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História Para Sempre - Capítulo 1


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Notas do Autor


Estou repostando devido a um erro que só notei após a publicação.
Eu iria fazer uma one-shot maaaas a história ficou absurdamente grande, Cá estou quebrando minha promessa de nunca mais escrever fics apenas ones.
Espero que aproveitem bastante

Capítulo 1 - Kazekage


Fanfic / Fanfiction Para Sempre - Capítulo 1 - Kazekage

A tarde estava quente, De certo modo agradável... Mesmo doze anos após os acontecidos ela ainda recordava do clima tórrido de Sunagakure, E esses pensamentos traiçoeiros teimavam em vagar em sua mente

- Okaasan tadaima. – Disse o pequeno loiro caminhando com as vestes sujas e o olhar cansado, Provavelmente por conta dos treinos para o exame Chünin que se aproximava, Ele se sentou em uma cadeira esfregou os olhos. – Acho que tem algo errado com meus olhos.

- Algo errado? – Questionei e logo limpei as mãos e me ajoelhei a sua frente, Examinei seus olhos engolindo seco, Inojin possuía os mesmos olhos verdes do desgraçado, As marcas escuras demonstravam as noites mal dormidas. – Tem ficado muito tempo acordado durante a noite?

- Estou ansioso... Tenho treinado os seus jutsus durante a noite e os do papai durante o dia, Pode ser cansaço. – Disse sorrindo meigamente, Depositei um beijo em sua testa e o mesmo mexeu na mecha de meu cabelo. – Okaasan... Sinto os jutsus que Otosan me ensinou cada vez mais fracos... Mesmo que os treine com frequência.

- Inojin, Isso é normal... Eu e seu pai temos técnicas de combate diferentes, Certamente se suas habilidades de seu pai estão mais fracas, Seus jutsus dominantes são do clã Yamanaka. – Digo acariciando seu rosto vendo a apreensão dissipar.

- Você deve estar certa... Eu vou tomar banho amanhã é o grande dia. – Ele disse logo se levantando, Seu sorriso agora mais suave, Lhe acariciei os fios loiros os bagunçando levemente.

- Estarei torcendo por você. – Dito isso o mesmo rumou para o banheiro, Ainda assim era perturbador que talvez o passado fosse desenterrado dessa forma, E junto com isso muitos segredos que a loira havia jurado sequer pensar.

Estranhamente a idéia de voltar a Konoha se tornava um misto, Apreensão e algo como ansiedade, Sabia que a mesma estava casada e aparentemente com um filho, Mais aquilo não mudava os fatos... “ele ainda a amava”.

- Otosan... Esta na hora de dormir. – Disse Shinki sonolento esfregando os olhos, Agora sentado na cama da pousada que estavam, A janela mostrava o vislumbre da cidade de intermédio entre Suna e Konoha.

- Volte a dormir, Amanhã será um grande dia. – Disse o ruivo bagunçando os cabelos, O pequeno broche em sua mão, Aquele pequeno item que lembrava todos os dias que a Yamanaka passou por sua vida.

- Porque o senhor carrega isso? Sempre vejo o senhor com ele.– Perguntou o menino com a sobrancelha arqueada, Gaara esboçou um sorriso um tanto amargo, O semblante triste e vago, Caminhou em direção a cama de Shinki, Sentando-se e mostrando o broche, Era circular com um brasão e a sua volta flores que reconheceu como violetas.

- Foi presente de uma pessoa especial... – Disse o ruivo, Shinki sorriu logo pegando em mãos e passando o dedo entre os desenhos, O prateado em contraste com o violeta, Aquilo certamente pertencia a uma mulher.

- Ela era bonita? – Perguntou o menino entregando o broche ao ruivo, O semblante do ruivo se suavizou parecia nostálgico, Procurando palavras ele esfregou queixo.

- Mais do que bonita... Mais o senhor tem que dormir. – Disse Gaara tentando desviar o assunto, Shinki fez um bico contrariado.

- Vai pai... Me fala sobre ela, Como ela é? – Insistiu o garoto, Gaara suspirou dando-se por vencido.

- Hai hai você venceu... – Massageou o maxilar pensando. - Com certeza ela não era fácil de lidar, Ela tinha cabelos loiros, Tão claros que se assemelha as areias do deserto... Olhos azuis como as águas do oásis. – Disse o ruivo suspirando. – E perfumada algo como um adocicado... Ela cheirava a baunilha.

- O que aconteceu com ela? – Perguntou Shinki com curiosidade, Tentando desvendar que ser maravilhoso pudera ser a mulher que fizera seu pai descrever tão carinhosamente cada traço.

- Sem mais perguntas, Durma que iremos partir cedo... Boa noite. – Disse depositando um leve afago nos cabelos castanhos do menino, Se levantou e logo foi para a própria cama, Não conseguia pegar no sono, Sua mente era invadida por imagens da loira... Porque a verdade é que Ino Yamanaka nunca saiu de sua mente.

A loira acabara de sair do banho, Sai estava na cama sentado com um livro na mão, Os olhos escuros logo miraram a esposa, Ainda que morassem debaixo do mesmo teto, Os mesmos não conviviam como marido e mulher, E sim como um casal de amigos muito próximo.

- Sai estou preocupada com Inojin. – Disse a loira logo deitando ao lado do moreno, Depositando a cabeça sobre o peito do mesmo, Ele acariciou as madeixas loiras suavemente.

- Algo aconteceu? – Perguntou por fim depositando o livro no criado mudo, Seus olhos observadores fixaram nos azuis turmalina.

- Temo que descubra que não é seu filho... Estou apavorada. - Disse a loira por fim, Sai lhe beijou a testa com ternura.

- Independente do que aconteça, Eu sou o pai dele... E ele é meu filho. – Disse o moreno, A loira sorriu de forma melancólica, Sai era um homem maravilhoso, Um pai atencioso... No entanto não havia fogo carnal, Depois de tentativas frustradas ficaram por fim como apenas amigos para o bem de Inojin.

- Obrigada por tudo... Não sei o que seria de mim sem você. – E o sono se aproximou, Junto com ele lembranças, As areias de Suna, O toque quente que aquelas mãos tinham sobre sua pele, Sua voz rouca... E seus beijos cálidos.

“ Doze anos antes “

A missão em Suna seria algo demorado, Após a guerra tanto as vilas quanto as pessoas estavam se reconstruindo, A caravana de ninjas estava a caminho, Assim como mantimentos, A loira estava como ninja médica, Ainda de luto pela morte de seu pai, Deixando sua mãe a cargo do clã junto com as anciãs do clã Yamanaka.

- Pensando na morte da bezerra? – Perguntou Shikamaru com o cigarro na boca, A loira arrancou o cigarro dos dedos do mesmo tragando profundamente.

- Chouji devia ter vindo... Ainda somos um time. – Digo por fim sentindo falta do Akimichi, Shikamaru riu tomando o cigarro dos meus dedos. – Sinceramente não entendo seu entusiasmo de vir pra cá, Aposto que tem mulher no meio.

