História Para Todo o Sempre... - Capítulo 30


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Categorias Turma da Mônica Jovem
Personagens Aninha, Carmem, Cascão, Cascuda, Cebola, Chikara Sasaki "Tikara", Denise, Do Contra, Dorinha, Franjinha (Franja), Irene, Isadora "Isa", Jeremias, Keika Takeda, Magali, Marina, Mônica, Titi, Toni, Xaveco
Tags Casgali, Cebonica, Romance, Tmj
Visualizações 157
Palavras 3.829
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Hentai, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


LEIAM AS NOTAS INCIAS PLMRRRRR!!!

Hello my koalas-unicorns ^^

Senti tanto saudades de vocês, e de continuar com a história. Eu demorei muito para atualizar a história, me perdoem, eu vou explicar agora o que houve.
Eu tenho uma amiga/irmã, que realmente é muito importante para mim, e há alguns meses atrás ela ficou doente, ela já tinha um probleminha como a asma, o que foi difícil para identificarmos algo de errado e bem, ela tinha desenvolvido uma pneumotórax e estava em uma situação bem grave, ela teve que ficar internada e passou varias semanas e eu estava ficando cada vez mais angustiada, não tinha forças para continuar com a história, era difícil ter que vê-la naquela situação, e depois de alguns meses de tratamento ela passou por uma melhora, mas pneumotórax foi grande, e numa madrugada a alguns meses atrás o coração dela se deslocou devido a doença, o que levou a alterar os batimentos dela e ela veio a se tornar mais uma estrelinha no céu. Foi muito difícil para mim, e ainda continua sendo difícil aceitar. Eu sofri e continuo sofrendo muito, não conseguia ter cabeça para mais nada, e só agora depois de um tempo comecei a tentar me acostumar com a dor, eu deveria ter dito antes a vocês eu sei, mas eu realmente fiquei em uma situação deplorável. Eu espero que consigam me perdoar.

Enfim, o capitulo está um pouco comprido, espero que não fique entediante e que gostem nem que seja um pouquinho.

Sem mais delongas, tenham uma boa leitura! ♥

Capítulo 30 - Illusory


O clima estava começando a esfriar dando sinais do inicio do inverno, os cabelos do mais velho ali eram levemente desalinhados pela mesma brisa que sacudia as folhas nas copas das árvores, e ele estava mais uma vez ao ar livre para aproveitar um de seus Passa-Tempo predileto. O golfe.

Era algo que o descontraia e ajudava a aperfeiçoar sua pontaria, Cebolácio realmente gostava do esporte, era algo que o fazia pensar em seu filho unigênito, apesar de não demonstrar, zelava pelo bem-estar do rapaz, ele o lembrava da única mulher que já amou e prometerá a morena de lindos olhos claros, que cuidaria do menor e que o amaria muito...  Bem, pelo menos uma das promessas estava cumprindo, ou pelo menos, achava que sim. Seu afeto pelo jovem era grande e adoraria que o filho seguisse seus passos administrando “Seus negócios” depois dele, gostaria de compartilhar seus momentos com o golfe com o mais novo que tinha semelhanças dele tanto quanto de sua mãe, achava a escolha do menor em administrar o hospital do avô perda de tempo para alguém tão talentoso quanto o seu filho, o modo como o mais novo se preocupava com as pessoas era intrigante, o seu filho, diferente dele, tinha um bom e grande coração, tinha se apaixonado por uma garota doente e que estava prestes a morrer, pelo menos, era o que achava, e agora tentava aniquilar a sua nora, assim tendo mais um de seus planos falhos, e aquilo deixou Cebolácio realmente irritado.

– Tudo daria certo se não fosse pela maldita vadia que se pôs na frente – O mais novo tentou explicar o ocorrido sentindo os seus músculos rígidos ao ser encarado pelos olhos escuros e frios do homem a sua frente.

Cebolácio era perigoso, sabia daquele fato, mas se arriscou a cobiçar tamanha quantia em dinheiro vivo que o mais velho estava disposto a entrega-lo, eram exatos cento e quarenta e cinco mil dólares por uma garota, o que lhe pagavam por uma chacina ainda nem chegava á tudo aquilo, Edgar só precisava ter seu melhor atirador consigo e “BUM!”, cento e quarenta e cinco mil dólares em mãos, mas falhou, e só agora temerá verdadeiramente o homem que saía sempre ileso de seus crimes pecaminosos sem nem ser suspeito, era um criminoso respeitado, milionário, porém ainda assim ganancioso e pior, impiedoso, frio, e sem escrúpulos.

