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História Para sempre? (Grandice e Melwood) - Capítulo 59


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Notas do Autor


Oii amores ❤

Sei que prometi faz meses que daria uma atenção maior aos flashbacks, mas me enrrolei demais com tanta novidade na história. Espero conseguir equilibrar tudo daqui pra frente.

Voltamos ao drama 😅💔 boa leitura 😘

Capítulo 59 - Flashback: Moving on


Everything is grey (tudo é cinza)

His hair, his smoke, his dreams (seus cabelos, sua fumaça, seus sonhos)

And now he's so devoid of color, he don't know what it means (e agora ele é tão desprovido de cor, que não sabe o que isso significa) - Colors - Halsey.

P.O.V Candice

Meus olhos insistiram em ficarem fechados naquela manhã, mas mesmo contra a vontade do meu corpo me levantei. Mais de um mês havia se passado desde que fui internada, e felizmente tudo corria bem com o bebê e eu, então poderia finalmente voltar ao trabalho.

Estava morrendo de saudade de estar em cena, mas não dava pra negar que a maior parte de mim estava desesperada sabendo que iria voltar a ver Grant todos os dias. Naquelas semanas seu único contato foi por telefone para falar com Maggie, e nem mesmo pedia para vê-la, o que de certa forma facilitava as coisas pra mim, não queria vê-lo, e ele com certeza não queria me ver também. Porém não iria abrir mão de mais nada por Grant, ele teria que aprender a lidar com minha presença, ser ao menos mínimamente profissional, assim como eu seria. 

- Bom dia! - Acariciei minha barriga, que havia ganhado centímetros consideráveis nos últimos dias, e cada um deles me fazia morrer de orgulho daquele serzinho insistindo em ficar e crescer dentro de mim - o dia vai ser longo, mas adivinha? Acho que hoje eu descubro se você é um menino ou uma menina.

- Eu já disse mãe, é menino! - Maggie falou certa daquilo despertando. Vinha dormindo no meu quarto todo aquele tempo, e garantindo que minhas noites fossem mais tranquilas.

- Acha mesmo meu bem? - Me sentei na cama de novo e a peguei no colo. Trocamos um abraço de "bom dia".

- Acho - abriu um sorrisinho, a ideia de ter um irmãozinho vinha a deixando cada vez mais feliz, por mais que não entendesse muito bem a dinâmica de ter um bebê na minha barriga. Eu vinha fazendo de tudo para nos divertirmos juntas, tanto cuidando da chegada dele, quanto no nosso dia a dia. Prometi pra ela que seríamos felizes e vinha me esforçando para cumprir. Minha separação ainda doía, mas meus filhos vinham se certificando de preencher minha vida com tanta alegria, que já era possível sentir que estava indo em frente.

- Vou torcer pra que seja então - afastei de seu rosto seus cachinhos - a mamãe volta a trabalhar hoje, Marie vem cuidar de você, tudo bem?

- Você vai demorar muito a voltar? - Uma melancolia a atingiu instantaneamente. Maggie vinha estando muito apegada a mim, a psicóloga em que a levei explicou que aquilo era reflexo da distância do pai, e que eu deveria deixar que se recorresse a mim para suprir sua falta, obviamente não era preciso me pedir isso.

- Não amor, eu volto de tarde, decidi trabalhar bem menos agora pra me dedicar a você e o bebê - beijei seu rosto - prometo que chego a tempo de passearmos no parquinho - uma ligação nos interrompeu, era sua babá ligando. Levando em conta que ela já deveria ter chegado aquilo não era boa notícia, com certeza - oi Marie, bom dia! Você vai demorar a chegar? Preciso estar no trabalho em quarenta minutos - perguntei coberta de aflição. Se ela não viesse eu não teria a quem recorrer, os padrinhos de Maggie estavam todos ocupados, e não existia mais ninguém em quem confiasse na cidade.

