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História Para a escuridão: o amor e a sina de Sasuke Uchiha - Capítulo 11


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Notas do Autor


Oi genteeee
mil perdões por não ter postado na semana passada... eu estava na luta para resolver umas coisas BEM burocráticas que me custaram quase que minha semana inteira..
além disso, ainda faltava reescrever o capítulo kkk
Esse ficou bem menor do que os outros, mas não tinha como emendar nesse o que eu deixei para o próximo
uma excelente leitura para todoooos

Capítulo 11 - Arbítrio


Os dois Uchihas olharam, preocupados, na direção da avenida principal, de onde veio o barulho. Cada um, em seu interior, lamentava a separação de um momento tão tenso e especial, mas seu dever, como ANBU da Vila do Som, era prontamente se posicionar e se preparar para a batalha iminente.

Seria uma invasão, pensava Aiko, logo no dia especial de hoje?   

A garota, puxando o companheiro pela mão, se levantou, levando os dois para dentro de um espaço mais arborizado perto de onde estavam sentados. Seu olhar era de puro alerta e pressa. Ela, então, se virou de costas e apontou para o laço que prendia o obi do yukata ao seu corpo.

- Me ajude a tirar essa roupa!

Sasuke desfez o laço e a Uchiha começou a deixar as vestes caírem ao chão.

- Para a sua informação, eu tenho roupas por baixo desse yukata.

- Sabia que você não é maluca de ficar sem roupa em lugares públicos assim.

De fato. Quando Aiko se livrou do restante de suas vestimentas, encontrava-se com uma camisa preta, calças da mesma cor, um cinto com pergaminhos e ferramentas e um porta-kunai em sua perna direita. Seus cabelos, antes trançados, foram soltos com o arrancar e o cair da fita vermelha que o prendia, restando neles apenas o belo enfeite dado de presente por Sasuke. Do bolso da calça, tirou um elástico e um lenço da mesma cor de suas roupas. Com o elástico, prendeu seus cabelos em um coque baixo mal feito e usou o lenço para cobrir seus cabelos e enrolá-lo ao redor da parte inferior de sua face, para tapar seu nariz e sua boca.

Após, retirou um pergaminho do outro bolso de sua calça e invocou sua katana a partir de um simples toque em suas escrituras. Com isso, ficou pronta para qualquer batalha que poderia enfrentar: de uma apreciadora de festivais a uma mortal ANBU do Som.

- Não quer que eu vá com você? – perguntou Sasuke.

- Não precisa – respondeu a menina, sob suas ocultações – Afinal, você não tem nada que proteja sua identidade. É arriscado demais.

Ao perceber uma pequena irritação no semblante de Sasuke, Aiko colocou uma de suas mãos no ombro masculino.

- Não lute, independente do que aconteça – disse com seriedade – Jamais mostre o Sharingan e suas habilidades em público, ainda mais estando descoberto assim. Inimigo nenhum pode ver o vermelho dos nossos olhos.

- Sou inteligente o suficiente para saber disso – retrucou o rapaz, retirando a mão de Aiko de seu ombro – Agora vá. E tome muito cuidado.

- Encontro você em casa mais tarde.

Dito isso, Aiko Uchiha começou a correr na direção da explosão, deixando suas roupas e um irritado Sasuke para trás.

...

O tempo psicológico de duração da corrida até o local do incidente foi muito maior do que a realidade, devido aos pensamentos de Aiko, que insistiam em chicotear sua mente.

Eu não posso acreditar que tenha deixado essa invasão acontecer. Ou eu estava distraída ou os jutsus sensoriais que fiz deram totalmente errado. Será que essa história com Sasuke está tirando o meu foco de minhas próprias responsabilidades?

Bom, agora é tarde demais.

...

Percebendo atividade de chackra e estranhas ondas de calor vindas da praça principal, Aiko concentrou seu próprio chackra em seus pés para subir até o topo de um prédio, de forma a poder ter uma melhor visão dos acontecimentos e, ao mesmo tempo, permanecer escondida até segunda ordem.

Não tardou muito para se deparar com a trágica cena abaixo de si.

Os arredores, antes coloridos, alegres e decorados, estalavam em chamas que se alteravam em vermelho e amarelo. A multidão já não era mais vista, já que todos tinham fugido dali. Bom, na verdade nem todos. Alguns corpos jaziam no chão, uns com ferimentos de armas, outros com partes queimadas ou inteiramente carbonizadas. Era possível ver que alguns desses cadáveres eram de ninjas da vila, enquanto outros pareciam pertencer a shinobis de fora da vila, provavelmente parte da equipe de invasão, pelo fato das vestimentas serem, além de próprias para batalha, diferentes das usadas ali.

