História Para sempre? (Grandice e Melwood) - Capítulo 10


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Categorias Arrow, Candice Patton, Chris Wood, Grant Gustin, Legends of Tomorrow, Melissa Benoist, Rick Cosnett, Supergirl, The Flash
Personagens Candice Patton, Chris Wood, Grant Gustin, Melissa Benoist, Rick Cosnett
Tags Barry Allen, Caity Lotz, Candice Patton, Chris Wood, Grandice, Grant Gustin, Iris West, Karamel, Melissa Benoist, Melwood, Rick Cosnett, Romance, Song-fic, The Flash, Westallen
Visualizações 111
Palavras 4.041
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiii ❤
Adivinha quem não tem coragem nem de se explicar dessa vez? 😬
Desculpem a demora e me odeiem a vontade 💔

Capítulo 10 - Flashback: Break up (parte 2)


P.O.V Candice

Acordei no dia seguinte mais tarde do que deveria, e fiquei totalmente surpresa por não ver nenhuma chamada ou mensagem de Grant no telefone. Ele não deveria mesmo estar dando a mínima para meus sentimentos e pra ter arruinado nossa segunda comemoração de aniversário de casamento. Estava cansada de me culpar por tudo, de me sentir mal por erros que eram dele. Grant estava mesmo se saindo um pessimo marido recentemente e a culpa era unicamente dele, eu não precisava continuar a me matar lentamente em busca de erros meus que justificassem suas atitudes.

Passei longos minutos na cama relembrando a forma que estava naquele momento a um ano atrás. Acordando no dia seguinte ao meu primeiro aniversário de casamento do lado do amor da minha vida completamente feliz e realizada. Naquela época eu nunca imaginaria as coisas perdendo o rumo dessa forma. Suspirei com as lembranças e me levantei.

Tinha a parte em mim que acreditava que Grant poderia simplesmente ter se tornado um idiota no fim das contas, mas a outra parte queria acreditar que era só uma fase, que com compreensão e minha ajuda poderiamos resolver tudo. Bastava saber qual das ideias tomariam minha cabeça quando o visse, mas não esperaria para saber, não passaria aquele dia em casa me sentindo péssima por tudo aquilo, ficar ali só me deixaria mais deprimida.

Desliguei o telefone, não queria que ele tivesse chance de falar comigo através dele, ou se explicaria pessoalmente ou não se explicaria mais. Liguei para Keiynan e passei o dia inteiro tentando me divertir com ele e Maggie em sua casa, mas nada tirava da minha cabeça todos aqueles problemas.

Liguei o telefone antes de ir embora e haviam diversas mensagens e ligações perdidas de Grant, ele já estava em casa me esperando a algumas horas. Sabia que teria uma briga pela frente e não queria Maggie no meio daquilo. Conversei com Caity que já sabia de toda a situação e estava super preocupada, e combinei de deixar Maggie com ela e Rick até o dia seguinte pra que eu pudesse resolver tudo. Estava decidida, se Grant vinha me traindo, ou quisesse mesmo o fim, falariamos sobre tudo isso naquela noite.

Cheguei em casa deixando de lado a bolsa e logo meus olhos o avistaram no sofá. Com uma tranquilidade no olhar que eu poderia jurar que era de alguém que não sentia o mínimo de culpa.

- Candice finalmente apareceu! - Disse se levantando. - Eu cheguei no começo da tarde e fiquei preocupado quando não vi Maggie nem você. - Ri da ironia, ele estava melhor com aquilo que eu imaginei.

- Ah fui eu quem desapareceu então. - Ironizei evitando encará-lo.

- Sobre isso eu queria dizer que sinto muito. - Afirmou sem jeito.

- Sente muito pelo o quê? Por inventar essa viagem do nada e desfazer todos nossos planos para o verão, por mentir pra mim sobre Jessica, por me deixar durante essas semanas totalmente distante de tudo e mal falar comigo e com sua filha, por me deixar feito uma idiota plantada esperando por você na noite que planejei cuidadosamente para nosso aniversário, por criar outra polêmica envolvendo nosso casamento ou por não ter a sensibilidade de se desculpar, de ao menos me ligar?  - Perguntei irritada e ele respirou fundo buscando respostas.