- Touché. – Disse o moreno não negando a informação, Ele tragou profundamente e abriu um sorriso maroto no canto dos lábios.

- Vai falar quem é, Ou vou ter que descobrir? – Questionou a loira então se abanando com o chapéu de palha, O rosto avermelhado de calor e quase querendo arrancar a túnica de calor, Mais lembrando que a mesma protegia dos grãos de areia que cortavam como facas em uma tempestade.

- Vai ter que descobrir. – Disse o moreno, A loira resmungou.

- Queria realmente que Chouji estivesse aqui, Tô morrendo de fome. – Reclamou a loira com a mão na barriga.

- Se Chouji estivesse aqui provavelmente você ainda estaria com fome, E pior brigando com ele. – Disse Shikamaru, Dei um sorriso sentindo o leve toque sobre meu ombro.

- Yamanaka San? – Me virei dando de cara com os olhos gentis de Sai, O mesmo me entregou um pequeno embrulho, Um oniguiri, Abri um sorriso.

- Você é meu salvador. – Digo depositando um beijo leve em seu rosto, Vendo o mesmo ficar vermelho de vergonha, Dei a primeira mordida e foi como se meu estômago cantasse. – Foi a Sakura quem fez?

- Hai. – O mesmo concordou, Dei outra mordida fechando os olhos em deleite.

- Eu amo essa mulher, Aposto que conquistou o Sasuke pelo estômago. – Digo sorrindo, O estômago de Shikamaru roncou, Dei o restante do meu bolinho a ele. – Come, Eu sei que tá com fome.

- Tô mesmo não vou negar. – O mesmo diz colocando o bolinho inteiro na boca, Ele suspirou. – O Sasuke realmente é sortudo pra caralho.

- Não sabia que tinha sido designado para Suna Sai. – Digo por fim, Ele esboçou um sorriso leve, Quase imperceptível.

- Eu acho que a maior parte dos ambus foram designados para Suna, Pelo menos os mais jovens. – Disse ele por fim. – Seu cabelo é lindo Yamanaka San.

- Eu... Eu... Obrigada. – Não pude evitar o rosto vermelho de constrangimento, Sai não era muito sociável e falava a maior parte das coisas sem filtro algum, Elogios então eram raros.

O caminho seguiu calmo até que tivessem que acampar, A pequena caravana parou e com ela todos os ninjas exaustos, Logo o fogo foi armado e a loira se prontificou a cozinhar já que era a única mulher do grupo, Em geral era legal trabalhar com homens, Eles tinham tendência a ser mais atenciosos com uma garota no grupo, E como a maioria eu realmente conhecia era quase como ser um deles.

Fiz melhor que pude com os mantimentos de viagem e logo fui ajudar os que se feriam no caminho, Ainda era uma pupila de Tsunade e meu treinamento fora rigoroso, A noite caiu e com ela o frio que fazia no deserto.

- Yamanaka San, Obrigada pela refeição. – Disse Sai com doçura, Os homens logo trataram da limpeza, E estávamos prontos para um descanso antes do último dia de viagem, Quando amanheceu o sol fez questão de quase nós deixar cegos, Levantamos e fizemos um café rápido, O caminho era um verdadeiro martírio.

- Eu tenho certeza que esse caminho é penitência, Sério gente Tsunade só pode estar fazendo a gente pagar pecado. – Digo de forma divertida fazendo a maioria rir, Era legal de certa forma manter o clima descontraído, Quando chegamos nós portões de Suna já havia escurecido, Todos estavam cansados demais, Sujos demais.

No portão fomos recepcionados pelo guardas que nos levaram até o alojamento, Cada quarto seria dividido para dois ninjas, Fiquei com Sai, Nós organizamos toda a bagagem e os homens desceram para o banho, já que era uma ala comunitária, Esperei até que Sai retornasse, Peguei meus utensílios de higiene antes que o mesmo dissesse.

- Irei descer com você Yamanaka San, Ficarei no corredor para que ninguém entre. – Disse o mesmo me escoltando, o corredor era bem iluminado, Ele primeiro entrou para se certificar que não haveria nenhum homem nu, E logo após eu entrei, Meu banho foi relativamente demorado visto que tirei areia de 3 dias do meu cabelo, Sai de lá renovada, Já vestindo um short confortável e uma camiseta, Tudo muito simples assim como o chinelo, Não esquecendo meus cremes e perfumes.

- Obrigada por esperar. – Digo tocando o ombro de Sai, Ele concordou e subimos para o quarto, Havia duas camas de solteiro e um criado mudo entre elas, Era um quarto pequeno mais aconchegante, Tudo muito branco e minimalista, Nós deitamos e logo disse.

- Boa noite Sai.

- Boa noite Yamanaka San. – Ele disse, dei uma risada.

- Pode me chamar apenas de Ino. – Ele pareceu pensar sobre e logo após concordou.

- Durma bem Ino.

- Durma bem Sai.

O dia começou com o sol passando pelas frestas da cortina e um calor infernal nós dando bom dia, Sai estava terminando de por a camisa do uniforme, O rapaz era adorável, Bonito inclusive, Sem falar que era um extremo cavalheiro.

- Ohayo Sai. – Ele colocou a camisa rapidamente e virou-se com o rosto ruborizado.

- Ohayo Yama... Ino Chan. – Disse o rapaz visivelmente constrangido. – Eu achei que estivesse dormindo, Irei sair para que possa se trocar... O café vai ser servido daqui meia hora.

- Estarei pronta. – Dito isso ele saiu, Coloquei meu uniforme habitual de batalha, Prendi os cabelos em um rabo de cavalo, E peguei meus itens de higiene, Rumei para o banheiro vendo alguns dos meus companheiros escovando os dentes, Logo também o fiz, Fui criada com a maioria dos rapazes que ali estavam, E meu sensei Asuma também não fazia segregação de sexo, Então éramos todos iguais.

- Hey Ino Chan. – Disse Kiba com a boca cheia de pasta de dente.

- Hey Kiba Kun, Pronto para o primeiro dia? – Digo pegando a escova e logo colocando na boca, Ele enxaguou a boca e lavou o rosto, Abriu a pequena bolsa retirando a sua tinta carmesim e fazendo a sua pintura no rosto.

- O dia vai ser longo, Vamos ajudar na construção de casas, Outros vão ajudar nas academias, E você vai para o hospital tratar dos feridos. – Disse Kiba, Enxaguei a boca e lavei o rosto, Passando um hidratante nos lábios e tentando disciplina meus cabelos.

- Ouvi dizer que vai ser feito uma estufa... Se for o caso quero ajudar na construção. – Digo e Kiba riu.

- Boneca você teria capacidade? – Ele questionou erguendo a sobrancelha, Foi minha vez de rir.

- Pego em um martelo melhor que você Kiba. – Ele levantou as mãos em tom de rendição.

- Quem sou eu pra questionar suas habilidades Yamanaka, Tenho amor a minha vida. – Ele disse logo molhando os cabelos. – Vou ter que passar o dia sem casaco, Que calor.

