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História Parágrafos - Capítulo 3


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Notas do Autor


Olá, gente bonita!

A quarentena só serviu pra eu escrever fanfics mesmo E QUEM DISSE QUE EU NÃO TÔ GOSTANDO DISSO? "Disso", escrever as fanfic, tá? Do vírus a gente só sente ódio. Enfim, esse cap. Vai levantar diversas questões, eu garanto, então sobre isso, caso venha acontecer de vocês terem dúvidas, estou disposta a responder todas ;) não tenham medo! Os erros a gente conserta mais tarde, relevem~

Desejo-lhes uma ótima e tranquilinha leitura!

Capítulo 3 - Eu quero ser a saudade de alguém


Ainda que as pessoas evitem serem machucadas, o número de corações partidos sempre será infinito. E essa era a vez de Bakugo Katsuki dizer para seu filho que tudo estava apenas começando.

— Nós já conversamos sobre a sua reputação na escola.

O pior de tudo é quando o ato de machucar alguém se repete, muitas e muitas vezes sobre o mesmo motivo. Aparentemente, combatemos e superamos, mas isso não faz o coração menos machucado. Talvez acostumado.

Bakugo, sentado do outro lado da mesa na casa de sua mãe, olhava seriamente para Izumi, para o rosto com machucados e hematomas nos braços. Aquela imagem lhe lembrava de sua própria infância, sobre garotos rebeldes e sua falta de paciência com eles. Sobre quando sua mãe era chamada na escola e sobre as advertências que ele levava. Um verdadeiro caos para uma criança de apenas 8 anos e que só se alastrou com o passar dos anos. Mas seu filho era diferente, brigava por motivos complexos demais para uma criança como ele.

Um coração muito novo para se machucar.

— Eu sei — e Bakugo também sabia. Aquela não era nem mesmo a segunda vez que conversavam e já sentia-se exausto.

Mitsuki não tinha o costume de conversar calmamente com Katsuki, às vezes parecia que elevar a voz faria mais sentido; Bakugo a entenderia já que também gritava com ela. Então, ele cresceu e Izumi apareceu em sua vida, mostrando à Mitsuki uma parte de Katsuki qual ela nunca conheceu. Se Izumi não estivesse ali, com as bochechas arranhadas, quem sabe nem mesmo próxima de Katsuki ela seria. Descruzou os braços e aproximou-se do pequeno garoto com o rosto baixo, tocando os seus ombros.

— Querido, a escola nos ensina muitas coisas, principalmente a convivência com outras pessoas. Você não conhece todas elas e elas também não conhecem você. Somente você sabe o que seu coração sente e quem você ama. Eu entendo você ter batido neles mais de uma vez, porque você se importa e quer proteger a si mesmo e seu pai. Mas machucar as pessoas não irá resolver as coisas.

Se sua mãe tivesse lhe dito aquilo, há mais ou menos nove anos atrás, talvez teria acreditado mais em si mesmo. Ver ela dizer todas aquelas coisas para seu filho era como ver Masaru ali, o único que foi capaz de parar suas brigas na escola e que infelizmente vivia apenas em seu coração.

— Se quiser — puxou a atenção de sua mãe e Izumi —, podemos trocar de escola de novo.

Nem toda mudança resolvia problemas. Izumi poderia tentar, recomeçar pela terceira vez e ser mais paciente com as pessoas. O problema não era ele, mas sim o que as pessoas falavam a seu respeito. Ficava quieto até certo ponto, o ponto onde seus ouvidos não aguentariam ouvir toda aquela mentira sobre a sua família. E machucava-o demais porque todo garoto que ele conhecia, o julgava por ter somente o pai. E para alguém que viveu em um orfanato, ter alguém era o suficiente, então por que escolher? Ser amado por alguém era especial demais para si e seria julgado por isso?

— As coisas não mudam, quando trocamos de escola, pai! — as pequenas mãos bateram na mesa, ao levantar-se perante a ira, assustando não só Mitsuki, como Katsuki também. — Por que eu preciso ter mãe? Por que eu não posso ter só você?

Bakugo Katsuki percebeu não ser mais um garoto de dezessete anos quando aquela criança o chamou de pai pela primeira vez, ao leva-lo para sua casa. E tudo o que fazia era por Izumi. Trabalhava pensando nele, tomava o maior cuidado com a escolha de produtos no supermercado, pois seu filho tinha alergia a alguns ingredientes e até verduras. Quando chegava tarde em casa e Izumi quase sempre estava dormindo, Katsuki sentava na beirada da cama e contava como sentiu saudades, por mais que aquele pequeno garoto estivesse apagado. Bakugo só queria observá-lo por um tempo, alguém que o ama e como ele ama de volta. Ser pai o tornou menos agressivo e irritado, era impossível ser explosivo com aquela criança em sua vida. Por isso doía saber que alguém estava machucando quem Bakugo Katsuki amava.

