História Para Sempre - Verdades Secretas - Capítulo 22


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.530
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 22 - A invasão


Christopher Baker sempre foi fascinado pelo perigo. Quando criança, sentia mais prazer em praticar atividades perigosas e que exigiam resistência física do que brincar na rua ou ficar na frente de um computador. Sonhava em se tornar um policial de renome e, como nos filmes de ação a que costumava assistir, combater o crime e proteger as pessoas.

Com 31 anos de idade e cerca de 1,80 de altura, Christopher sente-se muito orgulhoso do homem que se tornou. Trabalha no Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa desde os 26 anos, época em que se mudou para São Paulo após se casar com Katherine – uma jovem cadete que conheceu durante os últimos períodos na Academia Militar do Rio de Janeiro. É invejado por seus colegas por ter uma paciência infinita para desvendar enigmas e colunas de números e por falar inglês e russo fluentemente, apesar de não ser algo muito útil em sua profissão.

Algumas coisas, no entanto, mudaram significativamente desde que tomou a decisão de se mudar. A vida razoavelmente simples que levava no Rio acabou se convertendo em um verdadeiro campo de batalha. Como se não bastasse todo o perigo a que se submete percorrendo ruas e mais ruas no combate ao crime, seu casamento anda em crise. As brigas entre ele e sua companheira se tornaram constantes e Christopher teme que isso possa prejudicar sua relação com Cassandra, a filha do casal. Na última discussão, Katherine deixou claro que, se chagarem a se separar, ela solicitará a guarda definitiva da garota, e a última coisa que Christopher deseja é se separar de ambas.

Ele não é o tipo de pessoa que se deixa abater por problemas pessoais, mas admite que está sendo muito difícil lidar com a crise. Em seu tempo livre, costuma ligar para a esposa para pedir desculpas e marcar passeios e jantares; passa longos minutos conversando com a filha e combinando viagens futuras; e quando o assunto se desvia para um possível divórcio entre seus pais, ele sorri e diz que tudo acabará bem.

Fora o trabalho ao qual se dedica arduamente, Christopher Baker agora encara um novo desafio: comandar um grupo de excelentes policiais especialmente selecionados para inspecionar a mansão mais cobiçada da cidade, a mansão Anderson.

Pessoalmente, Christopher não considera o trabalho tão importante assim. O homem que o contratou – um empresário de renome chamado Carlos Daniel – lhe assegurou que é de suma importância proteger a mansão de possíveis invasores e ataques vandálicos. Mas alguma coisa lhe diz que este não é o verdadeiro motivo. Christopher supõe que existe uma razão mais forte para Carlos Daniel ter solicitado seus serviços, razões estas que não têm absolutamente nada a ver com o bem-estar da propriedade.

Como de costume, está tudo na mais absoluta tranquilidade. O sol brilha forte e o mar não está tão agitado. Os homens – 11 no total – se revezam para vigiar os dois lados da casa. São todos jovens e fortemente treinados para encarar qualquer situação complicada. Utilizam fuzis e metralhadoras calibre 50, e cada um deles dispõe de um rádio transmissor para se falarem à distancia.

– Como se sente hoje, Matthew?

Um minuto antes, Christopher tinha se aproximado e oferecido uma xicara de café fumegante a Matthew, o mais jovem dos soldados.

– Bem, senhor – diz simplesmente.

Com apenas 23 anos de idade, Matthew Colin é o mais jovem soldado a entrar para as Forças Armadas. Tem um rosto pueril, olhos vivos e uma pele morena que é normalmente marcada pela barba por fazer. É esguio e seus cabelos loiro-avermelhados caem sobre os ombros.

Trabalhava com homicídios na Unidade Policial da capital, porém foi transferido um ano atrás, e acabou em Crimes Contra a Pessoa, enquanto espera uma vaga ser aberta na Homicídios. Até que isso aconteça, ele faz seu trabalho bem e com eficiência.

– Espero que goste do café. Eu mesmo preparei. Se estiver amargo demais, pode colocar um pouquinho de açúcar.

– Obrigado, senhor.

– Disponha.

O celular toca no bolso de Christopher. Sabe quem é muito antes de atender.

– Pois não, senhor?

– Liguei para saber como vão as coisas. Nenhum problema, eu espero.

É Carlos Daniel, como Christopher deduziu.

– Não, senhor. Está tudo em ordem. Nenhum inconivente até agora. E acredito que assim será até o final do dia.

– Fico feliz em ouvir isso, Christopher. Sabia que poderia confiar em você. Por favor, mantenha os homens a postos, e continuem com o bom trabalho.

– Assim será, senhor.

Com o canto do olho, Christopher vê alguns de seus homens saírem dos seus postos e correrem agitados em direção ao penhasco.

Matthew se aproxima.

– Matthew, o que está havendo?

– Há helicópteros se aproximando da encosta, senhor.

