História Paradise - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Eldarya
Personagens Erika, Ezarel, Jamon, Keroshane, Leiftan, Mery, Miiko, Nevra, Personagens Originais, Valkyon
Tags Comedia, Drama, Eldarya, Ezarel, Keroshane, Leiftan, Nevra, Personagens Originais, Romance, Suspense, Valkyon
Visualizações 203
Palavras 2.251
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Meus benzinhos, talvez esse capítulo esteja meio chatinho e um pouco grande. Se foi cansativo/desanimador para vocês, me avisem tudo bem?
Aqui temos um pouco da introdução, vulgo Lívia detetive, já que quero que vocês entendam a fanfic, que talvez tenha deixado algumas perguntas. Eu vi alguns comentários sobre isso, e daqui para frente vamos saber um pouco mais sobre o passado da protagonista. E meus bens, quero que guardem bem o nome da Lavena, pois ela vai ser muito importante para a fanfic toda, assim como a Lívia.
Desculpem pelos capítulos parecidos com o jogo, mas prometo que no próximo vamos tomar um rumo diferente!

AAAAAh e eu fiquei muito feliz ao entrar hoje de manhã e encontrar 24 favoritos e 5 comentários no capítulo 2, me deixa muito contente saber que vocês estão gostando! Obrigada por tudo, isso tudo é por vocês! Parabéns pelos 24 favoritos!

- Boa leitura!

Capítulo 3 - Shades of cool


Fanfic / Fanfiction Paradise - Capítulo 3 - Shades of cool

Lívia já não suportava mais, não aguentava mais aquelas perguntas dos policiais, as pessoas do colégio seu a perguntando porquê rolava vigilância total na garota. Desde o desaparecimento de sua melhor amiga, Lauren, Lívia já não dormia mais. Tinha pesadelos todas as noites agora. Isso quando dormia, tinha dias que ela amanhecia em frente ao monitor esperando a mensagem da amiga que nunca chega e nem o encontro que nunca aconteceu.

Lívia não sabia se era suspeita de ter feito alguma coisa, e sinceramente ela nem se importava se fosse. Porque a importa agora encontrar a sua melhor amiga, onde quer que esteja. Era como um filme de terror na vida real, e se tinha uma coisa que Lívia não tinha era medo. O seu único fracasso foi temer perder sua melhor amiga, e tanto que esse dia uma vez chegou. Ela foi tão cuidadosa, sempre cuidou tão bem de Lauren, então tudo desmoronou e não há ninguém que possa a salvar. Esse era o pior filme de terror que já presenciou

Lívia mal lembrava que tinha uma vida para fora do quarto, passou o primeiro dia da amiga sumida ali, na maior parte do tempo. E não parava com sua obsessão em pesquisar qualquer vestígio, qualquer lugar, qualquer conto que pudesse explicar. Mas não tinha pistas coerentes e nada mais já não fazia sentido. Tudo parecia decair cada vez mais, principalmente o psicológico da melhor amiga da desaparecida. Lívia via nas redes sociais, seus tios desesperados para encontrar, contavam que mentiam para a irmã mais nova de Lauren, a pequena Lavena, falando que a mais velha tinha ido viajar.

Lívia poderia parecer estar ficando doida, obcecada. Mas não, jurava ser só preocupação, que em qualquer lugar do mundo, a encontraria. E mal sabia, que nem em seu mundo Lauren se encontrava.

.Lauren; Eldarya

Me viro rapidamente para trás, assustada pela forma agradável que Miiko tinha entrado na despensa. Meus olhos estavam arregalados e eu já imaginava as mil e uma formas que eu iria morrer. Os olhos da mulher-raposa rugiam fogo, faltava sair fumaça pelas orelhas, o seu olhar era para deixar amedrontada mesmo, era cheio de indignação e raiva. Quem me dera esse olhar não fosse para mim, mas para o cara de cabelo azul que me despreza como ninguém antes me desprezou.

