História Paraíso Um Vício Chamado Felipe - Capítulo 33


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bruno, Erast, Gay, História Gay, Hoffenhein, Laços, Leandro, Mfc, Olhares Na Escola, One, Paraiso, Romance Gay, Universolove, Wilkens
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Palavras 2.734
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Lemon, LGBT, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Tem história nova pra vocês lerem.
Link nas notas finais.


Boa leitura <3

Capítulo 33 - Fonte dos desejos


Fanfic / Fanfiction Paraíso Um Vício Chamado Felipe - Capítulo 33 - Fonte dos desejos

32. Fonte dos desejos

 

E lá estávamos nós no shopping à procura de um bom lugar para almoçarmos.

Felipe e Anita iam na frente, Joe e Júnior logo atrás e eu ao final, me sentindo um completo esquecido… quer dizer, nem tanto, já que eu podia aproveitar aquele momento para colocar meus pensamentos em ordem.

Eu tentava imaginar o futuro… que surpresas poderiam estar sendo reservadas para mim? Será que Felipe estaria nesse futuro? Afinal de contas, eu era só um garoto de quinze anos e ele tinha dezessete e por mais que fossem apenas dois anos entre nós, faziam grande diferença, a começar pela maturidade e experiências. Felipe já tinha ficado com várias garotas e nem era mais virgem, enquanto eu, um moleque que tinha perdido a virgindade com o melhor amigo e magoado um coração apaixonado, não era coisa da qual eu podia me orgulhar. Tudo isso me fazia crer que nossa “união” era apenas uma coisa passageira e que em algum momento eu ficaria onde deveria estar: do lado de fora da vida dele.

Tentei conter meu desespero e pensar em coisas boas, só que era meio difícil pensar em algo bom quando seu namorado está bem na sua frente com uma garota que se aproveita da situação pra ficar se esfregando nele. A única coisa que eu conseguia imaginar era minha mão afundando na cara dela.

- O que acham de comer o Max Foods? – sugeriu Joe.

- Ai não… a comida deles é péssima e os sanduíches são muito calóricos. Não quero me envenenar com isso! – disse Anita fazendo cara de nojo. Joe logo revirou os olhos e se aproximou de mim.

- Nesse caso, fique à vontade pra comer em outro restaurante. Eu e os meninos vamos comer aqui no Max, não é mesmo pessoal? – Júnior foi o primeiro a concordar com Joe, enquanto eu estava indiferente, eu só queria que aquele passeio terminasse logo porque eu estava começando a ficar entediando.

- Tanto faz. O Lipe e eu vamos almoçar ali. A gente se encontra na bilheteria do cinema em meia hora. Tchau! – ela disse isso e puxou Felipe para longe. Ele olhou para mim e deu uma piscada acompanhada de um beijinho discreto antes de ir de braços dados a ela para o mais longe possível de mim.

Respirei fundo e fiquei sem saber o que dizer, ainda mais com o olhar penetrante do Joe que provavelmente ia me bombardear com algum comentário.

- Acho que você deveria fazer alguma coisa a respeito disso. – disse Joe de repente.

- Alguma coisa? Do que você está falando? – perguntei fingindo não entender.

- Ai amigo… deixa de ser tonto… olha pra eles… estão parecendo um casal. É como minha avó sempre dizia: Primo não é irmão! O que significa que não seria nenhuma surpresa se ela estivesse de olho nele.

- Acho que você está exagerando.

- Exagerando? Não seja cego Luís… ele mal falou com você e tá parecendo um cachorrinho grudado nela. Viu colo ela fica pegando nele? Se eu fosse você, ficaria de olhos bem abertos. A Jeniffer já conseguiu manipular vocês e eu acho que a experiência já serviu pra evitar que aconteça de novo, né? – Joe disse isso e me deu uma batidinha no ombro. Fiquei pensando nas palavras dele que faziam todo o sentido, eu só queria me enganar um pouco e acreditar que era tudo da minha cabeça.

- Talvez ele só esteja sendo cuidadoso. – Disse Júnior se metendo na conversa. Joe e eu olhamos para ele, esperando que ele concluísse – Veja bem… a prima dele provavelmente não sabe sobre ele e imagina só o que aconteceria se ela soubesse? Talvez a notícia se espalhasse entre a família e as coisas só piorassem pra vocês dois. – ele disse isso e me deixou pensativo.

