História Para Sempre Clareana - Capítulo 18


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


GENTE ANTES DE TUDO...

MUUUITO OBRIGADA!!! 59 FAVORITOS ANTES DOS 20 CAP????? HAHAJNDJX\SDUIDNYNC Muito, muito obrigada mesmo! Para os novos, sejam bem vindos à família Parkeson!!! Mais 1! UM para os 60!!!! AMO VCS!


agr sim...

Oi galera, cenas talvez entediantes, até coloquei um momento [email protected]@ss pra dar uma amenizada! Espero que goxtem, o capítulo de hoje vai influenciar todos os próximos 11 capítulos, que são os últimos antes da temporada 5!!

Capítulo 18 - S04: Recomeço (Mudanças de Imediato)



Cidade do caos
Elizabeth on

Meu quarto ficava em um prédio totalmente protegido. Dentro desse prédio eram realizadas as reuniões, e nos andares subterrâneos estavam os laboratórios, onde os cientistas faziam as experiências para uma possível cura. O lugar até que era confortável, assim como meu quarto. Havia um banheiro, uma cama, um guarda-roupas e obviamente uma mesa para trabalho, e além disso, também tinha uma varanda, com sacada, e apesar de a cidade ser tida como cidade do caos, a vista era linda.

Após meu banho, demorado, devo acentuar, eu só consegui pensar em uma coisa: metas. Eu precisava de um plano, de uma meta, um objetivo enquanto estou aqui. Eu tenho um ano até ver meus amigos de novo. Um ano para consertar as coisas. Talvez, um ano para me consertar.

—Bom, vamos lá.—comentei comigo mesma, indo até a porta.—Tá na hora.

Eu abri a porta e neste instante, reparei em quantas pessoas iam e vinham por esse corredor: uma ou duas. Era um prédio vazio, sem tantos funcionários, e era exatamente isso que faltava nessa cidade. A população de pessoas normais era muito grande e o número de guardas ou de gente em funções no comando era muito baixa, baixa digo, comparado à quantia de gente lá fora, sem trabalho.

—Elizabeth?—ouvi meu nome ser chamado, então virei-me para a pessoa à alguns metros atrás de mim.—Elizabeth, estou certa?

A dona da voz era uma mulher não tão mais velha que eu, talvez estivesse na casa dos vinte anos. Ela se aproximou e me analisou, trajava uma roupa formal, como se fosse uma secretária, ou em um alto cargo burguês por aqui.

—Sim, sou eu.—respondi à altura.—E você é?

—Sou Diana, representante da área medicinal da cidade.—disse ela, estendendo sua mão para que eu apertasse, como o fiz.—Logan me pediu para chamá-la, estamos esperando você para a reunião.

Diana falou e começou a caminhar. Desconfiada e confusa, apressei o passo e comecei a segui-la, pronta para enchê-la de perguntas, já que no momento, era só ela quem eu tinha.

—Diana!—gritei seu nome, ao alcançá-la.—Desculpe mas, reunião?

—Logan não lhe explicou nada, não é?—adivinhou ela, sorrindo. Apenas dei de ombros, atenta a seus movimentos.—A cidade é um paradoxo, encontramos pessoas, testamos se são imunes e se forem, elas entram.

Diana me falou aquilo, tranquila, como se fosse algo normal para ela. Mas ouvindo aquilo me senti mal, porque isso queria dizer que pessoas que ainda não pegaram o vírus estavam sendo negligenciadas, não podia aceitar isso. E não vou.

—Não podemos deixar o vírus entrar, você entende?—perguntou ela, notando minha expressão, talvez.

—Eu tento entender.—respondi.—Enfim, que reunião é essa?

—A cidade precisa de líderes para verificar cada função no que trabalhamos, digo, em departamentos.—explicou.—Sou a chefe de departamento da área medicinal que trabalha com a cura, temos mais cinco departamentos, o da área militar, da área civil, o da área da agropecuária, para manter os alimentos da cidade.—ela foi citando, fazendo pausas, tentando deixar o mais claro possível.—A área médica geral, que são os hospitais, clínicas que atendem as pessoas, e enfim, a área tecnológica, que cuida de todo o rastreamento de câmeras, computadores...

