História Paradigmas do Amor - Capítulo 16


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Menção Jinmin, Menção Yoonkook, Menção Yugkook, Namgi, Sugamon
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Palavras 3.771
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Festa, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Pansexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 16 - Aflição e distração


 

O Kim recobrou aos poucos os sentidos, sentia-se exausto. Talvez devesse parar de beber, ao menos, parar de beber tanto. Mexeu-se na cama, pensando se levantaria ou não, mas seu desejo por um café quentinho falou mais alto. Suspirou pesadamente e abriu os olhos notando que o garoto que deveria dormir ao seu lado não estava exatamente dormindo e, na verdade, duvidava que ele houvesse sequer tentado já que as olheiras eram evidentes na pele alva. Os olhinhos felinos desviaram-se do teto e lhe encararam, sorrindo pequeno.

— Bom dia. — desejou com a voz mais rouca que o usual. Ele virou-se na cama e murmurou o mesmo de volta, puxando o edredom, cobrindo-se mais e fechando os olhos como um aviso silencioso de que não queria levantar-se, mesmo que o acastanhado não tenha sequer dito uma palavra sobre isso. — Acordou faz tempo? — pediu, levando sua mão as madeixas claras do menor, num carinho, e terminando com um leve tocar no rosto macio.

— Acho que sim. — respondeu com preguiça, sua voz um tanto manhosa. Abriu os olhos quando o maior levantou-se da cama e seguiu-o com o olhar, mas sequer notando o que, de fato, ele estava fazendo.

— Está com fome? — preocupou-se, olhando uma vez mais o garoto, vendo-o dar de ombros e voltar a posição anterior a qual observava o teto de seu quarto.

— Não, na verdade. — NamJoon culpou-se por ele estar daquela forma, a conversa da noite passada havia piorado e muito o humor do garoto. Sentia-se um idiota por ter tocado naquele assunto, ainda mais na noite que ele havia feito de tudo para ficar bem. Suspirou triste consigo mesmo, pensando o que poderia fazer para levantar os ânimos do pequeno e fazê-lo esquecer um pouco dos problemas. A resposta não demorou a surgir em sua mente, sentou-se na cama, ao lado do azulado e curvou-se sobre ele minimamente, deixando os rostos próximos o que arrancou uma risada baixa do menor logo de cara.

— Eu vou tomar banho, me arrumar e ir na padaria. — ditou com calma — Quando eu voltar, quero achar você arrumado também. A gente lancha e depois vamos num passeio pra conversarmos melhor e aumentar nosso ânimo, ok? — pediu, e até houve hesitação da parte do Min, mas ao erguer o mindinho para o mais novo, conseguiu arrancar mais uma daquelas risadas baixas dele e então ele ergueu o próprio dedinho e juntou ao seu, enlaçando-os. — Promete?

— Prometo. — os olhares perderam-se um no outro por alguns segundos, mesmo que NamJoon recém tenha acordado ele era bonito demais com aqueles olhos expressivos e o sorriso de covinhas. E NamJoon, bom, NamJoon andava se perdendo facilmente em Yoongi. — Vá logo. — sussurrou. E o Kim sentiu-se mais leve ao ter aquele sorriso gengival e de dentes pequenos apenas para si.

Ah, Yoongi era realmente adorável.

 

[…]

 

Havia conversado um pouco com JungKook durante a madrugada, o pobre garoto estava extremamente preocupado e Yoongi teve que acalmá-lo contando parcialmente o que aconteceu desde que haviam se despedido, sobre a festa e sobre agora estar na casa de outro amigo. O moreno tinha a mesma tendência de Jimin de maliciar o que quer que fosse, então houve um pequeno discurso explicando que não havia nada entre ele e NamJoon — se hoje em dia a mente do pequeno Min era mais impura haviam fortes motivos.

Já eram cinco horas da manhã quando ele despediu-se do Jeon, mas mesmo após isso não conseguiu dormir mais do que alguns minutos vez e outra, pois pensava em como tudo ficaria; em como seria sua vida dali para frente e quais decisões deveria tomar.

