História Para sempre em meu coração. - Capítulo 16


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Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Louis Tomlinson, Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Aventura, Larry, Lgbt, Mistério, Romance, Yaoi
Visualizações 115
Palavras 2.527
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Achei esse capítulo bem gostoso de escrever, tem umas lembranças que Louis tem que me trazem certa nostalgia...Boa leitura.

Capítulo 16 - Velhas lembranças e novos sorrisos.


Fanfic / Fanfiction Para sempre em meu coração. - Capítulo 16 - Velhas lembranças e novos sorrisos.

-O que vocês acham? Perguntou Harry enquanto enchia sua taça com o vinho tinto e tomava um bom gole.

-Bom, pra ser bem sincero eu acho que eles são mesmo irmãos, quero dizer...Olhe pra eles! Disse Liam se servindo de um prato de massa e suspirando ao inalar o aroma maravilhoso do espaguete.

-Ah, eu espero sinceramente que sejam irmãos, nosso pequeno Boo merece algo bom nessa vida, afinal ele sempre desejou ter família, é o sonho dele, nunca foi segredo, e eu sinto que sim. Disse Zayn dando de ombros e roubando uma almondega do prato do namorado que riu e lhe deu um beliscão ao que ele fez uma careta engraçada.

-Mas e você Hazz? O que acha disso tudo? Perguntou Candice que havia chegado a alguns minutos e ouvia a conversa enquanto esperava para ser notada.

Harry a olhou e sorriu levemente.

-Não me entenda mal Candy, eu vi como tudo aconteceu hoje e não posso negar que foi uma surpresa e que Louis e Lottie são muito parecidos, fofos e tudo mais, porém...Louis passou por muita coisa ultimamente, temos um louco a solta, um vídeo nada legal nosso na internet, um relacionamento que ainda não começou oficialmente e bem...Estou sem saber o que fazer, entende?

Candy suspirou, ela sabia bem. Ficaram a manhã toda na casa de Liam, conversando ou melhor, ouvindo Louis e Lottie conversarem, eles se entenderam tão bem que era insano, mesmo agora, horas depois, no jantar e já no apartamento de Harry os dois não se desgrudavam, mas ela tinha medo e se após visitar o orfanato tudo for um engano? Como sua namorada reagiria? E seu melhor amigo?

-Olhe, eu sei que está preocupado e eu entendo, todos aqui se preocupam, mas precisamos ajuda-los, acho que eles precisam do exame de DNA e farei ela aceitar a ideia de fazer, mas quero que eles possam ir até o orfanato, ter mais informações e tudo que precisam, eles precisam disso entende? Conhecer sua história, ter uma ideia do porque foram abandonados e tudo mais.

Os três homens concordaram, tinha que ser assim.

Voltaram a mesa na sala de jantar do amplo apartamento e colocaram os pratos, massas e algumas saladas, suco de laranja porque era o favorito de Lottie, suco de uva porque era o favorito de Louis e vinho tinto para os outros.

Louis sorria a todo momento, sentando ao lado de Lottie que era também somente sorrisos, foi no meio do jantar que Harry resolveu se manifestar.

-Bom, hoje tivemos um dia de revelações e eu quero ajudar a desvendar esse mistério, se me permitirem...Abaixo de nós eu tenho três andares de um complexo de laboratórios, lá eu posso fazer um exame de DNA com uma precisão invejável e ter o resultado em poucos dias.

Louis olhou para sua irmã e ela retribuiu o olhar.

-Mas eu acho que é importante que descubram mais sobre o passado de vocês, eu proponho que façam o exame e depois todos nós podemos ir ao orfanato onde Louis viveu, se existe algo a ser descoberto lá nós descobriremos.

Louis sorriu e concordou, seu coração pulou de alegria ao ouvir isso e Lottie concordou plenamente, ela se sentia bem ali, com todos eles, era como se fossem amigos de longa data e era muito bom, confiava em Harry também, mesmo sem conhece-lo bem, podia ser algo em seus olhos ou o amor que ela via nascendo dele para com seu irmão. E só em pensar na palavra irmão a enchia de alegria, porque mesmo que tenha sido criada com Niall e seus pais, ainda sentia falta de algo e agora ela sabia que era de Louis que sempre sentiu saudades.