—O hackers da cidade, que cuidam da situação online.—cortei-a, completando sua frase.

—Exatamente.

Depois que ela disse isso, respirei fundo, tentando entender melhor a situação. Acabei de chegar, estou confusa, quero ajudar essas pessoas, mas tenho muito o que aprender ainda.

—Por que a reunião justo na época em que eu cheguei?—questionei, desconfiada.

—Logan quer que você esteja a parte de toda a situação.—disse, adentrando o elevador. A porta se fechou, e Diana voltou a falar.—Sabe, Elizabeth, tudo está um caos, mas por alguma razão, Logan acha que você pode assumir o lugar dele, sabe, tomar a frente e colocar esse lugar no rumo certo.—acentuou.—Ele quis que essa reunião acontecesse com você presente para entender melhor.

Diana não falou mais nada, nem eu perguntei. Já entendi que esse lugar é como a clareira, cada área tem seu líder, é como um encarregado, e essa reunião é um conclave.

Seguimos caminho pelos corredores até chegar em frente à uma sala com uma mesa grande, redonda, e as paredes eram de vidro, então pode notar que a maioria naquela sala eram homens, Diana e eu éramos únicas naquele lugar, me senti incomodada, é como estar na clareira com a Teresa. Diana abriu a porta, e adentrou, logo tomando seu lugar na mesa, mas eu fiquei parada na porta.

—Ah, Liza!—exclamou Logan, como acolhida.—Por favor, entre e sente-se.

Logan estava sentado do lado esquerdo na ponta final da mesa, e logo ao seu lado, estava a cadeira que realmente era a ponta, o único lugar vago, o lugar do rei, do líder. Acho que eu deveria me sentar ali, mas, eu não era líder  de nada, não ainda. De qualquer forma, é só um lugar, não é mesmo?

Aqueles homens mais velhos me encararam, três deles, os mais novos entre eles, na casa dos trinta, mais ou menos, me olhavam curiosos. Já os dois que chegavam a parecer ainda mais velhos que Logan, mas não chegavam a ser idosos, fitavam-me com certo deboche. Não foi uma situação muito agradável, aliás, nada agradável.

—Ela é a garota, Logan?—perguntou um dos homens que eu citei, estava com cara de deboche.—É sério isso? A Parkeson é uma criança? Acha que alguém da idade dela possa assumir o controle das coisas e mudar algo por aqui?

Senti meu sangue ferver, Logan ia dizer algo, mas só de olhar a minha cara, acho que já deveriam ter medo. Eu estava acostumada com isso, mas eles não tinham medo, como Lawrence não demonstrava medo quando falava comigo, era... estranho

—Senhor Oliver, eu tenho certeza que...

—Como disse?—interrompi Logan, realmente assumindo o controle.—Como o senhor disse?

—Eu disse, menina...—falou ele, tentando demonstrar ser tão valente quando não parecia.—Que você é uma criança, a Parkeson, uma criança! Não é lá tudo o que ouvi falar... comparado aos nossos anos de experiência, o que você tem a oferecer?

Consegui sentir alguns engolindo em seco, eles não queriam estar nesta situação, mas parece que duvidavam de Logan, tanto quanto este homem arrogante que foi chamado de Oliver. Eu deveria gritar e me irritar, demonstrar irritação, mas se o fizesse, estaria provando ser exatamente o que ele pensava que eu era, uma criança.

—Senhor Oliver, certo?—questionei, com um mero sorriso no rosto. Ele assentiu, concordando.—Desculpe a minha petulância, mas com todos os seus preciosos anos de experiência a mais que os meus, não consegui enxergar uma se quer forma de ajudar essa cidade.

—O que está insinuando?—questionou.

—Que o senhor diz ser melhor por ser mais velho e me chama de criança, mas enquanto o senhor estava aqui a cidade ainda continua sendo chamada de cidade do caos!—exclamei.—As pessoas passam fome, estão desesperadas por mudanças, onde estão as mudanças? O que vocês têm feito, dormindo em serviço?!