Não estava psicologicamente preparado para encarar seu pai depois de tudo, mas seria necessário e deveria preparar-se logo para isso. Seu maior problema acreditava que era este, conviver com alguém do qual guarda tanta mágoa; alguém que lhe odeia.

Yoongi conversaria com sua mãe sobre tudo que andava acontecendo em sua vida, tudo que sentiu e pensou desde que as dúvidas sobre sua sexualidade apareceram. Contaria sobre JungKook, contaria sobre sua orientação sexual e finalmente sobre sua briga com seu pai. Mesmo que através das mensagens que ela o enviou já fosse perceptível que ela soubesse de algumas coisas, queria mostrar seu lado para ela, sem omitir nada. Seu pai provavelmente não havia contado sobre a atitude grosseira que ele tomou, e queria pedir ajuda sobre isso para sua mãe. Ele nunca agira assim e as coisas podiam piorar se sua mãe não se posicionasse quanto a isso, afinal, ainda era novo demais pra tomar qualquer atitude contra seu pai. Não esperava que ela fosse ficar inteiramente ao seu lado, mas queria que ela ajudasse fazendo ChungHo simplesmente lhe ignorar, já seria bom o suficiente.

As coisas com JungKook acabaram se tornando um pouco complicadas pela mente já estar cheia demais sobre tantas coisas que seria incapaz de enumerar se fosse necessário. A única coisa que ele sabia de tudo aquilo era que gostava do moreno. Nada verdadeiramente profundo, mas como poderia não gostar ao menos um pouco daquele garoto? Ele o tratava bem; o fazia bem. Estar com ele era provavelmente uma das partes preferidas do dia para Yoongi, mesmo que tudo se resumisse a jogos, filmes, aulas e beijos. As coisas eram fáceis. Ele gostava de como Jungkook lidava com tudo, e não deixava que aquele lance do qual tinham se tornasse estranho, ou que a amizade que haviam criado antes do primeiro beijo se rompesse por algo como aquilo.

Min Yoongi não queria perder essas coisas.

Mas havia Yugyeom na história e não poderia priorizar seus sentimentos, mesmo que fossem seus. Yugyeom o amava. Cada um descreve esse sentimento de uma forma diferente; o que é amor para um, nem sempre é para o outro e assim por diante. Mas amor não era nada perto do que sentia.

Provavelmente naquele contexto Yoongi seria igualzinho a Yugyeom, então as coisas acabaram o afetando mais do que deveria. Ele pensou em tudo que o Kim havia passado ao lado de JungKook, todas as possíveis crises, os surtos da parte dele e mesmo assim ter permanecido com ele, o apoiando e alertando-o quando fosse necessário. E machucou. Machucou verdadeiramente o Min pensar em todo aquele amor que não fora retribuído, apenas não visto; talvez ignorado.

Yoongi não se sentia especial para o Jeon, não achava que ele o visse como algo mais que um amigo. Mas independente se fosse ou não algo a mais para JungKook, aquilo estava machucando Yugyeom, e o Kim não merecia isso. Yugyeom merecia uma chance para poder amar JungKook da forma que sempre quis amá-lo. E Jungkook merecia receber tudo isso e poder abrir-se para retribuir a todos esses sentimentos, e com tanto amor assim era impossível não amar de volta, não é?

O garoto de madeixas azuladas conversaria com JungKook e deixaria para Yugyeom a missão de conquistá-lo. O Jeon, acima de tudo, haveria de compreender tudo e agir de uma forma que não machucasse ainda mais o Kim, mesmo que sua resposta em relação aos sentimentos do melhor amigo fosse não.

[…]

— Oi, pai! — NamJoon cumprimentou seu pai quando este atendeu sua ligação.

— Oi, filho! — a voz dele soou alegre do outro lado — Está tudo bem? Que raro você me ligar! — e o Kim mais novo deveria concordar, geralmente era seu pai que o ligava, raras vezes foi o contrário. Era só aquela mania de gente jovem preferir escrever mensagens à fazer ligações, e, bem, seu pai era de outro tempo.

