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História Paradoxo! -Imagine Jungkook. - Capítulo 2


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Notas do Autor


10 favoritos com um capitúlo só? Se estou feliz? Nunca alcancei isso tão rápido. Sempre passo despercebida e Paradox me parecia ser algo que não ultrapassaria o primeiro capitúlo, pois logo seria apagado, mas? Estou muito feliz, feliz ainda mais pelos comentários na quais foram bem gentis. Nem sei como agradecer. Chega de enrolação e boa leitura, pessoal.

Capítulo 2 - One.


-O que quer? 

A brisa soprou em uma melodia tortuosa envolvendo as folhas em uma dança majestosa. Poderia ouvir a melodia de lilium alcançar suas maiores notas suavemente ao fundo, as palavras majestosas que me alucinam e me acalmam que foram quebradas pelo timbre mais odiado.

-Você sabe o que eu quero! Não se faça de tonta.

-Se eu soubesse não estaria perguntando, creio eu. Por que não me deixa em paz, sim?

-Quero que transforme Adônis de volta!

Abri um dos olhos e encarei o garoto pela abertura entre o braço. Seus olhos flamejantes incendiavam minha pele e me esquartejavam brutalmente.  Levantei meu corpo, e sentei-me encostada à casca dura do tronco da árvore.

-Adônis? Quem é esse? Um amigo?

-A minha familiar que você transformou em um mero pato!

-Eu gosto de patos! –Elevei o olhar às folhas esmeraldas que chacoalham e farfalham acima. Eram belas. –São fofos. Mas... A fênix não é do colégio?

-Você... Você é inacreditável! –Ele riu, descrente. -Disfarça logo o feitiço. Ainda está irritada pelo o que houve na biblioteca?

-De você sendo babaca? Por que estaria? Você é assim a cada segundo.

Seus cabelos estão bem penteados, e há uma abertura entre a franja que cobre seus olhos. Seus fios estão bem mais longos desde a última vez que o vi. O feitiço de transformação foi lançado há duas semanas, o seu interesse em revertê-lo só agora me instiga. Dentre todas as bruxas e bruxos, somente eu e Jeongguk conseguimos produzir feitiços novos. Talvez tenhamos adquirido tal capacidade quando feitiços simples e conhecidos se tornaram fáceis de serem quebrados. 

-Você era mais esperto antigamente, Jungkook! Um simples feitiço de transformação não é páreo para você? –Guardei o livro revestido de um couro desgastado e lombadas que aos poucos se desprendem, deixando folhas soltas, no bolso da grande capa que cobre o uniforme e por fim, me levantei.– Oh! Seus amigos procuram por você! –Ergui o indicador que traçou o caminho para os bruxos desajeitados.

Ele deu um passo a minha frente. Jungkook inspira o ar, enchendo seus pulmões e suas pálpebras tremulam, quando abre e fecha os olhos. A brutalidade e a adrenalina corre pelos seus poros, e nubla a corrente sanguínea. A fragrância almiscarada que foge da sua pele empertiga minhas narinas, estremeço com o hálito que bate em meu rosto e suspiro.

-Você se acha, patricinha! –Sua voz enfeitiçou meus ouvidos, e um arrepio percorreu meu corpo. Ele estava tão próximo que poderia sentir sua respiração quente. Maldito.

Peguei impulso e chutei a sua canela com toda a força que encontrei. Meus cabelos caíram dispersos sobre o rosto e meu manto se abriu levemente, revelando a saia preta com uma listra rocha e a blusa de botões.

-Tarado, pervertido, abusado!

Ele grunhiu em dor, cambaleando dois passos para trás. Vislumbrei de soslaio o mover dos seus lábios se transformarem em um sorriso mudo.

-Belo chute!

-Você é masoquista? –Resmungo, indignada. -Por isso não larga do meu pé? Gosta de apanhar?

-Então, é o que acha?

-Não interessa o que eu acho de você.

-Eu me atrevo a dizer que me interessa.

-Se eu quisesse que você soubesse já estaria sabendo. E também não é como se eu escondesse o que penso ou deixo de pensar em relação a você.

-É superficial, afinal nunca entendi você, mas...  Algumas pessoas dizem que tem uma queda por mim.

O olhei de soslaio e me atrevi a gargalhar.

-Você é tão narcisista.

-Então não nega?

Ergo o queixo e o encaro.  Só então macho com dignidade para longe do garoto. Ouço o farfalhar das folhas levemente secas arrastando-se pela grama esmeralda; O sol descansa atrás de meu corpo e funde cores pastéis. Rosa, lilás, vermelho e azul, cores claras das quais poucas vezes temos a chance de ver. Praguejo mentalmente, desejando poder novamente ouvir a melodia melancólica que aparta meu coração.

-Pode parar de me seguir? Assim vou achar que você tem uma queda por mim.

-Transforme Adônis de volta e eu paro!

-E o que eu ganho em troca?

-O que você quer? Que eu me torne seu escravo sexual? Você quer me usar, Aston?