- Nem me fala, Acho que nem se estivesse de lingerie eu passaria menos calor. – Digo me abanando.

- Quer fazer o teste? – Questionou ele com um sorriso malicioso.

- Por mais que esteja louco pra ver minha pessoa nua, Eu recuso a oferta. – Digo dando um leve soco em seu ombro. – Agora vamos tomar café.

Por mais que vivesse neste clima de flerte, Eu realmente não me sentia atraída por alguém, Não desdenhando de minha aparência, Mais ela chegava a ser comum, Nada muito diferente das mulheres que conhecia, O porém se dava por meu gênio.

Meu pai sempre quisera um menino, Então minha educação basicamente foi de um garoto, Por mais que a aparência fosse feminina eu possuía um espírito de “porco” como diria Sakura, Não havia delicadeza suficiente, Então era normal os homens me verem como outro homem, Eu fazia as mesmas piadas sujas, Bebia, Fumava e até entrava em suas obscenidades.

Minha mãe por outro lado tentava a todo custo que me comportasse como menina, Então para não contrariar mantive os cabelos longos e as vestes de garota, suspirei passando um pouco de rouge nos lábios e perfume sobre a pele, Voltei para o quarto e guardei a bolsa.

No refeitório vi Shikamaru sentado bebendo café e com um cigarro pendurado nos dedos, Me sentei ao seu lado já com um sanduíche e uma caneca de café.

- Ohayo Shika. – Digo enquanto mordo o sanduíche, Ele sorve o café.

- Ohayo Ino. – Disse, Comi meu sanduíche com velocidade. – Kami pra onde vai parar essa comida?

- Não enche o saco, Me arruma um cigarro. – Digo por fim, Ele entregou o que estava entre os dedos, Sei que fazia isso como forma de que não fumasse tanto... A verdade é que aquele era o laço que tínhamos com Asuma.

- O Kazekage vai designar as funções daqui alguns minutos, Todos tem de estar no pátio. – Disse terminando seu café, Logo fiz o mesmo e caminhamos para o grande pátio, Foi organizado uma sequência de fileiras, E naquele momento vimos a túnica branca e verde se aproximando ao seu lado um homem de roupa preta e cabelos castanhos avermelhados e do outro uma loira com um kimono simples, Ele logo estava na frente do fronte.

- Eu sou Gaara no Sabaku, O quinto Kazekage de Sunagakure. – Disse retirando chapéu, Os cabelos ruivos brilharam contra o sol, Movendo se com o vento, Aqueles olhos verdes fantasmagóricos contra o kajal... Ele era lindo. – Agradeço que tenham comparecido amigos de Konoha, Creio que a guerra afetou a todos nós, E é de grande ajuda tudo o que fora fornecido no momento... Este meu irmão Kankūro, Líder do fronte armado, Ele irá designar os que ajudaram nas academias e treinamento dos novos ninjas, Já que a baixa fora grande.

- Eu sou Temari no Sabaku. – Disse a mulher loira. – Braço direito e irmã mais velha do Kazekage, Irei designar quem participará da construção das casas locais e da estufa... A quinta Hokage mandou um relatório sobre a habilidade de cada um.

- Então você está aos pegas com a irmã do Kazekage? – Questionei baixinho cutucando o braço de Shikamaru.

- Cala a boca. – Disse ele rapidamente olhando em todas as direções possíveis vendo se alguém havia ouvido. – Se não tem amor a sua vida, Tenha pela minha... Ninguém pode saber de nada. – Ele diz eu faço um sim com a cabeça, Se bem que Shikamaru sequer fez questão de esconder o olhar apaixonado em direção a então irmã do Kazekage.

- Consta aqui um ninja médico. – Ela disse olhando o pergaminho. – Ino Yamanaka... Venha a frente por gentileza.

Caminhei do fundo até a frente do fronte, Ao que me aproximava o olhar dos três fora de total surpresa, Engoli seco, O Kazekage era mais alto do que aparentava de longe, E seu olhar dez vezes mais intimidador.

- Ino Yamanaka se apresentando senhor. – Digo fazendo a saudação a sua frente.

- Não esperava uma mulher, Creio que terá de ser feito um remanejamento do alojamento da senhorita. – Disse o Kazekage, Sua voz rouca me fez tremer.

- Estou aqui profissionalmente Kazekage Sama, O alojamento é de serventia e consigo dividir com meus companheiros. – Disse então com certeza.

- Temari faça o remanejamento da senhorita Yamanaka, Quero que esteja confortável em sua estadia conosco... E creio que para uma senhorita será mais apropriado não estar a dividir o quarto ou banheiro com um pelotão de homens. – Disse o ruivo por fim, Me entregou uma resma de papeis. – Ficará com os feridos de guerra.

- Sim Kazekage Sama. – Digo e logo vi o sorriso de Kankūro, O mesmo caminhou até mim, Me cumprimentando.

- Perdoe Gaara, Ele não costuma ter interação com muitas pessoas, Principalmente mulheres tão bonitas Yamanaka San. – Disse o moreno, Apertando minha mão.

- Apenas Ino, Kankūro Sama. – Digo o mesmo sorriu se afastando.

- Apenas Kankūro. – Disse e se afastou, A irmã mais velha logo se aproximou e lhe cumprimentou.

- Agradeço a ajuda Ino San. – Ela se aproximou e sussurrou baixinho próximo a meu ouvido. – Sei que é a melhor amiga de Shikamaru, Entregue esse bilhete a ele, Bem vinda a Suna.

- Seu segredo está seguro comigo. – Digo baixinho escutando uma risada leve, E ela passar um papel pequeno entre meus dedos, Logo voltei ao meu lugar ao lado de Shikamaru, Lhe passando o bilhete disfarçadamente, Ele leu rapidamente e riu.

- Vejo que ficaram amigas rápido. – E logo colocou o papel no bolso, Não demorou pra que cada um fosse desenvolver sua função, O hospital de Suna não era muito grande, Era o que pensava.

A construção era subterrânea, Incrivelmente como tudo era grande, E em como tudo era claro lá dentro, Enquanto caminhava até a ala designada escutava os leves cochichos das enfermeiras.

- Ino Yamanaka. – Escutou o chamado da voz masculina, Se virou vendo o homem alto com jalecos brancos e um estetoscópio no pescoço. – Eu sou Naokj Nifuji, Médico coordenador, Temari Sama passou sua ficha irei levar a senhora a ala de feridos.

- Claro. – Digo por fim, O mesmo me entrega um jaleco e um estetoscópio, Os coloquei e logo o segui, A ala dos feridos de guerra era grande, E ver todos aqueles homens feridos gravemente, Outros com sinais de gangrena, Suspirou e começou seu trabalho.

As enfermeiras corriam de um lado ao outro, A loira via as mãos cobertas de sangue, Logo um dos enfermos começou a ter uma parada cardíaca, Ela subiu sobre o corpo e a maca foi arrastada pelo hospital enquanto ela tentava a reanimação.

- Pelo amor de Kami... Não vou te deixar morrer. – Dizia a loira segurando as lágrimas enquanto os homens levavam a maca com ela encima tentando reanimar o paciente.

