História Par destinado - Capítulo 2


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Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Personagens Annie Leonhardt, Armin Arlert, Bertolt Hoover, Connie Springer, Dina Yeager, Dot Pixis, Eld Jinn, Eren Jaeger, Erwin Smith, Farlan Church, Grisha Yeager, Gunther Schultz, Hange Zoë, Hannah Diamant, Hannes, Historia Reiss, Isabel Magnolia, Jean Kirschtein, Kalura Yeager, Keith Shadis, Kenny Ackerman, Kuchel Ackerman, Levi Ackerman "Rivaille", Marco Bott, Mikasa Ackerman, Mike Zacharius, Mina Carolina, Moblit Berner, Oluo Bozado, Pastor Nick, Personagens Originais, Petra Ral, Reiner Braun, Rod Reiss, Sasha Braus, Thomas Wagner, Ymir, Zeke Yeager
Tags Abo, Alfa, Beta, Erenuke, Leviseme, Mama_fujoshi, Ômega, Riren, Sexo, Yaoi, Yuri
Visualizações 76
Palavras 2.329
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Lemon, Luta, Magia, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Mais um cap espero que gostem...

Capítulo 2 - Começo: parte um


Fanfic / Fanfiction Par destinado - Capítulo 2 - Começo: parte um

“Minha solidão não tem nada a ver com a presença ou ausência de pessoas... Detesto quem me rouba a solidão sem em troca me oferecer verdadeira companhia...”

Nietzsche

 

 

 

Once I was seven years old

My mama told me: Go

Make yourself some friends, or you'll be lonely

Once I was seven years old

(Uma vez, quando eu tinha 7 anos

Minha mãe me disse: Vá

Faça alguns amigos ou você vai ser solitário

Uma vez, quando eu tinha 7 anos de idade)

 

Eren andava rapidamente pelo colégio, no mural da escola estava escrito que por alguns imprevistos só teriam aulas depois das dez e ele não queria ver Andrew de novo. Ele estava indo para o telhado, sempre que podia se isolava lá. Finalmente chegou ao seu oásis... O mesmo destrancou a porta com uma das chaves de seu chaveiro “diferente”, tinha que agradecer seja lá quem for, que contratou Hannes para ser o vigia, o senhor era só mais um bêbado que nem percebeu a ausência da chave de lá. Ele entrou lá logo trancando a porta, não queria que o interrompessem. Ele puxou um maço de cigarro de seu bolso, sorte que sempre guardava alguns, caso o dinheiro acabace, ele acendeu o mesmo e o levou aos lábios dando uma tragada funda. Ele se apoiou na grade e olhou as pessoas lá embaixo que sorriam e viu também Mikasa e Armin acompanhados daquela alfa loira, que se não engana se chamava Annie. Ele soltou a fumaça desviando o olhar para o céu... se perguntava quando fora a ultima vez que sorriu de verdade. E nesse embalo se lembrou dela, da razão de todos os seus sorrisos e risos...sua mãe...

 

~Início do flashback ~

 

Eren tinha acabado de entrar em casa, seus olhos verdinhos reluziam por causa de lágrimas, algumas até já escorriam. O pequeno estava revoltado, aqueles malditos alfas tinham que ser tão violentos? Sempre que o ômega brincava com eles os mesmos o machucavam e sempre que ia reclamar eles faziam o mesmo, só que de propósito. Ele podia parar de brincar, mas as únicas crianças de lá eram alfas e seus melhores amigos estudavam no turno de tarde e ele não queria decepcionar sua mãe, a mesma sempre lhe dizia para fazer amigos pois a pior coisa que poderia lhe acontecer era ficar sozinho. Ele fechou a porta gerando um pequeno barulho e uma voz doce disse: -Filho, é você?