— Está tudo bem! — riu soprado — E o senhor? Como tem passado? — questionou. Fazia de dois a três meses que não se viam, no começo era por falta de tempo, mas depois Kim JungWoon fora cuidar do seu rancho, o qual havia comprado fazia pouco tempo, e que ficava fora da cidade, então qualquer possibilidade de se verem se tornara nula. E as ligações não eram frequentes, mas se apreciavam. JungWoon eram um bom pai e NamJoon um bom filho.

— Estou bem, apenas um pouco cansado. Tenho trabalhado bastante com o pessoal aqui no rancho. — deu um suspiro e o mais novo sentiu-se culpado por não ligar mais vezes, não procurá-lo com frequência. Se tornaria mais presente a partir daquele momento, afirmou mentalmente.

— E conseguiu deixar como você queria? — o som de um sorriso junto ao riso fora escutado e foi impossível não sorrir junto. Ter um rancho sempre fora o sonho de JungWoon e ele parecia extremamente orgulhoso do resultado de seu trabalho.

— Sim, só falta arrumar uma coisa e outra e de resto fica apenas a decoração da casa nas mãos da Somin, porque eu sou péssimo com essas coisas. — riu alto, contagiando NamJoon. — Mas, você não me ligou pra falar disso, não é? — pediu, pois sentia que o filho queria algo.

— Na verdade não… É que um amigo tá num momento meio complicado, e como já passei por momentos complicados sei que só queremos sumir, sabe? Queria ir aí com ele, é tranquilo, e eu quero que ele se sinta em paz. — explicou-se.

— Podem vir! Venham pra passar a noite se quiserem também. Vocês podiam ver se a Somin pode vir junto, hm? To com saudades. — sua voz mudou um pouco, ficando boba, como um verdadeiro apaixonado. NamJoon riu dele, seu pai era incrível

— Eu a convido sim. Até depois, pai! Obrigado! — despediu-se, ouvindo um “abraço” do outro da linha antes de desligarem.

NamJoon adentrou a padaria e comprou o que desejava, pagando e logo voltando a passos lentos para seu apartamento. Perdeu-se em pensamentos durante seu trajeto, e logo mais e mais questões apareciam em sua cabeça. Até aquele momento o Kim não havia parado para pensar na situação ao todo, e veio como um estalo em sua cabeça, ao pensar demais em Yoongi, que esteve quase na mesma situação que ele. Quase, porque não tinha certeza sobre milhares de coisas.

HyeJin não obteve certeza se YongSun gostava realmente dela, mesmo que a Ahn houvesse dito que conversaria com a amiga sobre isso, não o fez. Até porque dias depois a Kim apareceu com algum tipo de namorado, que a fez ficar tranquila: Hyejin acreditava que isso anulava a ideia de que YongSun gostava de si.

Mas o que estava deixando o acastanhado inquieto, e irritadiço até, era o fato de que opinou na vida de outros, entrometeu-se em situações que não lhe diziam respeito, quando deveria era dar um jeito em sua própria vida. Pegou o celular no bolso e procurou pelo contato de HyeJin, mandando uma mensagem.

Ei, precisamos conversar.”

Ao chegar em casa, largou as compras e procurou por Yoongi, encontrando-o ainda no quarto. Ele vestia a mesma calça e coturno da noite anterior, afinal, ele não tinha nada dele ali e havia pego uma das camisetas que Jimn havia esquecido em uma das noites que acabou dormindo ali.

— Peguei uma camiseta sua, espero que não se importe, a minha tá suja na parte de trás por causa da hora que sentamos nas escadas lá na festa. — explicou-se e o Kim sorriu pequeno. Não havia porque se explicar, mas o jeitinho preocupado do menor sobre tudo o deixava fofo aos seus olhos.

— Tudo bem. E não é minha mesmo! — riu baixo, erguendo uma de suas mãos para mexer nas madeixas azuis do pequeno mas ele esquivou-se, provavelmente por já ter alinhado o cabelo da forma desejada.

— É de quem? — assustou-se.

— É do Jimin.

