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História Para te lembrar - Capítulo 11


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Notas do Autor


Esse é o penúltimo capitulo e devo confessar que estou surpresa com minha própria historia. Não sabia o tamanho da criatividade que tinha e fiquei pasma por me pegar atenta em trechos que eu sequer me lembrava. Eu pensei em escrever a continuação dessa fanfic mas nunca coloquei a ideia em pratica e talvez coloque esse projeto de 15 anos em andamento.
Sem mais delongas, boa leitura.

Capítulo 11 - Capitulo 11


 

A tintura branca cobria todo o ambiente, mesmo assim não conseguia passar a calma que deveria. Encontraram Malfoy em um corredor do segundo andar esperando do lado de fora de uma porta.
 

- Quem você pensa que é para levar Hermione daquele jeito? - Perguntou Harry enérgico agarrando-o pelo colarinho da camisa.
 

- Eu lhe disse que ela estava doente e vocês não me escutaram! Acreditam agora? Se ela tiver mais algumas semanas de vida talvez seja um milagre! - Falou bruscamente.
 

- Venha Rony, vamos tirar isso a limpo! - Disse o soltando com correndo para o setor de informações.
 

Conversando com um Medibruxo que saiu do quarto poucos minutos depois perguntando do que realmente se tratava o problema, após uma longa conversa ambos voltaram ao corredor completamente branco, o choque em seus rostos.
 

- Como você sabia...? - Perguntou Harry sentando-se na cadeira aturdido.
 

-Ela me contou. - Respondeu Malfoy ainda de pé.
 

- Por que ela contaria uma coisa desses a você? Não faz sentido!
 

- Nada está fazendo muito sentido ultimamente Potter.
 

Uma enfermeira saiu do quarto uma hora depois e Rony foi falar com ela para saber o estado de Hermione. Harry aguardou pacientemente enquanto falavam. Não se sentia bem para levantar, tinha o sentimento de culpa por não perceber o problema da amiga. Viu o ruivo voltar com o rosto vermelho, ele parecia estranhamento com raiva e assim que chegou perto de Malfoy lhe deu um soco violento. Harry teve que segura-lo para não bater ainda mais no loiro que não parecia entender menos que ele próprio.
 

- ELA ESTA GRAVIDA! GRAVIDA HARRY! E DE POUCAS SEMANAS! O QUE VOCE FEZ COM ELA MALFOY?!!!
 

- Do que você está falando Rony? Com assim? – Perguntou o amigo ainda segurando-o com força.
 

- A ENFERMEIRA FALOU QUE ELA ESTÁ DESCANSANDO DEVIDO A CONDIÇAO DE SAUDE DELA E DO BEBE! ESSE DESGRAÇADO FEZ ALGUMA COISA COM ELA!
 

- Eu... eu não fiz nada forçado...! - Disse Malfoy parecendo um pouco fraco digerindo a informação recebida.

Foi a vez de Harry avançar sobre ele, porem foram magicamente apartados por um outro bruxo que passava por ali. Os três respiravam com dificuldade pela briga. O olhar de ódio emanava dos dois para Malfoy.
 

- Parem de me olhar assim! Já disse que não foi forçado, eu jamais faria uma coisa dessas!
 

- Por que acreditaríamos em você?! - Perguntou Harry bruscamente.
 

- Perguntem a ela. - Falou sério limpando um pequeno filete de sangue de sua boca.
 

 Ele foi até o banheiro enquanto os garotos pediam para entrarem no quarto.

Olhou-se no espelho ainda não conseguindo raciocinar. Pensou no que escutara, seria possível ela estar realmente grávida? Sabia que não tomaram cuidado algum e nem pensou nisso nos momentos que passou com ela, estava desejando-a tanto que todo resto lhe parecia borrado. Um filho da Granger, uma criança Malfoy... seria mestiço, mas e daí? Seria seu do mesmo jeito. Pensou no bebe por um minuto, em como ele seria, com quem pareceria? Sacudiu a cabeça por um momento, pois seus olhos arderam com um pensamento único... ela não estaria lá por muito tempo para cuidar do bebê... admitiu finalmente para si que a queria, mas o que faria agora?
 

Depois de um tempo decidiu entrar no quarto.

Hermione repousava na cama, Harry e Rony foram avisar os demais. Olharam desconfiados para Malfoy, porem confirmaram com a amiga que ele não lhe fizera nada, então fecharam a porta ao sair.
 

Malfoy ficou parado na ponta da cama olhando para ela que parecia completamente absorta com a situação.
 

- Sente-se melhor? - Perguntou no automático.
 

Ela simplesmente sacudiu a cabeça em afirmativo. Ele se aproximou um pouco mais pondo uma mão em sua barriga por cima dos lençóis contraindo-a de susto.
 

-Granger eu... eu sinto muito por isso. Não pensei que poderia acontecer... quanta idiotice estou dizendo, é claro que poderia acontecer, mas você também não pareceu lembrar disso.
 

