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História Para todos os garotos que já amei 1 - Beauany adaptação - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


Oi mores 💖

Esse ta bem curtinho daqui a pouco posto mais

Boa leitura💖

Capítulo 5 - Capítulo 5 - Our Noah


Fanfic / Fanfiction Para todos os garotos que já amei 1 - Beauany adaptação - Capítulo 5 - Capítulo 5 - Our Noah

 

Na  noite anterior à partida de Sabina, nós três estamos no quarto dela ajudando-a a guardar as últimas coisas. Belinha  está organizando os itens de banho, arrumando tudo direitinho na nécessaire. Sabina tenta decidir que casaco levar.


Sabina - Será que levo o sobretudo e casaco acolchoado ou só o sobretudo? — ela me pergunta.

 

Any - Só o sobretudo. Você pode usá-lo para ocasiões formais ou informais. — Estou deitada na cama dela, orientando o processo de arrumação das malas. — Belinha, aperte a tampa do hidratante.

 

Belinha - O pote é novinho, a tampa já está bem apertada! — resmunga ela, mas aperta mesmo assim.

 

Sabina - Faz mais frio na Escócia do que aqui — diz Sabina, dobrando o casaco e o colocando em cima da mala. — Acho que vou levar os dois.

 

Any - Não sei por que você perguntou se já sabia o que ia fazer — retruco. — Aliás, você disse que vinha para casa no Natal. Ainda vem, não vem?

 

Sabina - Só se você parar de ser tão chata.

 

Sinceramente, Sabina nem está levando tanta coisa. Ela não precisa de muito. Se fosse eu, já teria colocado o quarto todo nas malas, mas Sabina não. O quarto dela parece o mesmo.


 Quase.

 


Ela se senta ao meu lado, e Belinha se senta ao pé da cama.

 

Any -  Tudo está mudando.

 

Sabina faz uma careta e passa o braço sobre meus ombros.

Sabina - Nada está mudando, não de verdade. Somos as irmãs Soares para sempre, lembra?


Nosso pai está de pé à porta. Ele bate na moldura, embora a porta esteja aberta e dê para ver claramente que é ele.

 

Jacob - Vou começar a colocar as coisas no carro — anuncia.

 

Observamos da cama quando ele leva uma das malas para o andar de baixo, depois volta para pegar outra.

 

Jacob - Ah, não precisam se levantar. Não se deem o trabalho — diz ele, seco.

 

— Não se preocupe, não vamos — nós três cantarolamos.

 

Durante a última semana, nosso pai entrou em modo de arrumação de primavera, mesmo não sendo primavera. Está se livrando de tudo que encontra: da máquina de pão que nunca usamos, de CDs, de cobertores velhos, da antiga máquina de escrever da nossa mãe. Vai doar tudo. Um psiquiatra provavelmente veria uma ligação entre isso e a partida de Sabina para a faculdade, mas não consigo explicar por quê. Seja lá o que for, é irritante. Tive que enxotá-lo da minha coleção de unicórnios de cristal duas vezes.

 

Eu deito a cabeça no colo de Sabina.

 

Any — Então você vem mesmo passar o Natal em casa, certo?

 

Sabina — Certo.

 

Belinha — Eu queria poder ir com você — diz, fazendo beicinho. — Você é mais legal que a Any.

 

Dou um beliscão nela.

 

Belinha — Viu? — reclama ela.

 

Sabina — Any Gabrielly vai ser legal se você se comportar — diz Sabina — E vocês duas têm que tomar conta do papai. Não deixem que ele trabalhe todos os sábados. Lembrem que ele tem que levar o carro para a vistoria mês que vem e não se esqueçam de comprar filtro para a cafeteira. Vocês sempre esquecem o filtro.

 

— Sim, sargento — Belinha e eu dizemos em coro.

 

Procuro tristeza, medo ou preocupação no rosto de Sabina, ou algum sinal de que ela esteja apreensiva por estar indo para tão longe, de que vai sentir nossa falta tanto quanto vamos sentir a dela. Mas não vejo nada.

Nós três dormimos no quarto de Sabina naquela noite.

Belinha adormece primeiro, como sempre. Fico deitada no escuro ao lado dela com os olhos abertos. Não consigo dormir. A ideia de que a partir de amanhã à noite Sabina não vai mais dormir neste quarto me deixa tão triste que mal consigo suportar. Odeio mudanças mais do que quase qualquer outra coisa.

No escuro, Sabina pergunta:

 

Sabina — Any… você acha que já se apaixonou? De verdade?


Ela me pega desprevenida; não tenho uma resposta na ponta da língua. Enquanto ainda estou tentando pensar em uma, ela já está falando de novo:

 

— Eu queria ter me apaixonado mais de uma vez. Acho que as pessoas devem se apaixonar pelo menos duas vezes no ensino médio...

 

Ela solta um suspiro e dorme. Sabina adormece assim mesmo: um suspiro sonhador e ela parte para a terra do nunca, do nada.

 

* * *

 

Acordo no meio da noite, e Sabina não está na cama. Belinha está encolhida ao meu lado, mas não Sabina. Está escuro como breu; só o luar entra pelas cortinas. Saio da cama e vou até a janela. Prendo a respiração. Lá estão eles: Noah é Sabina, de pé na entrada da garagem. O rosto de Sabina está virado para longe dele, na direção da lua. Noah está chorando. Não encostam um no outro, e há espaço suficiente entre eles para eu saber que minha irmã não mudou de ideia.

Solto a cortina e volto para a cama, onde Belinha rolou mais para o meio. Eu a empurro um pouco para deixar espaço para Sabina. Queria não ter visto aquilo. Foi íntimo demais. Real demais. Era para ser um momento só deles. Se houvesse um jeito de apagar aquela imagem da memória, eu o faria.

Deito de lado na cama e fecho os olhos. Como deve ser ter um garoto tão apaixonado que chora por você? E não qualquer garoto. Noah. Nosso Noah.


Em resposta à pergunta de Sabina: sim. Acho que já me apaixonei de verdade. Mas só uma vez. Por Noah. Nosso Noah.


Notas Finais


🦋Boa noitiiiih
🦋Daqui a pouco sai mais um

😙💖


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