Na verdade, gosto de pensar, ou desgosto, que ninguém aqui gosta da minha presença.

Além disso, Miiko não podia ter chegado sozinha, nunca me encontrei em uma situação pior do que essa. A mulher, estava acompanhada pelos dois homens de mais cedo, e outro garoto que eu não tinha visto antes, esse tinha um chifre na testa. Como o de unicórnio. Está bem, acho que as coisas estão começando a ficar estranhas demais e eu deveria ter fugido o quanto antes.

— Q-quem é ela? O que aconteceu? — O garoto unicórnio pergunta, olhando para seus companheiros perdido.

— Eu entrei na sala de cristal, e eu encontrei essa humana lá! Era para estar dentro da cela! — Miiko explicou acendendo a chama de seu bastão dourado. — Tentou roubar o cristal e agora está aqui roubando comida!

— Eu concordo, entrei aqui e ela estava avaliando comida com os dedos. Ou seja, roubando. — Olho para o homem de cabelos azuis com tanta raiva, mas ele continuou com um sorriso satisfeito no rosto.

— Eu sabia! Não pode mentir agora humana, foi pega no flagra! — A chama azul se intensifica ainda mais e eu já podia enxergar uma luz no fim do túnel.

— Mas essa história, não vos cansa?! Eu digo para vocês, que eu não roubaria nada, minha dignidade continua intacta! — Protesto, em um suplício — Cabe a vocês acreditarem ou não, mas digo que não é justo o que estão fazendo!

— Esse olhar dela é muito belo, poderia admira-los o dia todo. — O cara de cabelos pretos comenta, eu o olho com as sobrancelhas franzidas.

— Creio que ela não está mentido, M-Miiko... — O homem unicórnio assegurou, olhando-me nos olhos, dou um sorriso meigo a ele, agradecida.

— Obrigada por acreditar. — Digo, e depois volto o meu olhar para Miiko, que continuava intacta com seu olhar arrogante e impiedoso. Como se pedisse para que eu ajoelhasse aos seus pés e suplicasse, em tamanha humilhação.

— No entanto, a sala de alquimia foi revirada e assaltada, falta uma lágrima de Dragão. — O homem forte de cabelos brancos e pele morena diz, abro a boca surpresa pela acusação, mas tudo que solto é um som de chocada.

— Você! Ela foi a única estranha que conseguiu entrar, foi você certeza! Devolva a lágrima! — Miiko aponta seu bastão em minha direção, me fazendo vacilar e dar um passo para trás.

— Lágrima de Dragão?! Mas eu pensei que Dragões não choravam e só cuspiam fogo! Nunca nem vi um de perto, sou uma humana não sou? — Protesto com a voz firme, mas sinto minha bravura fraquejar e desmoronar.

— Pelo menos é o que parece. — O homem de cabelos azuis zomba, olhando-me de cima a baixo. — As vestes estranhas, nada de diferente, somente uma humana, uma simples humana.

Ele diz com a sua casual forma arrogante, que me deixa incomodada. Ele diz aquelas palavras como se tentasse me rebaixar, o que estava conseguindo. É claro que eu não podia com nenhum deles aqui nessa sala, e isso deve ser sinônimo de fraqueza. Eu já tinha assistido lutas na televisão, filmes, colégio e arenas, mas nunca me imaginei lutando a base de pontapés e socos. E não seria a mesma coisa de brigar com seres fantasiosos como eles. Não eram nem um pouco parecidos com a forma mágica que eram descritos em contos de fadas das produtoras de animações, não tinham aquela animação.

— Coloquem-na novamente na cela, o lugar que não deveria ter tido a audácia de sair, mas não vai se repetir. Lá, aprenderá a parar de se fingir de desentendida. — Vociferou Miiko olhando-me com chamas nos olhos.

