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História Para Sempre Eu e Você - ONE SHOT - Capítulo 1


Escrita por: aboutswen

Notas do Autor


Gente, essa One Shot me veio quase como um sopro. Escrever ela foi uma das coisas mais sublimes que já fiz, de verdade. Faz tempo que não tenho uma inspiração tão forte, e tudo isso saiu aqui, nessa história.

Eu realmente espero que vocês apreciem. Vejo todos no final.

Capítulo 1 - "Agora vejo em partes, mas então veremos face-a-face"


Os gritos comemorativos indicavam que, sim, finalmente a década de 1910 estava chegando ao fim. Não precisava de muito para saber que o relógio marcava meia noite e trazia com ele a nova década, a nova esperança de progresso e o fim de uma época atormentada por uma grande guerra que havia devastado parte da Europa. Não que uma grande guerra fosse pouco, óbvio que não era, mas, naquela década também houve o enfrentamento de uma pandemia devastadora: a gripe espanhola havia dizimado 500 milhões de pessoa, aproximadamente um quarto da população mundial na época.

Sim, definitivamente haviam motivos para que o fim da década fosse comemorado. Bem, quase todos haviam motivos, menos a jovem Regina Mills. Sentada em uma cadeira de madeira revestida com um assento de veludo vermelho, a jovem morena de cabelos milimetricamente aparados acima do ombro analisava cada abraço falso que era dado naquele salão. Ela sabia da hipocrisia contida em cada fala, cada sorriso, cada movimento dado pela alta sociedade brasileira. Revirou os olhos de forma tão intensa que, se pudesse, enxergaria o próprio cérebro.

Parece uma besteira, pelo menos era o que pensava maioria dos presentes ali, uma jovem bonita, estudada, rica, bem cortejada e, ainda assim, tão amargurada com a vida. Um dos amigos de seu pai já havia dito a ela para que se divertisse um pouco, mas, como poderia? Como poderia levantar-se, dançar até os pés doerem, comer mais do que seu estômago pedia e, ainda assim, deitar-se mais tarde em sua cama de dossel sabendo que não podia estar com o amor de sua vida?

Seus pensamentos passeavam por todos os lugares e sempre, sempre, se demorava quando lembrava dos olhos esverdeados de encontro aos seus castanhos. Emma Swan era o nome dela. Longos cabelos loiros, descendência italiana, e um sorriso de tirar o fôlego de qualquer pessoa que a encarasse por alguns segundos – pelo menos é assim que Regina Mills a definiria. Emma era, sem sombra de dúvidas, a mulher mais bonita que já havia visto na vida inteira.

Dentre 84 corajosas mulheres que haviam se unido a Leolinda Daltro em novembro de 1917 numa marcha a favor do voto feminino, estavam as jovens Regina e Emma. Feministas, livres, progressistas e intensas até o último fio de cabelo, ambas se esbarraram por conta de amigas em comum e nunca mais se desgrudaram. Gritavam palavras de ordem juntas, discutiam sobre o papel da mulher na sociedade e torciam por um futuro melhor – no qual as pessoas não fossem subjugadas pela genitália que carregavam entre as pernas.

Pouco foi o tempo que levou para que se apaixonassem, essa é a verdade. Regina, desde que colocou os olhos naquela mulher, soube que a queria em sua vida – e em sua cama. Já Emma, por seu lado, ficou intrigada com a jovem aristocrata que havia se juntado a um grupo de mulheres que, de fato, eram afetadas pela falta de direitos. A loira era feminista e por consequência tinha uma sororidade aflorada, mas sabia que o feminismo abrangia mais a umas do que a outras. Sempre soube disso e, por saber, tinha completa noção de que uma mulher como Regina não precisava estar ali acompanhando-as numa marcha em busca de direitos iguais.

O primeiro contato foi de estranheza, muito mais por parte de Emma do que de Regina. A italiana poderia reconhecer de longe a presença autoritária imposta pela morena, o que só podia indicar uma coisa: riqueza. Tudo isso foi confirmado ao ouvir o sobrenome Mills, sobrenome de um político renomado no Rio de Janeiro, político esse que, inclusive, era um defensor ferrenho da moral e dos bons costumes e fazia de tudo para declarar seu desgosto em relação às mulheres desviadas da família que – pasmem – ousavam lutar por direitos iguais.

- A princesa está lutando pelo quê? Já não possui privilégios o suficiente vindos do Catete? – zombou.

Regina respirou fundo. O que aquela mulher tinha de linda, tinha de arredia, pensou.

- Para sua informação, senhorita...

- Swan. – a loira respondeu, ao perceber que Regina queria saber como chamá- la.

- Pronto, para a sua informação, senhorita Swan, não é por vir de família rica que eu desejo viver sob as asas de meu pai, tampouco sob as asas de algum marido. – Respondeu. – Posso muito bem ter dinheiro e, ainda assim, querer lutar por direitos iguais.