- Era sobre isso que precisava falar, estou presa no hospital a horas, meu pai teve uma piora significativa. Não acho que possa sair daqui agora - mesmo sendo tudo que temia ouvir não poderia reclamar. Marie havia me contado da situação do pai doente a muito tempo, e no seu lugar também não sairia de perto dele - sei que precisa voltar ao trabalho hoje, eu prometo que saio daqui assim que der e busco Maggie lá.

- Está tudo bem, só se certifique de cuidar dele, eu me viro com Maggie pelo tempo que precisar - a tranquilizei - e se precisar de algo não hesite em me ligar Marie, espero que seu pai fique bem - nos despedimos em seguida. Maggie já me olhava notando algo errado - acho que vou ter que te levar comigo - não achava que fosse o ideal, mas perder meu primeiro dia de trabalho depois de tanto tempo longe também não seria. Seriam só algumas cenas, e tinha certeza que Marie a buscaria mesmo assim que pudesse.

- Vou ver o papai?! - Seu rosto pareceu se iluminar. Por mais maluco que pudesse ser eu não tinha pensado naquele detalhe, estaria praticamente forçando Grant a vê-la. Pensei em voltar atrás, mas já havia falado e tirar aquela alegria de seu rosto me destruiria.

- Se ele estiver lá você vai - tentei não animá-la demais. Ela pulou do meu colo correndo do quarto, não precisava perguntar pra saber que estava indo escolher algo para vestir, era tarde demais, toda animação do mundo residía nela.

(...)

- Surpresa em dobro! É tão bom ver vocês! - Danielle nos recebeu com um abraço quando chegamos no set - veio ver a mamãe trabalhar? - Pegou Maggie do meu colo.

- Sim, e o papai também, onde ele está? - Olhou ao redor a sua procura. Não havia parado de falar dele um segundo no caminho.

- Ainda não apareceu aqui - lhe deixou no chão - mas Carlos e Tom estão lá atrás no figurino, vá até lá vê-los - indicou o caminho, ela me olhou como se pedisse permissão, assenti e ela correu pra lá.

- A babá teve um imprevisto, não podia faltar e não podia trazê-la, entrei em colapso - contei um pouco desesperada. Precisava ouvir que estava tudo bem.

- Fica tranquila, não vai ter problemas por isso - me tranquilizou - deixa eu ver isso... - me abriu um sorriso ao afastar meu suéter e olhar pra minha barriga - vai ser difícil manter esse bebê escondido como mantemos a Maggie.

- É, ele não para de crescer! - Ela não estava errada, essa gravidez vinha sendo o oposto da outra, a essa altura já era impossível escondê-la - mas não posso reclamar, apesar de estar perdendo todo o meu closet - afirmei rindo, e toda minha alegria se foi no segundo seguinte quando notei Grant parado na porta, nos observando parecendo desnorteado por minha presença.

- Oi... - ele falou com a voz falha. Sabia que eu vinha, mas obviamente não estava preparado. Sentia que ele evitava olhar na direção da minha barriga, como se ignorar a existência do bebê resultasse em algo.

- Oi - falei fria. Danielle sem a mínima vergonha desapareceu dali como um vulto. Acho que Grant havia deixado todos eles a par da nossa separação, no seu lugar também não ficaria, na verdade não queria ficar nem no meu.

- Como você está? - Não sabia se estava tentando parecer tranquilo com minha presença ou se queria mesmo saber, de qualquer forma não seria bom prolongar aquilo.  

- Bem, muito bem - garanti - e você?

- Também - deu de ombros. Céus como era doloroso vê-lo outra vez. Parecia ter perdido peso, não estar dormindo nada, e se não estava louca cheirava a cigarro, provavelmente havia cedido ao vício desde a adolescência nessa fase complicada.

- Ótimo - balancei a cabeça - olha, hoje Marie teve problemas, então tive que trazer Maggie, mas se não quer mesmo vê-la por enquanto eu...