Cebolácio fitou Edgar que soava e tremia a sua frente enquanto alguns de seus homens estavam espalhados pelo gramado verde e bem cuidado, um em cada canto, armados até os dentes, mas manterá apenas dois próximos.

Estava cansado daquela ladainha, odiava ter que esperar pelo o que quer, odiava desculpas esfarrapadas, odiava ter seus planos falhados.

Levou novamente o cigarro aos lábios finos e avermelhados mantendo o olhar frio sobre o homem á sua frente segurando em uma das suas mãos um de seus melhores tacos de golfe, tendo que ouvir novamente as aclamações por piedade do homem desesperado.

– E- Eu prometo que não ira se repetir – Engolia várias vezes em seco sentindo-se pequeno ao olhar do homem – E- Eu...

– Calma meu rapaz – Diz retirando o cigarro dos lábios fechando por breves segundos os olhos – Não me cause mais dor de cabeça.

O homem mais novo, sempre tão calculista e perigoso, agora se mantinha de cabeça baixa diante aquela oculta ameaça as pessoas.

– Tudo bem... – Fecha os olhos brevemente, impaciente e irritado – Eu quero aquela garota morta – Diz ríspido pondo ênfase em suas palavras – E não terá terceira chance Edgar, eu não estou aqui pra brincadeiras.

O mais novo o olhou surpreso e aliviado sentindo seus batimentos desenfreados e não pode conter aquilo dentro de si:

– Obrigado! Irei providenciar tudo agora mesmo, não se preocupe dará tudo certo – Diz afobado.

– Sim, espero que sim – Fala impaciente apoiando seu taco no chão – Agora saia daqui garoto, não me faça voltar atrás, me deu muitos motivos para não reconsiderar sua falha.

O homem não hesitou em se afastar logo depois de agradecer novamente, Cebolácio que agora encarava o homem se afastar com seu olhar frio, apático, apesar de se demonstrar ser uma pessoa tão amável, é impiedoso, calculista, egoísta, ganancioso, fajuto, e principalmente, ele era falso, ilusório, aleivoso.

Cebolácio fitou o homem musculoso e alto a sua direita sempre muito serio que ao notar o olhar de seu “patrão” sacou de sua cintura por debaixo da blusa uma RT 44, e mirou no homem puxando sem hesitação e sem remorso o gatilho permitindo que a primeira bala percorresse um trajeto impecável a panturrilha do homem que caminhava rapidamente para fora daquele lugar, o levando a cair sobre a grama urrando de dor.

Cebolácio se virou com uma irritação estampada no rosto pondo o cigarro entre os lábios e posicionou seu taco ao lado da pequena bola branca fitando seu alvo ao ouvir outro disparo, seguido de outro até deixar de ouvir as suplicações por piedade do homem agora já inanimado, finalmente se permitindo mandar a pequena bola para longe com apenas uma tacada.

(...)

Nar. Mônica

Finalmente o sábado havia chegado, estava me sentindo meio exausta tanto fisicamente como emocionalmente, os medicamentos fortes agridem intensamente meu organismo ao mesmo tempo em que combate minha doença, e com tudo que andou ocorrendo ultimamente me deixou muito frustrada, eu também não voltei a visitar a Fernanda, e os dias que a Rosa foi eu contei algumas desculpas, eu fui um pouco cega, mas finalmente enxerguei, eu já entendi.

Suspirei deixando finalmente meu quarto, e desci a sala sendo recebi pelo pequeno cãozinho, acariciei sua cabeça coberta por pelos e segui sendo acompanhada pelo mesmo até a sala de jantar onde encontrei Rosa pondo a mesa.

– Bom dia! – Aproximei-me da mesma selando sua bochecha.

– Bom dia, minha flor!

Afastei-me da mesma olhando a minha volta, notando a ausência do Cebola... De novo.

– O Cebola teve que sair novamente um pouco mais cedo, falou que tinha alguns assuntos pendentes mas que estará voltando pela tarde.

Sentei-me a mesa apenas para reorganizar algumas ideias. O Cebola anda me apoiando muito, e com ele é quando consigo realmente me sentir bem, é como se por uns minutos tudo se esvanecessem, porém tudo não passa de minutos, míseros e limitados minutos, e o fato de eu saber que aquelas curtas sessões de beijos e caricias tem um prazo todos os dias me deixam tão cabisbaixa.

