História Para Todo O Sempre - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias As Crônicas de Nárnia
Personagens Aslan, Edmundo Pevensie, Eustáquio Mísero, Jill Pole, Lúcia Pevensie, Pedro Pevensie, Polly Plummer, Professor Kirke, Susana Pevensie
Tags Amor, Edlu, Edmundo, Edmundo Pevensie, Lucia Pevensie, Nárnia, Pedro Pevensie, Romance, Susana Pevensie
Visualizações 199
Palavras 3.391
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Poesias, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoinhas!!! Tudo bem com vocês?
Bom, essa é uma história que estivesse pensando, é uma mini fic, talvez tenha apenas quatro capítulos , mas é feita com muito amor!

Então...

* Alerta spoiler!

1949 os Pevensie têm:

Pedro = 22
Susana = 21
Edmundo = 19
Lúcia = 17

Rachel tem 17 anos quando conhece Edmundo.
A história se passa antes e depois da última batalha.
É uma mistura de história e poesia por isso tudo acontece rápido.

Capítulo 1 - A primeira vista?


Fanfic / Fanfiction Para Todo O Sempre - Capítulo 1 - A primeira vista?

Inglaterra, 1947

Aos poucos a Inglaterra voltava a ter paz mesmo ainda sofrendo pelo resquício da guerra.

Cinco anos haviam se passado desde que Edmundo não via mais sua amada Nárnia, embora ele se mantivesse forte o tempo todo por Lúcia dentro de si havia uma dor e uma enorme saudade que não cabia no peito, esperava a caçula dormir e seus pais para enfim trancar-se em seu quarto e poder chorar, libertando-se da profunda solidão por não mais poder voltar a terra mágica.

Pedro conseguira entrar para a faculdade de Medicina em Manchester, mudando-se para lá, Susana também fazia faculdade de moda mas continuou morando na casa dos pais, porém era como se ela não estivesse lá. Decidida a ser “adulta” como suas amigas esquecera Nárnia e brigava com os irmãos direto quando eles falavam sobre ela, dizendo que tudo não passou de “brincadeiras infantis”. Lúcia ficava triste por isso e seu coração doía por ver a irmã indo pro buraco aos poucos, Pedro antes de ir embora vivenciou as brigas e ouviu as duras palavras da irmã ficando decepcionado por sua escolha. Já Edmundo não a julgava e nem a forçava a nada, ele também ficara triste, claro, até mesmo decepcionado como Pedro, mas ele viu que julga-la ou força-la a voltar a acreditar em Nárnia não adiantaria nada. Edmundo aprendeu muito com sua lição sendo perdoado por Aslam quando cometera seu maior erro, acreditava que o mesmo aconteceria com Susana, era só uma questão de tempo...

Edmundo passou na prova para a faculdade de Direito, em Finchley mesmo pois assim ficaria perto de Lúcia. Desde que Pedro foi embora e Susana seguiu outro caminho, ele tem sido o melhor amigo de Lúcia e aquele que a protege, cuida, coloca pra dormir quando ela tem dificuldades, enfim se tornou no irmão mais velho como Pedro. Engraçado que ele aprendeu com tudo isso a abraçar, a consolar quando uma situação difícil acontece, Edmundo hoje nem de longe se parece com aquele garoto birrento e malvado quando criança. Nárnia e Aslam o ajudaram muito a se tornar uma pessoa melhor hoje e tudo isso graças a Lúcia que descobriu aquele maravilhoso lugar, e ele não cansa de agradece-la.

Viver naquela Inglaterra tão triste e vazia era tortura para Edmundo, ele sonhava com Nárnia e ouvia o tempo todo a voz de Aslam em sua mente mas queria mesmo era estar lá.

A tristeza tornara maior quando Eustáquio voltou de lá na sua segunda viagem contando toda sua aventura ao lado de sua melhor amiga e a triste notícia da morte de Caspian. O jovem rei se tornara seu grande amigo, mais um irmão mais velho que ele ganhara e mais um amigo que ele perdera sem dizer “adeus”.

Às vezes pensava se não era melhor ter ficado em Nárnia quando foi pra lá pela última vez pois Aslam permitiu essa escolha a ele e Lúcia, mas não seria justo deixar sua família aqui pois eles precisavam dele e Aslam lhe disse que tinha planos para ele nesse mundo também. Mesmo tendo passado cinco anos, Edmundo ainda espera com fé esses planos e sabe que um dia retornará a Nárnia, dessa vez para sempre... no fim dos tempos.