- Ela está aqui?! - Não escondeu a surpresa em sua voz - Maggie! - Gritou por ela antes mesmo que eu respondesse. Ela surgiu em um segundo correndo em sua direção. Ele se abaixou e a envolveu num abraço apertado, temi que aquilo até mesmo a machucasse, mas eles estavam bem, muito bem - eu senti tanto a sua falta meu bem - não parecia querer deixá-la nunca, sua voz embargada entregava seu choro iminente. Não conseguia entendê-lo. Se sentia tanta falta dela por que havia optado por não vê-la em todo aquele tempo? Sua forma de agir era cada vez mais decepcionante - você está bem? Parece que cresceu tanto! - Me afastei um pouco, dei as costas e respirei fundo, o plano era nunca mais desabar na frente dele.

- Eu cresci mesmo - ela disse orgulhosa - você não vai voltar pra casa? Disse que deixou a mamãe triste, mas não é verdade, você tá feliz não é mãe? - Se virou pra mim, congelei completamente - mãe fala! - Mesmo que não quisesse muito contato com ele, lhe lancei um olhar de súplica.

- Querida, não se trata só disso - a virou para ele outra vez - se lembra da casa que falei? Está pronta, seu quarto também, pode ir conhecer quando quiser, vamos voltar a nos ver sempre! - Contou a ela.

- Eu já tenho um quarto - disse resistente - gosto muito dele!

- Vou para o figurino Maggie, me chama quando terminarem aqui - decidi que não conseguia ficar ali assistindo a tudo aquilo.

- Não, mãe! - Ela me parou, pegou minha mão e puxou para perto dele - conta do bebê! - Pediu empolgada, num desespero óbvio de que eu parecesse feliz, sua inocência perante a tudo chegava a ser bonita, mas também machucava como uma faca no peito - papai eu vou ter um irmãozinho! - Ele não sabia o que dizer, eu também não. Constatei que foi uma péssima ideia trazê-la, aquilo não era nada saudável pra nenhum de nós.

- Eu preciso mesmo ir querida - insisti a pouco de perder o controle - conversa com seu pai, fica a vontade está bem?

Andei para o fim do corredor até onde não podia mais ser vista, me encostando na parede, e respirando o mais fundo possível, tentando me conter. Tom apareceu ali, mexido por meu estado, me oferecendo um abraço. Era um dos nossos amigos mais próximos, sabia que nos amávamos demais, sabia que aquela era a pior das situações pra nós, havia nos acompanhado desde o início, tinha convicção pra entender nossa dor, e maturidade o suficiente também, mesmo não parecendo saber o que houve de verdade.

- Vai ficar tudo bem, querida - me prometeu - só precisa ser ainda mais forte agora.

- Não consigo vê-lo assim Tom, não sabia que estava indo tão mal - admiti entre soluços, não adiantava tentar segurar o choro, eu precisa dele ou explodiria.

- Estávamos tentando cuidar dele, mas ele não têm nos deixado aproximar muito - explicou - talvez se tirarem um tempo e conversarem sobre isso.

- Não consigo! - Neguei prontamente - preciso ser minimamente egoísta nesse momento, e no fim você sabe, ele não quer me escutar.

- Eu lamento mesmo - me abraçou outra vez.

- Está tudo bem - me afastei dele, sequei os olhos, olhando para o teto e respirando fundo, me obrigando a me recompor - eu preciso trabalhar, obrigada por tudo Tom - forcei um sorriso.

- Você tem certeza que consegue mesmo? - Perguntou preocupado - vão entender se quiser ir embora.

- Consigo - assenti confiante - tenho que conseguir não é?

(...)

