História Paradoxo - Capítulo 4


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Lacey (Belle), Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Emma Swan, Regina Mills, Swanqueen
Visualizações 650
Palavras 2.088
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Capítulo 4


A Emma Swan de duas semanas atrás jamais deixaria alguém além de Belle ter acesso à sua caixinha de sentimentos. Absolutamente ninguém. E estranhava o fato de não estar se importando em tornar acessível para outras pessoas.

Regina havia se mostrado verdadeiramente interessada e nunca veria isso de modo ruim, seria até pecado dizer “não” àquela mulher.

Se perguntou se todas as pessoas que eram do círculo de amizade de Zelena eram daquele jeito, o jeito que a fazia se sentir à vontade depois de poucos minutos de companhia, minutos que foram suficientes para esquecer o dia conturbado que teve. Sua dor de cabeça tinha passado com aquela conversa amena e o café forte, num local agradável.

Repetiu o ato de abrir o email, enviar o arquivo a alguém, respirar fundo e esperar receber respostas positivas.

Regina deixava transparecer que seu trabalho era mais um hobby do que de fato um trabalho. A maneira sincera como tinha pedido para ler foi o que a fez chegar à essa conclusão.

Desejava não decepcioná-la, expectativa em demasia era péssima numa situação como essa.

×

A parte favorita do dia de Regina era quando chegava da editora, demorava o tempo que bem entendia dentro da banheira ou debaixo do chuveiro — tudo dependia do seu humor —, vestia a roupa mais confortável que podia e se sentava no sofá, apreciando o silêncio e a companhia de um livro, na maioria das vezes, também com um café ou um vinho.

Quando já estava dentro do elevador, se lembrou de que não havia pedido o número de Emma e nem passado o seu. Esperava que Emma mandasse o mais rápido possível o email, ou teria que recorrer à Zelena para pedir o contato da sua “cunhadinha”.

Se sentou com o notebook sobre seu colo e pensou estar sendo precipitada ao ir direto checar seu email, porém não conteve o sorriso quando viu o que já estava em sua caixa de entrada.

Acompanhado de um agradecimento, o arquivo estava lá. Em fração de segundos após acabar de ler o que estava no email, abriu o arquivo, voltando à página do email novamente para agradecer também e pedir seu número. Assim que o fez, suspirou ao notar as mesmas palavras que havia lido no celular de Zelena, sem limites para serem lidas, sem interrupções e com permissão da autora.

Releu novamente os parágrafos que já conhecia, dando continuidade à leitura, parando somente quando seu celular começou a tocar.

Zelena não ficaria sem informações e reclamou mentalmente por ter seu momento interrompido.

— Está me atrapalhando — disse antes que Zelena falasse.

Eu já imaginava, a essa hora sempre está em seu momento sagrado.

— Quer saber como foi com a Emma, não é?

O bom é que eu economizo nas palavras com você.

— Foi bem simples, não precisei insistir, apenas disse que estava interessada, falei sobre o que conversamos e da possibilidade da publicação.

Só isso?

— Só. O que mais você esperava?

Então pelo visto você a tratou bem e não a assustou com seu rostinho de quem oferece maçã envenenada.

— Apesar de nítido o quão introvertida ela é, em nenhum momento pareceu querer recuar ao falar comigo, aliás, ela tem o sorriso fácil e uma simpatia pura — e é adorável seu jeito. Pensou mas não admitiria isso à amiga dando brecha para possíveis futuros constrangimentos.

Você gostando de alguém logo de cara assim? Eu vivi para ver isso.

— Milagres acontecem, ruiva.

É ótimo vocês terem se dado bem, há uma grande chance de um jantar entre nós quatro.

— Nós quatro quem?

Eu, minha namorada, você e minha cunhadinha.

— Vamos com calma, Zelena, sei que se depender de você, tudo acontece para ontem, porém o ritmo da maioria das pessoas, inclusive o meu, é lento comparado ao seu.

Você não negaria esse jantar, Regina Mills.

— Em momento algum eu disse isso. Aliás, mande um abraço para Belle.

E para Emma?

— Você é inconveniente, Zelena.

Eu estou brincando. — Gargalhou fazendo Regina sorrir junto, não conseguia fingir indignação por muito tempo quando se tratava de Zelena. — Ela já enviou?

