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História Para ou vai - Capítulo 2


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Notas do Autor


Tenho muitas histórias :")

Capítulo 2 - Circos e palhaços



É impressão minha ou o mundo está ficando mais louco?

O relógio de pulso indicava já ser três e meia da noite, mais uma vez Jungkook voltava para casa depois de um longo período de trabalho. A maquiagem borrada era escondida por um boné e uma máscara, que cobriam seu rosto sempre que saía do bordel onde trabalhava. Seu corpo estava sendo coberto apenas por um curto short e um sobretudo preto, odiava precisar utilizar aquelas roupas para atrair mais homens e mulheres para si.

Uma rua antes de sua casa, o moreno teve que passar por um grupo de homens, bêbados e drogados, eles riam alto e xingavam. Um deles segurou seu cabelo, o cheirando.

-Gostosa...

O garoto se encolheu, nervoso e sem saber como se defender. Estava cansado pelo árduo trabalho e mal conseguia se manter em pé pela brutalidade de seus clientes.

-Me soltem, por favor...

Pediu em um fio de voz, tentando se cobrir mais com o sobretudo. Muitas vezes era confundido com uma mulher por suas curvas e cabelos um tanto longos, além de suas unhas pintadas e decoradas.

-Um homem?! Você é a porra de um homem?!

Um cara cheirando a maconha se exaltou, segurando seu braço com força. Jungkook gemeu de dor, tentando se soltar do aperto.

-Homem não! É um viadinho de merda!!

Foi jogado no chão, com força. Não conseguia se defender, então apenas cobriu sua cabeça e membro, e riu. Riu como se tivesse ouvido a melhor piada já contada na história, porém chorava, estava tendo um ataque de pânico.

Ficou assim até que aqueles homens tivessem desistido de si, e naquela posição ficou até que amanheceu e teve forças para levantar.

Nunca imaginou que sua ida para casa pudesse ser tão dolorosa como foi aquela. Ao chegar em casa, apenas trancou a porta e manteve as janelas fechadas. Tirou suas roupas, ou o que restavam delas e foi para o banheiro.

Encheu a banheira, enquanto pegava seus variados remédios. Tomou-os, entrando na banheira e permanecendo ali, tentando limpar toda imundice de seu corpo. Esperma e sangue saiam de sua entrada judiada, e mais sangue ainda saiam de seus machucados.

A água estava tingida de vermelho, ele odiava essa cor...

Afundou completamente o corpo na água, deixando que o ar saísse de seus pulmões. Seu peito queimava de dor, já conseguia sentir a água em seu canal respiratório e sabia que estava próximo da paz.

Porém, seu corpo foi puxado para cima com brutalidade.

Foi sua mãe.

-Você está louco?!!

-Mamãe...

-O que você acha que estava fazendo?!

-N-Não sei... me desculpa, mamãe, me perdoe...!

.....

-As vezes... eu acho que você não me escuta...

Taehyung falou, ainda olhando para o caderno em seu colo.

-É sempre as mesmas perguntas: como está indo no trabalho? Está tendo pensamentos negativos?

Fez uma pausa.

-Só o que eu tenho são pensamentos negativos.

Olhou para a mulher a sua frente.

-Tudo bem então. Podemos falar de como ganhou essas cicatrizes?

Taehyugn sorriu, mesmo que aquelas cicatrizes causassem mais dor do que podia imaginar.

-“Vamos colocar um sorriso no seu rosto” ele disse... Eu não vi graça naquele dia, mas agora... é engraçado por que eu não paro de rir!

Com isso, apenas se levantou, pegou sua máscara e a colocou no rosto, saindo daquela sala fechada que sempre lhe dava calafrios.

-Tae? Não passou nem uma hora que-

-Apenas vamos embora, Jimin... Ela nunca me escuta mesmo.

Puxou-o pelo braço, indo em direção ao carro. 


Notas Finais


E sim, eu gosto de escrever assuntos pesados :")


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