História Para todos os garotos que eu já amei - Bughead - Capítulo 3


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Categorias Para Todos Os Garotos Que Já Amei
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Palavras 1.218
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ficção, Ficção Adolescente, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


❤️❤️

Capítulo 3 - Para todos os garotos que já amei-capítulo 2


ELIZABETH

NA MANHÃ SEGUINTE, Polly está fazendo o café e eu estou colocando o cereal nas tigelas,

então digo a coisa em que passei a manhã toda pensando.

— Você sabe que papai e Toni vão ficar muito chateados, não sabe?

Quando Toni e eu estávamos escovando os dentes, pouco antes, fiquei tentada a contar tudo,

mas ela ainda estava com raiva de mim pelo que eu disse ontem, então fiquei quieta. Ela nem

mencionou os biscoitos, embora eu saiba que os comeu, porque só sobraram migalhas no

prato.

Polly solta um suspiro profundo.

— Então devo ficar com Archie por causa de você, do papai e da Toni?

— Não, só estou avisando.

— Ele não viria muito aqui, depois que eu fosse embora.

Eu franzo a testa. Não passou pela minha cabeça que Archie pararia de vir aqui em casa depois

que Polly viajasse. Ele já tinha o costume de vir bem antes de eles virarem um casal, não

vejo por que iria parar.

— Talvez ele venha — digo. — Ele adora a Toni.

Ela aperta o botão para ligar a cafeteira. Eu a observo com muita atenção, porque 

sempre fez o café, e, agora que ela vai embora (só faltam seis dias), é melhor eu aprender. De

costas para mim, ela responde:

— Talvez eu nem conte para eles.

— Hã, acho que eles vão perceber quando ele não aparecer no aeroporto, Gogo. — Gogo é

meu apelido para Polly. — Quantas xícaras de água você botou aí? E quantas colheradas de

pó de café?

— Vou anotar tudo para você — garante Polly. — No caderno.

Temos um caderno ao lado da geladeira. Foi ideia de Polly claro. Nele estão todos os

números importantes, os horários do nosso pai e das caronas de Toni

— Não se esqueça de colocar o número da nova tinturaria.

— Já coloquei. — Polly corta uma banana para colocar no cereal; cada fatia é

perfeitamente fina. — Além do mais, archie não iria ao aeroporto com a gente. Você sabe o que.


eu acho de despedidas.

Polly faz uma careta como quem diz: Argh, emoções.

Eu sei.

Quando Polly decidiu fazer faculdade na Escócia, eu me senti traída. Apesar de saber que

isso ia acontecer, porque é claro que ela faria faculdade em algum lugar distante. E é claro que

ela faria faculdade na Escócia e estudaria antropologia, porque ela é Polly, a garota dos

mapas, dos livros de viagem e dos planos. É claro que ela nos deixaria um dia.

Ainda estou com raiva, ao menos um pouco. Só um pouquinho. Obviamente, sei que não é

culpa dela. Mas ela vai para tão longe, e sempre dissemos que seríamos as irmãs Coopers para

sempre. Polly primeiro, eu no meio e Toni por último. Na certidão de nascimento, ela é

Antoniett; para nós, é só Toni

Somos as três irmãs Coopers. Éramos as quatro garotas Coopers com minha mãe, Alice cooper. Ali 

para meu pai, mamãe para nós, Alice para o resto do mundo. Copper é, era, o sobrenome dela.

Nosso sobrenome é Smith, com a sílaba tônica no final. Mas o motivo de sermos as irmãs

Coopers, e não as irmãs Smith, é que minha mãe dizia que seria uma garota Coopers para o resto da

vida, e Polly acredita que nós também deveríamos ser. Todas temos Coopers como nome do

meio, e nossa aparência é mais de Song do que de Smith, de qualquer modo, mais americana do

que caucasiana. Pelo menos, Polly e eu; Toni se parece mais com nosso pai, tem o mesmo

cabelo castanho-claro. As pessoas dizem que eu me pareço mais com ela, mas acho que é

Polly, com as maçãs do rosto altas e os olhos escuros, quem se parece mais. Faz quase seis

anos, e às vezes parece que ela estava aqui ontem. Às vezes parece que só existiu nos meus

sonhos.