— Então foda-se. — NamJoon riu da diferença com o qual Yoongi tratou as coisas achando serem suas e após saber que era de Jimin. O pequeno parecia estar bem melhor do que quando acordou e o viu. Mas ainda queria fugir dos lugares dos quais ele possivelmente estivesse acostumado e tentá-lo distrair.

— Venha, vamos tomar café! — chamou e logo o Min pôs-se ao lado do acastanhado, o acompanhando até a cozinha. Yoongi preparou os sanduíches a pedido de NamJoon que fez o café e voltou ao quarto para arrumar uma mochila com roupas.

Yoongi não deu atenção a mochila que o Kim trouxera consigo e largou ao seu lado antes de sentar-se à mesa que fazia a divisória da sala e da cozinha. Pôs café em duas xícaras e entregou uma a ele, vendo-o adoçar, e fechar os olhos ao beber o primeiro gole.

— Ah, meu café é uma delicia! — gabou-se e o pequeno Min riu, bebericando seu próprio café após adoçar. — E não é? — pediu, fingindo ofensa.

— É sim! — afirmou, ainda com o sorriso brincando em seus lábios. Era fácil sorrir quando estavam juntos. — Para que a mochila? — pediu, após fitar o objeto no assento ao lado de NamJoon.

— Nós temos que passar na sua casa antes pra pegar umas roupas, talvez a gente passe a noite lá. — NamJoon falou vagamente enquanto prestava atenção em seu lanche, estava com muita fome! Nem notou a careta que o Min fez, logo sua expressão se tornando confusa.

— Você disse que seria um passeio. — lembrou-o, meio perdido.

— Ah, eu não tinha pensado sobre isso antes. — explicou-se.

— Eu não sei se vai ser uma boa ideia a gente ir na minha casa… — um suspiro baixo saiu dos lábios pequenos do mais novo, este largou a xícara que estava entre suas duas mãos de volta a mesa e finalmente NamJoon notou que as expressões de Yoongi voltaram a ter o mesmo ar tenso de mais cedo.

— Por quê? — sua voz saiu em um sussurro, estava preocupado e não queria bater na mesma tecla, mas como evitar fazer isso se Yoongi não se abriu sobre as coisas em momento algum?

— Eu não quero ver meu pai. Agora não. — o pequeno respondeu.

— Ele é a razão por você estar triste? — pediu, estava triste. Ele era do tipo atencioso afinal, preocupado; gostava de cuidar das pessoas. E imaginar Yoongi triste por alguém da família lhe deixava mais triste ainda, pois família era pra ser nosso apoio, não é?

Sabia o que era ter uma família quebrada, mas Yoongi era tão jovem que parecia injusto ele passar seja lá pelo quê fosse.

— Sim. Eu tenho algumas coisas na casa do Jimin, pode ser? — pediu. NamJoon concordou no mesmo instante, se Somin fosse junto de ambos haveria de passar lá de qualquer maneira. Decidiu encerrar aquele assunto ali, já que claramente o pequeno estava desconfortável. — Ah! — exclamou, lembrando-se de algo — Onde vamos? — pediu, terminando de beber seu café.

— No meu pai. — Yoongi nem esperou uma explicação e já olhou o maior extremamente confuso pelo destino do passeio. — Ele tem um rancho, é maravilhoso! Tu vai gostar também e provavelmente esquecer dos problemas. — afirmou e Yoongi sorriu grato.

— Espero que sim.

Logo após terminarem o café Jimin apareceu na cozinha com a mesma expressão de sonolência de sempre, mais pra lá do que pra cá, mal aguentando-se em pé. Riram do estado do Park, NamJoon puxou a mochila, colocando sobre seus ombros e Yoongi serviu café para Jimin que estava com os cotovelos escorados na mesa, com o rosto entre as mãos.

— Jiminnie, eu e o Yoongi vamos sair, ok? Não vamos voltar hoje então se quiser pode aproveitar a noite com o Jin. — um sorriso malicioso surgiu no rosto do Kim e logo o moreno reagiu da mesma forma, mas não pelo mesmo motivo.

