História Para Todos a Quem já Amei - Capítulo 2


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Notas do Autor


Oi pessoas.

Aqui quem fala é a Haru.

OOOOOHHHHHHH QUEM VOLTOOOOOOOUU 😆😎

Eu tô tão feliz 🎉🎉🎉🎉🎉🎉🎉 21 favoritos Uau, não podia estar mais feliz.

Boa Leitura!

Capítulo 2 - Capítulo 1





                          ♡ Midoriya Izuku ♡





EIJIRO KIRISHIMA

 É O namorado de Katsuki, mas acho que eu poderia dizer que minha família toda é apaixonada por ele. É difícil saber quem o ama mais. Antes de ele ser namorado de Katsuki, era só Eijiro. E estava sempre por perto. Eu digo “sempre”, mas acho que isso não é bem verdade. Ele se mudou para a casa ao lado da nossa cinco anos atrás, mas parece que faz muito mais tempo.

Meu pai adora Eijiro porque ele é o único que gosta de futebol, e meu pai vive cercado de meninos que ODEIAM futebol. Estou falando sério: ele passa o dia todo ouvindo de mim e de meus irmãos o quanto odiamos futebol. Meu pai é  obstetra, e também pai de três filhos, então são só garotos, garotos, garotos o dia inteiro. Ele compartilha com Eijiro o amor por futebol, e os dois também saem juntos para pescar. Meu pai tentou nos levar para pescar uma única vez, mas eu chorei quando meus sapatos favoritos ficaram sujos de lama, Katsuki chorou quando o livro dele molhou, e Denki chorou porque ainda era um bebê.


Denki adora  Eijiro porque ele joga cartas com ele e não fica entediado. Ou pelo menos finge não ficar entediado. Eles fazem acordos: se eu ganhar a próxima rodada, você tem que preparar um sanduíche de creme de amendoim crocante com pão torrado, sem a casca, para mim. Esse é Denki  Em algum momento o creme de amendoim crocante acaba, e Eijiro diz que é uma pena, mas ele terá que escolher outra coisa. Porém, Denki  enche tanto o saco dele que ele sai e compra, porque Eijiro  é assim.


Se eu tivesse que dizer por que Katsuki o ama, provavelmente diria que é porque todos nós amamos.


Estamos na sala, e Denki está colando figuras de cachorros em uma cartolina enorme. Tem papel e pedaços de papel cortado por toda a parte ao redor dele. Cantarolando baixinho, ele diz:


— Quando papai me perguntar o que quero de Natal, vou dizer: “Pode escolher qualquer uma dessas raças e estamos quites.”


Katsuki e Eijiro estão no sofá; eu estou deitado no chão, assistindo à tevê. Eijiro fez uma tigela grande de pipoca, e estou concentrado em comê-la, de punhado em punhado.


Começa um comercial de perfume: um garoto corre pelas ruas de Paris usando um terno  roxo, fino como papel de seda. O que eu não daria para ser esse garoto de terno fino como papel de seda correndo por Paris na primavera! Eu me sento tão de repente que engasgo com um grão de milho que não estourou. Entre acessos de tosse, digo:


— Katsuki, vamos nos encontrar em Paris nas minhas férias!


Já posso me imaginar girando com  um macaron de pistache em uma das mãos e um de framboesa na outra.


Os olhos de Katsuki se iluminam.


— Você acha que papai vai deixar?


— Claro, é cultura. Ele tem que deixar.


Mas eu nunca viajei de avião sozinho. E também nunca saí do país. Será que Katsuki  iria me buscar no aeroporto ou eu teria que encontrar o albergue sozinho?


Eijiro deve ter visto a preocupação repentina no meu rosto, porque diz:


— Não se preocupe. Seu pai vai deixar se eu for com vocês.


Eu me alegro.


— É! Podemos ficar em albergues e comer pão e queijo o dia inteiro.


— Podemos visitar o túmulo do Jim Morrison! — diz Eijiro.


— Podemos ir a uma parfumerie e criar nossos próprios perfumes! — digo, e Eijiro ri com
deboche.


— Hã, tenho certeza de que “criar nossos próprios perfumes” em uma parfumerie custaria a mesma coisa que uma semana no albergue. — Ele cutuca Katsuki. — Seu irmão tem mania de grandeza.


— Ele é a mais elegante de nós três — concorda Katsuki.


— E eu? — choraminga Denki.


— Você? — Eu faço um som debochado. — Você é o garoto menos elegante da família Midoriya. Tenho que implorar para você lavar os pés à noite, e nem estou falando de tomar banho.


O rosto de Denki se contrai e fica vermelho.


— Eu não estava falando disso, seu pateta. Estava falando sobre Paris.


Faço um gesto distraído com a mão.


— Você é novo demais para ficar em um albergue.


Ele vai até Katsuki e sobe no colo dele, apesar de ter nove anos e ser grande demais para ficar no colo das pessoas.

— Katsuki, você vai me deixar ir, não vai? — Talvez pudesse ser uma viagem de férias em família — sugere Katsuki, beijando a bochecha dele. — Você, Izuku e papai poderiam ir juntos.


Eu franzo a testa. Não era essa a viagem para Paris que eu estava imaginando. Por cima da cabeça de Denki, Eijiro faz movimentos labiais: “Conversamos depois.” Eu faço um sinal discreto de positivo.












