História .paradise - Capítulo 1


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Jaemin, Jeno, Mark, RenJun
Tags Jaemin, Nct, Nct Dream, Renjun, Renmin
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Palavras 1.617
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


essa vai ser minha primeira história um pouquinho maior!
já tenho ela pronta, com exceção de algumas correções e detalhes adicionais
xxx são quebras de tempo e ... indica a transição de narrador

Capítulo 1 - Um.



Afundei-me no banco do passageiro, deixando um suspiro audível escapar.
Ensino médio finalmente concluído, após um ano estudando feito louco para passar em segundo lugar em psicologia, tudo o que eu queria, e precisava, era de um bom descanso e passar tempo com meus amigos.
Meus pais não aprovaram a ideia. Sentiriam minha falta quando eu fosse para a universidade e "nada cairia tão bem" quanto uma viagem, maçante, à praia com companhia de amigos, igualmente maçantes, dos meus pais. 
— Pare de bufar, Renjun. — Minha mãe riu. — Você vai gostar, o lugar é lindo! 
— E, além disso, o Jaemin vai também, lembra dele? — Meu pai perguntou. Assenti com a cabeça. Como esquecer? — Ele tem sua idade, não é?
Jaemin, Na Jaemin. Quantos anos haviam se passado desde a última vez que ouvi esse nome? Nossos pais eram amigos desde o colegial, tenho um punhado considerável de lembranças da minha infância com ele. Visitávamos uns aos outros às vezes, alguns natais, férias juntos. Tínhamos uma boa amizade, mas não durou depois que ele mudou para o outro lado do país. 
Vez ou outra seu rosto cruzava minha mente, dez anos depois. Jaemin foi a primeira pessoa de quem gostei, antes mesmo de saber que garotos gostavam de garotos. Sem saber o que era ou como lidar com o sentimento, adquiri uma obsessão por ele pouco antes de sua partida, o que consequentemente resultou no meu primeiro coração partido— ou talvez seja um termo pesado demais para uma criança de oito anos sem conhecimento nenhum sobre amor ou sobre si própria.
Nossos pais nunca perderam o contato, mas quanto a nós dois, mal nos seguíamos nas redes sociais. Talvez, tantos anos depois, não tivéssemos mais muito a ver um com o outro.
— Sim, ele é alguns meses mais velho — Respondi seco. —, mas isso não significa que vamos virar amigos. 
— Se você continuar sendo rabugento desse jeito não vão mesmo! — Minha mãe replicou.
Coloquei os fones no último volume, desejando apenas que aquilo acabasse logo. 


xxx


Nunca fui fã de viagens de carro, lembrei disso da pior forma possível.
Sai do veículo enjoado e mal humorado, sendo recebido por um calor infernal, como podia piorar?
Alguns dos casais de amigos dos meus pais já haviam chegado à pousada, inclusive os pais de Jaemin e o próprio. Fomos recebidos com entusiasmo demais para minha cabeça que pesava no momento. 
Na Jaemin. Havia mudado pouco, ainda tinha seu sorriso radiante, os olhos brilhantes e o jeito carismático de sempre, apenas seu cabelo exibia um novo tom cor de rosa que complementava bem a pele bronzeada. Estava definitivamente mais alto, uns bons centímetros maior do que eu e bem mais forte, os músculos definidos me fizeram sentir inveja. Revê-lo fez com que eu me sentisse pequeno e inseguro, ele era tudo que eu jamais seria e logo conclui que a probabilidade de termos uma amizade era pouca. 
Cumprimentos feitos, decidiram ir almoçar num restaurante na cidade. Torci o nariz. 
— Acho que vou passar. — Sussurrei pra minha mãe. — Não estou me sentindo nada bem. 
Ela concordou, alegando que eu estava pálido, e entregou a chave do meu quarto. 
Sorri, sentindo a liberdade cantar pela primeira vez naquele dia e segui até ele, após me despedir rapidamente daqueles que havia acabado de cumprimentar. 
Custou para que eu convencesse meus pais de pegar um quarto separado na pousada, mas aos 18 anos eu não mereço precisar me trocar no mesmo ambiente que minha mãe, certo? Minha privacidade e paz eram o que eu mais prezava e quanto mais longe de meus pais, menos insuportável seria. Eles eram pessoas boas, animadas de forma que chega a ser irritante e insistiam constantemente em encaixar-nos no molde de família de comercial de margarina. Nesse molde eu jamais coube e, sinceramente, não pretendo.
O quarto era bastante espaçoso e arejado. Havia uma varanda enorme, um frigobar lotado com cerveja e uma grande cama confortável e macia, tudo o que eu precisava no momento. 
Joguei-me na cama e repintei o retrato do novo Jaemin na minha cabeça, sentindo minhas bochechas corarem com a imagem. "Ele é bonito.", pensei, não pude evitar. 
— Tomara que seja burro ou algo do tipo para que eu não me sinta tão mal. — Murmurei em voz alta antes de me entregar ao sono.


...


