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História Paradoxo! -Imagine Jungkook. - Capítulo 1


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Notas do Autor


Olá, boa noite. Eu estou extremamente animada. Essa idéia me veio do nada na cabeça e tive que despejar em um papel. Eu espero muito que gostem. Tentarei abordar algo agradável e espero que me ajudem, que possamos ser amigos. Bom, desejo uma boa leitura.

Capítulo 1 - Prólogo.


-Uma pétala de Gibraltar campion, encontrada somente no penhasco de Gibraltar; uma lasca de jaspe Leopardita, diluída em água fervente e...  Óleo de eurypegasus draconis.

Dito isso, todos engoliram a seco, enquanto eu lia, lentamente e triste, curiosos temas de ciência e alquimia ancestral.

-Eis aqui, o detentor da verdade. Quem se disponibiliza a tomar o primeiro gole? –O frasco azul, com traços dourados era movido de um lado para o outro com sua rolha solta. A professora encolerizada em fúria dissabor prendia a turma infernal’ em sua ira descomunal no salão de detenção. –O que houve? O gato comeu suas línguas? Ah, não! Fui eu! –Sua risada tão enjoativa e maléfica atravessou os umbrais e incomodou meus ouvidos. Entretanto, com um movimento de mãos, as línguas presas em frascos lacrados com magia retornaram as cavidades insolentes e sua feição raivosa voltou. –Não querem que eu o use? Querem? Enquanto, eu não descobrir quem foi o responsável por essa barbaridade profana irei torturá-los aqui mesmo.

Irritada pela interrupção a minha leitura, levantei o olhar e fitei-a com descaso. Meus pulmões respiravam a raiva contida em meu ser e meus punhos fechavam-se, marcando e rasgando minhas palmas. Nesse pulcro assombroso dia de trovões estrondosos que abalam a cortina de ecos e raios que entrecortam os céus, os alunos da academia de bruxos e feiticeiros se uniram em uma afronta contra a professora Vóight. Um feitiço de invocação. Diferentemente de pessoas comuns, a professora não possui medo de uma criatura das trevas ou demônios que se escondem nas sombras, mas de um ser quase inofensivo, ao não ser pelo seu tamanho.

Araneus. Não é um feitiço difícil, mas digamos que a turma tenha se esforçado dado o tamanho da criatura invocada e a sua ira incontrolável.

-Bom...

Uma atitude repentina elevou todos os olhos e calou todos os murmúrios. Lucas ergueu o braço ao alto e espalmou a palma sobre a madeira lisa, arrastando a cadeira ao se levantar.

-Fui eu!

Todos o olharam, chocados, diante ao sacrifício do amigo e então, outra pessoa se levantou, moveu a cabeça negando e repetiu os mesmos atos alheios.

-Não, fui eu!

-Fui eu!

-Eu invoquei a aranha!

Os olhos da mulher de idade queimavam o mais profano dos ódios, seus punhos se fecharam quando soltou o frasco que continha o soro e arremessaram para longe a pilha de livros que tomavam poeira na ponta da mesa. Seu peito subia e descia descontrolado, ela trincou o maxilar e se assemelhou a uma das pinturas diabólicas do senhor Granger.

-Chega de palhaçada. Não estou aqui para brincadeiras, eu quero o verdadeiro responsável ou a turma inteira sofrerá as conseqüências por não colaborar.

Apenas eu mantinha-me sentada, todos estavam em pé de frente para a autoridade, então todos os olhares se voltaram para mim, esperançosos.

Eu não vou fazer isso.

-Ótimo! Contarei até três, se o culpado não aparecer castigarei todos os aqui presente. -Ela riu. Os alunos se entreolharam, medrosos incentivando-a a começar seu show. -Um... -Ela sentou-se sobre a mesa, enquanto movia sua varinha de um lado para o outro. -Dois... O que teremos agora? Tr...

O limiar abriu-se rapidamente, rasgando-se em um ruído ensurdecedor. As expressões de todos mudaram para a surpresa e espanto. Ergui uma sobrancelha diante a figura extremamente conhecida e tão falada, seu cabelo mantinha-se tão bem penteado, gotejava como se tivesse acabado de sair de um comercial de gel para cabelos, a pele alva e livre de qualquer mancha entrava em contraste com a luz falhada. A mulher o encarava com a testa franzida.

Ele estava ali o tempo todo?

-Fui eu, professora Vóight. Eu fui o responsável por tudo isso. –O garoto que permanecia parado dirigiu-se a frente do inimigo e parou ao meio do aglomerado de alunos, com a sua marca tão conhecida- as mãos presas aos bolsos e a pose superiora e esnobe que sempre o acompanha aonde quer que ele vá.  – Peço perdão! Deveria ser apenas uma brincadeira, mas acabei ultrapassando o limite. –Ele sorriu. Aquele maldito sorriso. –Se quer punir alguém, acho que deva ser eu a quem deve punir.

Concordo plenamente.

-Oh... –A professora tombou para o lado. –Sr. Jeon! Creio que há algum engano, não tem por que assumir o erro de seus companheiros de sala. Você é o nosso melhor aluno, não seria do seu feitio fazer algo absurdamente descomunal.

-Infelizmente, acho que dessa vez terei de desapontá-la. Se obtiver posse da minha varinha verá que meu ultimo feitiço bate com o ocorrido.

Meus olhos queimavam a cada vez que ela defendia-o e tentava distorcer a história, trazendo a tona que este era o melhor aluno de todo o castelo. Fechei o livro trazendo um estrondo e os olhares novamente a mim. Descruzei as pernas e ergui meu corpo que seguiu para o lado do garoto dos olhos negros.

