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História Para todos os garotos que eu já amei - Luwoo - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


só postei esse porque já estava pronto.

tenha uma boa leitura! ♡

Capítulo 2 - Capítulo um.



Taeil é o namorado de Doyoung, mas acho que eu poderia dizer que minha família toda é apaixonada por ele. É difícil saber quem o ama mais. Antes de ele ser namorado de Doyoung, era só Taeil. E estava sempre por perto. Eu digo “sempre”, mas acho que isso não é bem verdade. Ele se mudou para a casa ao lado da nossa cinco anos atrás, mas parece que faz muito mais tempo. 

Meu pai adora Taeil porque eles dividem os mesmos gostos, e meu pai vive cercado de meninas fora de casa. Estou falando sério: ele passa o dia todo cercado por mulheres. Meu pai é ginecologista e obstetra, então são só garotas, garotas, garotas o dia inteiro. Ele compartilha com Taeil o amor por quadrinhos, e os dois também saem juntos para pescar. Meu pai tentou nos levar para pescar uma única vez, mas eu chorei quando meus sapatos ficaram sujos de lama, Doyoung chorou quando o livro dele molhou, e Jisung chorou porque ainda era um bebê. Jisung adora Taeil porque ele joga cartas com ele e não fica entediado. Ou pelo menos finge não ficar entediado.

Eles fazem acordos: se eu ganhar a próxima rodada, você tem que preparar um sanduíche de creme de amendoim crocante com pão torrado, sem a casca, para mim. Esse é Jisung. Em algum momento o creme de amendoim crocante acaba, e Taeil diz que é uma pena, mas ela terá que escolher outra coisa. Porém, Jisung enche tanto o saco dele que ele sai e compra, porque Taeil é assim. Se eu tivesse que dizer por que Doyoung o ama, provavelmente diria que é porque todos nós amamos. Estamos na sala, e Jisung está colando figuras de cachorros em uma cartolina enorme. Tem papel e pedaços de papel cortado por toda a parte ao redor dele. Cantarolando baixinho, ele diz:

— Quando papai me perguntar o que quero de Natal, vou dizer: “Pode escolher qualquer uma dessas raças e estamos quites.”

Doyoung e Taeil estão no sofá; eu estou deitada no chão, assistindo à tevê. Taeil fez uma tigela grande de pipoca, e estou concentrado em comê-la, de punhado em punhado. Começa um comercial de perfume: uma garota corre pelas ruas de Paris usando um vestido frente única roxo, fino como papel de seda. O que eu não daria para ser essa garota de vestido fino como papel de seda correndo por Paris na primavera!

Eu me sento tão de repente que engasgo com um grão de milho que não estourou. Entre acessos de tosse, digo:

— Doyoung, vamos nos encontrar em Paris nas minhas férias!

Já posso me imaginar girando com um macaron de pistache em uma das mãos e um de framboesa na outra. Os olhos de Doyoung se iluminam.

— Você acha que papai vai deixar?

— Claro, é cultura. Ele tem que deixar.

Mas eu nunca viajei de avião sozinho. E também nunca saí do país. Será que Dodo iria me buscar no aeroporto ou eu teria que encontrar o albergue sozinho?

Taeil deve ter visto a preocupação repentina no meu rosto, porque diz:

— Não se preocupe. Seu pai vai deixar se eu for com você.

Eu me alegro.

— É! Podemos ficar em albergues e comer pão e queijo o dia inteiro.

— Podemos visitar o túmulo do Jim Morrison! — diz Taeil.

— Podemos ir a uma parfumerie e criar nossos próprios perfumes! — digo, e Taeil ri com deboche.

— Hã, tenho certeza de que “criar nossos próprios perfumes” em uma parfumerie custaria a mesma coisa que uma semana no albergue. — Ele cutuca Doyoung. — Seu irmão tem mania de grandeza.

— Ele é o mais elegante de nós três — concorda Doyoung.

— E eu? — choraminga Jisung.

— Você? — Eu faço um som debochado. — Você é a garoto menos elegante da família Kim. Tenho que implorar para você lavar os pés à noite, e nem estou falando de tomar banho.

O rosto de Jisung se contrai e fica vermelho.

— Eu não estava falando disso, seu pateta. Estava falando sobre Paris.

Faço um gesto distraído com a mão.

— Você é novo demais para ficar em um albergue.

Ele vai até Doyoung e sobe no colo dele, apesar de ter nove anos e ser grande demais para ficar no colo das pessoas.

— Dodo, você vai me deixar ir, não vai?

— Talvez pudesse ser uma viagem de férias em família — sugere Doyoung, beijando a bochecha dele. — Você, Jungwoo e papai poderiam ir juntos.

Eu franzo a testa. Não era essa a viagem para Paris que eu estava imaginando. Por cima da cabeça de Jisung, Taeil faz movimentos labiais: “Conversamos depois.” Eu faço um sinal discreto de positivo.

Mais tarde, na mesma noite, Taeil já foi embora. Jisung e nosso pai estão dormindo. Doyoung e eu ficamos na cozinha. Ele está sentado à mesa, no computador; sento ao lado dele, fazendo bolinhas de massa de biscoito e passando na canela e no açúcar. Decidi preparar biscoitos como uma oferta de paz para Jisung. Mais cedo, quando fui dar boa-noite, ele me deu as costas e não quis falar comigo porque ainda está convencido de que vou tentar cortá-lo da viagem a Paris. Meu plano é colocar um prato ao lado de seu travesseiro, para ele acordar com o cheiro de biscoitos recém- assados. Doyoung está quieto demais, e então, do nada, ele olha para mim e dispara:


— Terminei com Taeil hoje. Depois do jantar.


Notas Finais


Por hoje, é isto. Até mais!


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