Emma revirou os olhos e as amigas em comum que possuíam as olharam, já imaginando que coisa boa não sairia dali. Ambas eram conhecidas pelo gênio forte, pela necessidade de sempre se reafirmarem e ter a última palavra, e não seria naquele momento que baixariam a cabeça uma para a outra. É fácil se perguntar, o que pessoas de mundos tão distintos faziam tendo amigas em comum? Não se sabe ao certo, mas, aparentemente, Regina Mills era figurinha cativa em rodas de discussão sobre feminismo e estava sempre nas bibliotecas ou nos encontros às escondidas. A princesa, como havia intitulado Emma, era uma grande progressista e vivia às turras com o pai por causa disso. Não tolerava ser subjugada por gênero. Não tolerava ser subjugada por nada.

Mesmo sendo uma combinação de fogo e gasolina, a partir daquela breve discussão uma amizade nasceu. A descendente de italianos mostrava a vida real para a jovem burguesa, e a jovem burguesa aprendia embasbacada com cada ideal que a descendente de italianos tinha para compartilhar. Mesmo a querendo insistentemente em sua cama, demorou um tempo para que a morena realmente a possuísse. Primeiro veio a amizade, os ensinamentos, as rodas de discussão quase sempre feitas às escondidas. Depois vieram os livros trocados sempre com uma mensagem escondida, os toques prolongados além do necessário, os olhos fechados ao se abraçarem num cumprimento. Por fim os olhares que entregavam as duas.

Todo mundo ao redor de Emma e Regina sabia que elas se amavam, menos as duas. Para Regina, era puramente sexual. Assim que dormisse com a loira, todo aquele frio no baixo ventre passaria e ficaria apenas a amizade. Já para Emma, a amizade construída vigorava acima de tudo, afinal, a morena era progressista mas não sabia se era a ponto de amar outra mulher. Aquilo, mesmo entre elas, era um tabu muito grande. E também nem havia como não ser, na verdade. Manter relações entre pessoas do mesmo gênero era considerado crime e, até mesmo a menção de algo assim, poderia assustar a mais feminista das mulheres.

Naquela tarde todas as meninas já haviam ido embora de mais uma reunião e as duas se encontravam sozinhas. Emma recolhia os livros espalhados na pequena mesa de centro e Regina encarava a cena com brilho nos olhos, admirada com a inteligência demonstrada pela amiga durante aquela tarde. Outro dia, outros conhecimentos compartilhados por Swan, Regina pensou.

- Princesa... – A loira chamou pelo apelido dado algum tempo antes. – Me ajuda a guardar esses livros no armário, por favor.


Regina levantou da cadeira em que estava sentada e arrumou o vestido, tirando os pequenos amassados causados pela posição que se encontrava. Ela pegou alguns livros da mesa de centro e se dirigiu para o armário de madeira apontado pela amiga, que já estava abaixada colocando-os de forma organizada e até um pouco escondida. Todos sabiam que as progressistas se encontravam ali, mas, ainda assim, era tudo feito de forma extremamente discreta para não levantar mais ódio do que já levantavam.

- Sabe, eu não sou princesa. – Fez um pequeno bico enquanto esperava a amiga dar espaço para que ela colocasse os livros também.

- Esse apelido te ofende, princesa? – Emma provocou, recostada na parede de frente para o armário. – scusa, principessa.

- Não precisa gastar seu italiano comigo, senhorita Swan. – Regina retrucou, tendo guardado os livros e se recostado no armário. Seu olhar encarou o da loira por alguns minutos e não houve vontade de desvio da parte de nenhuma delas. A verdade era que ambas gostavam de se perder nos olhares, verde vs. Castanho, loira vs. Morena, princesa vs. Plebe. – Emma... você já beijou uma mulher?

Regina, que sempre sustentava um ar firme e incisivo perguntou vacilante. A voz saiu quase num fio, num sussurro, como se a pergunta queimasse ao sair de sua garganta e a resposta pudesse queimar ao adentrar seus ouvidos. Já Emma se empertigou contra a parede e sorriu lascivamente com a pergunta, tornando a resposta óbvia para a morena a sua frente. Ainda assim, sentiu que precisava externar com palavras e começou a falar.

- Sim, mas... – Tentou se explicar. Gostava da amiga até mais do que deveria gostar, mas sabia que certos segredos precisavam ser guardados.

- Você gostaria de me beijar? – A morena interrompeu, questionando-a com um certo brilho no olhar. Aquela pergunta morava em sua mente desde que havia conhecido a loira, ela queria provar dos lábios mais finos e mais rosados que os seus e só havia um modo de conseguir aquilo: pedindo.

