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História Para sempre, meu amor ( SPANICPAZ) - Capítulo 5


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Notas do Autor


Eu demorei, mas cheguei 🎉
*Há personagem novos*
Vamos ler!

Capítulo 5 - Chapter five - A promoção


Fanfic / Fanfiction Para sempre, meu amor ( SPANICPAZ) - Capítulo 5 - Chapter five - A promoção

*Alguns meses depois*

Há exatamente seis meses, Emperatriz dera o seu sangue no escritório, todavia era como uma trainee e estava em fase de treinamento para permanecer naquele ambiente. Gloriosamente ela se destacava em cada tarefa que lhe era dada, sempre agia rápido e tinha a solução para a maioria dos casos. O senhor Justo Del Real, adquiriu um grande carinho pela jovem e admirava o quão boa ela era para um simples cargo de advogada.

Ela sempre estava disposta a ajudar os outros advogados que estavam ali há mais tempo que ela e alguns deles apenas aproveitava da boa vontade da moça. E entre esses, estava Isabel, uma advogada que fazia parte do quadro de advogados nomeados daquele escritório, embora ela estivesse em uma boa posição ali não era o suficiente, simplesmente queria mais, ela se achava muito boa para ficar apenas como uma mera advogada. Isabel via Emperatriz frágil e inocente ao chegar, mas aos poucos a mesma foi se impondo e mostrando presença, mesmo sendo apenas uma trainee. E com medo de que Emperatriz se tornasse a queridinha de vez do senhor Justo, ela sempre dava um jeito de sobrecarregá-la, para que assim a jovem pudesse ter um vacilo e não chegar tão longe, pois somente ela acreditava que só ela poderia ser a melhor do escritório.

Emperatriz percebia as intenções de Isabel, mas sempre se esforçou ao máximo para nunca cometer um deslize e dar gosto a Isabel. Ela não queria ter inimigos e intrigas no trabalho, mas Isabel era incansável para que isso acontecesse, mas Emperatriz nunca cedeu às suas armadilhas, sempre tentou ser amável com ela e a ajudava em todo caso que a pedisse.

De todo modo, Emperatriz só queria permanecer ali e conseguir ser reconhecida, queria ser boa o suficiente para que sua mãe a tivesse orgulho dela, e queria que o mundo a conhecesse pelo o seu trabalho. E queria mais,  poder comprar sua casa, uma casa muito bem equipada e bonita para seu filho e sua mãe. Ela já havia conseguido comprar seu carro com o salário que ganhava, o que facilitou bastante sua vida, também, ajudava Elisa com o aluguel e conseguia pagar certinho a escolinha de seu filho. No momento, Emperatriz se sentia bem, tudo caminhava muito bem, ela havia conquistado muitas coisas boas nesses seis meses, o Sr. Justo gostava do trabalho dela e muitas vezes pedia o parecer dela em um caso,  que sempre era muito preciso. Aos poucos Emperatriz ganhava seu espaço e isso a fazia muito feliz.

- Reunião? Por que reunião de última hora? Estamos com algum caso difícil? Nós nunca perdemos um caso, somos reconhecidos por solucionar os casos mais difíceis que há. – Dizia Isabel ao entrar na sala de reunião juntamente com outros advogados.

- Não se trata de nenhum caso Isabel, eu chamei meus melhores advogados aqui porque preciso dar uma notícia importante. – Explicou Justo ao se acomodar em sua poltrona de centro.

Todos ficaram curiosos com qual notícia importante seria. Os melhores advogadas do escritório estavam sentados ali em volta de uma grande mesa cumprida, e Emperatriz estava ali presente.

- Eu quero perguntar algo. – Isabel se pronunciou levantando uma das mãos.

- Sim, Isabel. Pode falar. – Sr Justo deu permissão

- Se é uma reunião de apenas seus melhores advogados, então porque essa... – Ela olhou com desdém para Emperatriz que estava do outro lado da mesa. – Digo, por que Emperatriz está entre nós?

