que você quer falar, Ellie- ele murmura e me encara, eu dou um sorriso de lado.

- Eu estou morrendo de fome- dou risada.

- Eu também, mas estou com preguiça demais para levantar- ele geme, agarra minha cintura e me puxa para um abraço, me encolho contra seu calor e fecho os olhos sonolenta.

- Bem que você podia treinar a Lola para buscar as coisas para a gente, né? - sugiro, bocejando, Oliver beija minha têmpora e respira fundo.

- Podemos pedir uma pizza- ele também boceja. Eu não consigo parar de sorrir.

- Frango com catupiry.

- Calabresa.

- Meio a meio.

- Feito. Você liga.

- Nem fodendo, você é o homem da casa.

- Eu já vou pagar.

- E buscar na porta- acrescento, Oliver morde minha bochecha me fazendo cócegas.

- Praga.

- Gay.

- Estúpida.

- Otário.

- Eu te odeio- ele ri.      

- Minha bunda.

- Não, aí eu amo- ele leva a mão a mesma e a aperta depois de dar uns tapinhas.

- Você é ridículo.

- Você me chupou não tem meia hora, Ellen, você gosta.

- Se arrependimento matasse..

- Eu que o diga.

- Filho de uma puta! - eu o bato cegamente, o sono vai nos alcançando.

- Gostosa- ele boceja de novo, eu o acompanho, dou uma lambida no seu rosto- Porra Ellen!- ele esfrega o rosto no travesseiro e nós dois rimos. Eu estou bem pra caralho agora, como pode? Lhe roubo um selinho e viro de costas para ele. Lola vê isso como uma declaração de guerra e ataca meus pés.

A conversa não acabou, mas vamos dar uma trégua para dormir um pouco. Foi um dia de muitas emoções, eu não quero que ele pare de me abraçar.

* * *


Eu acordo com Lola metendo a língua na minha testa, sorrio e me encolho mais contra Oliver, solto um gemido pelo conforto, seu braço ainda faz peso na minha cintura e sua respiração está calma e uniforme, o que me indica que ainda está dormindo. Faço carinho na cadela distraidamente, está tudo escuro na janela do meu lado, a chuva deu uma parada. Respiro fundo e me sento, mas Oliver me puxa de volta para deitar.

- Vai aonde? - resmunga com os olhos fechados. Dou um beijo na sua bochecha.

- Buscar algo pra comer.

- Tá, eu peço a droga da pizza- ele bufa e rola na cama coçando os olhos ao me soltar. Tem um criado mudo de cada lado da cama, Oliver passa por cima de mim para pegar seu celular no que estava do meu lado.

- Nem pressionei- sorrio.

- Mas você vai buscar na porta- ele beija minha testa e simplesmente se deita encima de mim com todo seu peso enquanto mexe pacientemente no celular.

- Eu estou pelada- arfo, esperneando para sair de baixo dele.

- Eu estou bem ciente disso, Ellie, muito obrigado- ironiza, arranho suas costas e ele faz careta, mas resiste em sair. Ele leva o telefone a orelha e eu começo a rir por sabe-se lá qual motivo. Oliver tapa minha boca enquanto fala com o atendente. Quando desliga me rouba um selinho e rola para fora da cama. Vai até seu closet e veste uma cueca e uma bermuda moletom cinza.

- E você vai aonde?- me levanto e me enrolo no lençol. Oliver vem até mim e me joga no ombro. Dou risada- Ollie!

- A gente tem que conversar.

Faço peso no seu ombro querendo me soltar, Oliver segurou minha bunda com força e me levou escadas a baixo.

- Não dá para deixar isso para mais tarde? - reclamo.

- Não, Ellie, vamos ter a conversa agora- nós vamos para a sala e ele me deita no sofá com cuidado. Cruzo os braços e faço bico.

- A gente não podia ter uma noite calma?

- Vai ser calma, eu prometo- ele garante, se senta e coloca minhas pernas no seu colo, cerro os olhos desconfiada.

- O que você quer discutir, Ollie?

- Um acordo.

- Vai bancar um advogado para o meu lado? - levanto a sobrancelha, desafiando-o.

- Talvez só um pouquinho- ele sorri de canto, mas logo faz careta como se se repreendesse- Porque eu quero ficar com você e acho que tem que ter umas regras.

- Então você não vai fugir de mim? - sorrio.

- Eu não vou, Ellie- ele admite e pega minha mão- Mas tem que prometer que vai me escutar.

- Prometo- dou de ombros.

- Regra número um: sem sexo antes do casamento- ele ironiza.

- Eu não vou mais falar com você- ameaço me levantar, mas Oliver segura minhas pernas.

- Estou de sacanagem, eu quero apenas que a gente vá com calma.

- O que?! - fiz-me de indignada- Você não vai se ajoelhar na minha frente agora mesmo e me pedir em casamento?- levo a mão ao peito- E nossos filhos, Oliver! Eu já dei nomes para eles!

- Ah, é? E quais são? - ele entra na brincadeira. Ele nunca resiste.

- Será um casal de gêmeos: Peter e Denise, o que acha, papi?- zombo, Oliver vem para cima de mim mais uma vez, essa orca, pesado para um caralho.

- Retira o que disse! - ele morde meu ombro de leve, eu gargalho e o estapeio, mas como não funciona tenho que mordê-lo de volta, a gente rola para o chão ele amortece minha queda em parte, mas eu bato o cotovelo e ele a cabeça, paramos um momento para fazermos caretas de dor, rolo encima dele gemendo pelo choque incômodo que subiu no meu braço- Ah, caralho.

- Puta que pariu- eu amaldiçoo.

- Culpa sua- ele acusa levando a mão a parte de trás da cabeça, eu dou risada e o mordo mais uma vez.

- Idiota.

- Idiota.






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