P.O.V Chris

- Melissa? - A balancei levemente na tentativa de acordá-la. Dormir era algo que no último mês ela fazia quase o tempo todo quando não estava no trabalho, parecia querer fugir do mundo através do sono. Não achava aquilo saudável, e vinha tentando ajudar, mas aparentemente quanto mais me aproximava mais ela me repelia, não fazia muito contato com mais ninguém além de Candice e Maggie, mas ao menos cuidar delas a motivava a sair da cama vez ou outra - você precisa ir para o trabalho meu bem, se esqueceu?

- Só não ouvi o despertador - se sentou na cama esfregando o rosto. Parecia não ter descansado nada apesar de ter dormido horas. Destacou de uma cartela dois comprimidos para dor de cabeça e os engoliu de uma vez.

- Se preferir cancelamos hoje, e eu te levo no médico, você tem dormido muito - sugeri preocupado.

- Estou bem - se arrastou para fora da cama - é efeito dos medicamentos para ansiedade, o médico que passou, não vai existir problema nisso não é?

- Está bem - assenti me inclinando para beijá-la, ela retribuiu sem muita vontade.

- Candice ligou - checou o telefone no criado mudo parecendo se sentir mal por perder a ligação. Discou ao mesmo tempo para a amiga, mas ela não atendeu - deve estar trabalhando - deixou de lado o telefone e se encaminhou ao banheiro.

- Melissa! - A fiz parar - não vamos falar sobre o que aconteceu? Acho que está na hora - ela suspirou profundamente, parecendo impaciente pelo rumo da conversa. Fazia semanas desde o episódio com o bebê no hospital, e sequer tocamos no assunto.

- Eu já disse que sabia que ele não era meu. Só queria segurá-lo, foi errado, mas não sou maluca, está bem? - Disse na defensiva.

- Não te acho maluca, jamais - deixei bem claro - só quero te entender, te oferecer ajuda, tem alguma coisa errada, você sabe.

- Eu só estou triste, okay? - Falou irritada - me deixa ficar triste, me deixa superar isso do meu jeito, faz muito tempo, mas ainda machuca!

- Exatamente por isso talvez precise de tratamento, pra conversar, pra entender porquê isso voltou depois de tanto tempo. Claramente é a situação com Candice que mexeu com você, reacendeu tudo isso - tentei fazê-la compreender.

- Tudo isso nunca foi embora Chris - disse ríspida - só não culpe Candice. Eu não invejo a minha amiga, eu só quero que ela seja feliz, só quero ajudar, a felicidade dela é a minha também.

- Eu não quis dizer isso - tentei me explicar, ela havia entendido tudo errado.

- Tanto faz - me deu as costas saindo de vez dali.

(...)

P.O.V Grant

- Corta! - O diretor gritou ao fim da primeira cena do dia. Felizmente nela minha interação com Candice não passava de algumas trocas de frases, sem contato direto. Conseguimos levar aquilo até o fim, ela como sempre foi fantástica, quanto a mim já não tinha certeza - Candice, você voltou com tudo, perfeito! - Ele a aplaudiu junto a nossos colegas de cena.

- Parem com isso, não foi nada - sorriu sem jeito e se encaminhou diretamente a Maggie que estava com uma assistente de produção esperando a cena acabar ali perto. Aparentemente conversaram algo sobre a cena, depois Candice parou para atender uma ligação, desligou em pouco tempo, falou algo com ela, e Maggie correu para perto de mim.

- O que foi meu bem? - Me abaixei em sua altura.

- Marie ligou pra mamãe, ela já tá aqui me esperando pra levar pra casa - contou um pouco tristinha - vim dar tchau.

- Que pena, eu queria tanto conversar mais com você - a abracei forte, tão triste quanto ela por ter que me despedir - e se eu te buscasse hoje pra você dormir na nossa nova casa? - Ela não pareceu muito animada - tudo bem, podemos ir ao menos no cinema, se não gostar da casa eu te levo pra dormir com a mamãe - negociei.

- Tá bom! - Me abraçou outra vez, e depois de se despedir do elenco partiu dali com a mãe.