Emperatriz sabia que ela levantaria essa questão, então só baixou a cabeça.

- Por que essa é uma reunião com os melhores que tenho aqui no escritório, e Emperatriz se inclui. – Respondeu Sr. Justo tranquilamente.

Isabel não falou mais nada, mas seu olhar fuzilou Emperatriz.

- E então, Sr, do que se trata a notícia. – Perguntou Henrique.

Henrique, é um dos braços direito do escritório, Justo confiava nele cegamente e por isso tinha um cargo de confiança no escritório, ele além de advogado, era co-diretor, e auxiliava o Sr. Justo nos casos mais importantes. Ele também havia se tornado o melhor amigo de Emperatriz ali dentro, a ajudava no que ela precisasse e a orientava em alguns casos, por que ela sempre se saía muito bem sozinha, dificilmente precisava da ajuda dele. E, apesar dele ter conquistado a amizade dela, havia algo mais que ele queria, conquistar o coração dela, mas quanto a isso ela estava irredutível.

- Bom, todos aqui sabem que Henrique é meu co-diretor, trabalha lado a lado comigo, muitos casos que vocês não conseguem dar um parecer exato é passado para nós, mas as vezes não somos tão exatos assim e muitas vezes não damos conta. – Ele pára um pouco e respira fundo. – Bom, acontece que eu preciso de um outro co-diretor, um secundário, que supervisione os casos comigo e Henrique. E para essa promoção, eu preciso de alguém de confiança, assim como Henrique. Me entendam, eu não estou dizendo que não confio em vocês, se vocês estão nessa reunião é porque confio em todos que estão aqui, mas eu preciso apenas de mais um co-diretor, e para isso eu escolhi alguém que se destacou muito nos últimos meses.

Isabel sentiu que agora seria a sua hora, finalmente seria promovida, tinha certeza que seria ela.

- E então, quem você escolheu? – Perguntou Henrique ansioso.

- Repito que todos aqui são de minha confiança, mas como eu disse preciso apenas de um. – Ele pausa e analisa os olhares ansiosos. – Bom, eu escolhi Emperatriz Jurado para este cargo.

- O quê? – Sobressaltou-se Isabel.

Emperatriz abriu os olhos sem acreditar que realmente seria ela.

- Como que o senhor escolheu ela? Ela só está aqui há seis meses, é uma trainee ainda. – Dizia Isabel em desespero.

- Ela está qualificada para esse cargo Isabel, há muito tempo que não a vejo como uma trainee. – Rebateu o Sr. Del Real.

- Isso só pode ser brincadeira. Eu estou aqui há quase quatro anos, tenho dado o meu sangue nesse escritório, sou uma das melhores aqui, então, porque ela, por quê?

Isabel não poderia aceitar tão fácil, ela sempre sonhou em subir de cargo, pois se achava merecida. E não deixaria que uma novata a tomasse um cargo que era para ser dela.

- Isabel, recomponha-se. Eu escolhi a Senhorita Emperatriz e pronto. – Disse o Sr. Mais firme desta vez.

- Ah, claro, agora entendo perfeitamente. Claro, você e ela. – Ela riu desdenhosa, e todos ali pareciam bem constrangidos com toda essa situação. – Ela é sua amante!

- Como ousa? – Justo se ergueu revoltado com tamanha calúnia.

- É a única explicação que encontro para isso. A novata seduziu o poderoso Justo Del Real, sempre tão prestativa, sempre intocada na sala dele... – Ela riu debochada outra vez. – Claro que é isso.

- Isso não é verdade! – Por fim Emperatriz se pronunciou, alterada.

- Isabel, já chega. Você está passando dos limites. – Justo tentou suavizar.

- O único que passou dos limites aqui é o senhor! – Ela o olha com nojo. – O Senhor não tem vergonha? Na sua idade e casado, ter um caso com uma novata de quinta?