Iria cortar aquele silêncio para dar um fim naquela porra toda, mas o celular em seu bolso na calça resolveu tocar. Era Enji e provavelmente sobre a manifestação que acabou em morte.

Antes de atender, olhou para Izumi e o garoto sentou-se novamente.

— O que é?

Estamos esperando pelo relatório e você ainda nem se mexeu.

— Eu ia fazer isso agora.

Você está "fazendo isso agora" há muito tempo, Bakugo! A família daquelas pessoas não querem esperar por você!

— Então para de me ligar e me deixa fazer essa merda de uma vez! — desligou.

Ainda não tinha se recuperado daquele episódio na manifestação. A fumaça das bombas de gás, os tiros, os gritos e toda aquela gente correndo e chamando por ele. Houveram tantos limites, mas a pressão e pressa para solucionar algo que a mente humana causou, o fazia pensar em desistir, todos os malditos dias. Isso era estar cansado.

— Ei — chamou por Izumi. O garoto levantou a cabeça dos braços cruzados e o encarou.

— Tudo bem, pai — sorrindo, dizia a Bakugo para não se preocupar com ele, mesmo sendo esse um falho pedido.

Katsuki sorriu de volta, com aquela energia que somente Izumi lhe transmitia, através de um sorriso.

-

Eram seis pessoas para interrogar e apenas uma delas estava em um hospital. “Inoue Ryo” era um dos estudantes e manifestantes presente naquele dia de pavor e ódio. Katsuki tinha trabalho extra já que estava fazendo aquilo sozinho, interrogando as vítimas. Estaria acompanhado de Kirishima, se ele não estivesse de babá. Com esse pensamento, revisou os olhos e as portas do elevador para o quarto andar abriram-se. Estava sendo guiado por uma enfermeira até ela lhe deixar no quarto do paciente. Ou mais especificamente “dos” pacientes.

— Eu não posso interrogá-lo em outro lugar? É confidencial. — disse para a moça.

— Sinto muito.

E a batida entre o arco e a fechadura ecoaram pelo enorme quarto branco. Haviam duas camas, uma ocupando um senhor provavelmente em coma pela situação em que se encontrava, “semi-morto”. E na outra, um garoto. “Garoto” era como Bakugo chamava os mais novos que ele. Tornou-se hábito, depois de ser tantas vezes ser taxado de “tiozão” pela velha Suzenji. Sabia que aquele homem desacordado não seria incomodado com o seu caminhar pesado e barulhento, mas mesmo assim, aproximou-se cauteloso da outra cama.

Mesmo que estivesse sendo cuidadoso com ruídos, Bakugo pensou que aquele garoto o ouviria e tiraria olhos do grosso livro em mãos. Mas nada. Sequer um mísero bocejo.

— Inoue Ryo?

“Inoue” rapidamente olhou para si, como num susto, como se toda a barulheira dos coturnos de Katsuki fossem nada. Aquilo acontecia com frequência, a sua máxima concentração sobre tudo e qualquer coisa que enfeitiçasse seus olhos. Bakugo, depois de receber atenção, sentou-se na poltrona ao lado da cama e buscou pelo rascunho e ficha de Ryo, que carregava na pasta. Já o garoto, estava confuso. Não sabia nem mesmo quem era aquele possível policial ali. Ninguém disse sobre nenhuma terapia ou visita, naquele horário. É óbvio que ele era policial. Aquele uniforme era visto por todos os lados, antes da manifestação se tornar um inferno.

Com um pigarreio, Katsuki iniciou-se:

— Como tudo começou?

— Como o quê começou?

Imediatamente parou. Levantou o rosto e apresentou a Inoue as clássicas sobrancelhas juntas, e para seu saco, Ryo lhe encarava da mesma maneira. Era como se olhar no espelho, e podia jurar aos céus, estava dando o melhor de si para manter a calma. Largou a caneta e os papéis, o garoto estudava cada movimento seu.

— Estou falando da manifestação e dos suicídios. 

O garoto lhe exibiu uma careta, como alguém que não lembrava de absolutamente nada. O que Bakugo pensou ser isso, até ele resolver falar.

— Qual é o seu nome?

Precisou contar até cinco para não terminar de quebrar aqueles ossos para então, respondê-lo. Não faria diferença gritar naquele espaço mesmo.

— É Bakugo.

— Bakugo — Inoue assentiu, seriamente satisfeito. — Como você deve saber, a universidade em que estudo sofre de um número grande de suicídios, o que não é considerado saudável para uma instituição famosa. Até então, não havia ninguém a favor dos suicídios. Quer dizer... você precisaria ser muito doente para querer que isso acontecesse.

