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História Para onde eles vão? - Capítulo 1


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Notas do Autor


Olá amiguinhos kk aqui estou para mais uma fic, e essa eu espero n apagar
Ela é doidinha assim mesmo, e é inspirada em muitas coisas mesmo, mas a principal é obviamente hora de aventura kk espero q gostem

Capítulo 1 - As duas vezes em que Renjun quase se tornou um vampiro


Renjun se lembrava bem de que seu passatempo favorito na infância era observar secretamente o que Lee Jeno, seu vizinho do lado, estava fazendo. Para o chinês sua teoria mirabolante de que o mais novo era na verdade um vampiro disfarçado iria se comprovar verdadeira, mais cedo ou mais tarde, e ele não poderia perder aquele momento, mesmo que o outro garoto lhe assustasse um pouquinho.

Talvez Renjun houvesse passado tempo demais assistindo filmes de terror e fantasia, mas assim como ele tinha certeza de que seu vizinho se alimentava de sangue, também acreditava cegamente que Nana, um príncipe com cabelos feitos de chiclete, existia.

O episódio em questão, que deu assas à imaginação do chinês  e vida ao príncipe sorridente — iniciara-se em um dia de verão, quando Renjun ouvira gargalhadas vindas do jardim de seu vizinho pela primeira vez. A família Lee, que havia se mudado a poucos dias para a casa ao lado, tinha filhos de sua idade.

Renjun nunca foi de falar muito, e detestava se aproximar de pessoas desconhecidas, mas quando sua mãe o viu pendurado na cerca, apoiando-se em seu baldinho de praia apenas para observar o que os dois garotos estavam aprontando do outro lado, ela acreditou que aquela seria a oportunidade perfeita para que Renjun ganhasse alguns amigos.

E no final lá estava ele, com boias e pés de pato, pronto para adentrar na piscina dos Lees junto de Mark, e claro, Jeno. O chinês estava adorável, e ninguém poderia negar, mas se sua mãe soubesse o que aconteceria ao garoto segundos depois daquele momento, ela com certeza teria esperado outro momento para estrear aquela boia em formato de gato.

Mesmo que Jeno não parasse quieto por um segundo, tudo parecia sobre controle enquanto a mãe dos garotos passava a quinta camada de protetor solar na pele alva e delicada do mais novo. Renjun estava apreensivo, e já  formava teorias em sua cabeça que explicariam o porquê de Jeno precisar de tanto protetor, mas Mark era doce e divertido, fazendo com que este esquecesse Jeno por um tempo e começasse a se sentir mais confortável.

 Quando Minhyung  havia lhe oferecido um pedaço de sua melancia, Renjun já estava começando a acreditar que finalmente teria alguém, além do primo Chenle, com quem conversar sobre Pokemóns. Mas tudo fora por água abaixo quando o furacão Lee Jeno finalmente deu as caras.

Renjun não gostava de ser provocado, mas Jeno não era bom em ler as entrelinhas, mesmo que estas estivessem estampadas em sua cara. Lee Jeno era um tanto quanto teimoso, e com certeza não se daria por vencido até que Renjun lhe deixasse usar sua boia, nem que este precisasse morder o chinês para conseguir o que queria.

E fora naquele exato momento, quando o Lee mais novo enfiara suas “presas” em sua mão, que Renjun tivera duas certezas: Jeno era sim um vampiro, e ele estava prestes a se tornar um também.

Renjun correra em pânico para o outro lado da cerca enquanto Mark repreendia Jeno cuspindo caroços de melancia no rosto do garoto. A desgraça já havia sido posta, depois daquela tarde o Huang jamais botou os pés na casa dos Lees, nem mesmo para que buscasse sua boia de gato que fora esquecida no meio do jardim, este não havia conseguido a segurar com firmeza já que tinha um corte profundo em sua destra. Ou pelo menos era assim que este justificava seu ato falho.

O Huang lembrava-se com clareza de como ficara pensativo naquele dia. Sabia bem que aquele curativo cor-de-rosa e o beijinho que sua mãe havia depositado em sua mão não eram suficientes para impedir que este se transformasse em um vampiro, e não conseguia evitar de se preocupar. Poderia gostar bastante de criaturas mágicas e sobrenaturais, mas se pudesse se tornar uma, com certeza não escolheria vampiro. Ele haveria de encontrar um antídoto.

Talvez seja porque Renjun fora dormir pensando em como seus dentes pareciam mais afiados — ou talvez seja porque este queria muito uma goma de mascar — mas, naquela noite, Nana — aquele que seria seu amigo imaginário por anos  finalmente veio a ele através de um sonho, trazendo, convenientemente, uma resposta tão mirabolante para seu conflito quanto sua própria crença de que estava infectado pelo vírus vampiresco.

