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História Para Todos os Garotos que já Amei - Now United - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Espero que gostem do capítulo



Kiss

Capítulo 2 - Capítulo 2


Fanfic / Fanfiction Para Todos os Garotos que já Amei - Now United - Capítulo 2 - Capítulo 2

 O Noah é o namorado de Diarra,mas acho que eu poderia dizer que minha

família toda é apaixonada por ele. É difícil saber

quem o ama mais. Antes de ele ser namorado de Diarra, era só Noah. E estava

sempre por perto. Eu digo “sempre”, mas acho

que isso não é bem verdade. Ele se mudou para a casa ao lado da nossa cinco

anos atrás, mas parece que faz muito mais

tempo.

Meu pai adora Noah porque ele é menino, e meu pai vive cercado de meninas.

Estou falando sério: ele passa o dia todo

cercado por mulheres. Meu pai é ginecologista e obstetra, e também pai de três

filhas, então são só garotas, garotas, garotas o

dia inteiro. Ele compartilha com Noah o amor por quadrinhos, e os dois também

 

saem juntos para pescar. Meu pai tentou nos

levar para pescar uma única vez, mas eu chorei quando meus sapatos ficaram

sujos de lama, Diarra chorou quando o livro

dela molhou, e Sabina chorou porque ainda era um bebê.

Sabina adora Noah porque ele joga cartas com ela e não fica entediado. Ou pelo

menos finge não ficar entediado. Eles fazem

acordos: se eu ganhar a próxima rodada, você tem que preparar um sanduíche

de creme de amendoim crocante com pão

torrado, sem a casca, para mim. Essa é Sabina. Em algum momento o creme de

amendoim crocante acaba, e Josh diz que é uma

pena, mas ela terá que escolher outra coisa. Porém, Sabina enche tanto o saco dele

que ele sai e compra, porque Sabina é assim.

Se eu tivesse que dizer por que Diarra o ama, provavelmente diria que é porque

todos nós amamos.

Estamos na sala, e Sabina está colando figuras de cachorros em uma cartolina

enorme. Tem papel e pedaços de papel cortado

por toda a parte ao redor dela. Cantarolando baixinho, ela diz:

— Quando papai me perguntar o que quero de Natal, vou dizer: “Pode escolher

qualquer uma dessas raças e estamos

quites.”

Diarra e Noah estão no sofá; eu estou deitada no chão, assistindo à tevê. Noah fez

uma tigela grande de pipoca, e estou

concentrada em comê-la, de punhado em punhado.

Começa um comercial de perfume: uma garota corre pelas ruas de Paris usando

um vestido frente única roxo, fino como

papel de seda. O que eu não daria para ser essa garota de vestido fino como

papel de seda correndo por Paris na primavera!

Eu me sento tão de repente que engasgo com um grão de milho que não

 

estourou. Entre acessos de tosse, digo:

—Diarra, vamos nos encontrar em Paris nas minhas férias!

Já posso me imaginar girando com um macaron de pistache em uma das mãos e

um de framboesa na outra.

Os olhos de Diarra se iluminam.

— Você acha que papai vai deixar?

— Claro, é cultura. Ele tem que deixar.

Mas eu nunca viajei de avião sozinha. E também nunca saí do país. Será que

Diarra iria me buscar no aeroporto ou eu teria

que encontrar o albergue sozinha?

Noah deve ter visto a preocupação repentina no meu rosto, porque diz:

— Não se preocupe. Seu pai vai deixar se eu for com você.

Eu me alegro.

— É! Podemos ficar em albergues e comer pão e queijo o dia inteiro.

— Podemos visitar o túmulo do Jim Morrison! — diz Noah.

— Podemos ir a uma parfumerie e criar nossos próprios perfumes! — digo, e

Noah ri com deboche.

— Hã, tenho certeza de que “criar nossos próprios perfumes” em uma

parfumerie custaria a mesma coisa que uma semana

no albergue. — Ele cutuca Diarra. — Sua irmã tem mania de grandeza.

— Ela é a mais elegante de nós três — concorda Diarra .

— E eu? — choraminga Sabina.

— Você? — Eu faço um som debochado. — Você é a garota menos elegante da

família Soares. Tenho que implorar para você

lavar os pés à noite, e nem estou falando de tomar banho.

 

O rosto de Sabina se contrai e fica vermelho.

— Eu não estava falando disso, sua pateta. Estava falando sobre Paris.

Faço um gesto distraído com a mão.

— Você é nova demais para ficar em um albergue.

Ela vai até Sabina e sobe no colo dela, apesar de ter nove anos e ser grande

demais para ficar no colo das pessoas.

—Diarra você vai me deixar ir, não vai?

— Talvez pudesse ser uma viagem de férias em família — sugere Diarra ,

beijando a bochecha dela. — Você, Any e

papai poderiam ir juntos.

Eu franzo a testa. Não era essa a viagem para Paris que eu estava imaginando.

Por cima da cabeça de Sabina, Noah faz

movimentos labiais: “Conversamos depois.” Eu faço um sinal discreto de

positivo.

Mais tarde, na mesma noite Noah já foi embora. Sabina e nosso pai estão

dormindo. Diarra e eu ficamos na cozinha. Ela está

sentada à mesa, no computador; sento ao lado dela, fazendo bolinhas de massa de

biscoito e passando na canela e no açúcar.

Decidi preparar biscoitos como uma oferta de paz para Sabina.Mais cedo, quando

fui dar boa-noite, ela me deu as costas e não

quis falar comigo porque ainda está convencida de que vou tentar cortá-la da

viagem a Paris. Meu plano é colocar um prato ao

 

lado de seu travesseiro, para ela acordar com o cheiro de biscoitos recém-

assados.

Diarra está quieta demais, e então, do nada, ela olha para mim e dispara:

 


Notas Finais


Espera o próximo capítulo....


Manh_u

ᶘ ᵒᴥᵒᶅ


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