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História Para sempre sua - Capítulo 22


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Capítulo 22 - Chuveiro parte 1


Fanfic / Fanfiction Para sempre sua - Capítulo 22 - Chuveiro parte 1

 

 

Justin Bieber

 

Sábado

 

O dia amanhece frio e sombrio lá fora, ao que parece neve caiu durante toda a noite já que pela janela eu posso ver a rua em um branco imaculado.

Com a espátula em mãos, viro mais uma panqueca, a massa preparada apenas com aveia, leite e bananas amassadas não tem uma aparência muito chamativa, mais o gosto é bom e era imensamente mais saudável do que a tradicional feita com trigo. Desligo o fogo e coloco uma panqueca no pequeno prato cor de rosa, acrescentando uma pequena colher de mel em cima, no compartimento ao lado coloco os morangos perfeitamente cortados em forma de coração para em fim levar o prato até a mesa, onde Emma já espera. Ponho o prato bem a sua frente e volto até o fogão para fazer meu próprio prato, pegando as duas panquecas restantes e uma caneca de café fumegante, puro e sem açúcar. Me sento a mesa e observo Emma comer balançando a cabeça como se ouvisse uma musica em sua cabeça.

-Quer leite querida?- Pergunto.

Ela me olha concordando com a cabeça e eu me levanto para pegar a caixa de leite na geladeira, enchendo o copo que faz conjunto com seu pratinho e o colocando a sua frente. Ela o pega tomando um longo gole antes de voltar ao prato, espetando um morango com o garfo de plástico e esticando-o para mim. Eu o recebo na boca, sentindo o sabor adocicado e acenando para que ela coma. Era sempre assim, ela me fazia de degustador, para ter certeza que suas frutas estavam doces, já que ela tinha uma grande aversão a coisas acidas.

Alguns minutos depois eu termino minha caneca de café enquanto Emma vai ate o banheiro para escovar os dentes. Eu lavo a pouca louça e pego sua bolsa para conferir mais uma vez se não falta nada. Emma volta do banheiro saltitando com seu coelhinho nos braços e para ao meu lado para que eu lhe ajude com o casaco.

-A gente pode ir dar bom dia pra princesa e a Pan?-Ela pergunta quando subo o zíper até seu queixo.

-A essa hora, acho que não. –Olhando meu relógio, que marcam sete e meia.- Agora com as férias, com certeza elas ainda estão em sono profundo. –Falo vestindo suas mãos com as luvas de lã .

-Ah... então quando elas acordarem, vai lá falar que eu disse bom dia, e que amanhã eu vou lá pra gente brincar, ta bom ?- Ela fala me olhando nos olhos.

Eu apenas concordo para não prolongar o assunto e a pego no colo, saindo do apartamento em direção a escada. Chegando lá em baixo eu a ponho no chão, abrindo o portão e chutando a neve que se acumulou perto da entrada.

-A neve é tão bonitinha papai, bem branquinha. –Emma fala olhando para a rua.

-Sim, muito bonita. –Concordo.

O carro do meu pai não demora a chegar, ele para logo em frente ao portão e eu pego Emma no colo, me apressando para colocá-la dentro do carro e a prender na cadeirinha.

-Quais as chances de você estar vindo junto hoje?- Papai pergunta virado para trás.

-Completamente nulas, é dia de limpar a casa.- Falo dando um tapinha em seu ombro. –Quem sabe na próxima.

-Certo, sua mãe disse que quando for, leve Courtney junto, Emma fala tanto dela, sua mãe não se aguenta mais de curiosidade, quer conhecer-la.- Ele fala e eu o encaro surpreso.

-Você sabe, essa é a mesma garota do acidente de carro. –Sussurro.

-Besteira, águas passadas, nem mesmo você lembra disso Justin, são garotas diferentes agora.

Sorrio concordando, realmente a garota do acidente não tem nada haver com a Courtney que eu venho conhecendo nos últimos meses.Emma a idolatra de uma maneira tão intensa que é difícil de explicar.

-Certo, tenham um bom dia.-Beijo o rosto de Emma e fecho a porta do carro.

Vejo-os partir e volto para dentro fechando o portão, subo as escadas e paro quando chego no ultimo degrau, vendo uma Courtney com uma cara nada boa esmurrando minha porta.

-Aprendeu a fazer portas? –Pergunto, vendo-a dar um pulo de susto.

-Minha nossa, parece assombração. –Ela fala com a mão no peito.

-Não me respondeu, aprendeu a fazer porta, estava tentando derrubar a minha por qual motivo? –Pergunto novamente.

-A Emma já foi para a casa dos seus pais? –Ela pergunta de volta e eu aceno.-Ótimo, não aprendi a fazer porra nenhuma, eu levantei cedo com bom humor, fui ao banheiro para tomar um banho, e quase morri congelada. –Ela fala irritada.

-O que?

-A merda do chuveiro parou de funcionar, quebrou, eu não sei, o que eu sei é que eu tomei banho com cubos de gelo. –Ela reclama.

-Tem certeza que ligou o chuveiro direito, você sabe, tem que girar até o fim para a água quente sair.

-É claro que eu sei, acha que depois de todos esses meses eu tomaria um banho gelado nesse frio, por pura vontade?- Ela fala indignada.

-Acho que não, deixa eu pegar minha maleta e subo para dar uma olhada.

Ela sobe as escadas apreçada e só então percebo seus pés descalços. Pego minha maleta de ferramentas e subo para seu apartamento, a porta esta aberta e eu sou recebido por Pandora, que balança a calda contente. Acaricio seu focinho e ela se afasta depois do carinho, penso que se fosse Thor, ele já estaria pulando em desespero pedindo por mais, tá para nascer cadela mais educada.

Caminho até o corredor vendo Courtney na cozinha em frente ao fogão. Ela me olha ainda irritada e eu me apreço em entrar no banheiro dando de cara com a confusão na pequena pia, eu nem sabia que era possível empilhar tantos produtos em um único lugar. Faço uma careta e me aproximo do chuveiro.

-Acho bom você concertar essa coisa ainda hoje, eu não pretendo passar por essa experiência ártica uma segunda vez. –Ouço-a resmungar as minhas costas.

Me viro em sua direção, vendo-a encostada ao batente da porta me observando.

-Garanto que concerto, se você não o tiver quebrado. –Acuso apenas para ouvi-la bufar irritada.

-Eu não quebrei, a culpa não é minha se as coisas dessa casa foram compradas a um século trás.

Ela se aproxima olhando para o banheiro, seu rosto aos poucos se tingindo de vermelho intenso quando seus olhos se focam na parede. Olho na mesma direção e me deparo com um sutiã branco pendurado onde deveria ter uma toalha. Ela se apreça em agarrar a peça e eu dou-lhe as costas me focando em abrir rapidamente o registro do chuveiro.

Eu só não contava com os fatos a seguir, quando o registro vem junto a minha mão, com água gélida jorrando para todos os lados do banheiro, me molhando da cabeça aos pés, seguido de um grito estridente, que me faz virar rápido ao ponto de ver Courtney dar um pulo,  com seus pés descalços fazendo-a escorregar. Em reflexos rápidos eu a agarro pela cintura fina, a puxando e a apertando em meu peito para evitar que seu corpo atinja o chão. Suas mãos se agarram a minha camisa de mangas longas junto ao sutiã, os olhos arregalados e a boca aberta muito próxima.

 

 

Continua...

 

 


Notas Finais


Vontade de me matar né minha filha ? kkkkkkk


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