Ela havia encerado o piso naquela manhã; estava brilhando, e a casa cheirava a limão e

limpeza. O telefone começou a tocar na cozinha, ela foi correndo atender e escorregou. Bateu a

cabeça no chão e ficou inconsciente, mas depois acordou e disse que estava bem. Foi o

intervalo lúcido. É assim que chamam. Pouco tempo depois, reclamou de dor de cabeça, foi se

deitar no sofá e não acordou mais.

Foi Polly quem a encontrou. Ela só tinha doze anos, mas cuidou de tudo: ligou para a

emergência, ligou para nosso pai e me deixou cuidando de Toni, que só tinha três anos. Eu

liguei a televisão para Toni, no quarto de brinquedos, e fiquei com ela. Foi tudo o que fiz. Não

sei o que teria feito se Polly não estivesse lá. Apesar de ela ser só dois anos mais velha do

que eu, eu a admiro mais do que a qualquer outra pessoa.

Quando descobrem que meu pai é viúvo e tem três filhas, as pessoas balançam a cabeça,

admiradas, como se dissessem: Como ele consegue? Como cuida de tudo sozinho? A resposta:

Polly. Ela é organizada por natureza, com suas etiquetas, seus planejamentos e suas divisões

em fileiras regulares e perfeitas.

Polly é uma boa garota, e acho que Toni e eu estamos seguindo seu exemplo. Nunca colei,

nem fiquei bêbada, nem fumei um cigarro, nem mesmo tive um namorado. Nós brincamos com papai e dizemos o quanto ele tem sorte de sermos tão boas, mas a verdade é que nós é que

tivemos sorte. Ele é um ótimo pai. E se esforça muito. Nem sempre nos entende, mas tenta, e é

isso que importa. As três irmãs Coppers têm um pacto silencioso: tornar a vida o mais fácil

possível para nosso pai. Por outro lado, talvez não seja tão silencioso assim, porque quantas

vezes já ouvi Polly dizer: “Shhh, fique quieta, papai está cochilando antes de ter que voltar

para o hospital” ou “Não incomode papai com isso, você não consegue resolver sozinha?”.

Já perguntei a Polly como ela acha que seriam as coisas se nossa mãe não tivesse morrido.

Será que passaríamos mais tempo com o lado coreano da família, e não só o Dia de Ação de

Graças e o Ano-Novo? Ou…

Polly acha que não faz sentido ficar imaginando. Nossa vida é essa; especular não vai

mudar nada. Ninguém pode nos dar respostas. Eu tento, tento muito, mas é difícil aceitar esse

jeito de pensar. Estou sempre imaginando e especulando sobre outros caminhos.

Nosso pai e Toni descem na mesma hora. Polly serve uma xícara de café para ele, e eu

coloco leite no cereal de Toni. Ponho a tigela na frente dela, mas Toni me ignora, pega um

iogurte na geladeira e o leva para a sala, para comer vendo tevê. Ela ainda está chateada.

— Vou ao mercado mais tarde, então façam uma lista do que precisarem — pede papai,

tomando um grande gole de café. — Acho que vou comprar uns bifes para o jantar. Podemos

usar a grelha do quintal. Compro um para Archie também?

Olho para Polly. Ela abre a boca, depois a fecha.

— Não, compre só o suficiente para nós quatro — diz, por fim.

Lanço para ela um olhar de reprovação, mas ela me ignora. Nunca vi Polly  perder a

coragem antes, mas acho que, nas questões do coração, não dá para prever como uma pessoa.



Notas Finais


Querem uma maratona???


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