Edmundo voltava da faculdade por volta das dez da noite. Como estava frio as ruas eram ainda mais desertas o que trazia um ar triste e melancólico. Ele andava de cabeça baixa recordando um pouco da sua vida de Rei e Juiz em Nárnia, das batalhas, dos sons de espadas, de Cair Paravel, até mesmo de seu amigo Philip, o cavalo que ele ganhara ao chegar no Acampamento de Aslam. Philip fez com que Edmundo deixasse a tristeza por não ter ganho um presente do Papai Noel de lado, o moreno ganhara um grande amigo e companheiro de suas aventuras. Quando retornou a Nárnia 1300 anos depois lá, ele ficou triste pois seu amigo estava morto e ele nem se despediu dele, mas as lembranças e conselhos ainda permanecem em sua mente, o cavalo era um dos poucos que não o julgava por sua traição e o que mais tinha fé em seu reinado.

Vagando por essas lembranças Edmundo foi despertado por gritos de socorro vindo de um dos becos. Era de mulher e parecia aflita. Imediatamente ele pegou um pedaço de madeira que tinha ali e largou suas coisas num canto, foi caminhando cuidadosamente até chegar no beco de onde vinha os gritos, seu tempo como rei parecia ter voltado quando viu uma moça sendo cercada por cinco rapazes que pareciam a apreciar como pedaço de carne. Ele precisava agora ser o grande guerreiro!

A moça estava em pânico mas não demonstrava, mesmo assim Edmundo percebeu o medo em seu olhar, ele próprio fazia isso nas piores guerras.

A moça olhou para Edmundo e um dos rapazes pegou seu olhar.

- Ora, ora! Temos companhia turma! – o rapaz disse debochando de Edmundo que apenas o encarou com raiva porém sereno .

- Deixem ela em paz! – Edmundo disse calmante mas seu sangue fervia por dentro e sua raiva só crescia. Os rapazes riram e um foi para perto da moça agarrando-a contra si.

- Vamos deixa-la em paz sim... – o rapaz olhou pra ela e riu – mas antes vamos brincar um pouco. – depois ele olhou pra Edmundo que já se preparava para acabar com eles – É muito tarde para novas andarem sozinha nas ruas!

Os outros rapazes riam e a moça olhou pra Edmundo com raiva mas ao mesmo tempo com súplica.

- Eu já mandei deixa-la em paz! – Edmundo falou agora firme e alto, os rapazes pararam de rir e o encararam com ódio.

- E o que você vai fazer fedelho? – um outro rapaz perguntou rindo se aproximando de Edmundo – Vai bater em todos nós?

Edmundo o encarava com uma expressão má agora, seu velho olhar assassino estava ali de volta como na época em que era rei e defendia sua família e seu reino. O rapaz que se aproximara dele temeu seu olhar mas não recuou, aos seus olhos Edmundo era apenas uma criança.

- Ele não vai poder fazer nada Fred! – disse o rapaz que segurava a moça – Ele é um e nós somos cinco!

Todos riram e o rapaz que segurava a moça começou a beija-la, ela rebateu e a cena fez Edmundo não pensar duas vezes.

- Já chega! – gritou Edmundo.

Todos olharam pra ele e de repente Edmundo começou a avançar em cima de um, bateu a madeira no outro, segurou um rapaz e fez com que esse chutasse o outro. A moça estava agachada num canto observando aquilo tudo pasma e com medo. Se Edmundo acabasse morrendo ela estaria frita.

Mas ela não sabia que Edmundo fora um rei e o melhor espadachim em Nárnia, ainda lutava no mano a mano.

Como já era de se esperar Edmundo conseguiu derrotar todos os rapazes os deixando caídos no chão cheios de dor. Uns ainda queriam revidar mas todos viram em Edmundo algo que os fizeram temer.

- Peçam desculpas a moça! – Edmundo encarava cada um com ar desafiador, os rapazes não ousaram mais em provoca-lo e cada um pediu desculpas a moça – Agora saiam daqui e pensem bem no que fizeram hoje!

Os cinco rapazes foram logo embora com medo de Edmundo, nunca viram apenas um rapaz, ainda mais sendo magro e tão novo como Edmundo conseguindo brigar e derrotar cinco rapazes fortes. Edmundo tinha apenas 17 anos e aqueles rapazes estavam na faixa dos 26 aos 30.

Ofegante devido a briga, Edmundo foi até a moça para ajuda-la a se levantar.