— Sim, e eu estava lendo até ser atrapalhada por você. Pensei seriamente em ignorar sua ligação, mas mataria sua curiosidade porque você fez algo útil.

De nada. Você está bem?

— Estou ótima, e você?

O mesmo. Vou deixar você ler em paz agora. Aprecie essa obra antes de querer publicá-la.

— Esteja certa de que logo no primeiro capítulo já tem todo o meu apreço.

Emma vai amar saber disso, espero que fale para ela antes que eu fale. Tenha uma boa noite em claro, conhecendo você como eu conheço, sei que não vai sossegar enquanto não terminar.

— Boa noite, durma bem. — Foi a última coisa dita antes de a chamada ser encerrada.

Silenciou o celular e o deixou de lado enquanto voltava ao que estava fazendo antes. Esticou as pernas sobre o sofá e com a cabeça apoiada no encosto prosseguiu a leitura, se sentindo ainda melhor quando a chuva se fez audível novamente.

Lia com atenção cada palavra ali escrita, tendo conhecimento de que tudo carregava coisas especiais para serem guardadas. Emma tinha razão quando disse que o amor era bonito demais para ser desperdiçado só porque não havia outra pessoa para recebê-lo de maneira convencional. O modo clichê como os outros diziam amar não aconteceria consigo, não tinha um porquê para esperar por alguém. Observar o amor escrito satisfazia seu coração calmo e totalmente livre.

Parou por um momento e olhou a chuva pela janela, o tempo que tivera com a loira tinha sido suficiente para enxergar coisas que estavam ali no decorrer dos parágrafos.

Quando chegou ao quinto capítulo, poderia jurar que estava íntima de Emma só por conseguir relacionar algumas coisas com o pouco que havia ouvido no Café.

Das duas, uma: estaria sendo equivocada fazendo ligações da história com a autora, ou Emma escondia demais o ser tão bonito que era.

Procurou não mais enxergar além do que tinha ali, porém era algo difícil a ser feito quando sempre queria ler e entender o que estava nas entrelinhas.

Acordou com o notebook aberto e sem bateria sobre suas pernas, pegou o celular ao seu lado para ver a hora e deu um suspiro de insatisfação ao ver que já passava do horário que costumava chegar na editora. Achou um milagre alguém ainda não ter ligado e agradeceu por isso.

Perdeu a noção do tempo enquanto estava presa em Inconstant, vivendo no mesmo mundo paralelo em que havia criado laços com Liz e, principalmente, com Ellena.

Tinha passado da metade da história e se pudesse, ficaria no mesmo lugar até terminá-la.

Emma sabia como conduzir um romance, onde e como usar cada frase, encaixando e dando coerência aos fatos, colocando cada sentimento em ordem ou em uma desordem compreensível.

Não tinha chegado ao fim ainda, porém não tinha dúvidas de que queria fazer com que aquilo chegasse a outras pessoas, de que queria poder ter aquilo em uma das suas estantes.

Emma tinha que deixar que outras pessoas conhecessem seu arsenal de inconstâncias.

×

— Bom dia, Ems — Belle disse ao ver Emma entrar na cozinha, pronta para ir trabalhar.

— Bom dia. — Se aproximou da amiga lhe dando um beijo na testa como fazia em todas as manhãs.

— Como foi com Regina? — perguntou enquanto sentava-se de frente para Emma.

— Foi ótimo.

— Ótimo?

— Sim, foi ótimo, ela parece ser uma boa pessoa.

— E ela é, mas você não gosta muito de conhecer as pessoas assim, principalmente quando está sozinha.

— Eu não sou um bichinho acuado, Belle.

— Sei bem... Agora me diga, já mostrou a ela?

— Sim, estou esperando a mensagem que ela disse que mandaria quando terminasse.

— Me mostre quando ela mandar.

— Eu sempre mostro. — Trocaram um sorriso.

Emma terminou seu café da manhã em minutos, saindo prevenida dessa vez, caso voltasse a chover. Estava com indícios de um resfriado devido à pouca chuva que tomara no dia anterior.

Se as Segundas eram terríveis para trabalhar, as Terças eram piores. Tinha que fazer com que tudo saísse perfeito, contudo, seu cansaço pouco incomodava quando via que seu trabalho havia sido concluído com êxito.