-Eu fui responsável, senhorita Vóight! Peço perdão pela minha insolência.

-______!

-Receio que a senhora tenha mantido comportamentos injustos com nossa turma! Ouvi de terceiros que não agüentavam mais tamanha injustiça e então, decidi tomar providência! Qualquer castigo que concerte qualquer dano que causei, será aceito e atendido com total contentamento.

A brisa da janela espalhou meus fios negros, separando-os e meus olhos mantiveram-se firmes diante a mulher. Pude sentir o olhar fervente queimando meus ombros e de esguelha vislumbrei um sorriso disfarçado do garoto.

Ele... gostou?

-Meus melhores alunos se uniram a isso? É inacreditável. Receio não ter outra opção ao não ser ter que castigar ambos os dois, já que sei que não  dirão quem foi o responsável e assumiram a total culpa, mesmo tendo total certeza que nenhum de vocês  bolariam algo assim.

-Nós entendemos, senhora Vóight! –Ele curvou-se diante a mulher, alimentando ainda mais o seu ego. 

-Eu espero que sim. -Ela levou a xícara de chá que esfriava-se lentamente aos lábios, logo repousando- a de volta a madeira velha. -Quanto ao castigo de vocês, devem limpar a bagunça que o bichinho "adorável" de vocês fez em meu castelo; além de limpar a vidraça, as salas de experimentos e as bibliotecas do castelo por uma semana, após as aulas.

-Isso é loucura, levará mais que uma semana para limpar tudo! –murmurou uma garota.

-O castigo se aplicará somente à senhorita Aston e ao senhor Jeon, senhorita Dellnèry. Alguma contestação?

-Nenhuma, professora. –Ditei alto. -Não é nada mais que justo.

-Vocês dois têm uma semana para terminarem tudo! -Semicerrei os punhos. -Estão dispensados.

Assim começou uma disputa obsessiva que marcou o colégio de bruxaria e feitiçaria Eyliptic. 

Nunca ouve tanta pressa e desespero para abandonar uma sala, o badalar do relógio tocou três vezes anunciando a chegada das 17:00.

-Creio eu que meus ensinamentos são impecáveis, senhorita Aston! 

A mulher murmurou antes de abandonar a sala com sua bolsa feita de couro e o tilintar infernal de seus saltos extremamente altos que compensam sua altura.

Ela ainda pensava nisso?

-Te vejo depois das aulas?

Olhei-o descaradamente e enruguei a testa. Meus dedos guardaram o pequeno livro empoeirado no bolso do manto, e entrevi um sorriso amigável em seus lábios.

-Morre!

...

-Eu não agüento, eu não agüento, eu não agüento mais! –Arremessei o diário ao longe, e debrucei-me sobre a cama, com o travesseiro ocultando o rosto.  –Não importa o que eu faça, não consigo entender essa simbologia.

-Não entendo seu interesse incessante por esses livros. –senti o peso do caderno sobre minha barriga, e o corpo da garota descansar sobre a cama. –Desde que encontrou esses livros na sala oculta você ficou obcecada e reclusa mais do que já é. Isso é deprimente, tenho que andar sozinha agora. –Afastei levemente o travesseiro para o lado e vislumbrei o florescer de um bico’ manhoso em seus lábios. -Isso é chato!

Revirei os olhos.

-Você não vê? Traduzindo esse livro poderei ter acesso ao mesmo conhecimento de Nicolas Flamel e poderei finalmente descobrir o que ele e até mesmo a nossa escola esconde com tanto afinco.

-Ah, sei! Aposto que está fazendo isso apenas por causa da sua afronta com Jeon Jeongguk. Já se passaram dois anos daquele episódio com as aranhas, não acha que isso tem que acabar? Até quando vai continuar com essa briga boba e parar de tentar superá-lo? Vocês estão no mesmo nível, isso deveria ser o bastante. –Não pude falar nada. Quando levantei a garota já teria partido para o banheiro e fechado a porta brutalmente.

-O quê? Por que está me olhando assim? -Indagou Tzuyu que pintava os lábios em frente ao espelho. -Eu sei que sou linda! A propósito, o que fazia na biblioteca ontem? Vi o gatão sair de lá frustrado!

Revirei os olhos e voltei a me deitar com o travesseiro nos olhos.

-Ya! Não me ignore. Sabe que temos uma conexão, não ousa atrapalhar meu relacionamento.

Longos minutos se passaram, o meu refúgio me sufocou e me fez sair. Corri pela grama que ladeia o jardim e a fonte dourada e enfim pereci embaixo de uma das arvores de copa alta e frondosa, proximais a floresta escura. Deixei o livro ao meu lado e enfim fechei os olhos. Aproveitando alguns raios que escapavam sobre as aberturas entre as folhas.

Há tempos não saio do castelo, somente para atividades que são efetuadas fora e obrigatórias a serem concluídas. Meu corpo já não é mais acostumado com o calor do sol e minhas narinas estranham o cheiro da grama molhada, assim como a luz machuca meus olhos. Estou ao ponto de fundir-me com as bibliotecas e salões de pesquisa, mas nada bate com o que realmente procuro encontrar. Não é por competição, mas a cada minuto que estou mais próxima de alcançar a verdade, uma euforia cresce em mim.

-Quem é vivo sempre aparece, não acha?


Notas Finais


Se gostou, peço que não seja seja um leitor fantasma. Mas me conta? Quem você pensa que é? Que segredo o diário de Nicolas guarda?


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