- Você está bem? – ele perguntou estendendo sua mão.

- Eu sei me defender! – a moça o olhou com ódio e levantou-se depressa.

- O que? – Edmundo ficou abismado.

- Tá esperando o que? Um agradecimento? – a moça debochou.

- Me desculpa se te salvei! – Edmundo disse irritado.

A moça apenas olhou pra ele e abriu a boca várias vezes pra falar algo mas nada saía. Ela pegou sua mochila e já ia indo embora quando Edmundo segurou seu braço.

- Não é legal ficar andando sozinha a essa hora da noite!

- Você virou meu pai agora?! – a moça riu e soltou do aperto de Edmundo.

- Não mas apenas quero te ajudar! – Edmundo já perdia a paciência.

- E eu preciso da sua ajuda por acaso?

Eles se encararam por alguns segundos o que foi tempo suficiente para que ambos se perdessem no olhar do outro. Ela se perdeu nos olhos negros e brilhantes de Edmundo que traziam o que era indecifrável. Ele se perdeu nos olhos verde dela que traziam uma certa paz e ondas de choque por seu corpo. Era tudo muito confuso para os dois.

A moça piscou seus olhos algumas vezes e olhou para o chão em busca de se recompor .

- E-eu tenho que ir! – ela disse.

- Deixe só que eu te faça companhia até sua casa, está muito tarde e dia de sexta muitos homens voltam bêbados dos bares. – Edmundo estava mais calmo e preocupado com ela, ele tinha duas irmãs e sabia muito bem que uma moça não podia andar sozinha sendo já muito tarde.

A moça pensou um pouco, respirou fundo e olhou para um canto qualquer.

- Ok! – foi tudo o que ela disse sem olhar pra ele.

Edmundo sorriu de canto e foi andando com ela até onde deixou suas coisas. Uma parte do caminho foi em silêncio até a moça decidir quebra-lo.

- Como... – ela estava receosa, Edmundo se virou para ela e ela olhou pra frente – como conseguiu bater em cinco rapazes sem se machucar e derrota-los? – Edmundo sorriu com sua pergunta.

- É uma longa história! – ele riu ao se lembrar como aprendeu a lutar.

- Nunca vi nada parecido em toda minha vida! – a moça disse perplexa.

Depois o silêncio voltou a reinar até a casa da moça que pra felicidade de Edmundo ficava duas quadras da casa dele.

- Bem, é aqui que eu moro! – ela disse meio sem jeito em frente a uma linda casa laranja com um enorme jardim na frente.

- Nossa, eu moro duas quadras daqui! – Edmundo sorriu.

- Legal! – a moça tentou não dar muita importância, apenas tentou – Bem... obrigada por... – ela parou e o encarou, tentando formular a frase que não queria dizer mas sabia que precisava – obrigada por ter me salvado lá no beco e por ter me trago até aqui! – por fim ela decidiu que seria melhor dizer.

- Disponha! – Edmundo sorriu – Espero que esteja Bem!

- Estou sim! – pela primeira vez ela sorriu e Edmundo sentiu seu coração acelerar – Bem, tchau! – ela estava sem jeito.

- Tchau e Boa noite! – Edmundo continuou sorrindo e começou a caminhar com uma vontade enorme dela manda-lo parar, o que logo aconteceu.

- Espera! – a moça disse tremendo devido ao frio na barriga. Edmundo sorriu e se virou pra ela – Meu nome é Rachel, a propósito! – ela deu meio sorriso.

- Prazer, me chamo Edmundo! – ele sorriu.

- Prazer Edmundo e mais uma vez, obrigada! – ela sorriu.

Os dois ficaram se olhando um pouco até Rachel decidir entrar pois estava já sem jeito e sabia que estava corando. Edmundo logo foi embora depois que ela entrou, estampava um enorme sorriso no rosto .

“ Mas o que está acontecendo comigo? Eu a conheci hoje e na pior situação! “ – ele pensava.

Chegando em casa todos já estavam dormindo, exceto Susana que dias de sexta ia pra casa de uma amiga. Ele agradeceu por sua família estar dormindo pois estava sujo e com alguns avermelhados no rosto devido a briga. Edmundo foi para a cozinha esquentar sua janta que sua mãe guardara e se pegou sorrindo ao se lembrar da bela moça de cabelos ruivos e cacheados até os ombros, de seus encantadores olhos verde claro, do seu sorriso encantador, apesar de ter se mostrado um pouco durona parecia uma princesa. Ele não sabia o porquê de estar agindo como um bobo mas sentia que algo em Rachel mexeu com ele e isso era bom.