— É chiclete!

Renjun ouvira baixinho, sentindo que alguém o tocava com delicadeza enquanto estendia o doce em sua direção.

— O-o que...? — o Huang respondeu atordoado, ainda muito sonolento pra conseguir entender o que estava acontecendo.

— O antidoto Renjun! Você precisa mascar chiclete, só aí não vai virar vampiro! Coma o chiclete Renjun.

O menino estava ligeiramente assustado, sem conseguir entender o que um garoto com cabelos cor de rosa fazia em seu quarto no meio da noite incentivando-o a mascar um chiclete.

— Q-quem é você? — já um pouco mais desperto, Renjun encolhera-se na cama, relutando a aceitar o doce das mãos do rosado.

— Sou o príncipe chiclete! — comunicou o garoto, sorrindo de maneira acalentadora — Eu vim porque você me chamou!

— C-chamei? — Renjun franziu os cenhos, ainda sem entender o que estava acontecendo por ali.

— Chamou! Não quer virar vampiro, não é? Então coma o chiclete! Se comer o chiclete posso te proteger do Jeno e de tudo de mais terrível que há por aí até a última batida do meu coração!

Renjun ainda estava desconfiado, mas aceitou o tal chiclete, tudo porque o garoto à sua frente se parecia bastante com o menino bonitinho que aparecia na propaganda de goma de mascar dançando em cima de um hoverboard.

E assim naquela noite estrelada, enquanto Jeno sofria em silêncio trancado em seu quarto, o trato entre Renjun e Jaemin fora selado mesmo que estes ainda nem sequer se conhecessem.

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Vampiros deveriam ser frios, mas Lee Jeno era quente dos pés à cabeça, ainda que lhe provocasse arrepios. Pensando nessas circunstâncias, Renjun poderia até tentar esconder de todas as formas possíveis, mas era mais do que nítido que este possuía um penhasco pelo quarterback de sorriso adorável — ainda que poucos soubessem que aquele amor não era exatamente unilateral, mesmo que de fato doloroso.

O Huang estava cansado de contar às vezes em que Jeno e ele trocaram olhares e caricias  — talvez o encontro daquela manhã já somasse 25 —  pois sabia que o mais novo sempre o pediria para que este mantivesse aquilo em segredo. Era certo para ele que nem seus pais, nem as pessoas da escola, aceitariam sua orientação sexual sem antes reprimi-lo e julga-lo duramente. E por isso, Renjun sofria em silêncio.

Os únicos que sabiam do caso entre o famoso quarterback e o recluso presidente do clube de pintura, eram nada mais nada menos do que Lee Donghyuck e Lee Minhyung. Não porque um dos dois os havia contado, e sim porque estes haviam descoberto sozinhos, já que se preocupavam demais que Renjun estivesse se envolvendo com um idiota. E de fato haviam acertado em cheio.

Renjun tinha certa dificuldade de admitir que Jeno não era assim tão doce quanto ele acreditava, mesmo que quando criança simplesmente o detestasse com todas as forças. Donghyuck apostava que o chinês estava cego de amor, já Mark acreditava que Renjun se sentia tão culpado por tê-lo julgado sem conhece-lo por tanto tempo, que agora simplesmente havia deixado de lado todos os defeitos que seu irmão mais novo possuía. Mas a verdade é que, mesmo não sendo dos melhores amantes, nenhum dos dois conhecia e entendia Jeno tão bem quanto o Huang.

Quando Donghyuck o viu chegar na segunda aula com um chupão enorme em seu pescoço, este chegara a desconsiderar a culpa que sentia ao ter comido um lámem inteiro sem ele. Por que diabos Renjun nunca o escutava?

— Se eu soubesse que você se atrasou pra se pegar com o Lee Jeno eu teria te deixado sem grupo, só pra ter o prazer de te ver sofrendo junto com a Yoora... — Donghyuck proferiu emburrado enquanto fechava a porta do armário com força, bem na cara do Huang.

— Quem disse que eu tava com o Jeno? Eu te mandei uma mensagem bastante clara hoje de manhã...eu estava terminando uma tela importante! — Renjun exclamou, acreditando estar soando convincente.

— Com certeza Renjun, aí você aproveitou pra mergulhar seu pescoço na tinta e fazer uma tela experimental... A mordida do vampiro! — Donghyuck revirou os olhos, já se afastando do amigo, antes que Renjun começasse a florear a história até que este acreditasse.

— Hyuck...você não entende, tá legal? Já disse que não quero que você e o Mark interfiram no nosso relacionamento...