Ele fora examinar o hospital e como estava a kunoichi de Konoha, E quando chegou ao hospital estava uma verdadeira correria, A maca passou perto de si, O jaleco dobrado nas mangas, As mãos cobertas de sangue e aqueles fios loiros se desprendendo do elástico.

- Preparar sala de cirurgia... Parada, Parada. – Dizia em voz alta e com as enfermeiras a sua volta. – Vou entrar em cirurgia.

E ela passou pelas portas grandes do hall, O médico coordenador logo se aproximou as pressas, Parando a frente do ruivo.

- Kazekage Sama. – Saudou respeitosamente.

- Vim ver a Yamanaka. – Disse o ruivo de forma séria.

- Ino acabou de entrar em cirurgia, Tivemos cinco pacientes que foram mudados de ala, Totalmente fora de perigo. – Ele disse com admiração. – Ino está sendo de grande ajuda, Muitos casos especiais ela está cuidando pessoalmente... Com toda certeza é uma mulher fantástica, Preciso ir Kazekage Sama, Tenho cirurgia.

Dito isso se afastou com velocidade entrando em umas das salas, Com toda certeza não esperava que o médico recomendado fosse uma mulher, Sabia que não mandariam a Haruno pois a mesma estava fora da vila em viagem com o atual marido... Mais a Yamanaka com certeza foi uma surpresa.

Ele não pode deixar de notar os cabelos loiros longos reluzindo como fios de ouro, O olhar desafiador e uma boca rosada com um sorriso travesso no rosto, A mesma parecia não se importar em estar entre homens e os mesmos pareciam a tratar como igual... Ainda assim não queria que a mesma estivesse entre outros homens.

Não demorou a ela sair da sala, O suor escorrendo da testa e entre o vale dos seios, Ela retirou o jaleco e limpou as mãos no mesmo, A roupa curta mostrava muito do corpo da jovem, Os olhos azuis dela logo o encontraram, Ela se aproximou.

- Kazekage Sama... – Disse ela com certa calma, O sorriso travesso logo brincou nós lábios rosados dela... Convidativos.

- Yamanaka San, Trouxe os papéis sobre o novo alojamento. – Disse lhe entregando os papeis, A mesma pegou e olhou rapidamente.

- Apenas Ino por favor, Devemos ter a mesma idade... Não há necessidade de tantas formalidades. – Disse por fim colocando os papéis no bolso do jaleco. – Não havia necessidade de vir pessoalmente Kazekage Sama.

- Gaara por favor... Se tiver qualquer necessidade, Peço que se dirija ao meu gabinete, Irei prontificar. – Digo por fim, A mesma sorriu.

- Tudo mesmo? – Questionou a loira erguendo a sobrancelha, O semblante parecia quase malicioso, Se não fosse acompanhado pelo riso.- Estou brincando.

Por um momento o ruivo pensou sobre a brincadeira, Se aproximando da loira sussurrou próximo ao seu ouvido.

- Não vai querer brincar com os desejos de um homem, Yamanaka. – Disse então sentindo o arrepio da loira, Me afastei logo virando de costas, Não era acostumado a ser desafiado... Muito menos por mulheres, Mais aquela loira sequer sabia o que havia despertado em mim, Sai do hospital em direção ao gabinete, O caminho não era longo, Logo que entrei encontro Kankūro sentado na poltrona no canto da sala.

- Onde estava Gaara? – Perguntou o mais velho, Sem dar importância me sentei em minha cadeira abrindo os pergaminhos.

- Creio que não sou mais criança pra precisar de escolta... Mais saciando sua dúvida fui entregar os papéis do novo alojamento da Yamanaka e verificando a adaptação dela ao hospital. – Digo por fim vendo então o sorriso zombeteiro nós lábios de Kankūro.

- Então quer dizer que Gaara no Sabaku foi atrás de mulher. – Ele riu, De forma exagerada.

- Eu não fui atrás de nada, Fui fazer meu trabalho. – Digo tentando não parecer afetado com qualquer comentário idiota que Kankūro pudesse desferir.

- Poderia mandar qualquer pessoa, No entanto meu irmão o que muda as coisas e o fato de ter ido pessoalmente. – Disse ele então como se tivesse o pegado no flagra, Fechei a cara. – Não julgo, Aliás Ino é muito gostosa, Admiro seu bom gosto.

- Eu não estou interessado na Yamanaka, Agora deixe-me trabalhar. – Digo enquanto tentando absorver qualquer informação daqueles documentos.

- Se não quiser Gaara, Eu quero... E acredito que metade do meu pelotão também. – Disse o moreno saindo da sala, O fato é que ela havia mexido comigo de alguma forma... Me despertava curiosidade, Havia me provocado de forma inocente... E aquilo me acertou em cheio, Aqueles cabelos loiros ficaram em minha mente o resto da tarde.

Quando a noite finalmente caiu a loira estava exausta, Os braços cheirando a iodo e sangue, O jaleco já muito sujo de sangue, E os cabelos bagunçados, Pegou o papel no bolso do jaleco vendo a hospedaria que ficaria, O lugar era confortável, Possuía até mais do que precisava... A cozinha, Sala e quarto.

- Se tem uma coisa que não posso chamar o Kazekage deles é de muquirana. – Disse a loira largando o jaleco no sofá e caminhando até o quarto vendo sua bagagem cuidadosamente posta no chão, Entrou no banheiro, Tomou um bom banho e vestiu uma camiseta e uma calcinha logo caindo na cama, Realmente o clima de Suna era algo de difícil relação... Quente demais durante o dia, Frio durante a noite.

Na cama sentiu o estômago roncar, Lembrou-se que não havia sequer almoçado, Levantou e foi até a mochila pegando um vestido e logo o colocando, Colocou as habituais sandálias ninja e deixou cabelo solto para secar, Saiu da estalagem caminhando pelas ruas de Suna, Procurando algum lugar que pudesse comer algo, Viu o corpo magro de Sai vindo em sua direção.

- Sai! – Exclamou acenando e o vendo acenar em resposta, Nos aproximamos. – Veio procurar algo para comer?

- Na verdade estava a sua procura Ino. – Disse ele então estendendo uma folha em minha direção, Abri vendo então um desenho sentada próximo a fogueira no acampamento. – Eu queria ter lhe dado antes... Espero que goste.

- Eu simplesmente adorei. – Digo então lhe abraçando, Olhei para os lados a procura de algum lugar para comer. – Quer jantar comigo?

- Claro... Vai ser um prazer. – Era incrível, Como ele era tão meigo, De certa forma se destacava da maioria dos homens que conhecia... Era tranquilo.

Caminhamos até uma barraca local de lamen e logo fizemos os pedidos, Sai era o melhor ouvinte que uma pessoa faladeira como eu gostaria, A conversa sobre as expectativas de Suna e o que faríamos quando voltássemos para casa.

- Ino Chan, Como é amar alguém? – Perguntou o moreno me fitando nos olhos, A pergunta havia me pego desprevenida, Meu rosto corou.