Após seus olhos se acostumarem com a claridade das chamas, Aiko pode focar nos organismos vivos que ali estavam. Um senhor de mais de sessenta anos de idade, vestindo roupas festivas, com cabelos já grisalhos pela vida, possuía pavor em seu rosto, além de estar ajoelhado e com suas mãos atadas em suas costas, mantidas assim por um homem mascarado de cabelos castanhos, com roupas iguais aos dos invasores mortos.

Otokage Mashiro!

Pouco à frente do Kage, outro homem, dessa vez ruivo, segurava uma criança, de aproximadamente sete anos, que não parava de chorar, em razão ao seu captor estar segurando uma kunai rente ao seu pescoço.

Esse provavelmente é o neto do Otokage, pensou a shinobi.

- Então, querido Mashiro – começou a falar o ninja de cabelos alaranjados – Você está totalmente ciente do destino dessa criança se não nos contar tudo o que sabe, certo? – e apertou o menino com mais força.

- Do que está falando, Yasuo? – indagou o mais velho.

O homem chamado Yasuo riu com desdém.

- Não se faça de desentendido! Você sabe muito bem! – retrucou – Eu quero saber o paradeiro da Uchiha.

Aiko prendeu a respiração.

Eles estão me procurando, então.

Mashiro arregalou ainda mais seus olhos apavorados.

- Não existe nenhuma Uchiha, eu te juro! – implorou – O único Uchiha que passou por aqui foi-

- Não me interessa em nada esse ‘o único Uchiha’, quero saber sobre a Uchiha, a garota, onde ela está?

- O clã inteiro foi exterminado! O garoto é o único que está vivo!

- Não minta para mim, seu velho de merda! – bradou Yasuo – Eu acabo com a vida dessa criança em menos de um segundo!

Aiko, vendo que a katana seria inadequada para aquela situação e, já prevendo o que poderia acontecer, já preparou uma kunai. O Otokage gritou, com imenso desespero e medo em sua voz, jurando não saber de nada sobre uma Uchiha mulher, pedindo misericórdia, oferecendo quantias altas de dinheiro e até oferecendo a própria vida por a do neto. No entanto, irritado, Yasuo ordenou que seu subordinado tampasse a boca de Mashiro, alegando não estar mais aguentando escutar a tagalerice do Kage.

- Eu lhe dei a chance de contribuir conosco, mas não posso fazer mais nada se você não quer nos ajudar – Yasuo fez uma pausa em sua fala – Pensando bem, talvez você comece a falar se eu te torturar mostrando o sangue jovem e fresco desse garotinho aqui.

Foi nesse momento que Aiko se viu em um impasse.

Tanto Mashiro quanto seu neto corriam sério risco de vida, tendo cada um seu próprio captor. No entanto, Aiko era, visivelmente, a única ninja do Som que estava no local, o que a deixava em extrema desvantagem. Restava a ela apenas a escolha de quem salvar.

Seus pensamentos inquietos faziam diversas avaliações para tomar uma decisão tão delicada.

Se eu salvo a criança, o vilarejo fica sem um governante, o que poderia provocar uma instabilidade governamental tão grande que golpes de estado aconteceriam. Toda a população da vila seria prejudicada e um trabalho de anos de restauração e resistência seriam jogados por terra. Por outro lado, as crianças são o futuro do mundo, e o senhor Mashiro clamava pela vida de seu neto.

O que eu devo fazer? Salvar a vida política da Vila do Som ou a vida de uma criança que mal viveu?

Yasuo ergueu a kunai com uma lentidão proposital agonizante, sob um sorriso cínico digno de um assassino agitador. A lâmina da arma, posicionada na direção do pescoço do infante, estava preparada para precocemente levar a criança desse mundo. Da boca tampada de seu avô, gritos de horror e pânico eram ofuscados pelo obstáculo, ao passo que o menino encarava a lâmina acima de si como se pudesse ver seu próprio destino nela.

Aiko tencionou toda a sua musculatura, pela tensão óbvia do momento e pela iminência de seu aparecimento na cena de batalha. Aquela era a hora de decidir quem ela iria salvar.

O presente ou o futuro?

O braço de Yasuo, então saiu de seu estado de repouso e pequena e mortal lâmina desceu em direção ao menino.


Notas Finais


Quem vocês acham que ela escolheu para salvar??? comentem aí para eu saber hehehe
obrigada pela leitura e comentários de todos vocês! Uma ótima semana para todos!


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