-Obrigada Hazz. Disse Lottie emocionada.

Todos estavam curiosos, esperançosos e de certo modo felizes, talvez por isso a comida estava ainda mais saborosa e a conversa animada, os sorrisos fáceis e o ambiente caloroso.

Já passava das duas da manhã quando o sono veio, Liam e Zayn foram embora, um motorista de Harry os levou, porque ambos beberam muito e seria imprudente dirigir assim, Candy e Lottie ficaram com o quarto de hóspedes e Louis seguiu Harry até o quarto enorme dele.

Louis não tinha entrado ali desde de o ocorrido e assim que colocou os pés lá suspirou assustado, olhando em volta como se fosse possível que um monstro estivesse escondido nos cantos.

-Boo? Tudo bem?

Louis suspirou e caminhou até Harry parando em sua frente e olhando para o chão sem graça.

-Não parece verdade que aquilo aconteceu aqui, e eu não consigo associar o homem que arrancava minhas roupas a você, mas sei que foi você e mesmo que eu não te culpe tenho medo deste quarto. Disse baixinho.

-Certo...Olhe, é o mesmo quarto, mas está bem diferente, olhe em volta por um momento.

Louis então levantou os olhos e deu uma olhadinha em volta, ficou surpreso, era como estar em outro lugar, nada era igual ao que ele lembrava. As paredes estavam recém pintadas em um tom suave de azul, uma cama grande estava posicionada perto de uma janela ampla que ele não lembrava de ter visto quando esteve ali, não havia um único móvel igual ao que ele lembrava, tudo era novo, diferente.

-Mandei reformar tudo, troquei as janelas duplas por uma única janela grande, bem ampla, do lado oposto as outras, troquei todos os móveis, mandei pintar, trocar o piso, não sobrou nada do antigo quarto. Espero que assim não se sinta assustado aqui.

-Como? Quando?

-Bom, eu tenho uma equipe muito grande, e eu dormi no sofá esses dias todos, eles reformavam a noite.

-Não ouvi nada...Como pode?

-Essas paredes são resistentes e fortes, não é como os apartamentos comuns de paredes finas, todo o prédio é assim.

-Uau!! Disse Louis sorrindo, tinha funcionado, ele não se sentia mal ali, era como um outro quarto, leve, suave e bonito.

-Gostei muito da cor das paredes.

-Eu passei a amar a cor azul depois que percebi o azul dos seus olhos...

Louis corou e se aproximou de novo de Harry.

-Hazz...Sobre ontem...

-O beijo? Perguntou Harry se aproximando ainda mais e tocando na cintura do menor o puxando para junto dele.

-Os beijos...Respondeu Louis sorrindo envergonhado.

-Ahh sim, os beijos...O que tem eles?

-Acha que podemos fazer de novo? Perguntou Louis enrolando os dedinhos na camisa do mais alto.

-Hum...Acha que devemos?

Louis corou muito ao ouvir isso, mas colou seu corpo pequeno ao corpo maior, mesmo sabendo que assim o seu coração que saltava nervoso no peito iria ser ouvido.

-E-eu gostaria muito...Respondeu quase num sussurro.

Harry já estava quase tendo um ataque com o que sentia ali, era uma mistura de ternura, paixão e doçura que era impossível de descrever, para ele Louis era um anjo sem asas, e ele o queria ali, em seus braços para sempre.

O beijo foi lento, leve, sentido no corpo e na alma, impregnado em sentimentos tão palpáveis como os móveis ao seu redor, era como estar vivenciando um filme em câmera lenta, mas sentindo tudo em versão intensa, acelerada, os corpos reagindo loucamente a eles, a sensação de desejo forte na pele, queimando e se alastrando sem controle algum de nenhum dos dois.

Louis podia jurar que derretia nos braços do homem forte que o abraçava, o cheiro dele se infiltrando em sua pele, em suas roupas e em seu cabelo, sua boca a buscar a dele, faminta, sedenta de mais e mais.