Como estava interrogando uma vítima de um atentado terrorista, era seu trabalho prestar atenção em cada expressão feita por ele. Até mesmo em que tom as palavras sairiam daquela boca. Mas Bakugo encaminhava-se para outro lugar. A esperança de que, um dia, tudo melhorasse, havia visto em outros olhos. Aqueles tristes olhos castanhos lhe denunciavam a vontade que tinha, não só dele, de ajudar, de evitar quantas vidas for preciso. E nunca era tarde demais. Para recomeçar, para mudar a cor do cabelo, mudar de cidade, o que fosse.

— Naquele dia, eu perdi o meu tutor — levou os olhos para o livros em seu colo, e Bakugo acompanhou aquele movimento. — Ele era professor de literatura clássica. Apesar de gostarmos de assuntos distintos dentro da literatura, o escolhi como meu tutor. Ele me deu este livro.

Bakugo passou os olhos onde as mãos de Inoue tocavam naquela capa ilustrada, mas tinha de admitir que estava interessado em ouvir o garoto.

— Soube que ele presenciou o último suicídio.

Respirou cansado, embora estivesse recuperando-se de uma fratura nas costelas, o que o cansava de verdade era o fato de ter de lembrar sobre tudo e sobre alguém que nunca mais verá.

— E isso fez alguns alunos o incriminá-lo sobre a falta de provas. É claro que nenhum professor ou diretor deixou o vídeo nas câmeras de segurança vazarem. Eu sei disso porque eu estava com ele.

Bakugo assistiu ao vídeo e a garota jogou-se da janela do último andar sem esforços. E isso tudo graças a câmera instalada na sala onde Inoue e o professor estavam. O professor Matsuoka era querido por todos os alunos e colegas de trabalho e só então após o suicídio de uma de suas alunas, ele passou a ser odiado por alguns alunos da universidade. Talvez o suposto "ódio" não tivesse ganhado forças naquele período, mas sim, antes de tudo mesmo acontecer. Talvez as pessoas contra o próprio professor fossem responsáveis por aquele terrorismo.

O policial tirou os olhos do garoto e passou a escrever sem pausar, no rascunho. As inúmeras hipóteses sussurravam em seus ouvidos e tudo era passado para aquele papel. E isso só de ter interrogado uma única pessoa naquele dia. 

Guardou os papeis e caneta na pasta. Levantou-se já buscando pelas chaves do carro.

— Obrigado por cooperar com a investigação

Geralmente era Kirishima quem ficava com a parte de agradecer e finalizar o interrogatório. Mesmo tendo melhorado a postura, depois de muitos anos, ainda era sério demais com interações, diga-se de passagem. Inoue estava ali, o olhando e lhe dando a sensação de já ter sentido aquilo antes. O garoto não estava o manipulando ou qualquer coisa que fosse, estava esperando Bakugo sair para então voltar para o livro. Mas parecia ser o policial ser quem esperava por algo.

— Não há de quê, Bakugo — sorriu por fim.

Fora do hospital, interrogou as cinco pessoas que faltavam e, para o esperado, uma delas era contra os argumentos do falecido professor de literatura clássica. De todas os relatos, aquele era o mais irritante de todos, apesar disso, Bakugo sentia que aquele não era o culpado pelo atentado. Após juntar todos os relatórios, invadiu a sala de Enji e bateu com a pasta em sua mesa. O delegado que estava em uma ligação, devolveu aquele ato grosseiro típico de Bakugo com um gesto para ele sair da sala. O Todoroki pai sabia que as ações rebeldes daquele homem não afetava o trabalho dele, pelo contrário, quanto mais rebelde, mas perfeito se saía. Ainda segurando o telefone no ouvido, deu uma olhada das folhas rasuradas. Podia-se ver que eram relatórios de Katsuki, pois ele odiava usar o computador para digitar, dizia que se escreve sairia mais rápido. Não admitia, mas Enji adorava o trabalho aquele policial.

Passou na casa de sua mãe, tarde da noite, para buscar Izumi que provavelmente estaria dormindo.

— Não quer descansar aqui? — Mitsuki tentou pela última vez, fazer seu filho ficar. Não só por Izumi, mas por Katsuki que nunca respeitou seu sono.

— Preciso levar Izumi para casa — serviu mais como um "preciso ficar a sós com meu filho".

Mitsuki assentiu e despediu-se de Katsuki com um abraço. O corpo de Bakugo que segurava Izumi nos braços, endureceu. Afeto de sua mãe? Tá de brincadeira. Nem quando perderam Masaru ela o abraçou, não por egoísmo, mas por nunca terem aquele hábito que somente seu pai tinha consigo e, mesmo assim, Katsuki não correspondia.