O Cebola tem problemas e preocupações demais, mas não permite que seja ajudado em nada, e também não compartilha nada com ninguém, ele é do tipo que tenta se transformar em trinta e resolver tudo por ele mesmo, fazer quatrocentas coisas de apenas uma vez, e resolver todos os problemas sozinho, ou simplesmente tenta os encobrir.

Ontem mesmo, o ouvi numa quase discursão com o Cebolácio, e por algum motivo, sinto que a maioria de suas preocupações é devido a esse desentendimento com o seu pai, e talvez nisso eu consiga o ajudar.

Fui arrancada de meus pensamentos quando ouso meu celular tocar em meu bolso e o pego vendo o nome da Magali estampado no visor, assim peço licença a Rosa que colocava a mesa e fui até a sala logo atendendo:

– Bom dia, querida!

Rir fraco com a animação em seu tom de voz.

– Bom dia!

– Liguei para avisar que iremos sair hoje com as garotas, esteja aqui às três.

– O que?! – Arregalei minimamente os olhos sorrindo fraco – Calma, eu...

– Sem desculpas, iremos sair pronto.

É, dessa vez a Magali enlouqueceu de vez.

– Mas...

– Não me faça te raptar – Sua voz metálica me corta novamente.

Suspirei vencida não contendo um riso.

– Tudo bem.

– Eu preciso desligar agora, o Cascão está travando uma guerra com o meu gato. Te vejo às três.

Ri fraco.

– Até mais!

– Cascão, larga essa almofada – Berra antes de desligar fazendo-me rir.

Encarei o celular mordendo levemente o lábio, mas já estava decidida naquilo.

Voltei para o cômodo de antes para poder tomar meu café da manhã, seria melhor se saísse um pouco mais cedo e ir até lá antes de me encontrar com a Maga, sim, seria melhor.

– Algum problema, meu bem? – Rosa pergunta me encarando quando voltava com um bolo que fez uma imensa fome dá sinal de vida em meu estômago.

– Não nenhum – Sorri para a mais velha me servindo um pouco de suco – Aliás, irei sair um pouco mais tarde, Rosinha.

– O Christopher não irá com você? – Pergunta demonstrando preocupação.

– Não, Rosa – Reviro os olhos – O Cebola concordou que ele não precisa me seguir pra todos os lados. Além do mais, não irei muito longe.

– Ah, é?! E aonde a senhorita vai?

– Irei sair com as meninas as três e antes... – Sorri fraco bebericando o suco – Irei visitar o Cebolácio.

(...)

Batuquei os dedos no volante acelerando um pouco mais, porém, ainda me mantendo num limite seguro.

Acabei perdendo um pouco o horário e saindo um pouco mais atrasada e para completar, a casa de meu sogro é bem afastada de onde o Cebola mora, minha sorte é que o caminho está livre, sem congestionamento, e que a Magali nunca é pontual, o que me dá mais alguns minutos.

Por favor, Cebolácio, esteja em casa!

Em alguns minutos já estava em frente à casa de meu sogro e logo avistei um segurança que já trabalhava ali á anos na entrada e logo liberou minha entrada após a autorização do proprietário, o que foi um grande alivio pra mim saber que ele estava lá.

Guiei o carro até o grande espaço na entrada e estacionei, desci do mesmo olhando a minha volta, a segurança havia dobrado, tinha homens com quase a mesma quantidade que na casa do Cebola. Talvez ele tivesse submetido aquele exagero ao pai também.

Rir fraco com o pensamento e ouvi meu nome ser chamado, virei-me para a entrada da casa vendo meu sogro vindo com um sorriso aberto em minha direção, retribuir o sorriso indo ao encontro do mesmo.

– Querida, que bom recebe-la aqui – Comenta abrindo os braços para me receber num abraço.

Sem hesitar, abracei o maior sentindo suas mãos quentes acariciar minhas costas, e por um instante um sentimento ruim invadiu meu peito, uma sensação desconfortante, sufocante, era realmente estranho, mas apenas tentei expulsar aquilo balançando levemente a cabeça.

– Venha, vamos entrar – Me convida após desfazermos o abraço.

Sorri fraco acompanhando o mesmo até o interior da mansão, caminhamos até a sala de estar e logo me acomodei no acolchoado confortável do sofá vendo o mais velho se acomodar no outro de frente para mim, a casa não mudou muito desde minha última visita, e aquilo até que me transmitia certo conforto.

– Aceita alguma coisa, querida? – Pergunta após chamar a empregada.