-Sim...*Respondeu o pequeno dando uma fungada logo após. Seus ferimentos doíam, ele apertava seu shortinho com força enquanto tentava não derramar muitas lágrimas. Uma bela mulher apareceu, seu cabelo castanho preso na ponta, seu olhar dourado, junto com sua pele bronzeada, ela trajava uma blusa marrom tortilha, uma saia longa bordô e um avental branco por cima da vestimenta; ela limpou as mãos no mesmo e disse olhando no final para o filho: -Que bom que voltou, meu amor! Eu acabei de preparar aqueles cookies de chocolate que você adora... Eren? O que aconteceu com você, meu querido?

A ver o estado de seu filho seu coração se apertou, ele estava todo ralado e sujo e chorava um pouco, ao ver aquelas esmeraldinhas se cravarem em si foi a punhalada final. Ele correu e se agachou na frente de seu filhote que respondeu com sua voz embargada: -Foram aqueles alfas ridículos...snif...eles sempre são maus comigo!

-Oh, meu pequeno...venha cá! *Disse sua mãe o puxando para um abraço; enquanto a caricia suas madeixas castanhas disse: -Calma meu amor, daqui há dois meses seus amigos vão voltara estudar de manhã e poderão brincar juntos de novo!

-Sério? *Pelo tom alegre que essa pergunta veio soube que seu pequeno já estava feliz, então disse:

 -Sério, agora que tal tomar um banhinho para ficar limpinho e comer seus preciosos biscoitos?

-Obrigado, mãe! *Disse dando um beijo na bochecha de sua mãe e se retirando de lá rapidamente.

Sua a mãe esperou o filho ir embora para soltar o ar pesadamente e quando ouviu a água do chuveiro se pôs a chorar. Ela era feliz com seu belo menino mais o quanto mais teria que sofrer naquela casa?

 

~Término do flashback~

 

Eren soltou novamente a fumaça de seu cigarro, agora seus olhos estavam úmidos e formou um sorrisinho triste nos lábios. Ele voltou seu olhar lá embaixo e viu seus “melhores amigos” conversando entre si. Quando um vulto entrando rapidamente no galpão da escola lhe chamou a atenção...confirmaria o que era aquilo no final das aulas...

 

It was a big big world, but we thought we were bigger

Pushing each other to the limits, we were learning quicker

By eleven smoking herb and drinking burning liquor

Never rich so we were out to make that steady figure

(Era um mundo muito grande, mas pensávamos que éramos maiores

Empurrando uns aos outros até o limite, estávamos aprendendo mais rápido

Aos anos fumando erva e bebendo um licor que queimava

Nunca fomos ricos, então saímos para fazer algum dinheiro)

 

O ômega pode ouvir um sinal ecoar, e ao olhar no ecrã de seu telefone constatou já está na hora das aulas. Ele jogou o cigarro no chão e pisou sobre o mesmo, estava na hora de começar o seu pesadelo. Enquanto se dirigia a sala, se lembrava de como seu mundo desmoronou aos onze anos e de como esta época também foi a melhor que viveu. Conheceu seus novos amigos, as drogas e a bebida. Nunca precisou de pessoas em sua vida, ele queria uma família e não títulos vazios, infelizmente sua mãe tinha levado tudo de bom que tinha consigo. O mundo era enorme, mas para que atravessar os mares se estiver sozinho, dizem que a loucura se aflora na solidão... Ele não era rico, muito menos bonito-pelo menos em sua opinião, ele era apenas mais um vaso vazio quebrado em algum canto da loja de conveniências da vida.

