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História Para onde eles vão? - Capítulo 2


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Notas do Autor


Oieee, fiquei muito feliz que você gostaram desse plot pq eu tbm gostei muito dele kk Obg pelos favoritos e comentários, fiquei bastante feliz
Atualizei bem rapidinho, não acham? Espero que gostem do cap :)

Capítulo 2 - Problemas não facilmente resolvidos com chiclete


Renjun ainda não havia descoberto na época se vampirismo era uma condição hereditária — mesmo que Nana se creditasse como um especialista do assunto —, então, quando Mark Lee começara a aparecer em frente à sua casa para brincar consigo, ele não sabia bem se teria motivos plausíveis para rejeita-lo. Até porque este lhe parecia mil vezes mais gentil do que Jeno.

Mais tarde, quando os dois haviam se tornado próximos o suficiente — o que no tempo infantil acaba por ser coisa de um ou dois dias — Renjun acabara descobrindo, através das palavras do próprio Lee, que Jeno e ele eram como irmãos de mentirinha.

O chinês não chegou a entender com clareza o que outro quis dizer, mas ficou aliviado por não ter se aliado a um vampiro. Nana com certeza ficaria bravo, os estoques de chiclete acabariam em um piscar de olhos caso alguém tão legal como Mark fosse um vampiro.

Por mais que não gostasse muito do garoto de pele alva e que se demonstrasse desconfortável com a ideia de visitar os Lees, Renjun ainda não entendia bem porque só Mark havia insistido na ideia de se tornar seu amigo. 

Do que haviam valido todos aqueles pedidos de desculpas que Jeno e a senhora Lee haviam lhe oferecido se ele e o mais novo nunca mais cruzariam os olhos? Era possível que a família do garoto estivesse mesmo o escondendo devido a seu segredo horripilante? Renjun não fazia ideia, mas aquilo ainda tamborilava em sua cabeça vez ou outra, principalmente quando Jeno dava indícios de sua condição.

Nem mesmo no aniversário de 8 anos de Renjun — sendo devidamente convidado — Jeno aparecera. O Huang lembrava-se bem de que sua mãe havia feito convites personalizados para seus primos e algumas crianças da vizinhança. O convite dos Lees, em especial, solicitava a presença dos dois garotinhos, mas apenas Mark havia aparecido.

Renjun não chegou a ficar chateado, até porque não era tão próximo do garoto-vampiro, mas ainda assim sentia algo esquisito dentro de seu coraçãozinho, como se já desconfiasse, desde aquele momento, que havia algo de errado com a família que vivia ao lado.

 Apesar da surpresa de não ver Jeno por ali, seu aniversário foi bem mais do que especial. Além de ter passado a tarde se divertido e comendo besteira, Renjun ainda ganhara os melhores presentes que uma criança de sua idade poderia querer. A espada de madeira dada por seu primo de Hong Kong, Yukhei; o videogame dado por Chenle; e claro, — aquele que se tornaria seu fiel companheiro —, um bulldog dado por seus pais, estariam presentes em todos os momentos de sua infância.

Ao completar 8 anos, Renjun não poderia ser uma criança mais feliz. Finalmente tinha amigos, e para completar, um deles ainda tinha cabelos de chiclete. Em meio a tanta alegria de seu lado da cerca, o Huang jamais imaginaria que seria naquela mesma data que este também presenciaria uma cena grotesca que dificilmente sairia de sua mente.

Com o final da festa e já devidamente trajado para dormir, Renjun subiu as escadas esperando ansiosamente para contar tudo que havia acontecido a Nana. Segundo o príncipe de chiclete, este teria pendencias em seu aniversário, mas estaria de volta com um presente assim que o relógio cuco marcasse às 8. Renjun ainda não era muito bom com relógios de ponteiro, mas acreditava que Nana estava atrasado.  Para matar o tempo, esgueirou-se em sua janela, voltando a observar o imenso quintal dos Lees, enquanto uma bola de futebol boiava solitária na piscina. Tudo parecia calmo, até que Jeno preenchera sua visão.

Havia sangue em sua boca.

                                                                                                      ✧・゚: *✧・゚:*    *:・゚✧*:・゚✧

Quando o viu sorrir para si, Renjun acreditava que poderia derreter por dentro. Não sabia o que estava acontecendo por ali, mas sentia um quentinho no coração ao acreditar que novamente estava protegido.