As aulas de teatro definitivamente foram cruciais, pois em mesas cheias de adultos desinteressantes eu podia sorrir e fingir estar animado com a conversa. Renjun, segundo a mãe dele, estava passando mal, o que tornou tudo um porre ainda maior. 
Renjun tinha minha idade e eu esperava que conseguíssemos reestabelecer nossa antiga amizade ou, pelo menos, que ele fosse uma companhia para trocar olhares cúmplices de tédio durante aqueles momentos. 
O dia pareceu se arrastar, de forma positiva. Passei um tempo na praia, algum tempo descansando, dei um drift pela cidade e depois do banho decidi que seria uma boa ideia chamar Renjun para fazer alguma coisa. 
Do lado de fora do quarto era possível ouvir baixinho as batidas de uma música do new order. Ganhou um ponto comigo pelo gosto musical. 
Bati na porta.
— Quem é? — Sua voz suave perguntou. 
— Jaemin.
Alguns segundos depois a porta se abriu. Ele estava sem camisa, revelando o corpo magro e branquinho, segurava meio baseado ainda apagado entre os dedos e tinha os cabelos um tanto desgrenhados, como se tivesse acabado de acordar. Lançou-me um olhar como se revirasse os olhos mentalmente, já estava pronto para ser expulso quando a porta abriu-se um pouco mais.
— Quer entrar? Tava indo queimar essa ponta.
Então aceitei. Talvez fosse uma boa forma de começarmos, mais relaxados para conversar.
Fomos até a varanda do quarto e ele acendeu, dando uma longa tragada, estabelecendo um silêncio quase palpável entre nós. 
Ele passou, traguei algumas vezes antes de devolver e soltar a única forma de começar uma conversa que pude imaginar. 
— Você não tem cara de quem faz essas coisas. — Disse e ele riu, ainda com o beck nos lábios.
— E eu tenho cara de quê? — Perguntou, passando de volta. 
— Sei lá, garoto prodígio. Sua mãe falou que você passou em segundo lugar em psicologia. — Falei entre uma puxada e outra. 
— Garoto prodígio. — Ele riu soprado, carregando a frase de ironia. — Eu realmente sou inteligente e estudei bastante, precisava passar pra sair logo de casa, mas não sou certinho. Você já sabe o que vai fazer?
— Cinema, talvez. — Ele ergueu os olhos em surpresa, mas não parecia me julgar, o que me aliviou. Mais tarde descobri que essa era uma das coisas que eu mais gostava em Renjun, ele nunca julgava. — Quero tirar o próximo ano de folga, viajar, sei lá. 
— É uma boa escolha. — Não sabia se ele se referia a minha escolha de curso ou a decisão de tirar o ano de folga. 
Mais tarde descobri que essa era uma das coisas que eu mais odiava em Renjun, ele sempre mandava mensagens ambíguas, sinais duplos. Ele me passou o finalzinho do baseado. — Pode matar. 
Acabei com ele e me apoiei contra a parede esperando bater a brisa. Voltamos à fase do silêncio, mas me incomodei um pouco menos. 
Lembro de ter tido uma paixonite por ele quando éramos crianças e agora eu entedia o porquê, seu rosto era bonito, delicado, praticamente angelical. Seu corpo era lindo também, apesar de bem magro possuía suas curvas, praticamente um complemento para a bela paisagem a nossa frente, o pôr do sol na praia.
Ele olhou para mim de relance, provavelmente percebeu que eu o observava. Saí do meu devaneio. 
— Vim aqui perguntar se você quer fazer alguma coisa hoje à noite. — Falei, finalmente. — A cidade é bem agitada de noite, tem bastante gente da nossa idade por aqui. 
— Pode ser, tô sem fazer nada. — Ele deu de ombros. — Vou vestir alguma coisa. 
Concordei e esperei na varanda, já sentindo meu corpo um pouco mais leve ao que observava o dia transformar-se em noite.


xxx


Caminhamos em silêncio, com exceção de alguns comentários que levavam a conversas que esmaeciam rapidamente. Porém, uma quantidade considerável de álcool depois, estávamos curtindo numa pista de dança como se não houvesse amanhã, como se nunca tivesse existido um intervalo de anos entre nossa amizade. 
— Vou buscar uma cerveja. — Falei, praticamente gritando para que Renjun escutasse minhas palavras abafadas pela música alta. — Quer alguma coisa? 
— Tô suave. — Ele gritou de volta. 
Cambaleei até o bar, fazendo meu pedido. Uma loira incrivelmente bonita se aproximou e inclinou-se um pouco em minha direção. 
— Seu amigo está disponível? — Ela apontou para Renjun. 
— Hm...ele...— Mordi o lábio inferior. Passamos a noite nos divertindo juntos, mas eu não fazia a mínima ideia sobre seus relacionamentos. — Você quer ficar com ele? — Ela assentiu. — Vou perguntar, ok?
Ela concordou e ficou esperando com bastante expectativa.
— Huang! — Gritei, chamando sua atenção. — Você namora? 
— Não. — Ele gritou de volta. 
— Tem uma menina muito gata te querendo. —Apontei, ela sorriu e acenou de longe. — Vai lá. 
Ele parou de dançar, abrindo um sorriso sem graça. 
— Fala que eu agradeço, mas tô suave.
Olhei pra ele indignado, que tipo de sem noção nega uma menina daquelas.
— Cara, você tá bêbado demais. Como assim "suave"? 
— Não faz meu tipo. — Ele respondeu simplista. 
— Qual é seu tipo então, Renjun? 
Seu olhar perfurou minha alma, ele parecia sem muita paciência. 
— Meu tipo, Jaemin, são garotos. — Ele abaixou o tom de voz, falando como se eu fosse um criminoso por perguntar e ele um criminoso por responder. — Meus pais não sabem, não conte pra ninguém. 
— Faz sentido agora. — Assenti e deixei o assunto de lado, parecia incomodá-lo. — Eu sou bi. — Acrescentei, para deixar claro que eu não o julgava. Ele não respondeu, apenas voltou a dançar, pretendendo fingir que nada havia acontecido.
 


Notas Finais


é isso! espero que gostem!
quinta volto com o próximo capítulo!


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