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História Para sempre, você (Romance Lésbico) - Capítulo 29


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Capítulo 29 - VINTE E NOVE


Haviam se passado algumas horas que Alice estava na sala de cirurgia. Todos estavam apreensivos e esperando por alguma notícia. Elliot se mantinha sentado em uma das poltronas, cabisbaixo quando Caroline aproximou-se dele, sentando-se ao seu lado.

— Já faz algumas horas. — Disse ele sem olhar para a garota loira ao seu lado. — Isso não deve ser bom.

— Não pense nisso. Não agora. — Respondeu Caroline. Ela segurou a mão dele. — Ela está em boas mãos. — Elliot respirou fundo e assentiu.

A garota loira levantou e se dirigiu aos Keating que permaneciam em silêncio do outro lado da sala e aparentavam estar apreensivos. Zach não parava de andar de um lado para o outro na sala de espera.

— Minha mãe está vindo para falar com vocês. Expliquei rapidamente o que havia acontecido. Ela ainda não veio porque está atendendo um caso de homicídio do outro lado da cidade, mas o que vocês precisam saber, por hora, é que cada policial nessa cidade está procurando pelo carro do Connor.

— Nós agradecemos, Caroline. — Disse Mary com lágrimas nos olhos.

Ela voltou e sentou-se ao lado do Elliot novamente.

— Você não me disse que sua mãe era delegada. — Comentou Elliot.

— Acho que não tivemos tanto tempo assim para nos conhecermos melhor.

— Desculpa por ter escolhido um péssimo dia para apresentar você à minha família. — Pediu o irmão de Alice. Caroline sorriu.

— Eu fico feliz em estar aqui, mesmo assim. — Respondeu com um sorriso.

— Ei, amigo. Precisa se acalmar. — Disse James se aproximando de Zach. — Venha, vamos tomar um ar.

Ambos caminharam até a varanda da sala de espera. Eles estavam no segundo andar.

— Como foi que tudo isso aconteceu com a gente? — Perguntou Zach, com a voz trêmula. — Sua Alice está na cirurgia em estado grave e minha Helena está por aí nas mãos de um psicopata. Como eu não percebi antes?

James olhou para as luzes da cidade, no horizonte, depois olhou para o seu melhor amigo. Seu coração também estava partido.

— Não se culpe, Zach. — Pediu. — Alice ficará bem e iremos encontrar Helena. — Disse tentando convencer mais a si mesmo do que o amigo.

— Todos os dias, James, todo santo dia, ela estava lá e eu não percebi que ela estava em perigo e ele sempre estava lá também, tentando passar uma imagem boa para nós… Como eu poderia não me culpar?

As palavras atingiram James em cheio. Zach ainda poderia gozar de ter tido a filha por perto, mas e ele? Sentiu seu coração encolher e a garganta fechar. Se ele tivesse convivido mais com Alice, qual a probabilidade dele ter impedido tudo o que estava acontecendo? Era isso que ele se perguntava. Se Alice morresse, esse seria seu grande martírio.

A enfermeira que havia aparecido anteriormente para avisar o Dr. Simmons de que a sala de cirurgia já estava pronta apareceu novamente, interrompendo o clima tenso da sala de estar. Todos levantaram-se abruptamente encarando-a ansiosamente. Ela fez um sinal para que todos se acalmassem.

— Senhorita Mickaelson ainda permanece em cirurgia. — Disse ela com a voz firme. — Dr. Simmons e sua equipe identificaram a hemorragia e a têm sob controle. No entanto, ela perdeu muito sangue e a partir de agora, ela precisará de algumas bolsas de sangue. Os familiares, quem mais for compatível e que atenda os requisitos, devem ajudar. — Ordenou.

Elliot e James deram um passo à frente.

— Somos compatíveis.

— Certo. Me acompanhem. — Ordenou a enfermeira.

— É aqui que iremos ficar. — Disse Connor após estacionar seu carro no estacionamento de um hotel de beira de estrada.

Helena olhou para o prédio através do vidro dianteiro do carro e imaginou o tipo de pessoas que frequentavam aquele lugar. Ao notar o desconforto no rosto de Helena, ele disse:

— Só essa noite e amanhã voltaremos para a estrada. Agora vamos. — Ordenou.

— Não posso ficar aqui no carro? — Connor respirou fundo e tornou-se pensativo.

— Não, na verdade. Saia. — Ordenou ele calmamente. — Acha mesmo que eu vou dar oportunidades para que você fuja? — Helena abriu a porta e desceu do carro, notando que escapar seria mais difícil do que ela imaginava.