- Você só errou em uma coisa… aquela quenga não é prima dele, é só a afilhada do pai. – falei corrigindo-o.

- De qualquer forma, eles se consideram como primos. – disse Júnior.

-Sabem de uma coisa… - disse Joe pensativo – O Júnior pode estar certo… eu detesto admitir isso.

- Você acha mesmo? – perguntei impressionado ao vê-lo reconhecer a genialidade do pensamento de Júnior.

- Lógico… se você pensar bem, as coisas saíram do controle com o pai dele… a putinha com certeza deve ser íntima de outros parentes e Felipe deve estar evitando que ela desconfie de algo. Ele quer proteger vocês… mas não deixe de olhar pra ela como a “nova Jeniffer”. Todo cuidado é pouco. – quando Joe disse isso consegui respirar mais aliviado. Era naquilo que eu me apegaria para ficar mais calmo e vigilante sobre as intenções dela com meu Lipe.

Fomos comer e tentamos mudar o foco de nossas conversas, afinal de contas, estávamos ali para nos distrair um pouco e não podíamos deixar que uma penetra estragasse nossa felicidade.

Conversamos muito sobre bobagens da escola e aproveitamos para saber mais a respeito de Júnior. Descobrimos que, além dele ter voltado recentemente para a cidade com o pai, ele também era mais velho. Tinha dezessete, a mesma idade de Felipe e estava no primeiro ano por ter repetido de ano no fundamental duas vezes.

Quando deu meia hora, fomos para a bilheteria. Como assistiríamos em uma das primeiras sessões, não tinha muita gente.

- Onde será que aqueles dois se meteram? – perguntou Joe agoniado – O filme começa daqui a pouco e a gente nem comprou os ingressos ainda.

- Não esquenta, ainda tem quinze minutos de trailer. – disse Júnior.

- Tá louco? O melhor de ir ao cinema é assistir aos trailers, se for pra ver só o filme eu alugo DVD!

Não consegui conter o riso das caretas que Júnior fez para Joe, que lhe deu uns tapinhas nas costas. Caro que minha mente fértil não precisou de muito esforço para imaginar um caso entre os dois mais uma vez.

- Acho que eu vou procurar por eles. – falei entregando minha mochila a Joe – segura pra mim? Tá pesado e minhas costas estão doendo.

- Tá bom idoso! Vai lá e aproveita pra dar uns tapas na cara da putinha que eu vou comprar algumas besteiras ali na “Americanas” que é mais barato.

Concordei e segui andando até a praça de alimentação, que por acaso era imensa e por ser horário de almoço, estava lotada.

Olhei para todos os lados e quando os encontrei, percebi que eles estavam em uma mesa de dois lugares, sentados de frente um para o outro. Fiquei parado observando os dois. Pareciam bem à vontade naquela conversa, principalmente Felipe, que dava risos espontâneos todo o tempo.

Enquanto isso, Anita ria e se aproveitava para ficar tocando nele, eu via a hora dos dois se pegarem ali mesmo.

Meu coração acelerou e o sangue subiu à cabeça. Sem pensar duas vezes, fui até lá decidido a armar o maior barraco. Eu ia mostrar que eu não era um garotinho, mas um homem lutando por meus interesses.

Cheguei lá cutucando ela pelos ombros e Felipe logo me olhou sem entender o que eu estava fazendo.

- Estou atrapalhando vocês? – falei com uma voz grave e expressão séria.

- Oi fofinho… tá perdido? – disse Anita em tom de sarcasmo.

- Meu nome é Luís! – falei cruzando os braços – vocês ainda pretendem ir ao cinema ou vão ficar por aqui mesmo?

- Nós vamos ver o filme. – disse ela ainda rindo – Porque você está tão sério? Parece bravo. Quer um abraço?

- Eu estou ótimo! – falei encarando Felipe, que me olhava com uma cara de sonso. Aquela foi a primeira vez que me senti completamente enciumado e com raiva dele.

- Luís, será que a gente pode conversar? – perguntou Felipe meio sem jeito.

- Não tô a fim. Vamos logo que os meninos estão esperando! – falei isso e fui andando na frente com passos firmes enquanto Anita ficava rindo da minha cara.

Cheguei na bilheteria e fui direto pra a fila.