– Não, obrigada! – Sorri para ambos, e o mesmo a dispensou.

– E então, querida, como andam as coisas por lá? – Pergunta num tom divertido.

– Bem, eu acho... – Sorri fraco fitando meus dedos sobre minhas coxas.

– O que houve meu bem? Aconteceu alguma coisa? Algum problema com o Cebola?

Ergui o rosto vendo sua expressão de preocupação ao pensar que poderia ser algo com seu filho, e sorri de leve. Ele realmente se importava com o Cebola, como todo pai afetivo. E eu fico cada vez mais alheia a tudo que ocorre entre esses dois.

– Na verdade, em parte, é sobre ele que vim falar – Vejo o mesmo aliviar a expressão preocupada, voltando a recostar-se no sofá, e assentiu para que eu pudesse prosseguir, mordi levemente o lábio procurando as palavras certas – Ultimamente, eu venho notado uma preocupação no Cebola, meio frustrado, e também, notei que há um problema entre vocês – Percebi o maior desviar o olhar entrelaçando os dedos sobre as pernas cruzadas, voltando a me encarar com um sorriso simpático e discreto – Desde a forma na qual ele se referiu a você da última vez que nos visitou, á forma pela qual vocês se comunicam.

Cebolácio me encarou ainda sorrindo fraco analisando-me por alguns instantes.

– É realmente muito bom e sem dúvida reconfortante ver você e meu filho finalmente sendo um casal – Ele muda o contexto fazendo minhas bochechas ruborizarem – Eu sempre soube que fariam bem um para o outro, assim como você faz para o meu filho. Aposto que agora o Sousa, aquele filho da mãe, está satisfeito com sua decisão – Não pude conter um riso com aquilo, e logo ele se juntou a mim com sua risada rouca e contagiosa.

Sim, o meu pai tinha toda razão quando decidiu nos unir... Eu sinto tanta saudade.

– E retomando o assunto, meu bem – Ele se sentou corretamente sem quebrar o contato visual – Eu e o meu filho, realmente não temos uma boa convivência – O observei fechar brevemente os olhos – Como sabe, o Cebola perdeu a mãe no parto, e eu tive total e completa posse da guarda dele, mas para ser franco, eu não o merecia. Depois que perdi a mãe do Cebola, eu abri mão de praticamente tudo, e isso incluí, o meu próprio filho. Fui um péssimo pai, e um péssimo exemplo para o meu filho. O Cebola foi criado como um órfão, sendo que ainda tinha ainda a mim. O entreguei aos meus pais ainda muito novo, com apenas uma semana de vida, e só veio me conhecer pessoalmente aos quatro anos de idade, ele já falava, já andava, e se referiu a mim como “Senhor” – Eu entreabri a boca surpresa, sabia que o Cebola fora criado pelos avós, mas aquilo sobre conhecer o pai depois de quatro anos me deixou realmente abismada. Observei o mesmo suspirar parecendo realmente muito frustrado – Nunca fiz meu papel de pai, eu não o vi crescer graças a minha irresponsabilidade e covardia, eu não acompanhei a vida de meu único filho, nunca estive ali para ele, viajava por vários meses e a cada dia que voltava a reencontra-lo ele estava cada vez maior, ele estava se tornando um homem, com deveres e responsabilidades, e se o Cebola é esse homem maturo, inteligente, humilde que é atualmente, é graças aos meus pais, eu não fiz parte da vida de meu filho, e nunca havia me esforçado para fazer – Ele engoliu em seco fitando qualquer ponto do quarto antes de voltar a me encarar – Durante esses anos, eu também amadureci, e finalmente, me arrependi de ter feito toda essa atrocidade com ele, me arrependi pelos anos que não passei com ele, mas confesso ter sido um pouco tarde.

– M- Mas nunca é tarde – Digo sentindo uma forte tristeza me abater.

– Foram muitos anos perdidos, querida.

– Vocês poderiam tentar uma aproximação, não, é mesmo?

Eu não conhecia um Cebola rancoroso, e não acho que vá recusar uma reconciliação, principalmente quando se trata de seu próprio pai.

– Eu o renunciei, Mônica, várias e várias vezes – Ele suspirou parecendo derrotado – E sempre que acho uma oportunidade de corrigir meus erros, acabo pisando em minhas possibilidades de ter um bom relacionamento com o Cebola.

– Nos poderíamos fazer isso juntos – Sorri fraco – O que acha?

