História Para Sempre - Verdades Secretas - Capítulo 23


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Continuação de "A Invasão".

BOA LEITURA À TODOS!!!

Capítulo 23 - O jogo vira


Travis estala os dedos e os homens atrás dele erguem as pistolas.         

– Você enlouqueceu, seu verme? O que pensa que está fazendo?         

– Você sempre me subestimou, Christopher. Lamento por você. Porque, veja bem, você está do lado perdedor.

Travis faz um muxoxo. Christopher o encara rangendo os dentes.

– Você fez a sua escolha, filho. No fim, vai desejar ter me escutado.

– Por que está tão confiante? Se ainda não percebeu, estamos em maior número.

– Eu não teria tanta certeza disso.

– Senhor... – murmura Matthew, os olhos arregalados, os lábios trêmulos. – Veja...

Christopher se vira a tempo de ver uma dúzia de homens fortemente armados avançando ligeiramente por trás, vindo de todos os lados. Eles se juntam em uma única linha e apontam suas metralhadoras para frente.

O líder do bando – Ethan Hawke – dá um passo à frente, exibindo um sorriso debochado. Seus braços são exageradamente grossos e tem uma cicatriz rosada cruzando o rosto.

– E agora, senhor? – Pergunta Matthew. – O que faremos?

Christopher fica sem resposta. Olha para Travis.

– Por que faz isso?

– Não é nada pessoal, filho. Mas entenda que não posso permitir que fique no meu caminho. Sinto muito, mas você quis que fosse assim.

Travis leva a mão ao bolso de trás e saca uma pistola calibre 60. Aponta para o peito de Christopher e se prepara para puxar o gatilho.

Está prestes a disparar quando ouve som de pancadas vindo do céu. Vira-se abruptamente e vê três máquinas pretas e gigantescas movendo-se incrivelmente rápidas em direção à encosta.

– Mais helicópteros! – Grita Matthew.

Christopher não pode evitar abrir um largo sorriso de alivio. O reforço que solicitou finalmente está vindo.

– Mas que diabo é isso? – Troveja Travis.

– Quais as ordens, senhor? – Braveja Ethan do outro lado.

Travis não responde. Em vez disso, fica parado, olhando para as máquinas que se aproximam cada vez mais.

Os homens de preto se entreolham, receosos. Concordam que é hora de recuar, mas Travis não consegue reagir, tamanha sua surpresa.

O primeiro helicóptero avança com rapidez em direção às máquinas aterrissadas.

O indivíduo que está sentado ao lado do piloto – Fabian Werneck – ergue uma bazuca e mira num dos helicópteros.

– Vamos brincar de tiro ao alvo, certo, Lohan? – Grita Fabian para o piloto.

– Adorei a ideia, senhor!         

– Protejam-se! – Travis esbraveja, e a correria começa. Os homens de preto largam as pistolas e debandam como loucos em todas as direções.

Fabian solta uma gargalhada e dispara. Uma enorme bola de fogo atravessa os ares como um míssil e atinge o helicóptero amarelo. A máquina se despedaça completamente, pedaços dela voando em todas as direções numa confusão de chamas e entulhos.

Os helicópteros se espalham. A máquina pilotada por Lohan chega primeiro à encosta e segue pelo meio.

– A casa caiu, rapaziada! Debandem! Debandem! – Troveja Ethan, que larga a arma e começa a correr para os fundos da casa.

Os comparsas de Ethan debandam loucamente, para todos os lados.

– ABRAM FOGO! – Berra Christopher, e no instante seguinte uma série de disparos agudos preenchem o ar derrubando os marginais, que caem inertes no chão como pinos de boliche.

Tiros começam a ser disparados do ar. Projéteis pesados caem como uma chuva de pedras selvagem, perfurando corpos, destroçando vidraças, tornando quase impossível para os bandidos qualquer tentativa de fuga. Três balas atingem Ethan (duas nas costas e uma na nuca), e o mesmo entra imediatamente em colapso.

Hasta la vista, babies! – grita Fabian, sua voz abafada pelo ruído estridente dos tiros.

Outro tiro de bazuca é disparado, e por muito pouco Travis não é atingido por um grosso tronco de carvalho que despenca no solo com um estrondo de arrepiar.

Travis cai no chão com uma pancada surda.

Um dos atiradores aponta uma metralhadora para Travis e se prepara para atirar.

– Não dessa vez... – murmura Travis, estendendo o braço para alcançar uma pistola caída perto dele.

– Morra, meu caro – diz o atirador, levando o dedo ao gatilho.