- Candice eu... - Começou a dizer mas eu o interrompi.

- Eu fiquei perdida me perguntando onde eu errei por todo esse tempo, me preocupando com você, me sentindo egoísta e no fim é você quem está estragando tudo. - Gritei me aproximando ainda mais. - O que você está fazendo com nosso casamento Grant? Por quê está me afastando? Por quê está jogando tudo fora?

- Eu não tive culpa, eu expliquei que tive diversos imprevistos nas gravações, eu não podia simplesmente largar tudo. - Argumentou em um tom calmo. - Okay, não foi certo te deixar dessa forma sem saber onde eu estava, bem na noite do nosso aniversário, eu fui insensível, mas quanto ao resto Candice, o que esperava que eu fizesse? Esses trabalhos são importantes pra mim.

- Quem é ela? - Perguntei o deixando ainda mais confuso. - É a Jéssica? É por ela que está me trocando?

- Candice isso é loucura, eu estava ocupado com o trabalho. Tivemos um acidente com parte dos equipamentos de gravação, Tom precisava da minha ajuda porque no dia seguinte teria cenas importantes para gravar. - Explicou.

- Nada disso justifica tudo que tem feito, você nem ao menos sente culpa, nem se importa. - Gritei começando a chorar.

- Você é uma egoísta sabia? Tem noção de como isso é importante pra mim? É uma fase, eu preciso me dedicar ao trabalho, e tudo que você faz é me cobrar e me culpar por tudo, no momento que eu mais preciso da sua paciência, do seu apoio você age dessa forma? - Dessa vez quem estava extremamente irritado era ele. Não era possível que no fim a culpada seria eu.

- Você não pode fazer isso, não pode me acusar para fugir da culpa, analise nossos últimos meses, você só pensa em trabalho, não conversamos mais, não tiramos um tempo pra nós, você mal tem tido tempo pra Maggie e a errada sou eu?

- Isso não é verdade, eu tenho dado meu melhor, mas nada é suficiente pra você Candice. - Gritou levando a mão a cabeça. - O que você quer afinal? Que eu largue tudo e fique vinte e quatro horas colado em vocês?

- Eu não pedi isso seu idiota. - Me afastei quando notei que não conseguia mais conter o choro e me sentei no sofá tentando me controlar. Grant permanecia do outro lado da sala apenas evitando me observar, no fundo de certa forma ele deveria saber que estava errado, que estava me machucando, eu precisava acreditar nisso.

- Não da mais pra mim. - Quebrou o silêncio depois de algum tempo e eu o olhei perplexa.

- Está dizendo que quer terminar tudo? - Perguntei me levantando novamente e o encarando de perto. Dessa vez Grant também chorava.

- Estou dizendo que não estamos na mesma página, precisamos de um tempo. Quem sabe vivendo a vida independentes um do outro por um período conseguimos pensar no que fazer. - Falou como se aquilo não fosse uma ideia recente.

- Tempo? É assim que você resolve as coisas no nosso casamento? Na nossa família? O que você quer? Liberdade pra ir pra cama com outra sem culpa?

- Não existe outra, nunca vai existir. - Gritou, se arrependendo em seguida e suspirando. - Eu não sei o que fazer okay? Eu não quero o fim, mas eu... - Começou a dizer em seu tom de voz habitual e parou sem saber como continuar.

- Quer saber? Faça o que quiser, tire o tempo que precisar, mas se quando voltar eu não estiver mais aqui, lide com o fato de ter perdido a pessoa que mais te ama nesse mundo. - Me afastei indo em direção as escadas. - Pelo menos me faça um favor. - Pedi parando no meio do caminho. - Maggie está com Caity e Rick, sua filha está com saudades, vá vê-la antes de ir seja lá pra onde for sua casa agora. - Pedi e antes mesmo de receber sua resposta segui para o quarto.