- Já chega! – Ele esbravejou.

- Não vou permitir que você fale uma coisa dessas...

Disse Emperatriz indo em direção ao outro lado da mesa em que estava Isabel, mas Henrique a segurou.

- E quê? Eu sempre soube quem era você, uma aproveitadora. Que ridícula, você é dessas que enlaça homens na sua rede e dar o bote com um filho, não foi assim que engravidou do seu filho bastardo? Talvez, o pai soube da golpista que você é e pulou fora. – Isabel jogou todo o seu veneno.

- Lave sua boca antes de falar do meu filho! – Emperatriz se debatia entre os braço de Isabel, ela queria acertar-lhe a cara.

- Você é...

- Já chega Isabel, está demitida! – Disse Justo em alto e bom som.

De repente uma calmaria havia se instalado naquela sala, todos se olhavam preocupados e perdidos. Isabel, sentiu uma grande fúria.

- Demitida? Eu?

- Justa causa. Agressão verbal, danos morais e calúnia contra seus colegas de trabalho. Você é formada em direito, conhece das leis, e trabalha em um escritório de advocacia, devia saber disso. – Ele pegou suas pastas e se aproximou dela. – É uma pena que tenha tido essa atitude, passe no RH e pegue suas contas. – Ele disse sério e se retirou da sala.

Isabel olhou para todos que ainda estavam presentes ali, eles a olhavam com espanto e surpresos. Ela focou seu olhar em Emperatriz.

- Isso não vai ficar assim! – Disse e saiu dali revoltada, batendo a porta com toda força.

- Meu Deus! – Suspirou Emperatriz caindo sobre a cadeira.

- Você está bem? – Pergunta Henrique preocupado.

- Sim, não se preocupe, só me estressei demais. – Respondeu ela.

- Vou pegar uma água pra você. – Falou Henrique prestativo.

- Não. – Emperatriz o segurou pelo braço. – Não se incomode com isso. Estou bem, mas agora preciso falar com o Sr. Justo.

Henrique assentiu e acompanhou até a sala do Justo.

Justo estava de cabeça baixa, talvez se sentisse culpado com o que acabara de acontecer, pois sempre soube que Isabel era ambiciosa, e que por isso evitava a dar um cargo de confiança desses, mas não imaginava que ela teria essa atitude.

- Sr... – Disse Emperatriz entre a porta.

- Oh, entre filha. – Disse ele calmamente.

- Eu lamento muito o que acaba de acontecer. – Disse Emperatriz sentando-se em uma cadeira de frente para ele.

- Não lamente, você não tem culpa. Isabel saiu do controle. – Ele falou calmamente.

- E, sobre o cargo, é sério que você quer me colocar como sua co-diretora? – Perguntou ela indecisa.

- Oras, eu não pareci sério o suficiente na reunião? – Brinca ele. Emperatriz lança um leve sorriso.

- Bom, é que, talvez...

- Não deixe que as palavras de Isabel confunda sua capacidade, você é capaz para esse cargo sim. Foi bem difícil escolher, todos que estavam naquela reunião me inspiram confiança... – Ele lembra de Isabel. – Bom, com isso que acaba de acontecer, talvez não todos. Mas, você eu estive analisando e é competente demais para ser apenas uma trainee, você é dedicada, complacente, inteligente e muito competente, e eu preciso desse tipo de gente como meu braço direito nesse escritório. – Finalizou ele.

Emperatriz ficou encantada com os elogios, e sentia uma forte alegria por subir de cargo, pois seus planos poderiam ser realizados.

- Senhor, é realmente sério? – Tenta confirmar.

- Tão sério que sua sala de co-diretora já está pronta, se quiser já pode ir lá e organizar tudo, também já tem uma secretária de confiança, ela não deve demorar para chegar. – Disse ele feliz ao ver o brilho no olhar de Emperatriz. – Ah, antes que eu me esqueça, temos um caso para essa semana.