Emma Swan ouviu a pergunta como quem ouve música. Se deleitou com aquelas palavras saídas da boca da morena e, não demorou muito para que se deleitasse com os lábios mais fartos da mulher a sua frente. A descendente de italianos se aproximou da mulher a sua frente e constatou pela primeira vez que a morena era alguns centímetros mais baixa do que si. Suas mãos correram para a cintura de Regina, repousando diretamente na faixa que apertava o seu vestido de verão levemente azulado.

A morena mantinha os lábios entreabertos, apenas esperando para que os da loira finalmente encerrassem a distância entre elas, e foi o que Emma fez. Primeiro depositou um beijo leve, quase um roçar de bocas, se conhecendo, se provocando, entendendo a textura e forma uma da outra. Regina foi a primeira a ansiar por mais, passou seus braços pelo pescoço de Emma e a puxou pela nuca para um beijo mais aprofundado, mais molhado e mais desejoso. Sua língua serpenteou para dentro da boca da outra mulher e ela soltou um baixo gemido em aprovação quando sentiu a leve chupada que Emma deu ali.

Para Regina, era como se fogos de artifício explodissem por toda a baía de Guanabara. O beijo de Emma era intenso, ao mesmo tempo que suave, era molhado, gostoso, mas não a ponto de se tornar babado e nojento – como os beijos que já havia trocado com alguns meninos anos antes. Emma sabia exatamente a dosagem certa entre uma leve mordida no seu lábio inferior e uma chupada em sua língua. Seu baixo ventre instantaneamente se contraiu com o pensamento do que Emma poderia fazer se colocasse a boca em outros lugares do seu corpo e ela apertou as pernas uma contra a outra, já sentindo a roupa íntima ficar molhada com uma simples imaginação.

Quando o ar se fez necessário, ambas cessaram o beijo e se encararam por alguns segundos, antes de darem uma risada gostosa capaz de curar o mais amargurado dos corações. Era aquilo, elas sabiam. Era aquilo que as então amigas vinham ansiando por um tempo e tinham tanto medo de externar. Era desejo, era vontade, era a curiosidade de terem lábios tão convidativos pressionados contra os seus. Eram diversos sentimentos, resumidos apenas numa risada compartilhada entre duas mulheres que se gostavam. Que se amavam, até, mas ainda não sabiam disso.

E assim, entre beijos escondidos, olhares furtivos e palavras trocadas entre um ou outro passeio no parque, Regina Mills se viu apaixonada por Emma Swan. Se viu apaixonada pelas covinhas que vez ou outra apareciam em seu sorriso. Se viu apaixonada pelos olhos verdes e brilhantes. Se viu apaixonada pelos cabelos loiros quase nunca cobertos por um chapéu, enquanto os seus cabelos negros sempre possuíam um chapéu para adorná-los. Eram tantas as coisas que as tornavam diferentes, e cada diferença as aproximava cada vez mais.

Emma trabalhava como professora para crianças, vinha de uma família de classe média, donos de um pequeno restaurante de massas. Italianos sendo italianos, sempre pensava. Aquele era um mundo diferente para Regina e ambas sabiam disso. Enquanto a morena passava parte do seu dia entre livros e passeios no jardim, a loira trabalhava para ganhar poucos vinténs e ajudar dentro de casa. Regina, sabendo que a amada era fluente em italiano, já havia se oferecido para contratar os serviços da amada como professora do idioma – assim poderiam passar mais tempo juntas, e, de quebra, ela ainda poderia compartilhar de algo em comum, mas teve a oferta educadamente recusada por Emma, que achava injusto “se aproveitar”, em suas palavras, do dinheiro da família de Regina.

- Como se você não fosse estar me prestando um serviço. – A morena retrucou, recebendo apenas o silêncio como resposta.

Regina queria passar mais tempo com a loira, queria poder cheirar seus cabelos e perder seus dedos entre os cachos. Quase um mês havia se passado desde aquele beijo e ela queria mais. Queria poder saber o que era tocar Emma de forma mais íntima, queria poder tornar-se completamente de Emma e também queria tornar Emma sua. Os beijos não estavam conseguindo suprir o seu desejo e sentia que também não supriam o desejo da professora, que estava a cada dia mais ousada com as mãos e investidas.

A princesa estava decidida. Elas teriam o momento delas juntas, mas simplesmente não havia como. Sua casa vivia cheia e ela não teria como colocar Emma lá dentro sem que alguém percebesse. Ir para um hotel, apenas as duas, seria de uma estranheza descomunal – além de ficar feio para uma dama da alta sociedade. A casa de Emma era em cima do restaurante, a loira morava com os pais e o local era quase sempre tomado por parentes e amigos. A comunidade italiana sabia ser calorosa como nenhuma outra.

