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História Para sempre seu, Akaashi. -Bokuaka - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Olá seres humanos! Então, essa fanfic é muito antiga, ela já foi postada uma vez mas o resultado não me agradou, então cá estou eu para reescreve-la. Eu espero que vocês gostem, a história se passa na época da primeira guerra mundial (1914), mas eu não falarei muito sobre a guerra e eventos históricos.

FATO IMPORTANTE: Na história o Bokuto tem Asperger, porém eu não irei me aprofundar muito neste diagnóstico!!! Irão acontecer explicações básicas mas nada muito profundo!!!!

No início eles ainda são crianças, mas com o tempo eles irão crescer, não se preocupem.

Aproveitem a leitura, e para meus leitores antigos, aguardem que todas as fanfics serão atualizadas com o tempo, tenham paciência por que eu demoro mesmo para atualizar.

Boa leitura amores<3

Capítulo 1 - Olhos de ouro.


Os olhos verdes esmeraldinos observam o céu pela milésima vez no dia, cansados e opacos, as orbes esverdeadas procuram incessantemente por algo nos céus, que assim como seus olhos, estavam nublados e melancólicos. Aquela era apenas mais uma terça-feira de outono, o vento arrastando as folhas secas e alaranjadas das árvores, o céu escuro ameaçando uma chuva forte e nenhum sinal do sol. O garoto de olhos esmeraldinos particularmente odiava dias assim, mas eles combinavam com o caos instalado pelo mundo no momento.

Um suspiro pesado deixou os lábios do menino já entediado do livro em suas mãos, não estava com fome e muito menos com vontade de se levantar da cama, as vezes o garoto queria apenas ter alguma companhia. Seus dedos tamborilavam sobre a capa do livro de forma ansiosa, em um barulho irritante e continuo, e quando o menino já se via quase perdido em seu próprio silêncio, a porta de seu quarto foi aberta por uma senhora, era uma das criadas de sua casa, elas nunca foram com a cara do pequeno Keiji, assim como todos naquela cidade.

"Seu pai está em casa. Ele disse que queria vê-lo." Ela o olhou com desgosto soltando um sorriso maldoso, mas Akaashi ignorou a moça, se levantando com certa animação, fazia muito tempo que não via seu pai. A mulher o parou antes que o moreno pudesse sair do quarto "Arrume suas malas também moleque, pode ser a última vez que você verá esta casa." A mulher não se importava se aquilo era ofensivo, ou se havia assustado o pequeno garoto, mas Akaashi sentiu o peso daquela frase, algo dentro de si já sabia que iria acontecer alguma coisa muito ruim. A moça riu de seu desespero, observando atentamente enquanto o moreno corria para fora do quarto.

O garoto nunca entendeu todo este ódio que as pessoas tinham por si, seu pai quase nunca aparecia em casa, os vendedores de lojas o olhavam feio, as criadas de sua casa sempre o tratavam mal, mas o motivo ainda era desconhecido para si, quando tinha por volta de seus seis anos, o menino chorava todas as noites em seu quarto, questionando a si mesmo o que havia feito de errado, era apenas uma criança, não tinha culpa de ter nascido, não tinha culpa de ser diferente dos outros garotinhos de seu colégio, era algo que não podia escolher.

A cabeça do de olhos esmeraldinos estava nublada, seus olhos turvos e o mundo parecia estar caindo ao seu redor, tudo por conta das frias palavras que saíram da boca de seu pai assim que este mirou seus olhos em Keiji. "Estou indo para a guerra, Keiji." sua voz ecoava sem emoções pela enorme casa como uma rajada de vento congelante "E com isso você terá de ir embora para o interior. Não quero envolvê-lo nisso." E assim a decisão que mudaria a vida do pequeno garoto foi tomada, sem que ele pudesse opinar, ou até mesmo se negar a ir, aquela era a sua única e terrível opção "Você ficará na casa de um amigo meu de confiança, estará seguro lá até que a guerra acabe." O homem se levantou pegando sua maleta e passando pelo menino de forma autoritária "Arrume suas malas agora, você sai pela manhã." 