Consegui ver Diana soltar um leve sorriso que cobriu com a mão, disfarçadamente. Mas eu estava louca de raiva. A cidade está caindo em ruínas enquanto eles vivem aqui no luxo, demonstram não se importar com a população.

—Você pode achar que eu não experiência alguma e que não sou capaz de liderar essa cidade, senhor Oliver.—prossegui, com a cara totalmente fechada.—E talvez tenha razão, eu nunca liderei uma cidade antes, aliás, para o senhor, quem nunca, não é mesmo? Atire a primeira pedra quem nunca foi chanceller, não é?—fiz uma pausa, deixando-os mais silenciados ainda. Eu podia sentir Logan se segurando para não rir ao meu lado.—Mas o senhor se engana em uma coisa, sim eu tenho muita experiência em comandar, porque eu já liderei exércitos do CRUEL em busca de crianças e cranks, eu já dizimei cidade atrás de cidade, e fui treinada para matar!—exclamei, furiosa.—Eu fui treinada para sobreviver e me virar em toda, e qualquer situação de risco, então não me diga que sou uma criança que vivia até ontem em um conto de fadas porque me desculpe senhores, não estamos na Disney!

Todos ficaram ainda mais calados, e eu sentia que ficaríamos assim, pelo menos até os próximos minutos, mas como eu disse, somente pensei. Logo depois de um constrangedor silêncio, Logan soltou sua gargalhada. Ele começou a rir com tudo e sem vergonha. Eu o fitava confusa, com a sobrancelha direita arqueada e a outra baixa, franzida. Quando tomou ar e fôlego, ele bateu algumas palmas na minha direção.

—Eu disse, cavalheiros.—falou ele.—Ela é a pessoa certa.

—Mesmo que essa seja sua opinião, Logan.—desta vez, outro homem falou.—A votação deve ser feita antes que ela possa tomar as decisões.

—É claro.—Logan concordou.—Mas enquanto eu estiver no comando faremos o seguinte, Elizabeth dará as ordens pelos primeiros seis meses, e então, faremos a votação.

—Como?—disse outro.—Você ficou louco?

—Ela precisa ter a chance de provar o seu valor.—retrucou o líder.—Como vamos saber se ela é a pessoa certa, se não dermos uma chance?

O silêncio naquele lugar foi incrível, inquestionável, é como se estivessem concordando com Logan naquele instante.

—Então, ainda tenho dois anos como chanceller, e a minha ordem é deixá-la no comando pelos próximos seis meses antes da próxima reunião.—ditou a ordem.—Algum questionamento?

—Sim, eu tenho.—falou Diana, levantando-se.—Vamos prosseguir com os dados, ou não?

Logan me encarou, como se me dissesse para tomar a frente. Eu não tinha certeza, mas assenti na direção de Diana, deixando-a falar primeiro.

—Nossas pesquisas não deram muito resultado.—disse ela, abrindo seu painel na parede, mostrando o quão grande eram os números identificando o vírus no ar.—Com o vírus no ar, duvido que vamos conseguir sobreviver aqui, mesmo com a maioria de toda a população imune.

Dito isso, Diana silenciou-se e tomou seu assento novamente. E conforme todos eles iam falando e citando todas as situações, cada uma com sua peculiaridade, eu ia assimilando os problemas e vendo, principalmente qual a melhor forma de lidar com isso.

—Por fim, estamos com grandes situações.—falou Logan, me encarando.—Elizabeth, qual a sua opinião?

—Ou a senhorita precisa de mais tempo para avaliação?—zombou Oliver.—Podemos remarcar a reunião, se for o caso.

—Não será necessário.—falei, me levantando e indo até o holograma na parede.—Isso pode ser projetado na mesa, não é?—referi-me ao objeto.

—Sim, mas...