Depois de mobilizar uma força-tarefa, pediu ajuda à única amiga que sabia que poderia contar. Zelena era uma ruivinha invocada, mas nunca havia deixado Regina na mão. A amiga morava sozinha num apartamento para moças no centro da cidade, havia se mudado para lá no intuito de seguir carreira como telefonista e estava trabalhando muito para isso. Como passaria o dia inteiro na rua, trabalhando, gentilmente cedeu seu apartamento para que Regina e Emma pudessem se amar pelo tempo que quisessem – contanto que fossem embora antes das quatro da tarde, tanto para evitar falatório como, também, para evitar que Zelena visse algo que não queria ver. A imagem da amiga dela possuindo sexualmente outra mulher ficaria grudada em sua mente, e isso era tudo que ela menos queria.

Naquele dia, Emma não trabalharia e encontraria com Regina já no apartamento. Ambas esperavam ansiosas por aquele momento e, como a ansiosa que era, a morena havia chegado no apartamento assim que a amiga havia liberado, apenas para arrumar o local de forma a torná-lo o mais aconchegante possível. O apartamento era pequeno, possuía um quarto simples, com uma cama recostada na parede, uma pequena janela com vista para a rua e um guarda-roupas para pessoa solteira. A janela logo foi fechada e coberta com uma cortina, para que ninguém visse o que se passaria dentro daquele quarto.

Regina estava sentada na cama quando ouviu as leves batidas na porta. Seu coração acelerou em antecipação, sabendo quem era a dona daquelas batidas.

- Emma! – Exclamou com um sorriso no rosto ao abrir a porta. A loira sorriu de volta e entrou rapidamente, para não ser vista no corredor. – Você está... uau.

Emma usava um vestido amarelo de corte reto, moda que estava extremamente vigente na época. O amarelo do vestido contrastava belamente com seu tom de pele e tom de cabelo, deixando-a próximo de parecer com um raio de sol. Sinceramente, para Regina, era isso que Emma era: um raio de sol. Um raio de sol tirando-a de toda escuridão que se encontrava antes de conhecê-la.

- Você também está linda, principessa. – Usou de seu italiano. Sabia que a morena se derretia quando ela se comunicava naquela língua. – Eu estou muito feliz que estamos aqui hoje. Tudo que eu mais tenho tido vontade nesses últimos dias é de me tornar sua, completamente sua.

Aquelas palavras atingiram Regina em cheio. Parte de si queria paixão, queria fazer amor, outra parte queria possuir cada pedaço de Emma Swan, tomar cada curva do corpo da outra para si e fazê-la gemer alto. Regina soltou uma risada leve e colocou as mãos uma de cada lado do rosto da italiana, puxando-a para si e a beijando a de forma leve.

Emma aprofundou o beijo, seguindo com a morena até a cama. Gentilmente, como quem sabe exatamente o que está fazendo, deitou corpo por cima dela ainda beijando-a, porém com o cuidado de não a amassar com o seu peso. Todo aquele momento estava sendo conduzido por Emma Swan e, sinceramente, Regina estava adorando. Ela gostava quando Emma a tomava com seus braços fortes – fortalecidos de tanto bater massas no restaurante de seus pais.

Suas mãos correram pelo abdome de Regina, descendo por suas pernas e parando na barra do vestido rosa que ela usava. Palavras não eram necessárias naquele momento, até porque ambas sabiam onde aquilo iria acabar e ambas queriam, ansiavam, desejavam por aquele momento. As mãos corriam pelo corpo uma da outra, como se quisessem desbravar cada pedacinho do corpo da mulher que estavam amando.


Sem retirar o vestido, e sem parar de beijar Regina, a italiana colocou suas mãos na intimidade da outra, massageando, em movimentos circulares, o seu ponto de prazer. A morena arqueou a boca num perfeito “o”, deixando escapar um gemido quase gutural. Seus quadris se movimentaram para frente, buscando mais daquele contato toturantemente delicioso. Sua boca, que antes estava colada na de Emma, agora estava em seu pescoço, distribuindo chupadas por ali e fazendo a loira gemer em aprovação.

Seus olhos se mantinham fechados o tempo todo. As sensações causadas ali dificilmente sairiam da mente e do corpo das duas jovens que exploravam o corpo uma da outra. O contato estava bom, mas Regina queria mais. Num movimento rápido, ela buscou o fecho do vestido de Emma, ansiando para tirá-lo. A princesa, como era chamada pela sua amada, soltou um gemido de desaprovação quando Emma tirou suas mãos para facilitar a remoção da peça de roupa. A loira se sentou no ventre de Regina, admirando a mulher deitada por baixo dela com os cabelos esparramados na cama e com uma respiração ofegante.

– Você é tão linda. – Disse Emma, e era realmente aquilo que ela pensava. Regina era linda. Linda de rosto, de sorriso, de olhar e de alma. Puxando Regina com delicadeza pela mão, rapidamente ela conseguiu ajudá-la a tirar o vestido que tanto a impedia de ter um contato pele com pele. Os seios perfeitamente empinados com os bicos enrijecidos denunciavam toda a sua excitação no momento.