- Eu não tinha poucos meses pela frente, por que deveria me importar? – Murmurou abalada.
 

Era a primeira vez que ela pronunciara algo sobre a questão do tempo, a simplicidade em como ela falou, como se fez pronunciar o fez se sentir mal e ao mesmo tempo um pouco irritado. Seus pensamentos foram cortados ao escutar a voz dela embargada.
 

- Entendendo que não queira a criança, vai nascer mestiça, apesar de não saber se realmente vai conseguir nascer. O que vai acontecer se conseguir? Não sei quanto tempo tenho...

 

- Fica calma, quem disse que vai ter ela sozinha?
 

Ela o encarou surpresa.
 

- Por que você iria querê-la?
 

- Por que eu quero a mãe dela. - Disse pensativo. - E se essa criança vier junto... também vou quere-la.
 

- O que você fez com o Malfoy que eu conheço? – Perguntou sem conseguir entender a súbita mudança.
 

- Acho que aos poucos foi sendo enterrado no momento que convivi com você naquela casa. - Disse sussurrando para si mesmo, aumentando um pouco o tom logo em seguida. - Eu tenho que tomar uma decisão Hermione. Poderiam muito bem deixá-la aqui e fingir que nada aconteceu, mas... eu não quero fazer isso...!
 

- Não é possível que queira ficar comigo por causa do que aconteceu na casa! – Rebateu após as palavras ditas. - Mudou de ideia com relação a mim por que me teve na cama?
 

- Você é muito boa de cama realmente. – Comentou naturalmente deixando-a vermelha, ele riu de leve fazendo uma pausa relativamente longa pouco depois. - Mas tenho que admitir que eu... eu realmente senti sua falta e por isso a ajudei na barraca.
 

Parecia muito difícil para ele falar aquilo e por isso decidiu somente observa-lo, seu olhar com um misto de espanto e surpresa.
 

- Seus pais...
 

- Apaguei a memória deles antes de sair para toda essa loucura... não quero que eles tenham nenhuma recordação minha, sofreriam demais... – Respondeu ela baixinho.
 

-Não acha que é melhor eles tomarem essa decisão?
 

Ela ficou pensativa por um momento. Mas não parecia ser somente pelo assunto atual.
 

- Eu entendo que talvez não queira a minha ajuda, ou não queira me ter por perto. – Disse calmamente porem sentindo-se pesaroso com as próprias palavras.
 

- Eu quero muito a sua ajuda Draco... Eu não sei o que fazer. - Admitiu olhando para baixo.

 

- Acaba de falar meu primeiro nome...


 

-Você também falou o meu a pouco sem nem perceber, estamos quites. – Respondeu erguendo a cabeça.

Ela soltou um sorriso achando graça na quebra do clima e antes que se desse conta ele a beijou.
 

- Se eu contar ninguém vai acreditar... – Murmurou entre seus lábios.
 

- Então talvez tenham que ver para acreditarem. - Disse sério.
 

- Do que está falando Draco?
 

- Quero que venha morar comigo.
 

-Morar com você? Pensei que quisesse somente me ajudar e me ver durantes esses meses... – Questionou confusa.

 

- Eu quero você e vou fazer direito. – Disse com o tom de voz firme. - Quero você perto de mim, aproveitar cada minuto... vou fazer de tudo pra que você possa ficar comigo por mais tempo! - Seus olhos arderam mais uma vez após a última frase e precisou desviar o olhar por alguns segundos voltando a encara-la em seguida. – Você está muito quieta, o que foi?
 

- Só falta você me pedir em casamento desse jeito. - Disse espantada.
 

- Por quê? Quer ter meu sobrenome?
 

- Não! – Ele riu com a resposta rápida - Quero dizer não que fosse ruim – Completou tentando amenizar a situação, - Mas quero deixar claro que não estou tentado forçar nada.
 

-Vamos ver isso mais a frente, mas quero mesmo estar com você por perto. Sei que não sou o tipo de pessoa que talvez possa achar que iria assumir algum tipo de responsabilidade... - Falou baixo - Mas eu não nunca poderia me perdoar se não tentar fazer o impossível pra você viver mais tempo.
 

Eles se olharam por um momento.
 

- Qual a sensação de carregar um Malfoy? - Perguntou com um tom orgulhoso para descontrair, ela riu.
 

- Por que tem que ser um? Pode ser uma.
 

- Não havia pensado nisso...
 

-Por quê? Não iria lhe agradar ter uma menina? – Perguntou franzindo a testa.
 

-Se for menina terei muito trabalho em afastar garotos como eu dela. – Hermione riu como não fazia a algum tempo. -  O que foi? Sou realista. – De repente ele ficou sério.

 

- Ainda não consigo acreditar que vou ter um filho...
 

Fitaram-se por um longo tempo. A mão de Malfoy ainda pousada em sua barriga.
 

- Prometo que vou cuidar dele e de você.



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