Max ia se levantar para me ajudar, mas foi o tempo de ele respirar, e logo consegui mexer na máquina, trazendo sua luz para a mesa, onde eu queria lhes mostrar algo. Assim que estava pronto, abri o mapa do mundo no centro da mesa, nele, estavam as proporções do vírus, e como ia se espalhando.

—Senhores, e senhorita.—acentuei.—Essa cidade exige mudanças de imediato, a começar pela localização que é um grande problema, tudo bem, estamos nos confins do mundo, um lugar frio, porém esse lugar é muito, muito explícito.—fiz uma pausa.—Estamos cercados de terra por todos os lados, e se cranks nos encontrarem?

—Onde quer chegar?

—Quero dizer que cranks não podem nadar.—expliquei.—Seria muito mais eficaz reconstruir a cidade em outro lugar, por exemplo, na Oceania.

—Você ficou maluca?—disse Oliver.—De onde vamos tirar recursos para construir lá?

—Vamos fazer uma exterminação, capturar estes cranks e tirar de lá, ao invés de matá-los, vamos capturá-los e salvá-los!—exclamei, ofegante.—Não podemos dar as costas pra eles.

Senti que queria  vir contra a minha proposta, mas Logan havia ditado sua ordem. Eu ditava as regras agora. Pressão? Imagina, claro que não.

—Tudo bem, vamos cogitar essa possibilidade.—falou Max.—Como faremos isso?

—Vou liderar um esquadrão, vamos escanear esse lugar, ter noção de quantos podem estar lá, saímos de helicópteros e botamos eles para dormir com tranquilizantes.—suspirei.—Assim que praticamente metade deles for atingida, podemos prendê-los e tirá-los de lá, assim, em cerca de dois ou três meses aquele lugar ficará limpo.

Nada disseram a seguir. Mas eu sabia que precisaria pensar nisso direito mais pra frente, e precisaria pensar muito bem nisso. Não podia colocar a vida de pessoas em risco à toa. Não de novo, não com eles.

—Muito bem, então temos um plano para os cranks.—Logan cortou o silêncio.—Diana, acha que tem como conseguir tranquilizantes fortes?

—Sim, posso cuidar disso.

—Ótimo, mas e o muro?—questionou Mathew, responsável pela área de construção civil.—Como vou colocar pessoas pra trabalhar lá?

—Isso pode ser pensado a longo prazo, primeiro, eu cuido dos cranks, e conforme o muro for sendo construído eu vou estar lá.—falei.—E não vou deixar nada acontecer, até porque, a Oceania é grande, mas é cercada pelo mar, nada entra e nada saí além de nós.—fiz outra pausa, tomando fôlego.—Há ilhas também, vamos construir o muro primeiro nas áreas que fazem frente às ilhas.

Meu plano era simples, começar por um lugar grande onde poderíamos estar a salvo, e esse lugar, por enquanto era perfeito, porque a nossa população não era tão grande, poderíamos construir prédios e prédios e fazer de lá, como a antiga cidade do CRUEL, mas desta vez, sem CRUEL.

Ficamos a tarde toda trabalhando no início de um bom plano e em como executá-lo, eles queriam ação na cidade e é o que vão ter.

O primeiro passo para esse lugar seria encontrar voluntários, voluntários para ir até a Oceania comigo em duas semanas, eles seriam treinados e preparados para isso. A maioria dos guardas estariam comigo também, e por fim, iríamos usar praticamente todos os helicópteros.

Mas de qualquer forma, depois de um longo dia trabalhando nesse plano, eu precisava descansar, assim como eles. Tomei um bom banho, pronta para voltar a trabalhar depois de dormir algumas horinhas. Mas antes de dormir, abri as cartas, lendo-as novamente. Essas cartas são tudo o que me sobrou do Newt, tudo o que eu tenho dele. E agora, em sua honra só o que posso fazer é ajudar essas pessoas, ou pelo menos, dar o meu melhor.


Notas Finais


"Final feliz? Não estamos na Disney!" ah, mas meu coração está cheio de finais felizes para esta história!♥

Gente, estou postando esse cap ouvindo a música "Rewrite the Stars" quem aí goxta dessa música?


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