Não havia tempo nem receio para muitos processos, então Regina foi surpreendida com a boca de Emma em seu mamilo direito, enquanto a mão massageava o esquerdo. Ela gemeu e me retorceu por baixo da outra mulher, que se deliciava com meu prazer. A loira gostava daquilo, gostava de dominar e queria provar cada pedacinho da pele de Regina Mills. Não demorou muito e logo inverteu, sua boca mordiscava o seio esquerdo e sua mão massageava o direito, causando algo dolorosamente prazeroso.

O desejo era tanto que Regina, pela primeira vez em sua vida, podia sentir o aperto em seu ventre anunciando o orgasmo que estava por vir.

– Emma... – Suspirou, entre dentes. – Eu vou gozar.

– Agora não, querida. – Ela parou bruscamente e trilhou beijos pela barriga da morena, que já sabia onde aquilo iria parar. Regina se ajeitou melhor na cama para observar o seu trabalho, que agora consistia em descer lentamente a calcinha que usava pelas suas pernas.

Assim que a calcinha cai no chão, Emma subiu com a trilha de beijos, começando pela sua coxa. Se demorou um pouco na virilha de Regina e a morena, louca de tesão, ansiou para que ela alcançasse o seu sexo, já encharcado naquele momento. Emma, usando os dedos, abriu os lábios de Regina, dando uma leve sugada em seu clitóris. Hora ela lambe, hora ela chupa, ora seus dedos hábeis brincam com o nervo. E Regina? A burguesa gemia, se contorcia e empurrava a cabeça da amada para que ela fosse mais fundo.

Sentindo os tremores característicos do orgasmo e dessa vez não me segurando, Regina gozou em sua boca e chamou pelo nome de Emma ao atingir o ápice. A loira lambeu mais uma vez, limpando os sulcos expelidos pelo prazer proporcionado e subindo para beijar sua princesa. Emma não pôde deixar de sorrir ao sentir o gosto em sua boca, Regina definitivamente era deliciosa em todos os aspectos e sentidos possíveis para a palavra.

Rapidamente a morena inverteu as posições, ficando por cima da italiana.

– Você é linda, Emma. – Disse, arrancando um sorriso da mulher embaixo de si. Se inclinou e beijou-a com paixão. – Eu amo os seus lábios. – Voltou a beijá-la para logo depois descer para seu pescoço. – Eu amo sua pele. – Não se demorou ali e correu os lábios pelo seu colo, até chegar em seus seios, cobertos pelo sutiã. A loira fez um movimento de abdominal, de forma que ela ficou sentada com Regina em seu colo. Com maestria e habilidade, a morena abriu o fecho do sutiã e deixou seus peitos expostos. Empurrando sua loira de volta para o colchão e beijando cada um de seus seios, Regina sentiu que poderia passar a sua vida inteira dentro daquele instante. - Eu amo seus seios. – Descendo para o seu objetivo, a intimidade molhada da loira, Regina tirou a calcinha da amada e abriu suas pernas, admirando o nervo rosado e pulsante que ansiava por ela. Colocou sua boca lá, testando a textura e o sabor, e logo passou a trabalhar com a língua, a chupando, lambendo, estocando e ouvindo seus gemidos, que serviam de combustível para que não parasse.

Com a boca ainda em seu clitóris, agarrou suas coxas e arranhou de leve, fazendo com que as mãos de Emma se agarrassem aos seus cabelos negros, incentivando-a a continuar. Ao sentir que o orgasmo da amada se aproximava, Regina a penetrou com dois dedos, invadindo {‘ma sem parar de trabalhar com a língua.

– Ah, Regina! – Ela gemia e eu a morena focava em seu trabalho, que era proporcionar prazer a aquela garota. Garota não, mulher. Emma era uma mulher, a minha mulher, Regina pensou.

Não demora muito para que o ápice a invada e seu líquido invada a boca da morena.

– É, definitivamente, eu amo o seu gosto! – Disse, subindo para beijá-la. Elas se beijaram por algum tempo, aproveitando os corpos nus e suados para trocarem o calor humano tão ansiado por elas. Não era somente questão de prazer físico, aquilo havia ultrapassado os desejos e entrado na esfera sentimental. Regina não apenas desejava Emma, Regina amava Emma. Regina amava as conversas das duas, Regina amava os olhares, Regina amava o arrepio quando os braços simplesmente se encostavam. Suas pernas enroladas umas nas outras mantinham a chama do tesão acesa, então não houve muita demora no beijo, Regina se sentou com a pernas abertas, encaixando seu sexo gostosamente no da loira.