— Hm, não vão voltar é? — seu tom perverso fez os dois entenderem em que sentido Jimin levou as palavras de NamJoon, fazendo o azulado revirar os olhos, por que tudo havia teor sexual para o Park?

NamJoon riu, dando-lhe um tapa na nuca, fazendo-o formar um bico e resmungar.

— Mas, ah, eu irei com toda certeza aproveitar! — sua voz ficou um pouco boba, enquanto formou as mãos em punho e as balançou em frente ao corpo, num gesto histérico, rindo de forma maliciosa.

Jimin era impossível. Mas até que Yoongi podia ter uma ideia de como Jimin se sentia, ele era um cara de dezessete anos com vários desejos e nenhuma realização. Pelo que Jimin contava, SeokJin sempre o impedia de darem um passo a mais na relação o que fazia o menor ficar muito emburrado. Mas Yoongi compreendia o lado de Jin também, era óbvio que um desejava o outro, só que o Kim era do tipo que seguia mais o coração e era perceptível em suas ações que queria ir com calma, só que Jimin não era do tipo que tinha muita paciência, o que acabava complicando a relação de ambos.

Despediram-se depois do Min puxar a orelha do amigo pra se comportar e deixar SeokJin confortável se fizessem realmente algo, conselho que fez seu rosto ferver e mal conseguir olhar o amigo nos olhos.

— Tudo bem, Yoonie, não se preocupe. — Jimin achava os conselhos do menor ótimos, e se não eram ótimos se tornavam com as ideias que surgiam a partir disso. Se fosse com muita sede ao pote poderia se afogar, não é? Seria melhor beber de pouquinho em pouquinho

NamJoon contatou Somin antes de sair de casa, convidando-a para irem juntos para o rancho. Ela ficou animada com o convite e disse que ficaria pronta até hora de chegarem para lhe buscar.

E ela realmente estava pronta pra sair ao chegarem lá, Yoongi só pegou as coisas que desejava e logo pegaram estrada.

Somin era o tipo de mulher que adorava conversar, questionava tudo sobre SeokJin à NamJoon, já que Jimin pouco falava, só havia contado que estava com alguém. Inicialmente preocupou-se por achar que o filho iria sair ferido, mas saber que fora NamJoon quem os apresentou aliviou seu pobre coração.

Yoongi sorriu com as conversas que rolavam, desde que virara amigo de Jimin havia deixado Somin um pouco de lado. Inicialmente ia com Soohyun na casa dela pois ambas queriam que virasse amigo de Jimin, mas Yoongi era tímido demais e acabava ficando com as duas. Com o tempo foi inevitável não se aproximarem, desde então mal olhava para Somin. Havia se esquecido de como ela era alguém agradável e tão alto-astral.

Somin sempre fora legal, sempre apoiou Jimin em tudo, até quando este confessou-se gay. Sua mãe era tão legal como Somin, não é? Ainda que acreditasse fielmente nisso, estava com medo de contar sua orientação sexual e notar algum tipo de decepção nos olhos dela.

Acabou perdendo seu olhar em NamJoon, na atenção que ele dava a estrada, enquanto balançava a cabeça levemente, fazendo caretas e gestos com umas das mãos enquanto cantava “Gashina” em meio a sorrisos. Acabou sorrindo a ponto de um riso desprender-se de seus lábios, NamJoon desviou os olhos da estrada por breves segundos pra observar o sorriso gengival adorável que o pequeno Min carregava no rosto.

— O que foi? — pediu. Yoongi negou com a cabeça, aconchegando-se melhor no assento do carro e fitando os prédios, lojas e cafés do centro da cidade.

— Nada. — murmurou um tempo depois, NamJoon olhou novamente o Min.

— Tudo bem, então. — sorriu, voltando a cantar, fazendo o garoto largar mais um riso. NamJoon lhe fazia bem.

Minutos passaram-se, algumas músicas tocaram e ele começou a falar mais do que seu normal. NamJoon entrou no clima, falando sobre suas aulas terem finalmente terminado, motivo do qual houve a festa na noite passada. Yoongi achou engraçado, pois tinha quatorze anos e havia se metido em festa de universitários! Jimin era a má influência da amizade, com certeza.