Chegando em casa, foi preciso acordar Izumi para saber se ele havia jantado. Apenas resmungou um sim abafado e voltou a dormir, dessa vez, em sua cama. Não precisou lhe contar uma história para fazer o ritual do sono, honestamente, era Bakugo quem precisava disso. Deitou-se ao lado de Izumi, naquela pequena cama e tirou o celular do bolso. Sem mensagens ou ligações. Guardou de volta o aparelho e fechou os olhos. Pensava em Izumi, na escola, nos garotos idiotas, no porquê de não o aceitarem como responsável de seu filho. No inocente professor morto e na garota que saltou de um altura absurda. Em clássicos da literatura, em Hamlet. Inoue. Deku.

Buscou pelo celular novamente e abriu na última conversa que teve com Deku, mais precisamente há três dias, quando contou sobre Izumi ter brigado na escola nova.

— Deku.

Kacchan.

Não era para ter feito aquilo. Estava correndo na direção errada, e se Deus pudesse o ouvir, que o parasse. Mas Bakugo Katsuki precisava de Midoriya Izuku.

Você está bem?

— Se eu disser que não, você pode fingir que não ouviu?

Não era o tipo de coisa que fazia Izuku sorrir, mas a tentativa falha de Bakugo puxar assunto era o que deixava tudo menos tenso. Ligou o abajur e sentou-se na cama, ajeitando o celular no ouvido.

Eu ouço você, mesmo quando não me liga.

Katsuki abraçou Izumi, ao ouvir aquilo. Que tudo fosse à merda, era Deku quem fazia as coisas melhorarem, por mais que, ao mesmo tempo, ele machucasse-o. Era uma droga ainda estar apaixonado.

Você conversou com ele?

— Sim. Hoje. Conversamos antes de eu sair. Eu não sei mais o que eu faço com esses pirralhos.

Fugir de um problema nunca é a solução, Kacchan.

Não era mentira dizer que não estava fugindo. Seus problemas surgiam de dentro de outros problemas e tudo acabava se acumulando e quando notava, estava deitado olhando para o teto e se perguntando se Deku faria diferente. Pensamentos e excesso nos deixam sem combustível e com a falta disso, fugimos para a primeira coisa que sentimos segurança. Ao repetir isso, tornando um mau hábito, tudo passa a ser perigoso e ameaçador. Então esquecemos quando foi que começou, porque fugimos tanto do problema que não notamos que estávamos mais perto dele do que imaginávamos.

Izumi sente medo, e você não tem encorajado ele, nesses últimos meses. E eu sei que você lida não só com seus problemas, mas para evitar que isso continue se repetindo, é pedindo ajuda. Conhecendo você, eu suponho que essa ligação às 01:30 seja um pedido de ajuda.

— Merda, Deku — sussurrou.

Eu ouvi isso — riu. Agora só tinha mais certeza de que Katsuki estava desesperado. — Querendo ou não, Kacchan, você sempre me encorajou. Eu tentei ser gentil com as pessoas, mas elas não desistiam de me machucar e foi conhecendo você que eu parei de fugir. Eu também troquei de escola inúmeras vezes, mas porque eu tinha medo, é natural. Izumi está com medo, Kacchan, medo de que aqueles garotos possam machucar você, mesmo você sabendo que isso é fisicamente impossível. Só que eles já estão fazendo isso com o seu coração.

Do outro lado da linha, Midoriya conseguiu ouvir Bakugo suspirar. A culpa não era dele, ser pai era arcar com consequências que jamais pensou existir e Masaru nem mesmo estava ali para lhe dizer aquilo. Seu olhos encheram-se de lágrimas e agradeceu por Izuku não poder vê-lo naquele estado, mesmo sendo eternamente grato por aquela ligação. Queria dizer a Deku que o amava, que se ele estivesse ali, na mesma pequena cama com ele e Izumi, tudo seria completamente o oposto. Não existiriam pirralhos surrando Izumi, porque Deku o encorajaria; a psicologia de seu coração não estaria tão fodida, porque ele teria o diagnóstico de palavras para um pequeno arranhão. A falta disso tudo deixava claro que ele era adulto e que tinha de resolver sozinho, e amar Deku incondicionalmente não faria seus problemas deixarem de existir.

— Quanto essa consulta custou?

Hã, vejamos. Ela custou... um sorriso.

E Bakugo automaticamente sorriu, de orelha a orelha.

Então eram assim que os pacientes de Deku se sentiam? Encorajados. Ainda não entendia a ciência por trás de alguém como ele. E não era somente por ser loucamente apaixonado por Midoriya Izuku, porque as pessoas tornavam-se melhores quando perto dele. Puxou um dos cachos loiros que tapava o olho de Izumi e colocou para trás da orelha. Eles tinham tanta sorte em ter Deku, mesmo distante, pois Midoriya podia ouvi-los.

Boa noite, Kacchan.

— Boa noite, Deku.


Notas Finais


Isso não é uma confissão de amor.

Beijinhos,
Hurt//Realplisetsky.


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