Aquele momento havia atingido Regina em cheio. Ela sabia, sabia no fundo do seu coração, que não poderia viver sem Emma Swan. Enfrentaria o que fosse. Sairia de casa, entraria no primeiro navio para a Europa e elas poderiam viver lá como duas amigas idosas rodeadas de gatos. Não importava. Não importava que a sociedade não fosse nunca respeitar o amor delas. Não importava o que a bíblia ou seus pais dissessem. Naquele momento, o que importava era o amor que Regina Mills sentia por Emma Swan. A morena enfiou sua mão por dentro dos cabelos loiros e a puxou, de forma seus olhares se encontraram.

– Olha para mim. – Ordenou. Deu uma rebolada gostosa e Emma arqueou as costas para trás com o prazer proporcionado por aquele movimento. – Você está vendo isso aqui? – Olhou para baixo, e a loira segue o seu olhar, as intimidades coladas, assim como os corpos. Regina aumenta o ritmo das reboladas e a italiana também a puxa, buscando aumentar o contato. – Isso aqui que estamos fazendo, Emma. – Sorriu e Emma sorri também, banhadas com as gotas de suor que tomavam os seus corpos devido ao movimento intenso . – Isso aqui que estamos fazendo... Isso aqui que estamos fazendo é amor, Emma! – Desesperadamente, Regina buscou os seus lábios e, com uma ultima rebolada, as duas chegaram num orgasmo arrebatador.

– Eu te amo! – Ela grita e desaba na cama com Regina ao seu lado. Aquelas três palavras eram tudo o que Regina queria e precisava ouvir. Aquelas palavras assinavam um contrato invisível, um contrato que dizia que elas estariam juntas contra o mundo, e ai de quem ousasse entrar no caminho do amor delas. – Regina Mills, eu te amo tanto.

– Eu também te amo, Emma. – Me viro para ela e me aninho em seu peito. Coloco uma perna sobre o seu corpo e me arrepio com a sensação. – Por favor, nunca esqueça disso, eu te amo mais do que é possível amar alguém nesse mundo. Eu quero ganhar a vida com você, não quero arranjar ninguém, eu quero você, Emma Swan.

Emma sorriu, embora soubesse que as coisas não eram fáceis assim como Regina esperava. Não poderia largar tudo para trás, não poderia deixar sua família, sua vida... nem dinheiro para isso ela tinha, embora não faltasse vontade de viver o mundo com Regina Mills.

- Principessa, eu não tenho como largar tudo aqui. Eu não tenho dinheiro nem para comprar uma passagem para São Paulo, que é aqui do lado. – Justificou, afagando os cabelos da morena em seu colo. – Como vou poder ir para a Europa? Não quero viver nas suas custas, isso me mataria, Regina. Não quero ser um estorvo para você.


- Shiuu... – Regina calou a boca da amada com um beijo forte. Não queria aquela conversa, não naquele momento. – Eu tenho a ideia perfeita. Você aceita me dar aulas de italiano e junta todo o dinheiro das aulas, eu também terei dinheiro, Swan. E, não, você não é um estorvo.

- E meus pais? E o restaurante? Quem irá cuidar disso tudo?

Regina suspirou alto. Sabia de tudo isso, mas também queria viver o amor, queria viver com Emma Swan para sempre, e, ali no Brasil aquilo simplesmente não seria possível.

- Eu só não quero te perder. – Confessou num fio de voz, afundando o rosto no vão do pescoço da loira e inspirando o perfume que saía de seus cabelos. – Não consigo mais viver na ausência do seu amor, Emma Swan. Te conhecer foi como aprender a respirar novamente, foi como se eu estivesse cega e, do nada, começasse a enxergar novamente. Por favor, não faça isso comigo. Não faça isso com nós. – suplicou.

Emma encarava o teto, mas se virou para olhar fundo nos olhos da amada.

- Tudo bem, Regina Mills. Faremos assim: Hoje é 31 de dezembro de 1917, no dia 31 de dezembro de 1918 nós duas partiremos em direção à Europa e viveremos juntas. Para sempre.

- Para sempre, meu amor. – Regina confirmou antes de se jogar em cima da amada e voltarem a se amar.

O difícil para a morena não foi a chegada de 1918, e sim a partida daquele ano. Agora, todos os últimos dias de todos os anos seriam marcados pela saudade latente que sentia de Emma Swan. Começou em novembro, faltava pouco para a partida delas e tudo se encaminhava bem. As aulas, os encontros, o dinheiro. E aí veio a gripe. Veio a desesperança.

Primeiro vieram as dores no corpo. A febre intensa e a tosse logo a acometeram e não demorou muito para que as manchas amarronzadas aparecessem em sua pele. Emma Swan, a sua amante, a sua amada, havia sido atingida pela Gripe Espanhola e não havia cura.O governo brasileiro havia demorado para tomar as medidas cabíveis, os corpos se amontoavam pelas ruas e Regina não teve a chance de se despedir daquela que tanto amou.