E Harry podia jurar que ele nunca sentiu nada nem mesmo parecido com o que sentia agora e nem sabia classificar isso, pois era a coisa mais perfeita do mundo em sua opinião, os lábios dele nos seus eram doces, macios e frágeis, seu encaixe era perfeito e havia todo aquele maravilhoso corpo trêmulo e perfumado que se entregava num abraço languido, cúmplice, solto.

E mesmo sem perceber as mãos pequenas se infiltraram nos cachos macios, enrolando-se neles com tenacidade, se emaranhando nos fios enquanto as mãos maiores desciam pela cintura adentrando a camiseta longa e sentindo a textura da pele macia na ponta dos dedos, dedilhando sem colocar força alguma, como se tocasse uma boneca de porcelana, cara, única, preciosa demais.

Havia em Harry ainda o firme propósito de não ir rápido demais, mesmo que seu corpo todo exigisse por mais, mesmo que a pele agora exposta na região da cintura fosse adorável e ele desejasse muito retirar a camiseta e traçar beijos molhados na região do peito, dos mamilos, da barriguinha e da linha abaixo, onde ele podia encontrar a virilha e toca-lo, fazendo ele gemer seu nome...

Harry cessou o beijo ainda ofegante, lutando consigo de modo intenso e beijou todo o rosto de Louis, selando somente de leve sua pequena boquinha vermelha para finalizar o ato.

-Lindo Louis...Disse retirando os cabelos de seu rosto ofegante.

-E-eu acho que fiquei com calor. Disse Louis timidamente.

Harry riu e o abraçou suavemente.

-Entendo perfeitamente, que tal assim? Vá tomar um banho bem gostoso que eu procuro roupas para você, depois podemos dormir juntos, abraçados, e teremos bons sonhos.

-Tá bom Hazz...Você jura que me abraça?

-Sim, eu juro.

Louis caminhou até o banheiro e Harry não pode deixar de olhar o modo como ele andava, languidamente, sua bela bunda redonda realçada na calça vermelha que ele usava, a camiseta ainda levemente solta onde seus dedos o tocaram...A maravilhosa pele cremosa da cintura fina e perfeita e isso fez o homem suspirar tenso.

-Oh deuses! Disse Harry rindo e indo buscar as roupas, ele errou feio antes e agora queria ser correto, ir devagar e conquista-lo de verdade.

Quando Louis voltou não viu Harry, mas imaginou que ele havia ido tomar seu banho em um dos outros banheiros do apartamento, deitou-se na cama um pouco receoso, não gostava do escuro e agora o quarto parecia mais escuro, as luzes foram apagadas e deram lugar a dois abajures de canto que deixavam sombras brincando na imaginação fértil de Louis...Lembranças o assaltaram em poucos minutos.

"No orfanato as crianças eram divididas em dois quartos muito grandes, com camas dos dois lados do quarto, uma cama e uma mala onde os pertences dessas pobres crianças ficavam guardados, um quarto era dos meninos e outro das meninas, vinte e nove crianças habitavam os corredores frios do local, onde o vento encanado entrava pelas frestas gastas pelo tempo e gelava os ossos de quem andasse por ali de noite ou de dia, as velha madeiras rangiam assombrosamente e estalavam como ossos velhos e cansados, não havia alegria num lugar desses, havia um teto, comida e algumas roupas, mas não alegria.

Louis ainda podia sentir o medo em suas veias ao observar as sombras fantasmagóricas que as duas lampadas dos abajures velhos faziam nas paredes do quarto, lá fora ouvia o som do vento cantando melancólico nos galhos das árvores secas e esse mesmos galhos arranhavam as janelas sujas de fuligem como unhas finas e amarelas, iguais as que ele podia imaginar que os fantasmas tinham, se é que esses seres tinham unhas.