— Nana?! Como conhece meu apelido? — o menino perguntou instantaneamente, ainda incentivando o Huang a aceitar os lencinhos.

— E-eu...j-já te vi... — Renjun estava atrapalhado, tentando esconder seu choro. Tinha certeza de que estava ficando maluco. Aquele era ou não o seu príncipe? E por que ele não tinha os cabelos cor de rosa como no passado?

— Aaah! Você deve ter assistido a propaganda de chiclete! — o mais alto exclamou, deixando o chinês ainda mais confuso.

— Propaganda...de chiclete? — o Huang fungou por mais uma vez, vendo o sorriso radiante do menino a sua frente se alargar.

— Sim! Quando eu era mais novo fiz um comercial...ficou bem famoso...eu dançava e cantava em cima de um hoverboard! É uma baita vergonha...mas na época foi divertido — o mais novo relatou, fazendo Renjun recobrar os sentidos, dando um sorriso sem graça.

O chinês tentava puxar aquilo de sua memória, mas tudo que vinha à sua mente estava relacionado ao seu querido amigo da infância.

— A propósito meu nome é Jaemin, Na Jaemin... Sou novo aqui! — o garoto continuou, estendendo sua mão. Não gostava de ficar sozinho, e por mais que a situação fosse esquisita, não poderia perder a oportunidade de fazer um amigo.

— R-renjun, H-huang Renjun... — o chinês cumprimentou-o atordoado, ainda sem acreditar no que estava vendo a sua frente. — O-obrigada pelos lenços...e pelo chiclete.

— Não precisa agradecer! Sei que chiclete provavelmente não serve pra colar um coração quebrado...mas ele deve aliviar o estresse. — Jaemin disse de maneira neutra, mas aquilo fora o suficiente para deixar Renjun abalado. Como assim colar um coração quebrado?

— D-do que...você tá falando?!

Jaemin encarou o chão, talvez houvesse falado demais.

— Eu te vi mais cedo quando estava voltando da diretoria... Você brigou com o seu namorado, não é?

Assim que Renjun ouviu aquilo, pode sentir que tremia dos pés à cabeça. Não acreditava que haviam sido pegos. O que ele teria de fazer para manter Jaemin calado?

— E-ele não é meu namorado...

— Isso ótimo. — a sinceridade de Jaemin assustara o Huang, mas ele ainda não havia entendido bem aquela reação — Porque agora sei que ele estava falando mal de você. Não sabia que você se chamava Renjun, se não teria dado um soco nele.

E Jaemin continuaria o surpreendendo.

— O que? — Renjun estranhou, vendo o Na se aproximar de si.

— Se você estava chorando porque vocês se desentenderam, provavelmente o ama... E não é assim que se trata alguém que sente algo tão especial por você.

                                                                                                     ✧・゚: *✧・゚:*        *:・゚✧*:・゚✧

Todos que o olhassem com atenção podiam perceber que Renjun tinha os olhos grudados na mesa de Jeno. Donghyuck estava a ponto de bater com a colher em sua cabeça, não conseguia entender como alguém poderia se prestar àquele tipo de coisa. Huang Renjun talvez não tivesse amor próprio, pois estava ocupado demais dando todo seu coração para o quarterback idiota que fingia-se de bom moço.

— Se torcer mais o pescoço vai virar a menina do exorcista... — Donghyuck proferiu com a boca cheia, no intuito de chamar atenção do mais velho para que o interessava de verdade: a comida. — Se não for comer isso pode deixar pra mim...

Donghyuck não sabia, mas Renjun estava tentando processar aquilo que havia escutado a poucos minutos atrás. Jeno poderia sim tê-lo dito algo que o feriu, mas até o momento que este havia encontrado o novato, Renjun acreditava que ele não havia feito aquilo com o intuito de o machucar. Ele estava mesmo duvidando do outro garoto só porque um desconhecido havia o julgado como alguém que não o merecia? O que diferenciava Jaemin de Mark e Donghyuck?

— Tira mão... — o chinês dera um tapinha na mão do Lee, impedindo que o mais novo se aproximasse de sua comida — Eu estava tentando entender uma coisa...

— Tentando entender como é que você se apaixonou pelo maior idiota da turma? Eu me pergunto isso todo dia Renjun... — Donghyuck caçoou, fazendo com que o Huang revirasse os olhos — Ainda mais quando você tem o irmão gostoso dele comendo na sua mão.