No fim, não havia nada que Akaashi podia fazer além de se afogar em suas próprias lagrimas, lágrimas gordas e pesadas que escorriam por toda a superfície de seu rosto pequeno e pálido do menino. E antes mesmo que este pudesse interpretar a situação, já se via a caminho de sua nova casa. Se lembrava das criadas rindo de si ao vê-lo chorar, o dizendo que era uma péssima pessoa e que estavam agradecidas que este iria embora. A pergunta que a anos havia deixado sua cabeça voltou a tona, o que eu fiz de errado? Akasshi era apenas uma criança, não merecia estar passando por tanta pressão.

Com o tempo o moreno parou de dar ouvidos as pessoas, assim que chegou no casarão seu pai se juntou a um homem de cabelos grisalhos, Takeyuki Yamiji, o dono da casa. O homem parecia simpático, sorrindo sempre para Akaashi, aparentemente tentando confortá-lo afinal a situação não era muito fácil de se lidar. Agora aquela era sua casa, Keiji não podia relutar, este era seu novo lar.

 

[...]

Já se faziam dois meses dês da chegada do moreno naquela casa, sua relação com Takeyuki era como de colegas distantes, eles não tinham muitos assuntos para falar, e quase não se conheciam, o que deixava o clima levemente desconfortável para Akaashi. Além disso, a casa no meio do mato era muito grande, logo obviamente o moreno não conhecia nem um terço do local, ainda estava se acostumando com uma vida longe da sociedade. 

Mas algo no casarão o intrigou, havia um quarto, no andar de cima, que ficava sempre trancado, por conta disso era esperado que ninguém vivesse ali, foi o que Keiji pensou, até ser desperto durante uma de suas primeiras noites, com barulhos altos vindos do quarto misterioso. Sempre que estes barulhos aconteciam, seja durante a tarde, a noite ou a manhã, o de olhos esmeraldinos pensava que estava sendo assombrado, pensou até mesmo em perguntar para o senhor Takeyuki se havia alguém preso ali dentro, porém acabou não o fazendo ao perceber a naturalidade que o homem tratava tais barulhos.

Portanto certo dia, em uma tarde de quinta-feira, Akaashi se encontrava novamente em seu estado tedioso, o mesmo que estava no dia em que foi levado para lá, seus livros perderam a graça, não tinha fome o suficiente para fazer uma refeição, já havia tomado quatro banhos e observado no mínimo quinze vezes a paisagem de fora. Seus pezinhos pequenos basicamente se arrastaram para fora da cama, e de forma preguiçosa o menino caminhou até a porta dos fundos, porta esta que dava para um enorme campo, havia apenas uma árvore com um balanço de madeira improvisado e um pouco de sombra, Keiji decidiu que seria ali que ficaria, para se proteger do sol forte. Mas os planos foram outros, assim que o moreno abriu a porta, acabou por se deparar com um garotinho, sentado na sombra da árvore, com tinta espalhada pela grama, e uma tela pintada em seus braços. 

O garotinho tinha olhos dourados quase como ouro, um corpo magrelo e pálido porém alto, usava uma jardineira manchada de tinta e uma blusa amarela, mas o que mais chamou a atenção de Akaashi foram os cabelos peculiares, na raiz, eles possuíam uma coloração escura quase preta, e já nas pontas arrepiadas, era de um tom cinzento quase prateado. O moreno foi agarrado de volta a realidade quando os olhos dourados se voltaram para si o fazendo estremecer como se houvesse levado um choque, os dois se encararam, mas foi coisa de poucos segundos até os olhos do garoto se desviarem de si passeando por todo o local como se estivessem perdidos. 

A mão pálida do garoto se fechou em punhos e seus dentes agarraram seus lábios com força quase os fazendo sangrar, Keiji tentando ignorar a situação, apenas caminhou lentamente até a árvore e se sentou um pouco distante, seu coração estava disparado, ele suava frio, e sua cabeça parecia estar girando infinitamente, nunca havia se sentido de tal forma, e mesmo que tentasse permanecer indiferente, era impossível ficar quieto quando se tinha um garoto de orbes douradas quase estourando os próprios lábios ao seu lado.

"Você mora aqui?"

 


Notas Finais


Ficou pequeno eu sei, mas resolvi deixar as interações para o próximo capítulo. Atualizarei assim que possível.
Espero que tenham gostado<3


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