Quando disse à Regina sobre não receber elogios com frequência, se referia a quem lia o jornal. Eram raras as pessoas que lhe davam um retorno, entretanto, de outras ali dentro sempre ouvia comentários bons. Isso se deu por conta de a maior parte dos outros funcionários duvidarem da sua capacidade devido à sua idade e por ter acabado de sair da faculdade quando foi contratada, seus primeiros artigos foram suficientes para garantir seu lugar ali, ganhando sua própria coluna onde podia falar dos lugares, eventos e tudo referente à cultura. Dividia aquela página com mais duas pessoas apenas. Estava muito bem realizada aos vinte e quatro anos escrevendo para um dos principais jornais de Nova York.

No caminho de volta para casa, enquanto olhava as mensagens que recebera durante o dia, novas mensagens chegaram, tais que fizeram seu coração disparar.

×

Após ter saído da sala de reuniões, Regina voltou à sua própria sala. Tinha ido à editora por necessidade, deixou certas obrigações de lado para poder terminar Inconstant.

Seu copo cheio de café era o que estava ajudando a manter-se acordada depois de ter passado a noite em claro. Devido às horas que dedicara a ler a história de Emma, estava chegando ao final.

Livros que a prendiam a ponto de não querer soltá-los até terminar eram os livros que tinha vontade de distribuir a cada indivíduo que compartilhava do mesmo amor por romances. Inconstant era digno de estar nas mãos de inúmeras pessoas, prateleiras de livrarias e bibliotecas.

Chamaria a atenção de Emma por ter escondido durante tanto tempo.

Queria ligar para a loira e pedir todas as outras cinco histórias, tinha certeza que leria cada uma delas, entretanto, a única coisa que passava por sua cabeça como prioridade era pedir à Emma que a deixasse publicar Inconstant.

Tinha entendido os motivos de Emma não gostar que outras pessoas lessem, mas estavam a um passo de a loira trocar de ideia e se fosse necessário, a ajudaria dar esse passo, a asseguraria de que tudo ficaria sob seus cuidados e sairia tudo como quisesse.

Uma história de amor bem contada valia esforços.

Já era fim de tarde quando chegou ao último capítulo. Ao mesmo tempo que queria chegar ao fim, não queria que a história acabasse. Por um momento arrependeu-se de ter lido tudo tão depressa.

Leu as últimas palavras com o queixo apoiado em uma das mãos e fechou os olhos suspirando quando chegou ao último ponto final.

Zelena não havia exagerado quando disse que ela precisava ler.

Guardou suas coisas espalhadas em cima da mesa e saiu de sua sala. Dentro do elevador, pegou o celular procurando pelo número de Emma.

“Pode me encontrar amanhã no mesmo horário e no mesmo lugar?”

×

Isso era bom ou ruim?

Regina não pediria para encontrá-la se fosse ruim, certo?

Duas perguntas que pairavam na cabeça de Emma.

“Você terminou?”

Bloqueou o celular aguardando pela resposta. Ato inútil, a resposta veio em segundos.

“Sim ou não?”

Mordeu o lábio inferior pensando em responder. Não tinha motivos para não ir.

“Sim.”

Dessa vez manteve a conversa aberta, sua mensagem fora respondida novamente em segundos.

“Terminei. Vejo você amanhã, Emma.”

Torcia internamente para que isso fosse algo positivo e novamente voltou a pensar que se fosse negativo, por que Regina iria querer encontrar-se com ela novamente?

“Até amanhã, Regina.”

Guardou o celular no bolso da calça para descer do carro e poder segurar as outras coisas até o apartamento, o qual estava vazio quando o adentrou, esse provavelmente seria um dos dias em que Belle tardaria a voltar para casa, o tipo de dia que a amiga não teria tempo nem de avisá-la sobre a demora.

Repetiu suas ações de todos os dias. Colocou suas coisas sobre a escrivaninha e buscou pela água morna.

Horas mais tarde, estava no estágio do sono em que ouvia os barulhos ao seu redor mas eles não faziam sentido algum, estava prestes a dormir, entretanto, um único som de notificação em seu celular lhe fez pegá-lo antes de adormecer. Esperava que fosse Belle lhe dando um sinal de vida.

Ledo engano, seus olhos passaram pela mesma mensagem até focarem totalmente.

“É mais que interessante, Emma.”

A mensagem abaixo do nome Regina Mills lhe fez abrir um sorriso instantaneamente.



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