Me joguei na cama pelas horas seguintes me permitindo chorar tudo aquilo que precisava. Não sabia o que pensar, parte de mim estava triste por vê-lo desperdiçando tudo o que tinhamos daquela forma, mas a outra parte queria matá-lo por agir como um idiota. Repeti o ato da noite anterior, dirigi por um tempo e acabei parando no mesmo bar, dessa vez disposta a beber muito mais. Caity mandou uma mensagem dizendo que Grant tinha passado por lá para ver Maggie e perguntou se estava tudo bem, provavelmente por que a cara dele não devia ser a melhor também. Acabei ignorando, não estava mesmo disposta a tentar explicar por que meu marido resolveu ser o babaca do século do nada.

- Pode me trazer uma dose da bebida mais forte que você tiver? - Pedi ao barman que em um minuto me serviu. Duas doses depois poderia se dizer que eu já não me lembrava mais de chorar, conversava com o barman o convencendo de evitar casamentos a qualquer custo, e ele parecia mesmo gostar da ideia.

- Engraçado, algo me dizia que te veria novamente. - Uma voz familiar soou ao meu lado e me virei, era Hartley. Me perguntei se ele nunca saia daquele bar.

- Não é difícil me ver, se ligar a televisão as terças de noite por exemplo estarei lá. - Ironizei e Hartley riu pedindo uma cerveja ao barman.

- Vejo que ainda está passando por problemas. - Deu um gole na cerveja e me encarou em seguida.

- Desculpe, eu não quero parecer rude, eu só não estou em um bom dia. - Me expliquei forçando um sorriso.

- Tudo bem. - Seus dedos passaram por minha bochecha. - Deveria sorrir mais Candice, fica bonita assim.

- Não vejo muitos motivos pra isso. - Dei de ombros bebendo mais um gole e fazendo uma careta em seguida a bebida era realmente forte, era melhor parar.

- Seja lá quem tenha te deixado pessimista dessa forma, não é alguém com quem valha a pena conviver, essa pessoa já prestou atenção nesse sorriso? Fala sério ele deveria se manter sempre ai. - Dessa vez sorri de verdade, Hartley estava investindo, eu sabia, mas de certa forma eu precisava me sentir bem comigo mesma naquele momento então permitia.

- Vamos dizer que essa pessoa nem tem tempo para esses pequenos detalhes mais. - Desabafei terminando minha bebida. - Mas tanto faz, eu deveria mesmo me amar o suficiente pra não me importar com isso, e seguir em frente.

- Você conheceu a pessoa certa, sou um especialista em seguir em frente. - Riu me fitando. - Meus amigos sempre recorrem a mim quando precisam esquecer algo. - Encarei o copo vazio em minha mão em silêncio por um tempo, não fazia a menor ideia do que estava fazendo.

- Não somos amigos, como pretende fazer uma completa desconhecida superar uma situação que você nem ao menos entende? - Disse em tom de deboche.

- Eu começaria com mais algumas doses pra nós dois, música alta, um pouco de dança até que estivesse cansada e talvez a gente possa terminar essa noite no meu apartamento, não fica muito longe daqui. - Sugeriu sem nenhum receio de levar um "não".

- Corte toda a parte da música e dança, não estou nada paciente pra isso, mas não sei, talvez a bebida no seu apartamento não seja tão ruim. - Definitivamente eu estava ficando louca, mas tanto faz, a raiva e a confusão que tomavam minha cabeça faziam impossível tomar qualquer decisão correta. Eu não estava traindo Grant, eu só queria me divertir um pouco tendo um tempo de conversa com alguém divertido em um lugar onde eu poderia ser ouvida sem aquela música alta de fundo.

- Okay, vamos lá. - Hartley disse pagando a conta e seguimos para seu apartamento em meu carro.

P.O.V Grant

Aluguei um quarto de hotel depois de voltar da casa de Caity e Rick. Tinha certeza que ir para casa me traria muitos problemas. Decidi que na manhã seguinte pegaria o voo de volta para Los Angeles e quem sabe semanas depois quando eu terminasse de gravar pudesse voltar e resolver as coisas com Candice.