Ele chegou na sala e viu um velhinho na frente do quadro, esta era o professor de biologia, um beta gentil e talvez um dos únicos que tratavam Eren com respeito. O castanho se sentou na última cadeira e esperou as aulas terem início. Depois de algumas aulas veio o intervalo e sua perna coçava em abstinência, tanto faz se era bebida, droga ou um simples cigarro seu corpo precisava de seus vícios. O mesma mal consegui se levantar, sua cabeça girava um pouco e doía, sentiu seu estômago queimar e revirar, sua respiração estava rápida e lenta ao mesmo tempo, ele suava frio e sentia seu corpo quente e pesado, seja lá o que era aquilo que Greg tinha lhe dado já começou a fazer efeito, mas apesar da dor sentia que se quisesse poderia fazer o impossível, ser feliz. Ele estava no corredor, pois seu corpo precisava de água, quando sentiu algo lhe atingir a bochecha, seu corpo caiu em encontro dos armários e tudo doeu. Ele olhou para frente e viu quem menos queria ver, Andrew e sua gangue. O mesmo disse se retirando: -Isso foi por hoje de manhã, babaca!

Eren se levantou depois que o mesmo já tinha se retirado e pôs a mão na área golpeada, com certeza ficaria roxo mais tarde. Ele terminou seu percurso e bebeu água e ao se preparar para voltar viu Mikasa que disse surpresa em lhe ver: -Eren?

-Oi... *Disse sem ânimo e a morena disse com um leve rubor nas bochechas:

 -Bom, é que neste sábado estaremos dando uma festa de boas-vindas pro meu irmão que regressará da França e queria saber se gostaria de ir...

-Eu nem conheço seu irmão, Mika... *Tentou argumentar, mas a ômega lhe cortou dizendo: -Eu sei, mas é que eu e o Armin estamos com saudades, por favor!

-Tá, me encontra as cinco na esquina do colégio! *Se rendeu já fazia tanto tempo que queria estar com os amigos, mas ainda se sentia culpado por “aquilo”. Mikasa o abraçou e disse feliz: -Obrigado! Err... e sobre aquilo...não foi sua culpa.

Eren sabia que ela diria algo assim, um motivo para não querer falar com ela, pois, não importava o que ela dissesse ele sempre sentiria mais culpado. Uma voz disse: -Vamos logo Mika, do intervalo já está acabando...

Olhei pra frente me afastando e vi Annie me fuzilando com o olhar, acho que ela me confundiu com um beta, não posso culpar acho que nem a Mika e o Armin sabem que sou ômega, e por causa das drogas nunca entrei no cio, fazendo um ótimo papel de beta. Isso me lembra a vez que estava sem drogas e comprei inibidores, fiquei de cama as férias todos, porém na segunda vez fiquei só o sábado. Mikasa se despediu e foi com a alfa. Eren voltou para sua classe esperando o final das aulas.

 

Once I was eleven years old

My daddy told me: Go

Get yourself a wife, or you'll be lonely

Once I was eleven years old

(Uma vez quando eu tinha onze anos

Meu pai me disse: Vá

Arranjar uma esposa ou você vai ser solitário

Uma vez quando eu tinha onze anos)

 

No final da aula o ômega se lembrou de como seu pai dizia: “Vamos, arrume logo um alfo ou até mesmo um beta, não importa o sexo! Só arrume logo alguém pra te foder e te tirar da minha frente logo...”, seu pai nunca foi muito gentil e isso sempre foi bem visível. Não é atoa que aconteceu o acontece com sua mãe... Sua mãe, ainda doía se lembrar dela... Ele afastou suas lembranças de sua mãe balançando a cabeça e se escondeu atrás de uma das moitas ali, iria esperar anoitecer para por seu plano em pratica.

 

Soon I'll be sixty years old

Will I think the world is cold?

Or will I have a lot of children who can warm me?

Soon I'll be sixty years old

(Em breve terei 60 anos

Acharei que o mundo é frio?

Ou terei muitas crianças para me aquecer?

Em breve terei 60 anos)

 

Eren adormeceu ali mesmo; sentia frio, porém já estava acostumado a sentir isso. Se questionava se sempre seria assim tão sozinho, ou o destino lhe aguardava algo a mais, ou quem sabe Lupa queria seu bem, muitas perguntas sem respostas. Ele só foi acordar bem tarde, conferiu em seu celular e eram exatamente meia-noite em ponto e vendo quanto tempo não tomava nada esbravejou, a voz grossa repetiu em sua mente: -Oi, Eren! Finalmente está me ouvindo quero falar contigo há muito tempo e nada...