- Do que se trata? – Perguntou Emperatriz ainda em êxtase, mas logo caindo em si.

- O caso não me parece tão fácil, Henrique já deu uma olhada e pensa o mesmo que eu. – Ele retira alguns papéis de uma pasta. – Dê uma olhada. – Ele estende os papéis para ela.

- Hum, vejo bem complicado, mas eu posso fazer estudo e dar minha opinião mais tarde, o que acha?

- Perfeito, leve essa cópia. Sabe, esse é um dos casos em que tenho bastante interesse em ter a causa ganha. – Disse ele com satisfação.

- E por que? – Indaga Emperatriz curiosa.

- Porque, vamos encontrar pela frente o escritório dos Miranda que também estão com esse caso.

Emperatriz sentiu uma inquietação, aquele nome Miranda, lhe remetia um passado.

- Você disse, Miranda?

- Sim, há anos eles vêem perdendo as causas para nosso escritório, e o maior sonho do dono de lá é vencer uma causa de mim. – Explicou.

- E, qual é o nome do dono? – Pergunta com medo da resposta.

- Manuel Miranda, advogado e juiz renomado, atualmente afastado por seu problema de saúde. O filho único, é quem toma de conta do escritório agora.

- E como se chama?

- Não sei muito sobre ele, mas sei que se chama Alejandro Miranda, ouvi dizer por aí que ele é muito bom. Enfim, não acho que seja páreo pra você não é mesmo?

De repente tudo perdeu o som e Emperatriz não ouvia mais nada a não ser sua própria voz repetindo várias vezes o nome Alejandro Miranda, sim, tinha que ser ele. Ela não sabia sobre o pai dele, pois Alejandro sempre evitou muito falar de sua família, apenas sabia que seu pai já era juiz naquela época. Ela sabia que um dia teria de está frente a frente com Alejandro, só não imaginou que seria tão pronto.

- Emperatriz? – Justo tenta conseguir a atenção de Emperatriz que parecia está muito longe. – Emperatriz?!

- Sim? Oi? – Diz ela confusa.

- Você pareceu está longe, aposto que não ouviu o que eu dizia.

- Desculpa. O que o senhor dizia?

- Que eu penso em colocar você a frente deste caso, não acho que o senhor Miranda ou qualquer advogado que ele mande representando, seja páreo para você. – Disse ele orgulhoso.

- Senhor... eu não acho que...

- Eu sei que você é capaz, você sempre foi. Então não me dê desculpas, agora vá olhar a sua nova sala e estudar esse caso. – Ele pegou nas mãos dela. – Você nunca decepciona.... Espera, suas mãos estão frias.

- Não é nada, só minha pressão que caiu. – Disse ela retirando rapidamente suas mãos da dele. - Estou bem, não se preocupe. Eu já vou indo, vou estudar esse caso. Ah, obrigada pela oportunidade.

Ela dizia ligeiramente e nervosa, e sem dar tempo para que o Sr. Justo falasse mais nada, se retirou dali.

Emperatriz correu para aquela que seria sua nova sala, era maior e bonita. Estava perfeita e não mudaria nada. Ela sentou-se em sua mesa e começou a analisar o caso que o Sr. Justo a havia dado. Ela havia demorado muito para se concentrar, pois suas lembranças não a deixavam em paz, e só de pensar que veria Alejandro, seu coração entrava em descompasso.

- Calma Emperatriz, você esperou por esse momento, ele te verá bem e se arrependerá de ter feito você sofrer, calma, você pode, eu sei que pode.

Ela dizia para ela mesma, no intuito de se acalmar. E quando estava quase entendendo todo o caso, alguém bate na porta.

- Pode entrar! – Ela diz.

- Olá, eu me chamo Coco, serei sua secretária.

Uma mulher de uns 30 anos se apresentou, ela tinha jeito amigável e Emperatriz havia simpatizado bastante com ela.

- Prazer Coco, me chamo Emperatriz.