Era notável o arrependimento em seus olhos. Eles são pai e filho, mereciam aquela oportunidade de finalmente ter uma boa convivência.

Um sorriso se esticou em seus lábios finos, deixando expostas algumas pequenas rugas no canto de seus olhos claros.

– Seria ótimo, Mônica!

(...)

Nar. Cebola

Tinha novamente deixado cedo minha casa para encontrar o Andrew, que novamente havia me convocado para dá algumas instruções e informações, eu preferia sair antes que a Mônica acordasse. Mentir para ela não era uma das coisas mais fáceis a se fazer, definitivamente, não era.

Não havia muitas novidades sobre aquele caso, pediu algumas precauções, e lembrou que qualquer coisa deveria comunicar ao agente John Thompson, vulgo, segurança Christopher, antes mesmo de comunicar ao Andrew estava hesitante sobre deixa-lo no caso, assim partindo para a agência de segurança e inteligência nacional, que apesar de não ser do mesmo departamento tinha algumas ligações com o FBI, tinha noção dos vínculos que meu pai tinha com alguns agentes e achei mais prudentes recorrer primeiramente a eles, mas naquele instante de tamanho desespero não precisei refletir duas vezes ao contata-lo, relatando aquilo que se passava.

 Quando finalmente terminamos, tomei meu carro de volta para casa, tinha em mente algum entretenimento para compartilhar com a Mônica. As ruas estavam pouco movimentadas o que facilitou minha volta, atravessei os portões e estacionei o carro no grande espaço em frente a casa, e logo depois de ser bem recebido por meu cachorro, adentrei a casa notando a pouca movimentação.

Segui até a sala jogando minhas chaves sobre a mesa de centro, quando vi o Hank passar por mim indo em direção a área externa e o segui, logo notando a presença da Rosa, catando as almofadas jogadas no chão dos pequenos sofás de madeira rústica que havia ali.

– Ele andou fazendo bagunça novamente? – Pergunto tomando a atenção da mais velha.

Ela ergue o olhar rapidamente logo sorrindo fraco voltando a atenção ao que suas mãos faziam.

– Oh, não querido, o Hank é um garoto bonzinho! – Ela sorrir organizando tudo sobre os sofás – Ele só se empolga às vezes.

Eu volto meu olhar ao animal sentado não muito distante nos observando, e cruzo os braços me escorando a porta larga que separava a casa daquela área.

– Onde está a Mônica? – Pergunto notando apenas agora que o Hank não estava grudado nela como costuma ficar.

– As amigas dela a convidaram para sair.

 Eu acompanhei com o olhar ela organizando as almofadas, meio receoso com a nova informação. É realmente bom que a Mônica saísse um pouco para se distrair com suas amigas, mas não podia deixar de ficar preocupado com aquilo, pelo o que anda acontecendo ultimamente.

– Ela saiu ás três – Prosseguiu – E disse que visitaria seu pai antes de ir se encontrar com as amigas.

Eu a encarei rapidamente sentindo minha cabeça da várias voltas, minha respiração ficar desregulada, meus músculos tencionarem. Ela foi até ele?!

– Droga! – Esbravejo antes de me afastar da porta e correr de volta para a sala pegando minhas chaves ouvindo a Rosa questionar meu comportamento, mas não tive a capacidade de responder algo, apenas voltei ao carro o adentrando logo dando a partida e deixando o local apenas focado em ir atrás da Mônica, tentando não pensar no pior, mas era realmente algo inevitável.

Retirei o celular do bolso digitando seu número mantendo apenas uma mão no volante revezando meu olhar entre a estrada e o visor do celular num ato de desespero esquecendo completamente da função para telefonema no aparelho digital ao lado do volante, logo o pondo contra a orelha, ouvindo chamar diversas vezes e em seguida caindo na caixa, logo voltando a ligar ouvindo chamar novamente.

– Vamos, Mônica – Sussurro preocupado apertando o volante em minhas mãos e novamente caiu na caixa. Trinquei a mandíbula sentindo o nervosismo, pisando no acelerador atingindo uma velocidade perigosa, e voltei a digitar alguns números contatando ao Andrew, que logo atendeu – Andrew?!

– Cebola? O que houve? Está alterado – Sua voz soa metálica e preocupada.

– A Rosa me informou que a Mônica tinha ido visitar meu pai mais cedo, eu já liguei para ela e ela simplesmente não está atendendo – Relato alterado, indo direto ao assunto.