Apresso os passos para estar metros de distâncias a sua frente e faço uma careta.

-Você realmente não muda! -Ri descrente. -Quero que admita que eu sou melhor que você!

-Por que eu faria isso?

Ele novamente se pôs a minha frente e tombou a cabeça para o lado, com as mãos aos bolsos e um sorriso divertido.

-Se fazer o que estou pedindo, devolvo o seu saco de pelos! Eu sei onde ele está.

-Oh! Então foi você? –Fingi surpresa. –Por que não me surpreendo? Ah, já ia esquecedo! Acordo negado. –Estalei a língua no céu da boca e funguei.

-O que você quer? -Perguntou impaciente.

-Já disse o que quero.

-Meu corpo?

–Inacreditável! -Revirei os olhoa desviando o olhar. -Seus amigos são sempre idiotas daquele jeito? -Os garotos pareciam desesperados, mantinham linguagens de sinais confusas. -Você é contagioso? -Ele me ignorou. -Sempre desconfiei que você não batia bem da cabeça.

Ele seguiu meu olhar. Mantinha-se sem expressão, mas ainda exalava fúria contida e frustração. Uma explosão acompanhada de gritos agudos e uma onda de poeira, ressoou próxima a uma sala abandonada, fazendo-me parar. Enruguei a testa e logo segui em frente, ouvindo murmúrios dos garotos que procuravam pelo amigo e relatavam o que aconteceu.

Mas que diabos aconteceu?

Aconcheguei a mão em frente ao nariz e movi minha varinha de um lado para o outro antes de sacá-la.

 -DETURBO.

A fumaça aos poucos se dissipou e passei cuidadosamente pela passagem que se abriu, ultrapassando o arco da porta escancarada. Livros com suas lombadas estraçalhadas e folhas soltas cobriam o chão como um tapete, uma das estantes estava pendendo para o lado ameaçando cair, frascos quebrados e...

-Eros?

As folhas moveram-se, suspeitas e novamente saquei a varinha.

-Siga o meu chamado e revele a...

-Calma! Não faça nada. –Meu pulso foi agarrado com força. Pude sentir minha carne sendo esmagada e meus ossos estalando lentamente.

-Eu já poderia imaginar.  Isso é obra sua e de seus amigos.

-Não tenho nada haver com isso. –Seu semblante, antes divertido, fechou-se monstruosamente.

-Eu estou vendo! –Lentamente a cabeleira castanha revelou-se das sombras, embaixo das folhas. Ele afastou-se e nos encarou, ao seu lado, em uma gaiola para aves avistei Eros, que rosnou arranhando a cortina de som.

-Me solte! –Supliquei. Meus braços pesam e meu coração ribomba na caixa torácica; Gotículas de suor escorrem pela minha espinha e o calor emanado pela sua pele aquece meu corpo. Seus olhos profundos hipnotizam e desarmam. Engulo o bolo que se formava em minha garganta e caio na real – Jungkook! Está me machucando. –Gritei, afastando-o com brutalidade quando afrouxou o aperto.

Percorri em passos pesados e apressados e ajoelhei-me ao chão fosco. O animal mestiço posicionava-se arisco, com os pelo desgrenhados e a respiração constantemente ofegante. Deslizei a palma em sua pele e sorri, aliviada.

-Um feitiço de Redirecionamento de senhor e quebra de fidelidade. –Um pequeno ruído se fez, quando destravei o cadeado da gaiola e abri sua porta. Levantei-me e sacudi a poeira de minhas vestes. –Esqueceram somente um ingrediente. “A lágrima do portador do laço mais profundo misturado e consumido por aquele que possui a outra ponta do fio invisível. Os sentimentos se apagarão e em suas lembranças nada restarão.” – Meu olhar se ergueu a figura masculina acompanhada de três olhares culpados e entregues. –Hoje vocês erraram... -Saquei a varinha novamente, massageando o pulso machucado. Seus olhares curiosos me cercavam e pude ver que Jungkook preparou-se para pegar a varinha. –Inrita. – Aos poucos, a sala destruída, envolta em um campo de cancelamento, reestruturou-se como estava antes da bagunça. –Da próxima, não cometam o mesmo erro.

Seus olhos me encararam sem expressão alguma, as mãos que ameaçavam abandonar os bolsos, recuaram.  O gato já teria abandonado a sala e retomado aos meus aposentos. O silêncio, então, reinou e apenas a suave melodia da brisa cantou. Com um acenar os seus amigos se retiraram e somente restou nós dois, em meio a luz que se dissipava em penumbra.

Senti-me nua diante ao seu olhar e a sua presença. Era diferente de mais cedo, era sombrio, alarmante. Era como se me desmontasse e alcançasse qualquer segredo. Seus olhos eram diabólicos, e uma prisão na qual dificilmente se pode desviar.

Naquela noite, eu venci Jeon Jungkook, mas pereci diante a si.


Notas Finais


Postei novamente, pois precisei corrigir algumas coisas. Espero que tenham gostado.


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