— Que relacionamento? — Donghyuck se virou novamente, fazendo questão de olhar o Huang bem dentro de seus olhos — Quando você vai entender que o Jeno tá só brincando com você enquanto namora com a Yeri? Porque você é tão idiota Renjun?

Renjun apertou os punhos, controlando-se para não dar uma resposta torta ao mais novo. Donghyuck não conhecia o Jeno que ele conhecia, por isso agia assim.

— Não vamos brigar de novo por isso, okay? — Renjun pediu, indo contra seu próprio instinto para impedir que o caos se instalasse novamente naquela manhã.

Já havia brigado o suficiente com Jeno, não queria fazer o mesmo com Donghyuck.

— Tá...mas você vai se afastar desse mimado, não vai? — o Lee insistiu, fazendo com que Renjun engolisse em seco. Se Jeno era teimoso, Donghyuck era três vezes mais.

Renjun fez que sim de maneira relutante. Sabia muito bem que depois do que havia acontecido naquela manhã, Jeno e ele acabariam se afastando de qualquer forma, então Donghyuck jamais descobriria que aquilo não havia partido de si.

— Ainda te resta alguns neurônios mesmo depois de ter cheirado tanta tinta, não é mesmo? — Donghyuck provocou, fazendo com que Renjun lhe desse um empurrão como resposta. Haviam feito as pazes naquele momento. — Vamos comer alguma coisa?

— Não posso, tenho que falar com o Chenle... — comunicou o chinês, fazendo com que Donghyuck bufasse por mais uma vez naquele dia. Não suportava comer sozinho, mesmo que de uns dias para cá Renjun o estivesse deixando comumente naquela situação. — eu prometo que eu vou e volto o mais rápido possível Hyuck!

— Tá bom! O que eu posso fazer, não é? Vou guardar um lugar pra você... — contentou-se Donghyuck, já seguindo em direção ao refeitório a passos apressados.

Quando Donghyuck já estava distante demais para ouvi-lo, Renjun finalmente deixou suas lágrimas rolarem enquanto abria seu armário de maneira atrapalhada. Chorava, mas chorava baixo para que não fosse notado por ninguém que ousasse cruzar os corredores naqueles míseros segundos em que este se apressava para pegar seus materiais. Apesar de vazio, as paredes dos corredores ainda tinham orelhas extremamente curiosas para descobrirem algum podre de Lee Jeno, e mesmo que este fosse a causa de seu choro, Renjun ainda o amava demais para deixar que as pessoas descobrissem sobre ele.

Doía saber que Jeno talvez não o amasse com a mesma intensidade, mas doía ainda mais saber que o mais novo estava aos poucos deixando de confiar em si. Mal sabia o Huang que ele era a pessoa que não deveria confiar tanto em Jeno.

 Mesmo que Mark e Donghyuck o apontassem defeitos do quarterback em todas as oportunidades possíveis, Renjun ainda colocaria sua mão no fogo pelo outro Lee. Querendo ou não, lá no fundo ele também não havia aprendido a confiar com todo seu coração nos dois garotos. Eles jamais substituiriam a figura imaginária de Nana, o único capaz de protege-lo contra as ameaças do dia a dia, o único com as técnicas perfeitas para livrar-se de um vampiro.

Mas Nana não existia, e mesmo que se fizesse presente no passado, com certeza já havia partido para um lugar desconhecido onde ajudaria outras crianças a se livrarem da maldição de ter sido mordido por um vampiro insensível. Renjun estava crescido, e Nana já não era capaz de curar aquele tipo de dores com seu sorriso radiante e uma goma de mascar, ou pelo menos era isso que o Huang acreditava até que fechasse seu armário e se deparasse com uma presença inusitada.

Renjun esperava de tudo naquele corredor. Acreditava que Donghyuck pudesse voltar e o questionar o porquê de seu choro, acreditava que algum estranho o julgaria como um maluco, até mesmo acreditava que a conselheira da escola poderia querer o oferecer algumas sessões de terapia; mas ele jamais imaginaria que alguém pudesse lhe oferecer seu chiclete favorito acompanhado de um par de lencinhos, ainda mais alguém exatamente igual a seu eterno protetor. 

E fora por isso, mesmo que a situação fosse mais do que absurda, que Renjun não pode evitar de pensar que aquilo estava acontecendo de novo e que Nana havia voltado para o ajudar, como havia prometido naquela mesma circunstancia quando este era mais novo.

— Na-na...é você mesmo?


Notas Finais


então oq acharam?? será que o amigo imaginário do renjun voltou pra salvar ele??🤔


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