Nas noites longas de inverno sem nenhum fogo crepitando para aquecer as crianças, alguns pequenos se levantavam com os pés e mãos gelados e iam se deitar ao lado de outros para se aquecer e não bater os dentes madrugada a fora, mas Louis nunca tinha ninguém, sua amiga não podia dormir ali com ele, ela havia sido adotada e nenhuma das outras crianças se importava muito com ele, e ninguém queria pegar o que ele tinha.

Louis suspirou ao lembrar do que os meninos diziam que ele tinha e seus olhos mesmo no presente se encheram de lágrimas pelo passado...Já nem lembrava quem foi que fez isso, mas com certeza um dos meninos mais velhos, o fato é que a notícia de que ele era contagioso e que se alguém andasse com ele nunca seria adotado pegou, os meninos diziam maldosamente que Louis estava ali a tanto tempo que ele era amaldiçoado e que por isso quem fosse seu amigo também seria. Ninguém mais se lembrava de que Candice era sua amiga e mesmo assim foi adotada, mas isso não era importante.

Mesmo assim Louis não tinha raiva dos outros, ele apenas tinha mágoa, e nas noites mais frias vestia seu fino pijama, duas meias e o seu casaco e suportava o frio enrolado em sua coberta, porém dormia pouco e os sons e sombras o apavoravam até bem perto do amanhecer quando enfim o sono o vencia, eram noite longas, assustadoras e frias, com os dedos longos do medo tocando a pele suave de seu corpo.

Essas eram lembranças que ele não conseguia esquecer, mesmo que tenha tido muito dias de sol depois disso..."

Harry estava parado olhando para o menor que chorava sentido e baixinho, encolhido na cama como um pequeno gatinho assustado, a coberta enrolada em seu corpo como quando era bem pequeno, os olhos abertos olhando as sombras na parede.

-Louis?

O som da voz de Harry o fez dar um pequeno pulo e ele sorriu enxugando as lágrimas que nem havia percebido que caíam.

-Desculpe...Foi só uma lembrança da minha infância. Respondeu percebendo o quanto se deixou levar, somente movido por sua imaginação e pelas sombras na parede.

-Lembranças ruins pelo que percebi, quer me contar?

Louis suspirou, o que o homem acharia disso? 

-Pode me contar se quiser, tenho um amigo que me diz que quando compartilhamos nossos problemas achamos um jeito de resolve-los.

Louis estava inseguro, mas...

-Bom, são lembranças do orfanato, eu tinha medo do escuro, sei que é besteira e coisa de criança, mas era muito intenso na época,e eu tinha medo de tudo lá, do local velho, dos sons da casa, do vento, dos galhos secos batendo nas janelas...Dos meninos que diziam que eu era contagioso...

Harry já estava ao seu lado na cama, e acariciava seus lindos cabelos castanhos enquanto o ninava.

-Porque eles diziam que você era contagioso?

-Ahh, eu nunca era adotado, nem mesmo cogitavam a possibilidade e assim fiquei com essa fama de azarado ou doente ou sei lá, os meninos achavam que se fossem meus amigos eu poderia passar meu azar pra eles. Disse Louis dando de ombros.

-Que maldade Boo...

Louis concordou.

-M-mas eu tive Candice e alguns corajosos amigos temporários, claro que todos iam embora mais cedo ou mais tarde e eu sempre ficava, talvez no fundo os meninos tivessem alguma razão, nunca fui adotado.

Harry o puxou para seu peito e o ninou suavemente, ele nem mesmo podia dizer algo, pois ele mesmo não entendia como alguém tão belo como Louis, com esses lindos olhos azuis tenha sido deixado num orfanato e nunca ser adotado, era absurdo!

-Isso já passou meu pequeno...Eu estou aqui agora e prometo cuidar de você.

Louis sorriu se sentindo amparado e protegido e as sombras não era mais assustadoras, a escuridão não o amedrontava e ele notou que nunca teve medo do escuro, mas sim medo de estar sozinho no escuro.

O sorriso que sentiu se formar em seus lábios era novo, e ele tinha certeza que o teria muitas vezes mais de agora em diante, pois não estava mais sozinho. 


Notas Finais


Quem nunca teve medo de estar sozinho no escuro? Beijos Akirasam.


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