-Desta vez não! *Sussurrou o ômega colocando duas pílulas iguais a de antes na boca e não ouviu mais voz alguma. Ele sentia que algo muito sério estava para acontecer e não queria aquelas vozes a lhe atormentar. Ele levantou com sua lanterna em mãos, por que ele carregava isso em sua maleta? Nunca se sabia quando teria que passar por lugares escuros, como o esgoto, para fugir de agiotas. Ele deu a volta na escola dando de cara com uma porta. Esta era a entrada dois fundos e sabia que ela nunca era trancada, pois, Hannes sempre a esqueci; ele entrou no terreno escolar e se dirigiu para o galpão, sabia onde tudo ficava naquele colégio de cor, desde a entradas e as melhores rotas de fuga, afinal não era como se nunca tivesse invadido a escola para praticar suas vandalizardes, o que foi? Ele podia ser quieto, mas não era nenhum santo como seu nome sugere. Ele andou até a porta e com um pequeno clipe arrombou a mesma e entrou no lugar, tudo estava escuro talvez aquilo que viu de manhã foi apenas fruto de sua imaginação...ou não. O barulho de algo se contorcendo lhe chamou atenção. Imediatamente virou sua lanterna para frente e viu algo negro se mexendo, ele era pegajoso e exalava um mal cheiro terrível. O ser não parecia com nada que já houvesse visto antes, foi quando se lembrou da aula de hoje de biologia, tinham aprendido sobre seres antigos há muito tempo não vistos, não se sabe muito sobre eles apenas que são criaturas sem forma que não tinham uma de verdade, daí o nome “sem forma”. Eren suspirou calmamente e andou de costas tentando voltar por onde veio, mas infelizmente seu pé esbarrou em um cano de aço jogado por ali que fez um barulho alto fazendo aquilo se virar para ele. Seus olhos brancos refletiram seu reflexo neles e transmitiam uma intenção assassina. A criatura gritou para si mostrando sua boca com várias fileiras de dentes pontiagudos, tortos e sujos. Sem pensar duas vezes ele correu para fora de lá. Ele sabia de cor todas rotas de fuga mais o medo cegou todos, exceto uma. Ele escalou o portão do colégio, o ômega parou lá em frente e viu o monstro sair de lá com dificuldade enquanto gritava de modo sôfrego.

O castanho já estava bem longe de lá, porém o monstro ainda o seguia com afinco. Ele corria e corria e era nestas horas que seu alcoolismo e drogas faziam tanta diferença. Sua respiração estava fraca e seus pulmões ardiam, por que aquelas vozes tinham que aparecer aquela bendita hora? Os efeitos de manhã vieram em dobro, mas ele não pretendia parar, ele não podia. Deu um salto assustado, aquele monstro continuava a gritar agonizantemente, Eren corria e tampava os ouvidos, por que aquilo gritava assim? O mesmo ouviu três rosnados soarem ao mesmo tempo... que merda estava acontecendo? Mesmo apavorado se virou para trás e percebeu o que aquele grito significava... ele tinha chamado companhia. Agora eram três monstros correndo atrás de si e eles não paravam de gritar dolorosamente. O que diabos estava acontecendo?

 

 

Once I was seven years old

My mama told me: Go

Make yourself some friends, or you'll be lonely

Once I was seven years old

(Uma vez, quando eu tinha 7 anos

Minha mãe me disse: Vá

Faça alguns amigos ou você vai ser solitário

Uma vez, quando eu tinha 7 anos de idade)


Notas Finais


Aqui está e espero que tenham gostado... qualquer coisa é só por no coments...
A música do cap é=>
7 years-Lukas Graham:
https://www.letras.mus.br/lukas-graham/7-years/traducao.html


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