- Prazer é todo meu. Eu fui contratada ontem e hoje já me passaram algumas tarefas suas. – Ela disse e se aproximou de Emperatriz. – Você tem uma pequena reunião com um dos advogados do escritório Miranda, amanhã às 10:00. – Informou ela prestativa.

- O quê?! – Disse ela espantada.

- Está errado? – Pergunta Coco confusa.

- Não. Na verdade eu só fiquei surpresa, não achei que nos reuniríamos tão rápido, eu ainda estou analisando este caso. – Disfarça ela.

- Bom, pelo o que eu entendi, o escritório Miranda tem pressa em resolver esse caso.

- Está bem, amanhã falarei... Você sabe quem virá representar o escritório, o Sr. Justo comentou algo com você? – Pergunta ainda nervosa, não podia controlar.

- Não estou lembrada do nome, mas posso verificar agora mesmo, se quiser.

- Sim, eu quero sim. – Se apressou em dizer.

Coco se retirou da sala de Emperatriz e foi em busca de saber quem viria para a reunião no dia seguinte representando o escritório Miranda.

Alguns minutos depois, Coco retornou.

- Senhorita Emperatriz, o representante será o Dr. Frederico Braga.

Emperatriz respirou aliviada, mas ainda assim, se encontrar com o amigo de Alejandro a preocupava.

- Está bem, obrigada. Bom, agora já está na minha hora, vou levar esse caso para analisar mais a fundo em casa. – Ela se virou para a secretária e estendeu a mão. – Acredito que vamos nos dar muito bem.

- Obrigada senhorita, fico feliz que pensa assim, eu estou muito feliz de poder trabalhar com uma moça tão boa e competente. – Disse Coco apertando a mão que Emperatriz estendia.

Emperatriz se despediu e caminhou para fora de sua sala. Ela buscava suas chaves do carro em sua bolsa enquanto andava e ao passar pelo o grande salão da recepção, se esbarrou em alguém.

- Você?! – Disse um homem surpreso por vê-la ali.

Ela tentou desviar dele, mas ele obstruiu o caminho.

- Por favor, eu preciso passar.- Disse ela fingindo não o conhecer.

- Espera, eu sei quem é você. Você é a Emperatriz! – Ele falou como se tivesse descoberto um grande prêmio.

- Senhor, por favor, deixe-me passar. – Dizia ela de cabeça baixa tentando passar.

- Você não está lembrada de mim? Frederico, melhor amigo de Alejandro Miranda...

- Você está sendo deselegante, e eu não conheço você. – Ela disse irritada e apressadamente saiu da presença dele.

Ela saiu tão apressada afim de fugir de Frederico que acabou se esbarrando novamente, agora em Henrique.

- Está apressada? – Diz ele tom divertido ao segurá-la.

- É.. sim, um pouco. – Responde olhando para trás, certificando-se de que Frederico não a seguia.

- Parece que foge de alguém. – Observa ele olhando na mesma direção que ela.

- Não, é que só estou um pouco apressada. Quero ver meu filho. – Disfarça.

- Entendo, queria te levar para jantar fora hoje. – Disse ele com pouca esperança.

- Desculpa Henrique não vai dar, eu tenho que estudar esse caso, pois terei uma reunião amanhã com o representante do escritório Miranda. – Explica caminhando em direção ao seu carro, Henrique a acompanha.

- O Sr. Justo te passou esse caso também?

- Sim, pediu para que eu estudasse o caso e desse o meu parecer, mas os advogados do escritório Miranda, exige pressa e então fiquei de me reunir com um advogado deles amanhã, para discutirmos as possibilidades. – Explica ela.

- Você não quer que eu tome a frente? Posso fazer isso por você, já que eu já sei desse caso, assim você não terá que levar trabalho para casa. – Se oferece ele.

Emperatriz achou tentadora a idéia, ao menos ela não teria contato com Alejandro e Frederico, mas sabia que o Sr.Justo a colocou a frente desse caso como mais uma tarefa e ela não queria decepcioná-lo.