– Acalme-se, vamos tentar rastrear o celular dela. Relaxe garoto, e pense comigo, se seu pai tiver algo realmente haver com tudo o que anda acontecendo, não tocará um dedo em sua esposa – Diz me fazendo franzir o cenho – Não seria inteligente da parte dele tentar fazer algo contra ela dentro da própria casa, seria o primeiro suspeito, tente se acalmar.

Ele tinha razão naquele quesito, mas eu sentia minhas veias da testa saltitarem em tensão, e não podia evitar ficar daquela forma. Engoli em seco, ainda mantendo aquela velocidade arriscada quando vi pelo retrovisor um caro vindo a minha esquerda, o que me fez voltar a mesma mão que segurava o celular ao volante o girando completamente criando um forte barulho do pneu contra o asfalto assim como o pneu do outro carro evitando uma prevista batida, ouvindo o motorista me xingar de diversos nomes, sentindo meus batimentos acelerarem, logo mantive a direção voltando a acelerar, suspirando com o susto tendo o suor umedecendo minha testa, e voltei o celular até a orelha.

– Cebola? Cebola? O que está ocorrendo? – O outro pergunta do outro lado um pouco mais alterado.

– Estou indo até a casa dele – Revelo.

O ouvir suspirar do outro lado.

– Tudo bem, tudo bem, vamos encontra-la de qualquer forma. Mantenha a calma, Cebola. Não se precipite indo até lá, já estamos em processo de rastreamento, desligue o celular não precisamos de mais um problema, irei te ligar logo, encoste o carro e espere a minha ligação.

– Tudo bem! – Digo tentando acalmar meus nervos e encerro a ligação jogando o celular no banco do passageiro ao meu lado e apoio a outra mão no volante mantendo o rumo até a casa do mais velho, a qual não demorará a chegar devido a velocidade.

Logo já estava próxima a área nobre, o caminho já era mais livre, poucos carros circulavam, quando ouvi meu celular vibrar no banco de couro, e desviando rapidamente minha atenção da estrada para atender a ligação.

– Andrew?

– Encontramos sua esposa, ela está num shopping próximo acompanhada de cinco conhecidas da mesma, Magali Fernandes, Ana Lúcia, Denise Gonzaga, Keika Takeda e a senhorita Maria Cassandra – Diz fazendo-me suspirar aliviado encostando o carro próximo à grama do meio-fio, me permitindo jogar a cabeça para trás sentindo meus músculos relaxarem – Mônica se encontra bem, Cebola.

– Ótimo! – Suspiro ofegante.

– Sim, felizmente conseguimos encontra-la antes que chegasse a casa de seu pai – Diz o mais velho revelando que estava atento aos meus passos.

Me permiti fechar os olhos escorando-me ao encosto do banco, ouvindo poucos carros na pista ao lado.

– Sim, é verdade.

– Preciso que tente arrancar da Mônica algumas informações sobre essa visita, tudo bem? – Pergunta com sua voz metálica.

– Tudo bem – Digo apenas levando meus cabelos para trás com uma das mãos.

– Ótimo, te ligarei em breve, agora... Vá para casa e tente se recuperar desse susto – Diz com um leve tom brincalhão.

Sorri fraco.

– Obrigado! Até mais!

Novamente desligo pondo o celular sobre o painel, voltando a me escorar no acolchoado de couro passando a mão no rosto, realmente abrandecido, quando sou tirado de meus pensamentos novamente pela vibração de meu celular. O peguei vendo no ecrã o nome da Mônica e o atendo rapidamente endireitando minha postura.

– Mônica?

– Oi, Cê! – Ouso sua voz suave do outro lado da linha com uma movimentação audível a sua volta, fazendo-me sorrir de canto, um pouco mais relaxado – Me desculpa por não atender antes, eu não vi suas chamadas.

– Não se preocupe, está tudo bem.

– Houve alguma coisa?

– Não, nada demais, falaremos sobre isso quando nos encontrarmos em casa, okay?

– Tudo bem, então.

– Até mais, pequena.

– Até, beijos!

Sorri fraco encerrando a ligação, quando sou surpreendido por algumas batidas leves na janela do carro, me viro para o vidro fumê vendo um oficial da policia do outro lado fazendo-me relembrar instantaneamente de todas minhas imprudências de minutos atrás.

– Merda!

...


Notas Finais


Me perdoem por qualquer erro. Vou tentar manter as atualizações mais frequentes.

Espero que tenha dado para prender a atenção de vocês um pouquinho ^^

Beijinhos, meus doces de leite!!! <3


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