- Eu sinceramente não sei... Eu nunca amei alguém, Quando era mais nova achava que amava Sasuke. – Ri com a lembrança das brigas com Sakura pelo mesmo. – Mais aquilo não era amor, Definitivamente era birra com Sakura.

- Amor é quase como um desenho, Pode ser uma obra prima, Ou definitivamente uma catástrofe. – Disse ele, Ri lhe tocando o ombro.

- Com certeza minha vida amorosa é uma caricatura mal feita. – Brinquei, Ele riu, Nosso jantar transcorreu tranquilamente, Terminamos em uma rodada de saquê, Onde o mesmo me chamou de funil.

- Kami Sama, Pra mim já deu... Você ganhou. – Disse ele fazendo uma careta e deixando os iens sobre o balcão.

- Agora eu tomo uma para comemorar. – Digo virando a última, Pagamos e logo saímos da pequena barraca, Ele me olhou rapidamente.

- Boa noite Ino. – Disse ele então acenando e sorrindo de forma cordial.

- Obrigada pela noite Sai. – Digo sorrindo. – Eu não poderia ter companhia melhor.

Dito isso nos viramos em direções contrárias, Decidi andar, Acompanhando o céu estrelado e cada um dos comércios fechando, Aos poucos a vila ia adormecendo... Meu corpo levemente entorpecido pelo álcool me deixava completamente extasiada.

Já conseguia sentir o vento frio passar entre minhas pernas, E logo estava nos limites da vila, As marcas dos cânions e a areia que começava a cobrir seus pés, Sentei a beira daquele desfiladeiro, Tudo tão vazio, Silencioso.

- É uma boa vista a ser admirada. – Disse a voz rouca, A loira virou de supetão vendo então os cabelos ruivos balançarem contra o vento, Vestes negras e vermelhas destacando sua palidez, E aqueles olhos misteriosos que teimavam em avaliar cada sinal do seu ser.

- Kazekage Sama... – Disse a loira vendo-o sentar ao seu lado, O calor se instalou em seu corpo, O arrepio percorreu o corpo miúdo da garota. – Sim, É uma vista surpreendente... Não me lembro da última vez que vi tantas estrelas.

O céu parecia um veludo negro, Coberto por diamantes, Inspirou firme, A bebida talvez falasse mais alto no momento, Mais a curiosidade de saber como era o toque daquele homem... Tudo tão magnético.

- Fazia muito tempo que não o via. – Digo respirando fundo. – Sinceramente não me lembro muito sobre aquela época, Do exame... Sei que o que passou não foi fácil, Mais fico feliz que tenha se tornado um líder como é Kazekage Sama.

- Foram tempos difíceis... Aqui é minha casa, O povo é minha família. – Disse o ruivo encarando o céu e logo voltando sua atenção a mim. – Família é tudo Ino.

“ Era incrível como futuramente essa frase marcaria minha vida.”

- Sim, Família é tudo. – Digo logo sentindo um leve nó na garganta ao lembrar de meu pai. – Obrigada pelo novo alojamento.

- Achei que ficaria mais confortável, Se dependesse de Temari você estaria em nossa casa, Não a julgo ela passa muito tempo sem uma companhia feminina. – Disse ele então virando e me encarando. – Mais é uma questão de segurança, Não é bom colocar uma ovelha entre os lobos.

- Fala de Kankūro? – Perguntei erguendo a sobrancelha, Um sorriso ligeiramente malicioso brotou em seus lábios.

- Posso ser sério Yamanaka, Mais não sou nenhum puritano... Então comece a pensar quem você deve temer. – Dito isso sua língua passou sobre os lábios calmamente. – Ainda sou homem, E muito pior que a maioria.

- Kazekage Sama... Eu... – Engoli seco. – Devo ter bebido demais.

- Talvez... – Disse ele então se aproximando, O cheiro gostoso que ele exalava, Junto ao toque quente se sua mão em seu rosto, Seus lábios se encontraram, Um toque gentil logo se aprofundando e tornando-se urgente, A mão dele percorrendo as carnes da coxa, Línguas envolvendo uma a outra, Os suspiros não contidos pela loira, E antes que pudesse envolver os cabelos cor de fogo, Sentiu o vazio e o vento tocar-lhe o rosto, Abriu os olhos e ele havia sumido... Como areia no vento.

“ Sonhou então... Com um Kazekage impuro. “

Aquela noite quando viu a loira vagar sem rumo, Um pouco aérea, Não pode deixar de segui-la, Em seu gabinete ele pensava sobre aquela mulher que em um momento era a kunoichi médica dedicada, No outro era apenas um mulher que dizia palavras sem medir consequências.

Ela atrapalhava sua racionalidade e consequentemente aquilo o atraía, Pela primeira vez em anos seu corpo falou mais alto que sua razão... Seu lado carnal falou alto, Gritando em súplica, Era algo nela que o despertava seu lado primitivo, Dês do momento que pousou os olhos sobre ela, Os cabelos Dourados e os olhos azuis....Sua petulância e aquelas provocações saindo daqueles lábios tão bem desenhados.

“ Ele queria que ela o desejasse. “

Após aquele beijo ele caminhou para casa, A mansão Sabaku era murada por grandes grades de ferro... Os funcionários já haviam dormido e ele possuía muitos hábitos noturnos, Subiu corredores acima indo direto ao seu quarto, Abrindo a porta entrando e vendo então a grande cama com lençóis negros, Tudo naquele quarto era a essência de Gaara... A escuridão.

Deitou-se na cama, Agora olhando o teto refletia, Era Kage de uma nação, Um ex-jinchuuriki, Tinha riquezas e poder e no entanto era incompleto... Ainda sentia o gosto dela nos lábios, completamente diferente das fodas casuais... O prazer estava na companhia dela, O prazer era a própria Ino.

“ Kazekage Sama. “

Ele ansiava que lhe chamasse pelo nome, Com aquela agradável voz, Ele ansiava por olhar novamente aqueles lábios... Ele ansiava que fosse sua.

- Ino... – Ele chamou seu nome baixo, Mataria sua vontade carnal e com ela esse aperto no peito que cismava em atormenta-lo.

“ Mal sabia o sentimento que florescia em seu coração. “

- Okaasan me deixa dormir. – Ralhou o menino cobrindo a cabeça enquanto resmungava.

- Vamos, Levante e vá se aprontar. – Disse a loira abrindo as janelas. – Aproveita e toma um sol, Tá parecendo uma lagartixa.

- Olha quem fala. – Resmungou o mesmo levantando e caminhando para o banheiro, A loira logo começou a ajeitar a cama, Vendo então os pergaminho com os jutsus do clã Yamanaka.

- Que cabeça dura, Passou a noite estudando.- Disse a loira bufando, Sai que passava no corredor logo parou escorado no batente da porta... Refletindo.

Tudo o que fizera até agora fora em amor a Yamanaka, Amava Ino dês do momento que a viu, Mesmo que o coração dela pertencesse a outro... Fez o que foi necessário para estar só lado dela, Porque era melhor migalhas desse amor, do que não ter Ino.

