História Para Sempre - Jikook - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, V
Tags Bangtan Boys (bts), Hoseok, Jikook, Jimin, Jungkook, Kokmin, Minkook, Seokjin, Taehyung, Yaoi
Visualizações 174
Palavras 1.572
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - Capitulo 4.


Fanfic / Fanfiction Para Sempre - Jikook - Capítulo 4 - Capitulo 4.

Foi suga quem me ajudou a recuperar a memória. Recontando histórias de nossa infância, relembrando a vida que levávamos, os amigos que tínhamos, até que tudo voltou à tona. Também foi ele quem abriu meus olhos para a bela vida que passei a ter; ao vê-lo tão empolgado com meu quarto novo, o lustroso conversível vermelho, as praias maravilhosas e minha nova escola, percebi que, embora essa não seja a vida que escolhi, ainda assim tem seu valor.

E mesmo que a gente ainda brigue, discuta e implique, a verdade é que, hoje, eu vivo para as visitas dele. Agora que posso vê-lo, tenho uma pessoa a menos de quem sentir saudades. E os momentos que passamos são os melhores de cada dia.

O único problema é que ele sabe disso. Portanto, sempre que toco nos assuntos proibidos, tais como: Quando vou poder ver a mamãe, o papai e a Buttercup outra vez? ou Para onde você vai quando não está aqui?, ele me castiga passando uns dias sem aparecer.

Esse mistério todo me deixa furioso, mas não sou bobo de insistir nisso. Também não contei a ele sobre meus novos poderes sobrenaturais, de enxergar auras e ler pensamentos, muito menos sobre as mudanças que esse dom provocou em mim, inclusive no jeito de eu me vestir.

— Você nunca vai arrumar namorado vestido assim.

Ele diz isso esparramando-se em minha cama enquanto cumpro o ritual das manhãs, tentando me aprontar para a escola e sair mais ou menos a tempo.

— Bem, nem todo mundo pode simplesmente estalar os dedos e...puf!, ter a roupa que quiser — respondo, calçando os tênis surrados e amarrando os cadarços puídos.

— Ah deixe de onda! Como se Jin não lhe desse o cartão de crédito na mesma hora em que você pede. E esse capuz aí? Por acaso você faz parte de uma gangue?

— Não tenho tempo pra ficar de papo. — Recolhendo livros, iPod e mochila vou em direção à porta. — Você vem comigo? — pergunto, e minha paciência quase chega ao limite quando vejo suga fazendo beicinho enquanto decide, com a maior calma do mundo, o que vai fazer.

— Tudo bem — ele diz finalmente. — Mas só se você baixar a capota. Adoro sentir o vento no cabelo.

— Ótimo. Mas veja se dá o fora antes de a gente chegar à casa do Tae, falou? É horrível ver você sentado no colo dele sem permissão.

Quando Tae e eu chegamos à escola, Hyorin já está esperando por nós no portão, correndo os olhos por toda parte.

— Olha só — ela diz —, daqui a cinco minutos o sinal vai tocar e o Jungkook ainda nem deu as caras. Vocês acham que ele caiu fora? — pergunta, os olhos amarelos em nós, arregalados de inquietação.

— E por que ele faria isso? Acabou de chegar — eu digo, seguindo para meu armário, enquanto Hyorin saltita a meu lado, tamborilando no chão as grossas solas das botas.

— Hmm... porque não somos dignos dele. Ou porque ele é bom demais pra ser verdade, quem sabe.

— Mas ele precisa voltar. O Jimin emprestou pra ele seu exemplar de O Morro dos ventos uivantes, e ele agora precisa devolvê-lo — diz Tae, antes que eu possa detê-lo.

Balançando a cabeça enquanto abro o cadeado do armário, sinto nas costas todo o peso do olhar furioso de Hyorin.

— Quando foi que isso aconteceu? — ela diz, as mãos apoiadas na cintura. — Você sabe que a senha número 1 é minha, não sabe? E por que eu não fui informada disso? Por que ninguém me contou nada? Na última vez que a gente se falou, você ainda nem tinha visto o cara.

— Ah, mas ele viu. Quase tive de ligar pro disque-emergência pra ressuscitar nosso amigo aqui — diz Tae, rindo.

Mais uma vez balanço a cabeça, fecho o armário e sigo pelo corredor.

— É verdade. — Tae dá de ombros e segue na minha cola.

— Quero ver se entendi direito: você agora não é mais uma ameaça; é um risco, é isso? — Hyorin me espia através das pálpebras apertadas e emplastradas de rímel, o ciúme deixando sua aura com um tom feio, tipo verde-vômito.

Respiro fundo e olho para eles, muito inclinado a dizer como a situação toda era ridícula. Desde quando as pessoas saem por aí distribuindo senhas? Além do mais, que ameaça pode representar alguém em minha situação, que anda por aí embrulhado num moletom largão, ouvindo vozes e enxergando auras? Mas como eles são meus amigos, em vez disso, acabo dizendo: 

— É verdade: sou um tremendo queimação de filme, um enorme desastre prestes a acontecer, totalmente. Com certeza não sou ameaça a ninguém. Sobretudo porque não estou interessado. Sei que é difícil acreditar, porque o cara é aquilo tudo: bonito, lindo, estonteante, gostoso, um abuso, seja lá o nome que vocês queiram dar. Mas a verdade é: Não gosto! Que mais eu posso dizer?