Emma Swan se foi na primeira manhã de dezembro, faltando exatos 30 dias para que elas pudessem partir em direção às suas liberdades. Sozinha, num leito de hospital público, cercada apenas por enfermeiros e médicos, o grande amor da vida de Regina Mills deixou o plano terrestre e se juntou ao plano espiritual, trazendo chuva para aquela manhã primaveril e deixando uma morena extremamente desolada.

Há quem diga que Regina nunca mais foi a mesma. Há quem acredite que ela nunca tenha sido normal. Ela agora não ia mais às rodas de debate sobre o feminismo e havia se trancado para o mundo, vivendo dentro de sua casa e relendo sempre os mesmos livros com as mesmas dedicatórias escritas pelo seu amor.


“Espero que aprecie a leitura desse livro como eu aprecio ler cada pedaço de você.”, dizia uma das dedicatórias. Como, ela se perguntava, como ela poderia se divertir com o todos queriam se ninguém entendia a dor que ela vinha sentindo no último ano? Regina encarou o anel em sua mão, dado de presente pela mulher que outrora ela amou, e enxugou uma lágrima do rosto antes que alguém pudesse ver. Aquele anel era, além dos livros, a única lembrança física que ela tinha de Emma. Nem sequer um retrato, uma fotografia do grande amor de sua vida, ela possuía em mãos.

Henry Mills, seu pai, tocou seu ombro e acenou com a cabeça, indicando que havia chegado a hora deles irem embora da festa. Regina se levantou, arrumou o vestido e, com um leve sorriso, se despediu dos convidados presentes. Deu as costas sob os comentários maldosos de como a herdeira Mills era amarga. Talvez fosse, mesmo, pensou. Se cada um daqueles homens que estavam no poder tivesse cuidado do povo, o mesmo povo que padecia nos bairros humildes, o mesmo povo que pagava impostos e o mesmo povo que os havia colocado lá, talvez Emma tivesse sobrevivido. Talvez aquele estivesse sendo o primeiro ano novo que passariam juntas. O primeiro ano novo do fim de suas vidas.

Regina seguiu os pais em direção à saída do grande palácio em que estavam, Henry e Cora seguiam na frente e desceram as escadas sem olhar para trás. Não se entende, ao certo, o que aconteceu naquele momento. Talvez um lapso dos seguranças. Talvez a rapidez do marginal que viu a jovem donzela um pouco mais afastada de seus pais. A morena gritou quando o rapaz encapuzado tentou puxar seu anel, a única jóia que usava naquela noite – fruto do esforço e sacrifício do amor de sua vida. Ela puxou a mão de volta, tentando evitar que ele levasse o objeto, e então o barulho veio. Seguido de outro. E mais outro.

Henry e Cora, a essa altura, já assistiam estarrecidos à cena. Os seguranças se aproximaram, mas já era tarde demais. Regina levou as mãos ao abdômen, sentindo o sangue escorrer pelos três buracos que agora tomavam o seu corpo. A fraqueza já estava presente e ela caiu no chão, no passeio, com o pai e a mãe gritando por socorro, mesmo que eles soubessem que já não havia muito o que fazer. A vida estava se esvaindo da principessa.

As lágrimas tomavam o rosto de sua mãe e o desespero estampava o rosto de seu pai. O marginal fugiu, mas não levou o anel com ele. Os olhos de Regina encaravam o céu azul do Rio de Janeiro e ela, se forças tivesse, até poderia esboçar um sorriso, tentando dizer à sua amada que o anel, a jóia, o presente tão estimado ainda estava com ela – mesmo que a sua vida, em instantes, não fosse estar mais. A verdade é que não havia mais o que ser feito, o vestido uma vez branco agora era vermelho e Regina já podia sentir o gosto metálico do sangue em sua boca. Seria questão de segundos ou minutos até que seu coração bombeasse todo o sangue para fora de seu corpo.

Sempre fora corajosa. Nunca se contentou com metades, sempre teve sede. Regina, em seus breves vinte e seis anos de vida, sempre aceitou, com uma ironia suave, o limite do outro. E foi bonito, para todos os espectadores dessa brevidade, assistir a força da natureza que aquele jovem se tornou. Falava diversos idiomas, tocava instrumentos e sabia, como ninguém, sustentar um debate. Poderia ser uma devassa, mas escolheu ser indevassável. E era assim que ela sabia que seria lembrada.

Naquele último minuto de vida, Regina, enquanto tentava respirar e sentia o ar cada vez mais rarefeito, tentou lembrar do sorriso de Emma. Os olhos verdes a encarando. Os longos cabelos loiros caindo pelas costas. Sua voz a chamando de principessa. Queria, mais do que tudo, que seu pensamento se tornasse uma realidade. Seu último suspiro foi por Emma Swan, torcendo para que a encontrasse do outro lado da vida.