Terminou sua janta e subiu para tomar um banho e dormir, com certeza sonharia com Rachel aquela noite.

Rachel chegou em casa sorrindo e ao mesmo tempo se julgava por aquilo. Era apenas mais um garoto qualquer que se mostrava bom, ela assim pensava, mas algo a fazia mudar de ideia ao se lembrar do doce olhar de Edmundo, seu sorriso simpático e seu jeito tão especial. Era como se ele não fosse desse mundo pois era um rapaz bem diferente de todos o que conheceu.

- Finalmente você chegou Ray! Já estava morrendo de preocupação! – Henrique, irmão de Rachel, chegou na sala.

- Boa noite pra você também maninho! – Rachel disse dando de ombros e jogando seu casaco no sofá.

- Já são quase onze horas e você estava sozinha na rua fria e...

- Mas eu estou aqui e estou bem, ok? – Rachel abraçou Henrique e sorriu dando-lhe um beijo na bochecha.

- Ray, você sabe que preciso te proteger e que se alguma coisa acontecer...

- Nada irá acontecer comigo! – ela acariciou seu rosto, decidiu poupar o irmão sobre o quase acontecimento.

- Eu te amo! – Henrique a abraçou fortemente e a ruiva retribuiu.

Henrique era tudo o que Rachel tinha, quando pequena, aos oito anos, seus pais morreram e ela ficou com sua tia junto de seu irmão. Mas há dois anos sua tia morreu de câncer e tudo o que lhe restou era a companhia de Henrique. Os dois vivem da herança de seus pais e da tia já que ela não tinha filhos.

Rachel não queria jantar mas se dissesse isso seu irmão desconfiaria mais ainda do jeito dela nnaquela noite. É que a ruiva estava pensando no que quase aconteceu com ela e no belo rapaz que a salvou. Ela odiava admitir mas queria muito vê-lo novamente.

Terminado o jantar tomou um banho e foi dormir, no dia seguinte daria aula de piano em uma escola de música onde trabalhava. Ela era música e tocava, além de piano, violão, flauta e violino.

E, claro, assim que colocou a cabeça no travesseiro começou a pensar em Edmundo e em seus belos olhos e sorriso. Era o garoto mais lindo que viu em toda sua vida e o mais encantador. O que esse menino tinha que a deixou assim em questão de minutos?

Edmundo acordou às sete da manhã pois prometera a Lúcia que a levaria para a aula de piano. Ele estava feliz pela irmã ter encontrado algo para distrair a mente já que estava muito triste por falta de Nárnia. Seria a primeira vez que ele a acompanharia até a escola de música pois sua mãe precisava sair e seu pai compraria passagens para uma viagem que ele e a esposa fariam na próxima semana.

Na mente de Edmundo logo venho a doce lembrança de Rachel, seu sorriso, sua voz, seus olhos.

- O que essa menina fez comigo? – ele se perguntava sorrindo como bobo. Seus pensamentos foram interrompidos pelas batidas na porta e a doce voz de sua irmãzinha.

- Ed, já está acordado? – Edmundo sorriu.

- Sim Lu! Pode entrar! – ele respondeu enquanto saía da cama.

- Bom dia maninho! – Lúcia entrou sorrindo no quarto e logo foi abraçar Edmundo que nem teve tempo de se preparar.

- Bom dia pequena! – ele riu e a abraçou – Dormiu bem? – ele sempre perguntava isso pois sabia que se a resposta fosse “não” Lúcia contaria o que houve e ele poderia ajudar.

- Dessa vez sim! – ela sorriu e ficou frente a frente pra ele, percebendo que seu rosto estava um pouco machucado – Ed, o que houve? – ela perguntou tocando em uma pequena ferida.

Edmundo sabia que não podia esconder nada dela e nem queria, se tornaram melhores amigos e confidentes.

- É que ontem estava da faculdade e ouvi alguns gritos, vinha de um beco. – ele pausou e encostou-se na cabeceira da cama – Logo me alarmei com um pedaço de madeira e fui até onde vinha o grito.

- Por Aslam, Ed! – Lúcia já estava assustada.

- Quando cheguei lá vi uma moça cercada por cinco rapazes que queriam... – ele parou e pensou num jeito de falar aquilo pra sua irmã. Apesar de Lúcia já ter sido uma mulher ela agora era adolescente – Bem, eles queriam fazer mal a ela. – Dessa vez sua pausa foi de dor só de imaginar o que poderia acontecer se ele não tivesse chegado a tempo.