— Vocês não ligam para o que os outros pensam? Ignorantes! Eu sou inocente e tenho consciência plena de que nunca roubei qualquer coisa, não sou uma ladra, e então digo que essa é uma injustiça! E. Eu. Não. Vou. Voltar. — Falei pausadamente para que todos ali entendessem, mas tudo que recebi foi olhares curiosos e os ainda mais flamejantes de Miiko.

— Não aumente o seu timbre, eu não gostei. — Disse fitando-me, arqueio as sobrancelhas. Mesmo que estivesse tentando passar uma imagem de quem não tem medo, na verdade eu tremia.

— Miiko, as coisas não seriam mais simples se a gente pudesse ouvir o que ela tem a dizer? — O homem unicórnio pergunta, Miiko enruga o nariz e dá de ombros. — Ótimo, então diga-nos garota como chegou até aqui?

— Me chamo Lauren Clark, eu vim do mundo que eu acho ser o mundo humano, quer dizer o meu mundo. Eu tinha acabado de ir dormir, era de madrugada, então eu tive um pesadelo estranho. Tipo, eu tinha marcado de ir a um lugar com minha amiga no outro dia, e no pesadelo eu já estava naquele lugar, mais tenebroso e parecia tão real. Bom, depois disso eu acordei em uma floresta, uma floresta que eu conhecia muito bem, e vi um círculo de cogumelos, era um círculo perfeito. E no momento em que eu apenas encostei no círculo, automaticamente vim parar aqui, na sala daquele cristal. — Os olhares curiosos e surpresos estavam me encarando atenciosos, o homem de cabelos azuis segurou o queixo com a mão e pareceu pensativo.

— Deve ter sido um círculo feito por uma bruxa. — O elfo comenta com um tom de voz distante.

— Sempre soube que naquela floresta tinha uma bruxa! — Acabo pensando alto, e isso atraí alguns olhares com as sobrancelhas franzidas. — Ah, desculpe. Continuem.

— Mas espere, como você parou na sala do cristal? Aquele quarto é o mais protegido daqui! — Miiko protestou, como sempre impondo defeitos em tudo que eu dizia.

— Vocês me acusam de mentiras desde quando cheguei aqui! Isso é cansativo! — Reviro os olhos. — E sim, eu parei nessa sala do cristal, não sei de qual forma.

Todos eles pareceram inquietos, Miiko estava com os músculos rígidos e o maxilar travado. Passo a mão pelos fios de meus cabelos, e os seguro atrás da cabeça, estava aflita demais e cansada de discutir. E também, precisava dormir nem que fosse ao menos 2 minutinhos, ou comer alguma coisa para repor minhas energias, mas não me parecia que eu aproveitaria disso tão cedo. Principalmente dormir, eu não sei mais diferenciar o que é real do que não é.

E se eu nunca tivesse sido encontrada e ter conhecido Lívia fosse apenas uma paranoia da minha cabeça que eu bati numa rocha e entrei em coma profundo. O que é uma teoria impossível, mas se esse lugar existe eu já não tenho mais dúvidas sobre nada. Eu estava uma bagunça, e se nada do que eu vivi for real? E se eu morri? Esse lugar é o setealém? Eram tantas perguntas e nenhuma tinha resposta, isso me incomodava tanto. Eu queria saber onde estava, queria saber onde me levaria e onde me deixaria.

Quando estava em cela, olhei em minha volta e me perguntei, o que eu estava fazendo? O que eu fiz? E o que farei? Porque quando me encontrei distante de tudo aquilo que acreditava fazer sentido, percebi que nada era coerente, e eu não sabia o que eu faria, e que acabaria morta. Porque aparentemente, estou presa a um lugar onde ninguém parece querer me apoiar, me ajudar e me levar novamente ao meu mundo. Eu queria realmente voltar, pelo menos para me despedir. Era como se eu tivesse morrido repentinamente sem um adeus.

Como tudo estava lá?