— Só para reforçar. — Disse ele pegando-a pelo braço com força. — Se tentar algo estúpido, eu mato você da mesma forma que fiz com Alice. — Ameaçou ele enquanto encarava-a nos olhos. A ameaça fez Helena encolher-se.

— Queremos um quarto, por favor. — Pediu Connor à recepcionista do Hotel. Ela analisou Helena que estava de cabeça baixa com desconfiança e depois lançou um olhar para Connor, antes de acessar um dos computadores à sua frente.

— Querem um quarto com uma cama de casal? — Questionou a recepcionista.

— Você só tem esse quarto disponível?

— Temos outro com duas camas de solteiro.

— Ficaremos nesse então.

— Preciso dos dados do seu cartão de crédito e identidade. — Disse a recepcionista.

— Irei pagar com dinheiro em espécie.

— Certo, mas ainda preciso dos seus dados. — Connor respirou fundo. — São normas do estabelecimento, senhor.

Meio relutante, Connor entregou sua habilitação e o dinheiro da reserva para a recepcionista que após anotar os dados do garoto, devolveu o documento juntamente com o cartão magnético do quarto. Eles se despediram e foram em direção ao quarto.

Após entrar nos aposentos, Connor trancou a porta e observou o lado de fora do quarto antes de fechar todas as cortinas. Ele olhou para a Helena, analisando-a silenciosamente, um clima desagradável se instalando entre eles.

— Helena, eu… — Tentou dizer, mas foi interrompido por Helena que levantou seu dedo indicador.

— Não fala nada, Connor.

— As suas roupas estão na mochila. — Disse ele ignorando-a enquanto colocava a mochila em uma das camas. — Preciso fazer uma ligação. Qualquer coisa, estarei do lado de fora do quarto. — Ele esperou que a garota dissesse alguma coisa, mas ao notar que ela não iria dizer nada, ele saiu do quarto.

Já do lado de fora do quarto, Connor tirou o celular do bolso, digitou alguns números na tela sensível e levou o aparelho até o ouvido e aguardou ser atendido pela pessoa do outro lado.

— Ei, cara. Você está bem? — Perguntou Oliver.

— Sim e ela está comigo. — Disse sem rodeios.

— E a Alice? Alguém viu você saindo com Helena?

— Eu não sei nada sobre Alice, mas espero que ela já tenha ido para o outro plano.

— Como assim? Você a matou?

— Eu a esfaqueei no andar de cima. Mas o irmão da Helena e o de Alice viram. A essa altura, a polícia deve estar atrás de nós.

— Droga, isso não é bom. Nada bom. — Enfatizou. — Eu disse que a sua impulsividade iria ferrar com tudo. Onde vocês estão agora?

— Estamos em um hotel na estrada principal. Passaremos a noite aqui.

— Certo, mas você tem que se livrar do seu carro e do seu telefone o mais rápido possível. Se quer um conselho, isso deve ser feito o quanto antes. Me ligue assim que pegar um descartável. Vou tentar descobrir se Alice realmente morreu e arrumar um local seguro para vocês dois se esconderem.

— Ok. — Disse antes de desligar o telefone.

Connor tirou o chip do telefone, destruindo-o e jogando os restos numa lata de lixo próxima. Ele respirou fundo, tentando manter o seus pensamentos em ordem e depois de se acalmar, ele voltou para o quarto.

Connor não percebeu, mas a recepcionista do hotel o assistia com desconfiança.

Detetive Moon chegou no Hospital Simmons o mais rápido que pôde. Ao chegar na sala de espera, Caroline correu para abraçá-la. Elliot levantou-se e recebeu um abraço apertado da sua futura sogra.

— Como a sua irmã está? — Perguntou a mãe de Caroline ao Elliot.

— Ela ainda permanece na sala de cirurgia, delegada Moon.

— Eu lamento o que tenha acontecido com você e com sua família Elliot. — Disse enquanto acariciava o braço do garoto. — Estou torcendo para que tudo fique bem. Também lamento por vocês Keating… — Disse, se dirigindo à família da Helena dessa vez.

— Você tem alguma notícia dela? — Perguntou Noah um pouco ansioso.

— Infelizmente ainda não, mas há vários policiais procurando por eles pela cidade toda. — Respondeu e Noah passou de ansioso para decepcionado rapidamente. — Interrogamos o pai de Connor, ele é um policial que trabalha na minha unidade, mas ele não sabe nada sobre o Connor, ele sequer notou alguma mudança de comportamento no filho na última semana.