- E aí você acabou com eles? – Lúcia tinha um sorriso vitorioso no rosto pois sabia que seu irmão dava conta do recado.

- Você sabe Lu, com Rei jamais permitiria uma coisa dessas! Aquilo fez meu sangue ferver e tudo o que via em minha frente era ajudar aquela moça! – ele sorriu ao se lembrar dela.

- E?... – Lúcia já implicava com Edmundo.

- E aí tudo acabou bem! – ele riu e puxou pra ela para seu lado, fazendo cócegas na sua barriga.

- Ed... para! – Lúcia ria. Depois de um bom tempo assim eles ficaram deitados na cama apenas sorrindo – E o que houve depois? – Lúcia não deixaria o irmão em paz. Ele sabendo disso revirou os olhos e riu.

Edmundo contou o restante pra ela e os dois riam, Lúcia implicava com ele dizendo que suas bochechas estavam vermelhas e Edmundo ficava sem graça.

Os dois foram tomar café depois e Edmundo não parava de pensar em Rachel, era uma sensação boa lembrar dela mesmo tendo a conhecido em tão pouco tempo.

Rachel havia chegado na escola de música bem mais feliz que de costume. A menina era conhecida por ser um pouco abatida e não demonstrar muito seu sorriso, mas naquele dia havia algo diferente em sua vida: foi aquele belo rapaz de olhos negros que pintou um sorriso em seu rosto que até agora permanece lá. Ela amanahceu pensando nele e assim foi até chegar no trabalho, não entendia isso pois nunca um rapaz despertou isso tão rápido nela. Cada gesto de Edmundo a tocou profundamente e não se lembrar dele seria como tortura.

- Posso saber o que aconteceu para a flor do dia estar sorrindo tanto hoje e ter esses olhinhos brilhando? – Sharon, melhor amiga de Rachel, a perguntav a sorrindo.

- Ah... nada! – Rachel tentou esconder seu nervosismo mas sua amiga a conhecia muito bem.

- Ah Ray, conta outra vai! Alguma coisa muito boa aconteceu contigo pois seu sorriso está diferente hoje!

Sharon era bem detalhista e nada passava despercebido dela. Rachel sabendo que a amiga não a deixaria em paz resolveu contar tudo pra ela, detalhe por detalhe. Sharon ficou boquiaberta pelo que quase aconteceu com a amiga mas não podia esconder o sorriso pelo fato de alguém te-la salvado, principalmente sendo um belo rapaz.

- Menina, quer dizer que esse bonitão fisgou esse coração de pedra? – Sharon estava toda boba.

- Para tá! – Rachel sorriu envergonhada – Não tem nada de amor não, eu apenas fiquei grata por ele ter me salvo e surpresa por ele ter acabado com cinco rapazes fortes sozinho!

- Sei! – Sharon disse cinicamente – Ray, conta outra! Se esse rapaz não tivesse fisgado seu coração, você provavelmente estaria arrebentando ele como sempre fez quando um rapaz te defendia ou então com raiva! Mas você fala dele com um jeito bem diferente!

- Não viaja Sharon! – Rachel deu de ombros e olhou para outro lado, e foi nessa hora que seu coração quase infartou.

- O que foi amiga? – Sharon se preocupou e seguiu o olhar da amiga até chegar em dois jovens que entravam pela porta da sala, uma bela menina de cabelos ruivo claro e um belo rapaz de cabelos negros. Sharon sacou logo de quem se tratava – Então é ele o bonitão? – ela disse rindo para a amiga.

- O-o que? – Rachel a olhou sem jeito.

- Pela sua cara é ele mesmo! – Sharon ria ainda mais.

Edmundo olhou de repente para o canto da sala onde estava Rachel com Sharon e seu coração acelerou ao vê-la. Ela estava ainda mais linda e quando seus olhares se encontraram, eles se perderam. Era ali um mar de sensações diferentes, algo que os puxava daquele mundo para um outro mundo somente deles.

    Ambos se perguntavam como isso podia ter acontecido.


Notas Finais


Fofinha né? Rsrs
Fiquem a vontade para comentar, favoritar, o que vocês quiserem... já perdendo o precioso tempo de vocês lendo pra mim é um amor rs ♡
Beijinhos e postarei o próximo quando vocês menos esperarem rs 😙


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...