Algumas horas mais tarde, quando o fato de ter Candice no mesmo ambiente que eu já estava sendo mais suportável, tiramos um tempo para intervalo. Ela havia sido muito clara na nossa última conversa que não queria contato comigo, mas era impossível chegar até Maggie sem passar por ela, então se eu fosse voltar mesmo a ver minha filha teria que tentar um diálogo.

Era tarde para almoço, então fiz um lanche rápido e me dirigi a seu trailer. Pensei mil vezes antes de bater na porta, mas bati, era por Maggie, tínhamos que aprender a lidar com isso. Ela abriu, agora estava vestida somente com Jeans e uma blusa que não escondia sua barriga como as que ela estava usando em cena, eu queria ignorar, mas não conseguia, não poderia definir o furacão de lembranças e de sentimentos que me tomou. Uma parte de mim só sentia culpa imaginando que talvez ela estivesse abrigando outra vez um filho meu, talvez o milagre de nós dois juntos em uma terceira pessoas estivesse se repetindo, talvez aquele bebê fosse me amar tanto como Maggie me amava desde a barriga, talvez eu estivesse perdendo suas fases, seus chutes, toda a magia que envolvia o decorrer de uma gestação. Mas talvez ele não fosse mesmo meu, talvez Candice tivesse mentido outra vez, talvez eu nunca conseguisse olhar pra ele sem me lembrar da traição.

- O que você quer? - Perguntou confusa. Acho que meus pensamentos haviam me calado por tempo demais.

- Preciso é... conversar... sobre Maggie - falei mais nervoso que esperava - posso entrar?

- Não! Me dê um minuto - entrou de novo e quando saiu vestia um suéter que voltava a esconder a barriga - pode falar - se sentou no degrau da pequena escada do trailer.

- Quero voltar a ver Maggie, combinei de ficar com ela hoje a noite, vamos no cinema - falei.

- Combinou com quem exatamente? Acha que pode voltar semanas mais tarde e decidir quando e como vai vê-la sem me consultar? - Não achava que estava tentando me punir, só estava sendo justa, eu havia mesmo sumido e deixado tudo por sua conta.

- Me desculpa, só não achei que fosse complicar isso, ela quer muito ficar comigo, e na verdade estou te consultando agora - me expliquei.

- Eu não confio em você pra cuidar dela sozinho, não por enquanto - aquilo era difícil de ouvir, mas não lhe tirava a razão.

- Eu nunca deixaria nada acontecer com Maggie - me defendi.

- Você pode vê-la quando e onde quiser, desde que Marie possa estar junto, e no fim do dia ela esteja na minha casa - deu suas condições - espero que entenda que só estou prezando pelo bem estar dela. Você agiu de forma terrível nos últimos meses e...

- Está tudo bem Candice, você só está sendo a boa mãe de sempre - fui sincero - eu mesmo ligo para a babá e combino tudo, não vai precisar se envolver ou se preocupar com nada. Espero que veja logo que pode confiar em mim como pai dela.

- Quer mais alguma coisa? - Perguntou se levantando pronta para voltar para dentro.

- Não - neguei incerto, ela foi em frente, mas antes que fechasse a porta me pronunciei - o bebê... - ela voltou parecendo surpresa - os riscos com ele passaram? - Não sabia o que estava fazendo.

- Quase cem porcento - um sorriso quase partiu de sua boca, ela acariciou a barriga, quis fazer o mesmo por um segundo, mas tudo que fiz foi encarar meus pés, esperando que entrasse - até mais! - Partiu de vez.

(...)

P.O.V Candice

- Ele perguntou mesmo sobre o bebê?! - Caity buscou uma confirmação chocada do outro lado do telefone, estava contando sobre meu dia de trabalho, desabafando um pouco sobre tudo aquilo. Marie havia acabado de levar Maggie para ver o pai, e em breve Melissa chegaria para irmos na consulta.