— Eu não acho que ela esteja mentindo. —O homem de cabelos pretos roda seu olhar por todos os rostos e para no semblante pensativo de Miiko.

— Obrigada. — Digo com um sorriso, e depois me viro para o elfo sem compaixão que estava ali, ele parecia matutar consigo mesmo e eu arqueio uma das minhas sobrancelhas. — Satisfeito?

— Isso ainda não me convenceu! — Fuzilo o homem de cabelos azuis com raiva. — Bom, já que está tão certa que foi trazida por um círculo de bruxa, saiba que eles viajam em uma só direção. Sabe o que significa garotinha? Que não há mais volta. — Sinto meus, olhos arderem, só podia ser brincadeira.

Tem que ser.

Imaginar a possibilidade de ficar neste lugar, e deixar tudo que eu tenho pendente lá, já me deixa com vontade de chorar como alguns anos atrás. Engulo tudo que estava me derrubando e continuo com uma expressão impossível de ser decifrada, eu não sabia o que dizer, então me mantenho em silêncio por alguns minutos. Porque sabia que se naquele momento falasse alguma coisa eu choraria para nunca mais parar. Depois de uns instantes em silêncio, me recomponho, afastando esses pensamentos.

— Mas eu preciso voltar! Eu tenho que voltar! Eu tenho que fazer a universidade dos meus sonhos, abrir um hospital, ajudar todos com a medicina. Eu tenho uma família, pessoas que gostam de mim, objetivos e uma... Irmã que só tem a mim e aos meus tios. — Sinto minha voz falhar e uma lágrima solitária escorrer pelo canto do olho, assim que sinto limpo imediatamente.

— Não chore, bela dama. — O homem de cabelos escuros tenta, mas tudo que faço é dar um leve sorriso.

— Não esquentem a cabeça com isso! Temos coisas mais importantes para se importar... — Às vezes seres humanos adoram machucar pessoas com palavras, não pensei que com seres místicos seria o mesmo. A arrogância é a pior arma. — Joguem-na novamente na cela, e vamos a ver quando encontrarmos uma forma dela voltar ao seu mundo.

A forma como Miiko cuspia as palavras, pareciam vir de uma forma repugnante ou eu interpretava mal, pelo fato de não gostar nem um pouco da mulher-raposa. Espero que essa relação melhore com o passar do tempo. Gosto de ser otimista mesmo que saiba que não, que vai ser péssimo.

Escuto um rosnado abafado atrás de mim, viro-me e vejo Jamon encarando-me, com aquelas duas presas para fora. Ele veio para tentar agarrar-me pelo braço, mas me afasto de imediato, criando uma distância apropriada para bancar a rebelde.

— Eu pareço ser boazinha, mas garanto que meu punho é pesado! — Ameaço com os dentes cerrados, olhando para o homem-javali. Eu parecia um animal selvagem falando dessa forma. — Eu não vou voltar para lá! Guardem bem isso!

— Algo ainda não ficou claro, como conseguiu fugir da cela? — O homem forte, moreno e de cabelos brancos perguntou. Franzi as sobrancelhas, forçando-me a lembrar

— Bem lembrado! Você é muito espertinha, jura não saber nada com nada, mas escapou de lá com muita facilidade! — O elfo disse acusando-me novamente, nada de novo.

— Não sei se eu deveria estar contando, mas um homem abriu para mim. Ele estava mascarado, e usava vestes escuras. — Todos na sala arregalaram os olhos e me encararam horrorizados. — Não me diga que ele era um assassino. Eu já quase morri hoje 10 vezes. — Eles ainda continuavam em silêncio, pasmos, até mesmo o elfo e Miiko pouparam algum comentário desagradável.

 Eu falei alguma coisa errada?


Notas Finais


É isso bens, eu espero que não esteja tão chatinho quanto me pareceu ficar, porém... Por hoje é só, obrigada por ter clicado para ler, por ter lido.

E obrigado por tudo mesmo!

Beijão! ❤


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