Pedir um tempo tinha sido o melhor a se fazer, minha cabeça dizia isso, mas as lágrimas que insistiam em molhar meu rosto revelavam que meu coração não. Me perguntava o que eu fiz, a cada vez que lembrava do seu olhar decepcionado, de suas lágrimas e de sua vontade clara de resolver tudo. Eu tinha sido mesmo justo dizendo todas aquelas coisas pra ela? E pior eu estava mesmo disposto a perder a mulher da minha vida? Candice disse com todas as letras que talvez não estivesse mais lá para mim quando eu voltasse. Se isso acontecesse, eu seria capaz de me encarar no espelho sem culpa por ter arruinado nossa familia?

Parte de mim ainda queria ter razão, queria acreditar mesmo que Candice estava sendo egoísta a respeito dos meus sonhos, mas ela estava mesmo ou eu quem não percebeu o quanto estive distante? Talvez eu tenha ficado cego por todas as recentes oportunidades que vinham surgindo, talvez eu tenha mesmo sido um idiota que não a deixou participar dos meus momentos importantes, e pior talvez eu tenha mesmo passado os últimos meses a mantendo distante, negligênciando nossos problemas, nossos momentos juntos, nossa família, nosso amor, e analisando cada passo meu era exatamente isso que eu tinha feito. Como eu pude ser tão infantil e egoísta? Como não percebi que estava perdendo a parte mais importante e real da minha vida? Do que valeriam todo o sucesso que estava conquistando se eu agora corria riscos de não tê-la ao meu lado vivendo isso?

- O que eu fiz? - Perguntei me levantando da cama e andando de um lado para o outro pensando em qual passo dar em seguida. Candice deveria me odiar agora, e não seria pra menos, eu fiz questão de estragar tudo e ainda a deixei acreditar que eu tinha outra. Liguei em seu telefone sem saber exatamente o que queria dizer, eu só queria ouvir a voz dela, e sentir por um momento que ela ainda era minha. - Atende por favor. - Seu telefone estava desligado provavelmente ela não queria me dar chances de falar com ela novamente naquele dia.

Resolvi deitar novamente, conhecia Candice, ela precisava de tempo, falar com ela agora só traria mais brigas, mas na manhã seguinte eu voltaria a nossa casa e pediria perdão mil vezes se necessário, a faria acreditar no meu amor, resolveria tudo e dali pra frente eu seria um marido melhor.

Acordei no dia seguinte cedo, se é que o que tinha feito poderia ter sido chamado de dormir. Tomei um banho apressado e nem tirei um tempo para o café da manhã. Eu não precisava de nada, só de consertar as coisas. Antes de sair ouvi o toque do meu telefone que quase cheguei a esquecer na cama. A ligação era de Jéssica, hesitei em atender pela pressa, mas pensando bem ela teria bons conselhos para me dar.

- Não vai acreditar no que aconteceu enquanto gravavamos essa madrugada. - Ela começou a dizer empolgada.

- O que eu perdi? - Perguntei tentando parecer animado com o assunto, mas era obviamente impossível.

- O que houve? Não tem graça eu aparecer empolgada por aqui enquanto você está mal. - Disse preocupada.

- Acertou de primeira, eu estou mesmo mal, fiz tudo errado ontem, Candice me odeia agora. - Desabafei suspirando em seguida.

- Ah Grant, eu sabia que acabaria assim, quantas vezes eu falei para deixar tudo e ir comemorar o aniversário? Tom poderia dar um jeito em tudo.

- Isso não é verdade.

- Mesmo se não fosse, seu casamento e sua familia deveriam ser sempre a prioridade.

- Eu sei, e isso está me matando, eu falei coisas horríveis, e eu deixei ela pensar que nosso casamento já não era algo importante pra mim, como posso consertar isso? O que eu fui fazer?

- Grant, já viu como os olhos da Candice brilham sempre que estão em sua direção? Eu tenho certeza que ela te ama muito, e eu nem preciso ser próxima dela pra saber disso. Apenas fale tudo que está sentindo, sem medo e ela vai te perdoar.

- Okay, você está certa, eu vou para casa e vou resolver tudo. - Afirmei decidido. - Obrigado pela ajuda.

- Amigos servem pra isso, agora vá logo e me conte depois que tudo der certo, ou melhor não conte, gaste seu tempo aproveitando com ela. - Jessica sugeriu rindo. - Agora eu tenho que ir, se certifique de levar flores, tchau!