— Hmm... acho que mais nada — sussurra Hyorin, olhando para a frente sem nem piscar.

Sigo o olhar dela e deparo com... Jungkook Parado, os cabelos pretos reluzentes, olhos ardentes, um corpo maravilhoso e aquele conhecido sorriso. E meu coração quase vem à boca quando, sorrindo, ele abre a porta da sala e diz:

— Jimin, você primeiro.

Traço uma reta em direção ao fundo da sala e por pouco não tropeço na mochila que Lee colocou no caminho. Meu rosto queima de vergonha, pois sei que Jungkook vem logo atrás de mim e que ouviu tudo o que eu disse a Tae e Hyorin, cada uma daquelas palavras horríveis.

Jogo minha mochila no chão, escorrego carteira adentro, coloco o capuz e ligo o iPod no volume máximo, na esperança de abafar o zum-zum-zum à minha volta e de esquecer o que acabou de acontecer. Afirmo para mim mesmo que um cara como ele, tão seguro de si, tão deslumbrante, tão completamente formidável, não se abala com o que diz um garoto como eu.

Mas assim que começo a relaxar, já decidido a não ligar mais para isso, levo um susto devastador, uma descarga elétrica que invade minha pele e segue correndo pelas veias, fazendo meu corpo inteiro formigar.

E tudo porque Jungkook colocou a mão sobre a minha.

Não é fácil alguém me surpreender. Desde que adquiri os poderes, só suga consegue essa façanha; aliás, acredite, ele sempre encontra um jeito novo de fazer isso.

Mas quando levanto os olhos de minha mão para o rosto de Jungkook, ele apenas sorri e diz:

— Eu queria devolver isto aqui. — E me entrega o exemplar de O morro dos ventos uivantes.

Sei que soa estranho, talvez um tanto maluco, mas quando ele abriu a boca e falou não ouvi nada mais à minha volta. Sério, foi como se eu, em um momento, estivesse ouvindo pensamentos e vozes ao acaso e, em outro, começasse a ouvir isto:__________

Sabendo como isso é ridículo, balanço a cabeça e digo:

— Tem certeza de que não quer ficar com ele mais um pouco? Não estou precisando, já sei como a história termina. — Jungkook recolhe a mão, mas o formigamento continua ainda um tempinho.

— Também já sei o fim — ele diz, olhando para mim de um jeito tão intenso, tão obstinado e tão íntimo que rapidamente desvio o olhar.

E quando vou recolocar os fones no ouvido, a fim de bloquear os comentários maldosos de Lee e Honor, Jungkook novamente pousa a mão na minha e diz:

— O que você está ouvindo?

E o silêncio se refaz. Sério, durante aqueles poucos segundos somem as espirais de pensamento, os cochichos maldosos, tudo, menos a voz suave e lírica de Jungkook. Da outra vez que isso aconteceu, achei que fosse maluquice. Mas agora sei que é real.

Porque, embora as pessoas continuem a falar, a pensar e a fazer tudo o que normalmente fazem, nada chega a meus ouvidos. Só o som das palavras dele.

Mais uma vez percebo a corrente elétrica que invade meu corpo, sinto como ele está quente e penso no que poderia estar causando isso. Bem, não é que esta tenha sido a primeira vez que alguém segura minha mão, mas nunca antes senti nada nem de longe parecido.

— Perguntei o que você está ouvindo. — Ele sorri. Um sorriso tão íntimo e particular que me deixa com as bochechas vermelhas.

— É... hmm... é só uma coletânea de músicas góticas que minha amiga Hyorin baixou pra mim. A maioria é coisa antiga, tipo Siouxsie and the Banshees, Bauhaus, The Cure... — respondo, afinal, dando de ombros. Desta vez não consigo desviar o olhar. Encarando-o de volta, tento descobrir a cor exata dos olhos dele.

— Você gosta de gótico? — pergunta Jungkook, surpreso e cético, correndo os olhos por mim como se estivesse me inventariando.

— Eu, não. Mas a Hyorin curte muito. — Deixo escapar uma risada nervosa, estridente, dessas que assustam. Tenho a impressão de que ela ricocheteia Pelas quatro paredes da sala antes de voltar para mim.

— E você, curte o quê? — Jungkook ainda me encara, claramente gostando da conversa.

Estou prestes a responder quando o Sr. Robins entra na sala com as bochechas muito vermelhas, mas não por ter vindo correndo pelo corredor, como todo mundo acha. Jungkook se recosta na carteira, e eu respiro fundo, aliviado por voltar aos ruídos de sempre: a ansiedade típica dos adolescentes, o estresse com as provas, a insatisfação com a própria aparência, as frustrações do Sr. Robins, os pensamentos de Lee, Honor e Craig, todos se perguntando o que um gato desses pode querer comigo.



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