Mais tarde, na mesma noite, Eijiro já foi embora. Denki e nosso pai estão dormindo. Katsuki e eu ficamos na cozinha. Ele está sentado à mesa, no computador; sento ao lado dele, fazendo bolinhas de massa de biscoito e passando na canela e no açúcar. Decidi preparar biscoitos como uma oferta de paz para Denki. Mais cedo, quando fui dar boa-noite, ele me deu as costas e não quis falar comigo porque ainda está convencido de que vou tentar cortá-lo da viagem a Paris. Meu plano é colocar um prato ao lado de seu travesseiro, para ele acordar com o cheiro de biscoitos recém-assados.


Katsuki está quieto demais, e então, do nada, ele olha para mim e dispara:


— Terminei com Eiji hoje. Depois do jantar. A bola de massa de biscoito cai dos meus dedos na tigela de açúcar.


— Já estava na hora — completa ele.


Os olhos de Katsuki não estão vermelhos; acho que ele não chorou. Sua voz está calma e firme. Qualquer pessoa que olhasse para ele pensaria que está tudo bem. Porque Katsuki sempre parece bem, mesmo quando não está.


— Não entendo por que você precisava terminar com ele. Você não é obrigado a terminar só porque vai para a faculdade.


— Izuku, eu vou para a Escócia, não para a Universidade da Virgínia. Saint Andrews fica a mais de seis mil quilômetros daqui. — Ele empurra os óculos para ajeitá-los no nariz. — Qual seria o sentido?


Não consigo acreditar que Katsuki está falando isso.


— O sentido é que é o Eiji. Eijiro, que ama você mais do que qualquer garoto já amou outro
garoto!


Katsuki revira os olhos. Ele acha que estou sendo dramático, mas não estou. É verdade, Eijiro o ama tanto assim. Ele jamais olharia para outro garoto.


— Sabe o que mamãe me disse uma vez? — indaga ele, de repente.


— O quê? 


Por um momento, esqueço Eijiro. Porque, não importa o que eu esteja fazendo, se Katsuki e eu estivermos no meio de uma discussão ou se eu estiver prestes a ser atropelado por um carro, sempre vou parar para ouvir uma história sobre minha mãe. Qualquer detalhe, qualquer lembrança que Katsuki tenha, eu também quero ter. Mas estou melhor do que Denki. Ele não tem nenhuma lembrança da nossa mãe que não tenha vindo de nós. Contamos tantas histórias para ele, tantas vezes, que passaram a ser dele. “Lembram aquela vez…”, começa Denki. E aí, conta a história como se tivesse estado presente e não fosse apenas um bebezinho. 



— Ela me aconselhou a não ir para a faculdade namorando. Disse que não queria que eu fosse aquele garoto chorando ao telefone com o namorado e dizendo não para as oportunidades, em vez de sim.


A Escócia é o sim de Katsuki, acho. Distraidamente, pego um punhado de massa de biscoito e enfio na boca.


— Você não devia comer massa de biscoito crua.


Eu o ignoro.


— Eiji nunca impediria você de fazer alguma coisa. Ele não é assim. Lembra quando você decidiu concorrer a presidente do corpo estudantil e ele ajudou na campanha? Eiji é seu maior fã!


Quando falo isso, os cantos da boca de Katsuki se curvam para baixo, e eu me levanto e o abraço. Ele afasta a cabeça e sorri para mim.


— Eu estou bem — garante ele. Mas não está, eu sei que não.


— Não é tarde demais, sabe. Você pode ir até lá agora e dizer a ele que mudou de ideia.


Katsuki balança a cabeça.


— Acabou, Izuku. — Eu o solto, e ele fecha o laptop. — Quando vai sair a primeira fornada? Estou com fome.


Eu olho para o timer magnético em formato de ovo na geladeira.


— Mais quatro minutos. — Sento à mesa e digo: — Não ligo para o que você diz, Katsuki. Esse não é o fim de vocês dois. Você o ama demais.


Katsuki  balança a cabeça.


— Izuku  — começa, com sua voz paciente, como se eu fosse uma criança, e ele, um homem  sábio de quarenta e dois anos. Coloco uma colherada de massa de biscoito debaixo do nariz dele, que hesita antes de abrir a boca. Dou para ele como se ele fosse um bebê.


— Espere para ver, você e o Eiji vão voltar logo, logo.

Mas, enquanto falo, sei que não é verdade. Katsuki não é o tipo de garoto que termina e volta por impulso; quando decide uma coisa, é aquilo mesmo. Sem enrolação, sem arrependimento. É como ele disse: acabou, simplesmente acabou.

Eu queria (e esse é um pensamento que tive muitas, muitas vezes, tantas que até perdi a conta) ser mais parecido com Katsuki. Porque às vezes parece que nunca vai acabar para mim.


















Mais tarde, depois de lavar a louça e colocar os biscoitos em um prato ao lado do travesseiro de Denki, vou para o quarto. Não acendo a luz. Vou até a janela. A luz de Eijiro  ainda está acesa.




                                                      °°••○●♡●○••°°


Notas Finais


Hello.
EU espero que vocês tenham gostado.

Como devem saber , eu adoro distorcer as personalidades dos personagens 😈 devem ter percebido né?

Cara, eu literalmente eu levei um tapa de criatividade, então mais tarde, preparem-se " Duff " vai sair novo capítulo 😉

Obrigada pelos favoritos.


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