- Tchau! - Desliguei me encaminhando em seguida para uma floricultura e comprando as flores preferidas de Candice.

Fiz o caminho de casa pensando em várias coisas pra falar, mas sabia que todas elas fugiriam da minha cabeça no momento em que a visse. Era melhor deixar tudo acontecer, com sorte ainda poderiamos aproveitar todo aquele dia juntos. Passei pela porta de casa e a avistei no sofá. Deitada, totalmente triste e dispersa, eu tinha mesmo a magoado. Ela notou minha presença e por um momento enquanto nos encaravamos algo me dizia que as coisas não seriam simples.

P.O.V Grant off

- Oi Candice eu vim por que eu não aguentava mais e... - Foi interrompido pela voz triste da esposa.

- Precisamos conversar. - Ela disse quase em um sussurro respirando fundo. - Pode se sentar aqui? - Pediu e ele foi até ela, se sentando ao seu lado no sofá e entregando as flores com um sorriso fraco que Candice tentou retribuir sem sucesso.

- Olha eu sei que ainda está chatiada pelas besteiras que eu fiz e falei, mas você é o amor da minha vida e eu não quero perder você de forma nenhuma. Eu vim pra implorar que me perdoasse, e que me deixasse começar do zero. - Aquelas palavras vieram como uma facada para Candice. Ele tinha vindo disposto a recuperar o que tinham perdido, tudo aquilo que na noite anterior ela disperdiçou se entregando a outro. Tudo aquilo que ela mesma fez questão de estragar, de jogar fora na primeira dificuldade, com alguém que não significava nada. Como contaria aquilo? Fechava os olhos e só conseguia ver Grant totalmente distante dela pelo resto da vida. Como viveria com a dor de saber que perdeu a melhor coisa de sua vida por um momento de fraqueza? Como foi boba o suficiente para achar mesmo que ir para o apartamento de alguém que desde o primeiro momento que a viu se mostrou interessado não a traria problemas?

- Pode por favor me ouvir? - Pediu entre soluços e Grant finalmente pareceu entender que aquilo era ainda mais sério pra ela.

- Você está me assustando Candice. - Disse tenso e segurou a mão dela. - Está tudo bem? - Perguntou fazendo uma leve caricia em seu rosto secando as lágrimas que caiam por ele. - Pode me dizer qualquer coisa, não precisa ficar assim, vamos consertar tudo eu prometo.

- Não, não estou bem, na verdade eu estou péssima, estou com medo, estou me sentindo culpada, me sinto a pior pessoa do mundo, eu tenho nojo de mim agora. - Afirmou entre soluços ainda mais altos. - Eu só quero que não me odeie, por favor. - O abraçou o mais forte que podia, e ele retribuiu de forma protetora, causando um alivio momentâneo que logo deu lugar ao medo novamente.

- Eu não queria ter falado aquelas coisas ontem, eu estava fora de mim, eu não pensei em tudo que estava em jogo e no quanto eu te amava, no quanto ficar longe de você seria ruim e.... - Tentou terminar mas ela o empediu se afastando. Precisava de coragem, ele tinha que saber de tudo e ouvir aquelas coisas que ele dizia com tanto amor não ajudava.

- Só me escute okay? Eu não espero que me entenda, mas quero que saiba que sinto muito pelo que eu fiz. - Disse o deixando confuso. - Eu fiz algo do qual não me orgulho, eu sei que foi totalmente errado e não sei como me redimir por isso. Eu estava triste por tudo que você fez, achei que tinha te perdido de vez, estava me sentindo tão sozinha e abandonada eu... - Grant se levantou perplexo quando desconfiou de onde aquela conversa chegaria. - Eu sei que nada justificaria, e sei que você não merecia nada disso, mas eu não estava no meu juizo perfeito, eu esta... - Grant a interrompeu impaciente, já com lágrimas nos olhos.

- O que você fez Candice? - Perguntou mesmo sem coragem de ouvir a resposta, e ela hesitou antes de continuar. Sentia seu coração palpitar ao desconfiar do que ela falaria.