— Isso só diz que talvez não tenha sido planejado. — Disse Mary e a detetive assentiu.

— Estou aqui porque eu preciso reunir informações. Há investigadores na casa dos Mickaelson interrogando testemunhas e eu também preciso interrogá-los, é o procedimento padrão. O motivo por trás disso tudo é tentar entender qual a motivação do Connor por trás do ataque contra a Alice e o sequestro de Helena.

Elliot e Caroline se entreolharam disfarçadamente e depois, o restante das duas famílias também se encararam. Talvez lá no fundo, tanto os Mickaelson quanto os Keating teriam que revelar suas desconfianças em relação à relação que Alice tinha com Helena.

— Antes de irmos para a casa dos Keating, no sábado, uma BMW preto deixou Helena em nossa casa… Ela estava super feliz e fazia um tempão que eu não a via tão feliz. Quando perguntei se era o Connor, ela disse que ele havia sido um escroto, mas que ainda não podia revelar quem estava sendo o motivo de sua felicidade. — Noah foi o primeiro a falar. — No momento que Helena disse isso eu nem me liguei que talvez ela e Connor haviam terminado, eu sequer me lembrei disso quando ele me ligou perguntando onde era a casa dos Mickaelson. A culpa é minha. — Confessou Noah voltando a chorar. — Eu poderia ter evitado tudo isso.

— Ei, cara. Não tinha como você saber. Não tinha como nenhum de nós saber.

— Elliot tem razão, filho. — Disse Elliot e Mary respectivamente tentando consolar o garoto.

— Um BMW preto. — Prosseguiu a delegada. — Sabe me dizer se o modelo é um hach, sedan ou SUV?

— Era um sedan Série 3 da BMW, eu acho. — Disse o irmão da Helena tentando buscar em sua cabeça o máximo de informações que pudessem ajudar a polícia.

Neste momento, Elliot olhou para o seu pai. James mantinha-se em silêncio.

— Era a Alice. — Disse Elliot sem tirar os olhos dos de seu pai. — Alice tem um BMW Série 3 preto.

— Qual a relação entre as duas garotas? — Perguntou a detetive. James respondeu:

— Colegas de trabalho.

Elliot se levantou rapidamente e impaciente disse:

— Qual é pai? Você vai deixar a sua homofobia ferrar com Alice de novo? Não entendeu que a filha do seu melhor amigo também corre perigo e você está tentando omitir informações importantes?

— Elliot, mantenha-se calmo. — Pediu Caroline e ele continuou:

— Calmo? Como? Esse homem destrói tudo que toca. — Disse apontando para James com os olhos cheios lacrimejantes.

— Tem algo para dizer Elliot? — Perguntou à mãe de Caroline e ele a encarou em silêncio.

— Não sei se os Keating compartilham dos mesmos preconceitos que nosso querido James Mickaelson. Mas o que ele está tentando omitir aqui é que Alice e Helena estavam juntas.

— Juntas como?

— Como um casal. — Respondeu Elliot. — É por isso que Connor fez o que fez.

— Certo… Obrigada Elliot. Vou repassar a informação para os outros investigadores do caso. — Disse Leonore. — Preciso que me avisem quando Alice acordar. Irei conversar com ela também.

Karma que havia acabado de chegar no hospital com sua mãe, Betty, entrou rapidamente na sala de espera e interrompendo, disse:

— Detetive Moon, eu sou Karma Simmons, melhor amiga de Alice. O que tenho a acrescentar é que Connor é violento. Ele traiu Helena, também a agrediu não só verbal, como fisicamente. Ele também agrediu e ameaçou Alice… Alice sempre me contava as coisas que aconteciam... Ele é perigoso.

A delegada agradeceu e se despediu de todos, antes de sair apressadamente da sala.

— Por que ela não nos contou? — Zach perguntou mais para si mesmo do que para alguém especificamente. Ele parecia incrédulo.

— Porque antes disso acontecer, ele deu sinais de que tinha aceitado o término com Helena pacificamente… Ele realmente estava na dele, deixando-a em paz e Helena estava apenas vivendo. — Respondeu Karma.

Arthur entrou na sala de espera ainda com a roupa cirúrgica, despertando a atenção de todos.

— A cirurgia terminou. — Disse ele com a voz cansada. 


Notas Finais


Mais um capítulo para vocês. Demorei um pouco porque eu estou bem desanimada com o enredo. Enfim, deixa aí nos comentários o que vocês estão achando.


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