- Oh Sai, Você está aí, Acredita que Inojin passou a noite toda estudando. – Suspirou a loira. – Falei pra esse moleque descansar.

- Esta tudo bem querida, Ele vai se sair bem... Afinal ele é um Yamanaka. – Disse caminhando até ela e depositando um leve beijo entre seus cabelos, Queria toca-la e beijar-lhe como mulher... No entanto a mesma se afastava, Tê-la ao meu lado durante a noite e acariciar apenas sua tez suave, Era torturante... Mais aguentaria, Porque perder Ino seria como perder minha vida.

- Okaasan, Otosan o café está pronto... – Disse o pequeno loiro bocejando, Os olhos com olheiras ainda mais escuras.

-Inojin eu não lhe disse para dormir? – Questionou a loira, O menino a olhou.

- Eu tentei, Mais meus olhos ardem como se tivesse areia neles... Então passei a noite estudando. – A loira se abaixou e voltou a examinar os olhos do menino, Estavam cansados e ela notou as pequenas marcas negras nas extremidades dos olhos... Tinha medo daquilo, Concentrou o chakra nas palmas das mãos sentindo o alívio do menino.

- Parou de incomodar. – Ele disse logo sorrindo e abraçando a cintura da progenitora. – A Obasaan fez bolinho.

Dito isso ele desceu as escadas indo até a cozinha, A loira encarou por um momento a porta engolindo seco, Não demorou e já estava a descer as escadas com o seu então marido.

- Ino não se preocupe com isso, O que pode dar errado? – Questionou o homem ao seu lado, Erguendo sua mão e lhe beijando os nós dos dedos, A loira tremeu.

- Sim, O que pode dar errado. – Ela disse engolindo seco, Tentando acreditar na própria mentira... Ignorou da melhor forma estampando um sorriso e se juntando a sua família a mesa.

Ele acabara de chegar aos portões de Konoha, A caravana do Kazekage logo era descarregada pelos ninjas de escolta e os que levariam suas malas a sua então hospedaria, Era a primeira vez de Shinki em Konoha o mesmo parecia fascinado.

- Bem vindo Kazekage Sama. – Dizia o ninja que ele reconheceu como Kiba Inuzuka, O mesmo fez uma reverência.

Ao seu lado estava Shikamaru e Temari, A sua frente Shikadai que não era mais tão pequeno quanto lembrava.

- Tio Gaara, Primo. – Disse Shikadai fazendo um leve aceno, Temari por sua vez então abraçou o irmão mais novo, Logo dando sua atenção as bochechas do sobrinho.

- Como está grande, Um verdadeiro rapazinho. – Disse a loira beijando a face do menino que parecia incomodado com o contato físico.

E caminharam em direção a casa dos Nara, Shinki não pode deixar de notar então ao se aproximar da casa do tio, Uma grande casa com aquele símbolo do broche que seu pai carregava, Daquela casa então saiu um homem de cabelos negros e não parecia ter sentido para si, Porque seu pai carregava o broche do clã daquele homem.

- Otosan eu posso caminhar pela vila? – Perguntou o garoto, O ruivo ponderou.

- Shikadai apresente seus amigos ao seu primo. – Disse a loira mais velha em tom de ordem, O menino logo resmungou um “problemático” e ambos saíram para caminhar pela vila.

- Shikadai... Quem mora naquela casa. – Disse apontando para o casarão que tanto o intrigara.

- É o clã Yamanaka. – Disse o moreno dando os ombros.

- É um clã importante? – Perguntou o menino, Shikadai ergueu a sobrancelha.

- Um dos grandes de Konoha, São dominadores da mente... Faz parte do time Ino-shika-cho. – Disse então. – A trindade de Konoha... Meu pai fez parte, Hoje eu faço.

- Um dos originais? – Perguntou o menino novamente, Shikadai bocejou.

- Porque está tão interessado no clã Yamanaka? – Perguntou Shikadai, Shinki deu de ombros.

- Curiosidade. – Disse por fim, Tentando entender qual era a ligação de seu pai com aquele clã.

- Graças a Kami isso terminou. – Disse a loira jogando a prancheta de lado, Finalmente seu turno acabará, Fazia dois meses que estava em Suna, Em dois meses tudo no hospital havia mudado inclusive seus pacientes que se recuperavam com velocidade.

Amava Konoha mais não podia mentir em Suna se sentia útil, Não sendo ofuscada pela Haruno, Mais sendo realmente reconhecida... Logo não precisariam mais dela, Seus pacientes a cada dia diminuíam.

- Ino Chan. – Dizia Temari então invadindo sua sala, A mesma sequer esperou um convite e logo se sentou na cadeira a sua frente. – O que acha de jantar em casa?

- Assim do nada? – Questionei a loira, Ela sorriu de um jeito envergonhado.

- Shikamaru quer pedir permissão para me cortejar... Eu quero que esteja lá, É importante pra mim. – Dito isso a mais velha segurou sua mão por cima da mesa.

- Irei com toda certeza, Eu só quero passar no meu alojamento e tentar não parecer que passei o dia suturando feridas. – Disse então e a mesma sorriu concordando.

- Espero você as 21:00. – Dito isso piscou em direção a loira e logo saiu animadamente, Por minha vez levantei e rumei para meu alojamento, Visto que era uma ocasião formal, Vesti meu kimono vermelho, Usando sandálias tradicionais de madeira e prendendo os cabelos com o kenzashi de jade, E no obi negro que cobria a cintura o pequeno broche do clã.

A maquiagem fora algo leve, Naturalmente ressaltando apenas os olhos e os lábios, O perfume sobre a pele, Inspirei rapidamente... Temia na possibilidade de encontrar o Kazekage.

O mesmo a tentava, Em jogos de palavras, Pequenos gestos, Os beijos que lhe roubava com destreza... A loira só não entendia, Porque ele a torturava, Sabia que ela cederia se ele o fizesse... No entanto ele não o fazia, Ele a provocava, Na intenção da súplica.

Assim que chegou na mansão Sabaku fora recepcionada por um dos muitos empregados, Na sala Shikamaru se encontrava sentado, Enquanto Kankūro lhe olhava com um olhar assassino, Gaara a sua frente parecia indiferente, Ambos com um yukata tradicional preto, Enquanto Shikamaru usava um yukata cinza, Os três homens na mesa tradicional oriental com as doses de saquê a sua frente.

O ruivo bebia quase como se a bebida não possuísse efeito, Enquanto o mais velho aguardava a chegada da irmã que se encontrava se aprontando.

- Sente-se Yamanaka. – Disse o ruivo então direcionando o olhar a mesma, Ela pode ver o sorriso minimalista em sua face, O calor percorreu o corpo da loira, Recordando então o toque dos lábios do mesmo.

- Kazekage Sama... Kankūro. – Disse a loira reverenciando ambos e se sentando ao lado de Shikamaru, A loira apertou a mão do mesmo o incentivando. – Estou torcendo por você.