Aliás, Somin descobriu a mentira descarada do Jimin que havia dito que iria dormir na casa do NamJoon e na verdade enfiou-se numa festa para maiores.

Conversaram tanto quanto o tempo de duas horas de estrada até o rancho do senhor Jungwoon os permitia, Yoongi respondeu algumas mensagens de bom dia de sua mãe e confortou-a ao dizer que estava bem.

— Estamos quase chegando — o acastanhado informou, olhando de relance quando o menor ergueu o olhar da tela do celular e sorriu ainda mais ao olhar aquela grama aparada, as árvores rodeando o lugar, algumas espalhadas por aí. A casa era muito bonita também, e grande; o lugar todo era enorme, na verdade. Podia ser visualizado um estacionamento com cobertura de três vagas à esquerda também e pelo que NamJoon disse, havia muito mais a se ver na parte de trás.

— Estou impressionado só com a entrada, não sabia que seu pai tinha tanto dinheiro assim. — disse fascinado barra chocado, um dia queria ser tão realizado financeiramente que pudesse ter um lugar assim também.

— Ele não tem. — riu soprado — Ele tem um bom salário mas isso aqui é por todos os anos que ele guardou dinheiro. — explicou, estacionando o carro embaixo de uma árvore onde havia sombra o suficiente para seu carro não pegar sol, já que as vagas dos carros já estavam todas sendo ocupadas com os carros dos contratados do seu pai.

Somin pegou sua bolsa e saiu correndo a fim de encontrar JungWoon o mais rápido possível, fazendo os dois rirem da ação dela.

— Lembra que eu disse que ele se ofereceu pra pagar minhas coisas enquanto eu estava na faculdade? — Yoongi afirmou com um menear — Então. Um dos motivos de eu não ter aceitado foi porque provavelmente ele tiraria da poupança que ele fez pra comprar esse lugar.

— Você é tão certinho que dá orgulho. — riu baixo, saindo de dentro do carro e podendo ver a cara debochada do maior. — Mas se precisar mesmo pede uma ajudinha pra ele, depois paga ele de volta quando tiver. — deu de ombros e ele repetiu seu gesto, puxando ambas mochilas de dentro do carro, e jogando-as no mesmo ombro. Trancou o carro e logo teve o baixinho ao seu lado, puxando a própria mochila dos seus ombros. — Estou meio nervoso. Seu pai é tão legal quanto você e o Jimin dizem, né? — perguntou risonho o que arrancou um sorriso do Kim que sacudiu as madeixas coloridas do menor e logo passou o braço pelo pescoço dele o trazendo para perto.

— Ele é sim, não precisa ficar nervoso nem com vergonha. Ele vai gostar de ti, tu é um bebezinho! — brincou e ele deu-lhe um tapa leve na barriga.

— Não sou criança, NamJoon! — respondeu emburrado e isso apenas aumentou o sorriso do maior.

— É um bebezinho sim. — o garoto bufou e revirou os olhos, sabendo que se rolasse uma discussão sobre não adiantaria de nada. NamJoon era um meio-irmão babão com Jimin, um amigo babão consigo e isso não mudaria, era o jeitinho do Kim de demonstrar seu carinho, e o fato de ser anos mais velho provavelmente reforçava algo no cérebro do Kim de que eras uma criança. Mas apesar de tudo isso por trás, sabia que não era, e isso meio que lhe fazia se sentir mal. Parecia que ainda havia uma grande barreira a ser ultrapassada entre eles. Barreira, esta, que não seria ultrapassada tão facilmente.

 


Notas Finais


Perdoem os erros, e perdoem a demora. Eu escrevi o capítulo e ficou muito chato, no fim decidi reescrever, mas sempre demoro pra essas coisas só que essa vez demorou mais porque tentei trabalhar melhor minha escrita. Desculpe <3 Mas espero que esteja bom e que tenha valido a pena a demora. Beijinhos, até mais <3


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