Ele dispara uma vez, porém o tiro erra a cabeça de Travis por milímetros. Ele dá um giro e aponta o revólver para o atirador. Dispara várias vezes, e duas das balas atingem o peito do soldado. O corpo sem vida mergulha no ar e atinge o solo com um estrondo feroz.

– NÃO! – Grita Christopher.

Travis se levanta, ainda um pouco atordoado, segurando o revólver com tanta força que as veias do seu braço lhe saltam fora.

– Isso ainda não acabou, Christopher! – Grita com todo furor. – Vamos nos encontrar de novo!

Mais tiros são disparados de cima. Pedaços de pedra e poeira são arrancados do chão. Travis ergue a cabeça e vê Fabian empunhando um fuzil. Começa a correr para o único helicóptero que sobrou.

– Onde pensa que está indo? – Grita Christopher, que sem pensar duas vezes, sai a todo gás atrás de Travis.

– Senhor, não! – Grita Matthew, temendo pelo pior.

Christopher para de correr e aponta a arma para Travis.         

Atira uma vez. A bala passa de raspão, rasgando um pedaço do paletó.

Travis – agora correndo agachado – acelera o passo, e uma vez dentro da cabine, liga os motores na potencia máxima.

Fabian aponta o fuzil para a máquina, esperando que ela erga voo.

– Hoje você não escapa, maldito assassino.

Christopher corre em disparada para o helicóptero, os olhos vermelhos, sua raiva extravasando, exalando pelos poros. Os rotores levantam a areia e o veiculo inteiro desaparece numa nuvem de pó. O soldado tenta enxergar, mas seus olhos ardem. O braço está cruzado na frente do rosto. Mal consegue respirar.

O som do motor aumenta. O helicóptero se ergue desajeitadamente. Travis solta uma risada.

Christopher solta um berro estridente e chuta o chão com toda força.  A máquina gira uma vez, depois de novo. Subitamente sobe e se move em direção ao mar aberto.

– Diga adeus, velho amigo.

Nem bem as palavras saem da boca de Fabian e seu dedo puxa o gatilho, fazendo uma furiosa rajada de balas viajar 800 metros até atingir a lateral do helicóptero cortando os cabos hidráulicos.

– Desgraçado! – Travis troveja.

O helicóptero estremece e parece pairar no ar. Está a pelo menos 80 metros da água e de repente Travis tem uma consciência terrível de cada um desses metros. Mexe desesperadamente nos controles e o helicóptero se recupera, sacudindo-se no ar como um bêbado.         

A força dos rotores foram cortadas e agora o helicóptero está em queda livre, agulhas girando, contadores correndo, luzes de alerta piscando inúteis.

– Não vão conseguir me deter! – Grita Travis enquanto arranca o cinto de segurança de cima dele.

Num borrão de azul, branco e preto, Travis vê a superfície do mar correndo em sua direção. Com um urro animalesco, ele chuta a porta da cabine e salta para fora, dois segundos antes de o helicóptero atingir a água. A máquina, viajando rápido demais, bate na água em ângulo e começa a tombar. Então os rotores entram em contato com o mar. Há um som medonho, parecendo um grito, enquanto as escoras de metal são arrebentadas e uma das lâminas se despedaça.

– Mas que filho da... – interrompe-se antes de terminar a frase.

Christopher olha ao redor e descobre que um novo tipo de silêncio baixou sobre a área. O silêncio da morte. Há corpos em toda parte, a maioria dos homens de Travis. O cheiro de pólvora paira no ar. Há tijolos soltos e cacos de vidro espalhados por todo lugar. As paredes estão cheias de buracos de balas.  

– O maldito conseguiu escapar – diz Christopher, com raiva de si mesmo por não tê-lo acertado com uma bala quando teve a chance. – Espero que o mar o engula.

Matthew ergue o olhar para o céu a tempo de ver o helicóptero de Fabian desaparecendo numa nuvem.

– Acabou o recreio, Lohan – diz Fabian, pousando o fuzil em sua perna e dando uma espreguiçada. – Hora de voltar ao trabalho.

– O que faremos agora, senhor? – pergunta Matthew.

– Primeiro, nos livrarmos desses malditos corpos. Depois, manter os olhos bem abertos para quando ele resolver voltar.

– Está certo disso?

– Tão certo como me chamo Christopher Baker. Como ele mesmo disse, isso ainda não acabou. Nos veremos de novo, disso pode ter certeza. 


Notas Finais


Espero q tenham gostado.

CAPÍTULOS INÉDITOS ESTA SEMANA. Não deixem de ler.

Vlw e fui!


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