- Arigatou Imouto. – Disse o mesmo sorrindo cordial, Os olhos do ruivo direcionaram ao gesto de afeto de ambos, E Lembrou-se do toque suave da Yamanaka... Pigarreou.

- Vocês fazem parte do mesmo time? Se não estiver enganado.– Disse o ruivo de forma clara, Quase como se fosse uma afirmação não uma pergunta como de fato era.

- Sim, Geralmente estamos com Chouji. – Digo com entusiasmo. – Infelizmente ele não pode vir.

- Está particularmente bela hoje. – Disse então Kankūro descruzando os braços e bebendo um pouco do saquê, O mesmo abriu um sorriso ladino.

- Agradeço o galanteio, Mais não creio ter feito muito para uma ocasião tão especial. – Digo então sorrindo, O mesmo me ofereceu um copo de bebida que fora prontamente aceito.

- Está sendo modesta, É de beleza genuína. – Disse o moreno então piscando em minha direção, Sorri de forma cordial.

- Kankūro está constrangendo a pobre moça. – Disse o ruivo em um leve rosnado, Os dedos do mesmo tamborilaram sobre a mesa.

- Kazekage Sama, Não me sinto constrangida... Acho que é a primeira vez que um homem se refere a mim com tamanha delicadeza. – Digo por fim o encarando, Seus olhos verdes brilharam em desafio.

- Somos agraciados com sua beleza, Creio que jamais vi mulher com olhos tão fascinantes. – Disse o ruivo, Meu rosto queimou, Vi o olhar divertido de Kankūro direcionar a mim.

- Seus olhos são igualmente fascinantes Kazekage. – Digo então vendo sua expressão mudar, Um brilho perigoso rondou aqueles olhos fantasmagóricos.

- Creio que dirá que minha beleza é estonteante. – Disse ele em tom de escarnio, Dei um gole na bebida então sorrindo ladino.

- Estonteante, Não, Incomum talvez. – Disse então vendo um pequeno tom de malícia brincando em seus lábios.

- Talvez queira analisar de perto. – Disse o ruivo então em tom de provocação.

- Talvez o tom de convite seja a quem quer ser convidado. – Digo por fim bebendo o último gole de saquê.

- Estou pronta, Demorei? – Disse a loira mais velha entrando na sala com um kimono verde bordado em dourado, Ela se sentou ao lado de Kankūro e o mesmo Suspirou impaciente.

- Demorou até demais. – Disse o moreno, O ruivo maneou a cabeça.

- Are are Temari... É um jantar, Uma comemoração. – Disse o Ruivo, O mesmo agora olhou Shikamaru. – Gosto de você Nara, Naruto me disse que é de confiança e de boa família, Deixarei cortejar minha irmã... Mais se magoar, Ou pensar em fazer qualquer merda que seja, Eu te mato e faço questão de pendurar seu corpo nos portões de Suna.

- Não irei desapontar, Juro em nome do clã Nara. – O mesmo então direcionou uma caixa em direção a loira, A mesma abriu então vendo o leque adornado com fios dourados e o bordado de andorinhas.

- Agradeço o presente. – Disse a mesma então o tomando entre os dedos e passando delicadamente entre os entalhes. – É lindo, Aposto que tem dedo da Ino Chan aqui.

- Desta vez não... – Digo sorrindo. – Deixe me ver.

A mesma me passou o leque eu o observei com atenção, Desenhando com as pontas dos dedos sorrindo.

- As andorinhas são monogâmicas, Escolhem um parceiro pra toda a vida, As hortências o desejo de amor... O amor perfeito, Creio que o nome já diz tudo. – Disse então entregando a Temari o leque. – É um lindo presente.

- Incrível como é uma pessoa romântica Ino Chan. – Disse Temari guardando seu presente na caixa e entregando a uma das empregadas da casa para que o levasse e trouxesse o jantar.

- Romance é algo que tenho em mente que não terei... Não acho que conseguiria me entregar de corpo e alma. – Disse a loira por fim abaixando o olhar, A noite esfriava com elas conversas corriqueiras entre os demais exceto o ruivo que parecia analisar cada detalhe de sua feição.

Ela se levantou caminhando até a sacada daquela casa, Estava tarde, Os empregados haviam ido, Assim como Shikamaru e Temari que foram para o jardim na supervisão de Kankūro, O ar frio lhe tocou a face, Os cabelos então se desprendendo do kanzashi de jade, Ali escorada no guarda corpo de madeira ela admirou o céu de Suna, Sentiu seu kanzashi ser retirado e os cabelos loiros cascatearem pelas costas, Se virou encontrando então os olhos verdes que a perturbavam tanto.

- É um pecado prender um cabelo tão bonito. – Disse o mesmo lhe entregando o kanzashi de jade, Seus dedos se tocaram, E ele se escorou no guarda corpo ao seu lado.

Pode ver então aqueles cabelos ruivos dançarem pelo vento, Aquele cheiro, Ele cheirava a algo como mirra, Talvez canela... Não tinha certeza, Era quente, Torturante e amadeirado, Admirou sua feição, Perigosa, Viu então a kanji tatuada em sua testa... Amor.

“ Será que essa palavra tinha algum significado pra ele. “

- Yamanaka... Pare de me encarar. – Disse o ruivo então sem tirar os olhos do céu.

- Kazekage Sama, Sejamos justos passou a noite inteira a me encarar... Permita minha curiosidade de também fazê-lo. – Disse a loira por fim, O mesmo se virou a encarando.

- Eu gosto de admirar coisas belas Yamanaka. – Disse por fim, Os lábios antes inexpressivos agora se puxavam em um leve sorriso. – Se dissesse que não me atrai, Estaria mentindo.

- É bem direto Kazekage Sama. – Disse então a loira sem rodeios, Umedeceu os próprios lábios.

- E você estaria mentindo se dissesse que não quer o mesmo. – Disse o ruivo por fim ele se aproximou, Tocou-lhe a mão pequena, Beijando as juntas dos dedos da mesma, Ela suspirou. – Diga que não me quer Yamanaka... E eu a deixarei.

- Eu... – Ele tomou a cintura da mesma, Aproximando ambos os corpos, Sussurrou contra seu ouvido.

- Diga... – A voz de Gaara era carregada, Maliciosa, Rouca.

- Eu o quero. – Sussurrou a loira sentindo os lábios do Kazekage cobrindo os próprios lábios, Um beijo nada casto, Carregado de desejo... Não era uma provocação, Era um convite.

As luzes da casa estavam baixas, Não demorou a sentir o corpo ser erguido sem trabalho algum, Leve como uma pena, Ele a carregou pelos corredores da grande casa logo abrindo uma porta.

O quarto tinha o cheiro dele, As cortinas claras esvoaçavam com o vento que entrava no quarto, Sentiu o corpo ser posto sobre o colchão, Seu kimono começou a escorregar no corpo revelando então o ombro desnudo e um pedaço do seio.