Os anos passaram, as coisas mudaram e, por muito tempo, Emma Swan e Regina Mills não habitaram o mesmo plano astral. Como alguém que as acompanhou de perto ao longo do tempo, observei cada uma em sua busca pela evolução. Uma alma esperando o tempo certo para voltar para a outra. Não digo que gostei, não. Sou uma alma velha, esperei pacientemente o passar do tempo e assisti à dolorosa degradação da humanidade.

Houveram outras guerras. Houveram outras preocupações. Agora as mulheres podiam votar, o que certamente deixaria Emma e Regina felizes, mas ainda havia muito o que se caminhar em direção à igualdade e equidade de gênero. Gosto de uma música que diz que “assim caminha a humanidade, com passos de formiga e sem vontade”. Eu sinto que é assim. Votar se tornou algo ínfimo e, ouso dizer que se soubéssemos o rumo de certas eleições, eu até pediria à Emma e Regina que não lutassem tanto por votos. Ele não... quer dizer, elas não mereceriam passar por tudo isso para chegar ao ponto que chegamos – se é que vocês me entendem.

Uma coisa que nunca mudou, e nunca vai mudar é que a terra continua girando. Haverão outros verões, outros invernos, outros outonos e outras primaveras. E a terra continuará girando. É o princípio da continuidade que nos move, é a esperança de que o sol nasça amanhã. É claro que o sol vai voltar amanhã. E, também, é claro que algumas coisas retornarão. Algumas almas, Algumas pessoas. Quando duas almas estão predestinadas a ficarem juntas, nem o tempo, nem o espaço, nem o infinito poderá intervir. O destino é algo forte demais para ser mexido.

Regina agora tinha cabelos mais longos. Usava calças – calças!! –, um sobretudo preto e saltos altos quando entrou na faculdade em que dava aula. Estava atrasada, como sempre esteve desde que havia voltado à terra. Seu nome também não era mais Regina, mas a alma... a alma carregava olhos castanhos, voz rouca e uma tendência à buscar pela justiça e pelos direitos dos que mais precisavam. A professora doutora em Direito das Mulheres carregava em sua mão um copo de café quando sentiu o líquido quente entornar em sua blusa.

Ela praguejou mentalmente.


- Me desculpa, me desculpa. – Ouviu a voz feminina com um leve tom de desespero. Ela levantou o rosto e seus olhos se encontraram. Aquela era a mulher mais linda que ela já havia visto na vida toda. Os cabelos loiros caíam repicados um pouco abaixo do ombro, os lábios mais finos que os seus e o corpo marcado por uma calça jeans e camiseta social branca tornavam a imagem algo lindo de se ver.

Seus olhos se estreitaram, analisando o rosto daquela mulher. Era como se já se conhecessem. Como se seus olhares já fossem familiares um para o outro. Ela analisou cada traço daquele, revirando em sua mente de onde os conheciam, mas dificilmente iria lembrar. É como eu digo, o destino é fiel para duas almas apaixonadas, e ali estava o destino, sendo fiel para as almas de Emma e Regina, dando para as duas a chance de se reencontrarem e se reapaixonarem mais de cem anos depois das tragédias que ocorreram em suas vidas.

A morena sorriu, não pôde evitar de sorrir. Era uma sensação estranha de estar em casa, algo que ela nunca havia sentido na vida.

- Está tudo bem, senhorita... – Esperou, como se quisesse saber o nome da loira a sua frente. Como disse, o tempo passa, os nomes mudam, mas as almas... essas continuam as mesmas.

- Morrison, Jennifer Morrison. – A loira estendeu a mão para apertar a da morena, sentindo como se o mundo parasse a partir daquele toque.

- Prazer, Lana. Lana Parrilla. – Ela sorriu largamente. – Acho que a senhorita me deve um café.

Emma sorriu. Sorriu largo e mostrou suas covinhas. Pagaria todos os cafés do mundo para aquela morena linda à sua frente. Regina também não pôde evitar de sorrir, estava ficando esquisito até, tantos sorrisos gratuitos. O consciente não sabia, mas o inconsciente sabia muito bem. Emma e Regina finalmente haviam voltado para a vida uma da outra, e continuariam a voltar por quanto tempo fosse necessário, pois elas pertenciam uma a outra como as estrelas pertencem ao céu e as ondas pertencem ao mar. E eu, o narrador dessa história? Eu sou eterno. Eu sou infinito. Muito prazer, eu sou o amor.


"O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha.

Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor.

O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade.

Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta."




Notas Finais


Espero, do fundo do meu coração, que você tenha gostado de conhecer a história do amor entre Regina Mills e Emma Swan. Um amor de almas, puro, capaz de transcender os limites do plano astral. Eu às vezes sou cética, mas sou uma eterna apaixonada. Eu amo o amor e as coisas que ele é capaz de nos fazer sentir. Bem, nessa história o amor encontrou Emma Swan e Regina Mills. Espero que, na sua vida, ele te encontre e faça morada.

Obrigada por ter lido.


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