Christopher olha para o horizonte. Matthew está certo. Há dois helicópteros grandes – um preto e um amarelo – vindo velozmente em direção ao penhasco. Christopher sente um arrepio intenso percorrer-lhe a espinha. Vira-se para Matthew e diz em tom claro e direto:

– Prepare os homens, Matt. Parece que temos uma visita.

– Sim, senhor.

De imediato, Matthew ordena em voz alta que os soldados formem uma linha atrás de Christopher e mantenham as armas em punho.

Christopher olha para frente, sentindo uma estranha sensação de apreensão que faz suas entranhas gelarem.

Matthew lhe sussurra ao ouvido:         

– Problemas, senhor?

– Espero que não.

Ele leva o celular ao ouvido e murmura:

– Senhor... Precisamos de reforços.      

– O que está acontecendo aí, Christopher? – Pergunta Carlos Daniel, claramente apreensivo. – Estou ouvindo helicópteros.

– Sugiro que faça o que lhe pedi, senhor. Sinto cheiro de encrenca.

– Está bem. Protejam a casa, Christopher. Faça o que tiver que fazer.

– Entendido.

Christopher desliga. Põe a mão no ombro de Matthew ao notar o quão o rapaz está nervoso.

– Acalme-se, amigo. Vamos nos divertir um pouco.

Os helicópteros, por fim, aterrissam. No instante em que a porta do primeiro helicóptero se abre, Christopher deseja que seus olhos estejam lhe pregando uma peça.

Mas não é possível.

O homem que acaba de descer não é ninguém menos que Travis Anderson, o homem que alegavam estar morto.

Ele se aproxima vagarosamente, rodeado por meia dúzia de homens corpulentos usando ternos pretos. Aparentemente, está desarmado. Seus homens, no entanto, empunham revólveres calibre 50.

– Não posso acreditar – diz Matthew. – Disseram que este homem havia...

– ... morrido – complementa Christopher, os olhos a arder em fúria.

Christopher não está disposto a esperar que Travis e seus homens lhe cheguem e avança em direção a eles.

– Senhor, aonde vai?

– Homens! Erguer armas! – grita Christopher enquanto se dirige a Travis.

Os homens de Christopher obedecem-no e erguem as metralhadoras simultaneamente.

Os sujeitos de terno preto estão prestes a fazer o mesmo quando Travis ergue a mão direita e lhes pede calma em um sussurro.

– É desse jeito que me dá as boas vindas, querido filho? – Grita ele. – Esperava uma recepção mais amistosa.

Param finalmente de andar e encaram-se sem o menor sinal de hesitação.

– O que faz aqui, seu maldito? O que significa tudo isso?

– Realmente não sabe por que estou aqui, filho? Achei que fosse mais inteligente.

– A mim não interessa o que pensa. E, não. Não sei o que o trouxe aqui.

– Então, serei claro e direto: vim pegar de volta o que me pertence.

Christopher franze o cenho.

– Espere um pouco, acho que não escutei bem.

– Vim recuperar o que é meu. Será que ainda não fui o claro o bastante?

– Perde seu tempo. Nada aqui lhe pertence, seu verme maldito.

– Recomendo que meça suas palavras, Christopher. Apesar de tudo, ainda sou seu pai.

– Não sabe como eu adoraria que isso não fosse verdade. Sinto asco só de lembrar que seu maldito sangue corre em minhas veias. Você não merece ser chamado de pai. Não merece sequer estar vivo.

Travis aspira profundamente.

– Tome cuidado com o que diz. Não esqueça de quem sou e do que sou capaz.

– Eu sugiro, papai, que se retire agora mesmo. Pegue esse seu bando de paus mandados e caiam fora daqui. Não há nada para vocês aqui.

– Isto é o que você pensa.

Travis leva a mão ao bolso e pega um celular. Disca um numero e leva o aparelho ao ouvido.

– O momento chegou. Prepare-se.

Sim, senhor, diz o homem do outro da linha. Ouve-se um farfalhar alto seguido pelo ruído de uma arma sendo engatilhada e Travis desliga.

– O que pretende fazer, seu rato imundo? – pergunta Christopher, já alterado.

– Eu realmente tentei fazer as coisas do jeito mais simples, filho. Mas você quis tornar isso mais difícil.

– Do que você está falando?

– Acabemos com isso de uma vez por todas, filho. Não desperdice a oportunidade que estou lhe dando. Venha para o meu lado, Christopher. Garanto que nada de ruim lhe acontecerá.

Christopher solta um riso de deboche.

– Depois de tanto tempo, papai, o senhor ainda não aprendeu? Jamais, e que isso fique claro, jamais me aliarei a um monstro como você.

– Então essa é sua palavra final?         

– Pode apostar que é. Nunca vou me prestar a seus serviços sujos e asquerosos. Agora se manda. Vá e leve esses ratos imundos com você.

O rosto de Travis enrubesce. Seus lábios se retorcem numa expressão de puro ódio. Ele dá um passo para trás.

– Decidiu ficar contra mim. Agora arque com as consequências. 


Notas Finais


CONTINUA NO PRÓXIMO CAPÍTULO...


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