- Perguntou, e me sinto tão idiota, porquê uma pergunta me desarmou completamente de toda postura que estava tentando manter um dia inteiro - admiti irritada comigo mesma - sei que não posso confiar nele, criar expectativas, mas Caity, não é errado acreditar que ele ao menos assuma o filho não é?

- Claro que não, esse bebê merece todo amor do mundo, sei que Grant vai se tocar do erro que está cometendo. Ninguém ignora um filho assim - tentou me apoiar.

- Espero mesmo que esteja certa - suspirei - não pode mesmo vir na consulta?

- Eu queria muito mesmo, mas tenho cenas até o fim da noite hoje - repondeu claramente culpada - mas Melissa vai não é?

- É, ela se ofereceu pra me fazer companhia em todas as consultas, eu só não sei se é o melhor pra ela - estava realmente muito preocupada com aquilo.

- Melissa ficaria pior se não pudesse ir, você sabe - ela estava certa - deixe que ela mesma estabeleça esses limites.

- É, tem razão - concordei. Ficamos em silêncio um tempo - você está bem? - Não sabia se estava louca, mas vinha sentindo um tom á mais de preocupação em sua voz, tinha algo errado.

- Claro que sim, por que não estaria? - Tive a certeza, já que se esforçou para parecer alegre.

- Por nada - resolvi lhe dar um tempo para decidir se queria ou não falar - olha, eu sei que Melissa e eu temos tido problemas enormes, mas somos três okay? Eu deixaria qualquer problema do mundo para te ajudar se necessário, e ela também, você sabe.

- Eu sei, mas eu juro, estou ótima - insistiu.

- Tudo bem, acho que Melissa chegou, preciso desligar - nos despedimos em seguida, e fui abrir a porta.

(...)

P.O.V Caity

- Oi amor, o que está fazendo aqui? - Rick apareceu sem aviso na porta do meu trailer. Como meu marido seu passe ali era livre, o que me permitia algumas surpresas.

- Vim só trazer um lanche já que vai trabalhar até tarde - entrou e deixou algumas sacolas sobre a mesa.

- Obrigada, estava sem ânimo pra sair daqui e comer - me sentei no sofá, ele me fez companhia.

- Candice me ligou - sabia como a frase terminaria - está achando que tem algo de errado com você - óbvio que estava, eu era péssima mentindo pra ela - sei que me diria se fosse o caso, mas prometi checar - respirei fundo, pensei por um segundo, e tomei coragem, iria ter que contar de qualquer jeito, precisava de sua ajuda.

- Se lembra da minha inflamação na garganta mês passado? - Perguntei pensando numa forma não desesperada de chegar onde queria.

- Claro, ela voltou? - Pegou da mesa meu copo de café e deu um gole.

- Não - balancei negativamente a cabeça - mas se lembra que tomei antibióticos? - Confirmou - e antibióticos cortam o efeito da pilúla... - deixou o café na mesa trêmulo, e me encarou tentando assimilar - minha menstruação está atrasada Rick - contei tão perplexa quanto ele.

- Isso nem sempre quer dizer que... - mal conseguia falar.

- É, nem sempre - assenti - mas estou preocupada, vou fazer um teste.

- Tudo bem - concordou tenso, nunca havia o visto tão assustado - eu devo fazer alguma coisa?

- Não, só não conte pra ninguém. Independente do que acontecer sabemos que não queremos um filho, e a última coisa que eu preciso é que alguém julgue o que é o correto pra nós dois.

- O que vamos fazer se... - nem deixei que terminasse.

- Eu não sei, e não quero pensar agora - engoli minha vontade de chorar, desde que aquela suspeita surgiu minha garganta tinha um nó que não passava, era desesperador ter aquela possibilidade à minha frente.

- Vai ser alarme falso - prometeu tentando transmitir calma - somos as últimas pessoas a desejarem isso não é? O universo não passaria tanto do limite.

- Espero que não...


Notas Finais


Até o próximo ❤😘


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