- Não se preocupe, estou acostumada a levar trabalho para casa. E é até melhor, eu consigo compreender bem mais.

- Você não devia trabalhar tanto, ainda é jovem e tem que viver a vida um pouco.

- Sim, mas eu tenho um filho para sustentar e sou mãe solteira, não posso me dar o luxo de descansar e me divertir.

- Bom, já sei que hoje não vou conseguir convencer você a sair para jantar, mas em uma próxima não vou aceitar negativas. – Ele disse de forma divertida.

- Está bem. – Concordou ela com um leve sorriso.

Emperatriz se despediu de Henrique e seguiu para a sua casa.

*Escritório Miranda*

Frederico chegou as pressas ao escritório e encontrou Alejandro falando ao telefone, ele o esperava impaciente.

Alejandro franziu cenho e o fitou sem entender assim que desligou o telefone.

- O que foi? Porque está assim?

- Eu a encontrei! – Disse ele um pouco eufórico.

- Quem?

- A sua garota, Emperatriz Jurado.

Alejandro abriu a boca e fechou de novo sem articular as palavras.

- Sim, é ela.

- Onde a encontrou, como?

- Eu estava indo ao encontro do Dr. Justo para falar daquele caso em que temos pressa em resolver, sei que havíamos marcado para amanhã a reunião, mas eu quis passar lá no final da tarde, e foi então que ao entrar no prédio eu esbarrei com ela, com Emperatriz. Ela pareceu não me conhecer, mas a achei bastante nervosa ao me ver. – Conta Frederico.

- Meu Deus você a encontrou. – Alejandro comemorava. – Espera, o que ela fazia lá?

- Isso também não sei, mas já que você mencionou agora eu me pergunto também. – Frederico começa a lembrar dos detalhes. – Ela estava de saída, e estava muito bem vestida, parecia uma das advogadas de lá, estava mais linda do que da última vez em que a vi em seu casamento.

Alejandro tenta entender toda a situação caminhando de um lado para o outro.

- Você não chegou a perguntar para ela o que fazia lá?

- Nada, ela nem me deu chances, saiu às pressas e... – Ele havia lembrado de outro detalhe. – Na saída ela havia esbarrado com outro homem, mas aquele eu acho que conheço e você também, é o Henrique, braço direito do Dr. Justo, ela começou a conversar com ele animadamente.

- Mesmo? – Perguntou Alejandro preocupado. – E você acha que ela conhece Henrique?

- Pelo o que vi parecia que a conhecia e muito bem, ele a acompanhou até o carro dela e...

- Carro? Ela tem um carro? – Perguntou surpreso.

- Cara, é verdade, agora dei por mim, ela tem mesmo um carro, entrou e saiu dirigindo. Ela deve está bem de vida.

- Eu preciso entender toda essa situação. Preciso saber o que ela fazia lá. – Ele se vira para Frederico. – Continue com o dossiê e descubra o que ela faz, como é que conhece o Henrique. Já sabemos que vive aqui ainda, mas preciso saber de mais e com essa informação de hoje só me deixa ainda mais curioso.

- Ok, vou tentar.

- E você não falou com o Dr. Justo? – Perguntou.

- Não, as recepcionistas disseram que ele já não estava mais no escritório e então retornei as pressas para te falar da novidade. – Respondeu.

- Ok, de toda forma a reunião está marcada amanhã. Vamos resolver esse caso.

Frederico assentiu. Alejandro não conseguiria dormir aquela noite, seus pensamentos estavam voltado para sua amada Emperatriz. Finalmente sabia algo dela, e tudo que soubera o deixara muito intrigado e curioso em saber mais  sobre ela. Logo, logo poderia está de frente com ela..


Notas Finais


*Tudo relacionado a leis e âmbito da advocacia, sou leiga, então eu inventei algumas coisas *
Aguardem os próximos capítulos!


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