Renjun sentiu suas bochechas queimarem, ainda era desconfortável que Donghyuck falasse de Mark daquela forma perto de si, mesmo que o mais novo tentasse desesperadamente juntar os dois garotos.

— Você é louco Donghyuck... Mark e eu somos só amigos. Se gosta tanto assim dele vai lá e convida ele pra sair, sei lá... Não me enche o saco! — Renjun perdera a paciência, enfiando uma boa quantidade de arroz dentro da boca enquanto o mais alto ria.

No meio da discussão entre os garotos, Jaemin botara seus olhos atentos em Renjun. Não sabia como outro reagiria, mas como ele ainda era a única figura conhecida por si, decidiu se arriscar e tentar sentar ao seu lado.

— Oi Renjun, posso me sentar aqui? — o garoto chegou de repente, tomando atenção não só do chinês, como de seu melhor amigo.

— P-pode... — o menino assentiu no mesmo minuto, ainda sentindo-se estranho em relação à figura de Jaemin.

— Oi eu sou o Donghyuck, é um prazer em te conhecer! — o Lee provocou, apresentando-se de imediato para que conseguisse entender de onde é que havia surgido aquele garoto, e porque diabos Renjun parecia estranho ao encara-lo.

— Sou Na Jaemin! Mas pode me chamar de Nana...— o mais novo esclareceu com seu típico sorriso brilhante no rosto.

— É do clube de pintura? Nunca te vi por aqui... — arriscou Donghyuck ainda tentando entender quem era o mais novo amigo de Renjun.

— Não, é meu primeiro dia aqui... — Jaemin esclareceu ainda sorrindo, mas aquilo só servira de combustível para que o Lee estranhasse ainda mais a situação.

— Então como conheceu o Renjun? — Donghyuck indagou. Poderia soar invasivo, mas o mais novo apenas estava curioso pelo comportamento anormal do Huang de se aproximar de um novato.

— No corredor.... — Jaemin proferiu, fazendo com que Renjun automaticamente o encarasse nos olhos, pedindo que o Na não deixasse Hyuck saber que o Huang estava chorando por Jeno — Ele me mostrou o caminho pra diretoria, eu estava perdido em um lugar esquisito...

Renjun suspirou aliviado, talvez Jaemin fosse alguém em quem ele poderia pensar em confiar afinal.

— Aah! Entendi... Escolheu a pessoa certa pra isso! — comunicou Donghyuck em tom convencido. Renjun já sabia bem como aquilo acabaria e não pode deixar de sentir vergonha alheia. — Renjun costumava ser o guardinha do corredor, ele sabe todos os esconderijos dessa escola... Quem precisa de um Mapa do Maroto quando se tem Huang Renjun ao seu lado?

— Vou guardar essa informação bem, obrigado...

Jaemin sorria com a confissão, enquanto o mais velho tinha vontade de se esconder debaixo da mesa. Porque Donghyuck fazia tanta questão de o envergonhar?

E fora no meio daqueles suspiros e na vergonha que sentia de si mesmo que os olhos dos dois garotos se cruzaram. Jeno o encarava fixamente do outro lado do refeitório enquanto apoiava seu braço atrás de Yeri. Renjun tentava fugir daquilo  até porque estava preso nas palavras de Na Jaemin  mas estava falhando miseravelmente, os olhos do mais novo eram hipnóticos. Depois de alguns segundos da troca de olhares, o celular do Huang já estava vibrando, era o Lee mandando mensagens.

“ Desculpa por hoje cedo, você sabe que eu me irrito fácil, já entendi que você não teve culpa.

 Vamos conversar no nosso lugar, depois da escola? “

Por um momento Renjun pensara em o ignorar. Todos a sua volta enxergavam seu relacionamento como algo ruim, até mesmo Jaemin que era um recém chegado, talvez ele devesse começar a reconsiderar se aquele sofrimento valia mesmo a pena.

“ Eu quero muito te beijar agora...”

Mas Jeno sempre mexia tanto consigo...


Notas Finais


Eu tinha esquecido de falar mas os caps vão ser sempre assim, explorando o passado e o presente de cada um dos personagens principais sob a perspectiva do Renjun
Esperando que esteja sendo legal pra vcs 💚


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