- Eu conheci uma pessoa, não era ninguém importante, eu não senti nada por ele e... - Grant a interrompeu novamente.

- O que você fez? - Repetiu a pergunta impaciente dessa vez.

- Eu trai você. - Disse chorando desesperadamente e se aproximou dele quando notou que ele não reagia. Grant parecia tentar absorver tudo sem nenhuma expressão.

- Você o quê? - Perguntou incrédulo levando a mão a boca.

- Eu não sei como explicar o quanto me arrependo, o quanto isso está me matando. - Tentou encostar em seu rosto, mas ele tirou sua mão bruscamente. - Não significou nada pra mim, eu juro, eu fui impulsiva, eu fui imatura, eu só pensei em mim, mas não aconteceu outra vez, antes mesmo de acabar eu já me arrependia, por favor Grant, me perdoe, eu juro, eu nunca faria nada disso outra vez.

- Você se arrepende? - Perguntou em um grito. - Se arrepende de quebrar um voto? De colocar tudo em jogo? De trair a pessoa que mais te ama nesse mundo? - Começou a chorar, e respirar com dificuldade. Sua mente parecia ainda processar, mas seu corpo indicava que poderia falhar a qualquer momento pelo choque. - Eu estava morrendo de remorso pelo que vinha acontecendo, pela forma idiota que vim agindo, pelo jeito que estraguei tudo entre nós. Eu voltei decidido a melhorar as coisas, a te pedir perdão mil vezes se necessário até você voltar pra mim, mas olha o que você fez, você sim destruiu tudo. Engraçado logo você quem vivia me acusando de traição ser a primeira a fazer isso.

- Grant eu... - Seus gritos de raiva não deixavam que ela fosse adiante.

- É assim com você? Na primeira crise joga tudo para o alto e cai na cama do primeiro que aparece? Não tem vergonha?

- Não foi bem assim, tem que acreditar em mim, ninguém no mundo se sente pior que eu nesse momento. Acha mesmo que estaria aqui te contando se isso fosse algo do qual me orgulhasse ou quisesse continuar? Eu precisava ser sincera com você, precisava que soubesse, eu precisava tirar esse peso das costas.

- Você é impressionante, acha que isso te ajuda mesmo em algo? - Perguntou rindo nervosamente. - Acha mesmo que estar aqui me contando me faz sentir melhor? - Se aproximou dela. - Obrigada meu amor por não me deixar no escuro por muito tempo, eu precisava saber que estava sendo feito de idiota, agora tudo vai ficar bem, por que foi sincera comigo. - Ironizou a olhando nos olhos com despreso.

- Grant eu amo você, sabe que é tudo pra mim, eu não quero e não posso te perder. - Argumentou desesperada e o abraçou.

- Se me amasse mesmo não teria feito isso, não teria descido tão baixo. - A afastou de si a força e ela acabou caindo no sofá. - Eu quero distância de você, eu quero o divórcio, eu não quero te ver mais. - Gritou se afastando.

- Temos uma familia juntos, o que vai acontecer com Maggie? O que nós duas vamos fazer longe de você? - Perguntou o seguindo até as escadas.

- Eu não sei, se dê por satisfeita por eu não tomar a guarda dela definitivamente de você. - Disse subindo para o andar de cima em busca de malas no quarto.

- Tem que me perdoar, eu juro que isso nunca mais vai acontecer, por favor Grant, eu te amo. - Implorou entre soluços e ele parou o que fazia por um momento, sem conseguir a olhar.

- Eu posso ter sido um idiota, posso ter começado isso, eu não nego que estava errado, mas a única coisa certa é que eu nunca trai você, eu nunca olhei pra outra pessoa desde que começamos a namorar, e eu tinha certeza que com você era igual, mas pelo visto eu não te conheço. - Balançou negativamente a cabeça secando as lágrimas em seu rosto. - Nunca vou perdoar você, não insista. - Candice assentiu decepcionada e se afastou, não tinha porquê continuar ali, ela tinha mesmo o perdido.


Notas Finais


O que querem no próximo? Outro flashback ou dias atuais?

Espero que tenham gostado ❤
Beijos ❤


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