Os cabelos loiros agora serpenteavam pelas costas, O rosto corado e a respiração desritmada, Ele abriu o obi do próprio Yukata negro, A pele dele fora revelada, Um tom acetinado um pouco queimado do sol, E uma pequena cicatriz no peitoral, Aqueles olhos a encaram bebendo de sua imagem, Os olhos verdes contra o kajal negro, E os poucos pelo ruivos bem aparados desenhando o caminho do pecado.

- Ant mthali.(você é perfeita) – Disse o ruivo acariciando o rosto da mesma a fazendo rir.

- O que significa? – Questionou a loira, Sabia da história de Suna, Eram nômades que construíram uma vila, Vieram do deserto oriental e ali permaneceram, Uns mais antigos ainda falavam o Saara antigo... Mais não esperava o próprio Kazekage lhe dizendo coisas naquela língua desconhecida.

- Você é perfeita. – Disse o ruivo, A loira fechou os olhos absorvendo aquelas palavras, E fora tomada novamente por aqueles lábios, Os braços da mesma envolveram o pescoço do ruivo então sentindo ele desatar o obi de seu kimono o abrindo, Exibindo os seios fartos agora com os bicos entumecidos.

Agora no meio das pernas da loira ele abria o traje vermelho sangue revelando o corpo da mesma coberto pela fina camada de algodão do jubon, Desnudo embaixo daquela única peça, A luz fraca da lua desenhava o corpo da mesma ela suspirou ao sentir os lábios do mesmo tocarem seu íntimo, Provocadoramente ele invadiu seu íntimo com a língua, Provando entre suas carnes, A mesma envolveu os dedos nos fios cor de carmesim, Mordendo o lábio na tentativa de conter os gemidos sôfregos, Ela se deitou sobre a cama então sentindo suas pernas nos ombros do Kazekage, torceu os lençóis entre os dedos, Sentindo ele invadir seu interior com os dedos o alargando... Ela queimava.

- Gaara... – Ela suspirou derramando-se sobre os lábios do Kage, Ele beijou suas pernas, Trilhando seu corpo até chegar em seus lábios, A tomando novamente sentindo o corpo dela entorpecido pelo próprio orgasmo.

Ele sentiu os dedos dela desatarem o nó do hakama (calça masculina do yukata), A peça deslizou os quadris finos do mesmo, Revelando então seu membro, A loira corou violentamente... Jamais pensou o que o Kazekage escondia embaixo daquelas vestes formais.

Mordeu o lábio o mesmo lhe direcionou um sorriso malicioso, Ele terminou por despir as vestes da loira, Um arrepio percorreu o corpo da loira, Calor, Quente, Tórrido... Gaara era quente, Quente como o deserto de Suna.

Ele se aproximou dela, Um andar felino, E aqueles olhos, Ele percorreu o polegar sobre os lábios da mesma vendo então ela lhe mordiscar o dedo.

Seu clã a amaldiçoaria se soubesse de tamanha desonra, Mais ali, Naquele momento... Ela não precisa de aprovações, Ela iria seguir os próprios desejos, A assim ela fez quando ela se levantou e tomou os lábios dele.

O empurrou em direção a cama logo o montando, Sentindo então o íntimo dele pulsando, Enquanto ela por sua vez sentia a crescente umidade entre as pernas, Ele enroscou os dedos entre os fios loiros a tomando novamente em um beijo.

- A desejo Yamanaka... Como jamais desejei algo em minha vida. – Disse o ruivo contra seu ouvido, A loira encarou aqueles olhos carregados de fervor.

- Já me tem Gaara. – Disse então vendo o mesmo inverter as posições e ficar sobre seu corpo, Ele se posicionou e logo a invadiu, O corpo dela retesou, Tensa demais sentindo pela primeira vez um homem, Ela suspirou sentindo o desconforto inicial e a leve queimação.

- Não me disse que era virgem... – Disse o mesmo lhe tocando o rosto com apreciação, A mesma soltou um leve sorriso.

- Não é como se fizesse diferença... – Disse a loira, O cenho do mesmo parecia sério, Logo mudando para fascinado.

- Urid 'an ‘akun, al'awal w alwahid. (Quero ser seu primeiro, E único). – Dito isso a beijou com devoção, Os movimentos foram calmos sentindo a tensão dela diminuir, Os gemidos antes contidos se tornavam cada vez mais aparentes, Assim como o quadril do mesmo que agora tomava um ritmo rápido, Ambos os corpos agora estavam em sincronia, Uma mistura de sussurros, Beijos, Toques.

O som pornográfico envolvendo todo o lugar, Assim como o vento que adentrava o quarto sem permissão tentando inutilmente abaixar a temperatura de ambos os corpos, Os fios loiros agora grudados contra a nuca enquanto os fios avermelhados de Gaara grudavam na testa, Ela envolveu as pernas ao redor do quadril do mesmo o puxando para um contato direto, Mordia o lábio tentando conter as sensações do próprio corpo... Estava entregue por instinto.

- Gaara... – Ela sussurrou seu nome torcendo os lençóis entre os dedos, A respiração descompassada e os cabelos espalhados no colchão, Não demorou a ele então chegar ao seu limite então retirando rapidamente o membro do íntimo da loira e o líquido então cobrir o alto ventre da mesma, Ele então deixou o corpo cair momentaneamente sobre o dela... Ambos os corações acelerados demais.

- Venha comigo. – Ele se levantou tomando a mão da mesma como um cavalheiro faria, Ela o recebeu também se levantando, Ele rumou com ela até o banheiro onde ela podia ver o ofurô com sais de banho, A convidou a entrar e dentro da água ela pode sentir ele lavar seu corpo, Com delicadeza, Diferente da forma firme que havia a amado... Sim... Amado.

A adoração que ele a tratou naquele momento fora algo indescritível, O constrangimento da mesma a impedia de sequer olhar aqueles olhos verdes, Mais podia se permitir sentir os toques tórridos do mesmo, Ele puxou seu queixo a fazendo encarar seus olhos.

- Por favor olhe para mim... – Assim ela o fez, O sorriso maroto brincava no canto daqueles lábios, Assim como o lampejo de desejo que transmitia aqueles olhos.

- Kazekage Sama... – Chamou a loira em um sussurro, Ele engoliu seco.

- Não sou seu Kage, Ino, Aqui sou apenas um homem. – Disse então afastando a mecha de cabelo do rosto da mesma, Vendo aqueles olhos azuis brilhantes. – Beije-me, Toque-me... Como apenas um homem.

- Gaara... – Ela disse então em um sussurro, Ali estavam, Apenas por desejo, Homem e mulher apenas... E naquele momento seu coração havia escolhido Gaara... Pelo menos era o que achava.

- Eu quero saber como ela está... – Disse então o ruivo com a pequena xícara nas mãos bebendo o chá calmamente.

- Eu quero que esqueça ela Gaara... Isso é passado. – Dizia então Shikamaru com o cigarro entre os dedos. – Eu não vou me meter nisso, Isso, Deixe disso.

- Deixar? Simplesmente não posso deixar o que nunca deixou de ser meu. – Suspirou o ruivo, Seu coração doeu, Por mais que detestasse... Shikamaru estava certo.

 “ Talvez fosse hora de deixar pra trás. “



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