- Pensei que tivessem esquecido de nós aqui! – disse Joe se aproximando com duas sacolas cheias de guloseimas.

- A gente só estava colocando os assuntos em dia. – disse Anita sorrindo e com os olhos fizos nas sacolas do Joe – o que você comprou pra nós?

- Eu comprei PRA MIM, mas se quiser comer também, pode me dar uma parte do dinheiro que eu gastei, por favor. – disse Joe sendo rude com ela, que olhou meio torto de volta e logo disfarçou com um sorriso – Que seja. Vamos logo comprar esses ingressos pelo amor de Deus!

Joe olhou pra mim revirando os olhos, tava na cara que ele não tinha gostado nem um pouco dela e ela muito menos dele. Sorri brevemente e quando vi que Felipe me olhava, fechei a cara pra ele perceber que eu não estava gostando nem um pouco do que estava acontecendo.

- Boa tarde, qual vai ser o filme? – disse a bilheteira para nós.

- Rambo IV por favor. – disse Joe tomando a frente.

- Certo. Vou precisar do RG de vocês. O filme é proibido para menores de dezoito anos. – quando ela disse isso, nos entreolhamos – Deixa eu adivinhar: são todos menores de idade, né?

- Bom… é. – disse Joe – será que você pode abrir uma exceção? Prometo que ninguém vai saber disso.

A bilheteira olhou para Joe e para nós, pensativa.

- Só porque tem pouca gente e eu fui com a sua cara. – disse ela sorrido.

- Obrigado. Você é um anjo! – disse Joe saltitando de alegria.

Compramos os ingressos e fomos para a sala, pois estávamos em cima da hora.

Entramos na sessão e sentamos lado a lado. Joe e Júnior ficaram do meu lado direito, Felipe e Anita do lado esquerdo.

Os trailers começaram e então Felipe começou a me cutucar. Fingi não sentir os dedos dele discretamente em minha perna.

- Psiu! – disse Felipe quase inaudível. Olhei pelo canto dos olhos e ele sorriu. Fechei a cara para que ele percebesse que eu estava bravo – Não vai falar comigo? – continuei ignorando até que ele desistiu e ficou com a cara fechada também.

Quando o filme finalmente começou e a sala ficou mais escura ainda. Joe, que estava ao meu lado, me passou uma lata de refrigerante com canudinho.

- É de laranja. – disse sem olhar para mim.

- Tudo bem, obrigado. Depois eu te dou minha parte do que eu consumir.

- Tá louco? Você é meu amigo, não precisa me pagar nada. Comprei pra nós… eu só vou cobrar DELA que não é nada pra mim. Não vou ficar gastando dinheiro com uma intrusa! – segurei a risada enquanto ele falava tão sério e determinado, agora se referindo a Felipe – Pelo visto ele nem vai se dar o trabalho de tirar uma casquinha sua nesse escuro né? Tô começando a sentir raiva dele de novo.

- Para com isso Joe… você mesmo disse que poderia ser uma maneira que ele encontrou de nos proteger.

- Mesmo assim eu fico puto porque isso não o impede de te tratar como um amigo!

- Ele mexeu comigo há pouco, mas eu tô com raiva dele e não dei bola!

- Fez a coisa certa amigo. Ser submisso demais só vai aumentar o poder dele sobre você. – ele disse isso e então se ajeitou em seu assento para assistir ao filme sem interrupções. Percebi que Anita sorria, talvez tivesse escutado parte daquela conversa… talvez.

Me ajeitei em minha poltrona também e pelo cantinho dos olhos percebi que Anita cochichava alguma coisa no ouvido do Felipe. Não aguentei e me levantei.

- Tá indo aonde? – disse Felipe com os olhos arregalados. Encarei ele com uma cara de quem estava prestes a esganar os dois e respirei fundo antes de responder.

- Vou ao banheiro. – falei isso e saí apressado da sala antes que a vontade do homicídio fosse mais forte.

Ao sair da sala de cinema, me encostei na parede e fiquei respirando fundo, tentando entender o que se passava na cabeça de Felipe e quanto mais eu pensava nisso, mais raiva eu sentia.

Decidi então que não voltaria mais para aquela sala, seria melhor comprar um DVD pirata e assistir em casa sem as aflições que eu estava sentindo naquele momento.

Enquanto eu andava sem rumo pelo shopping, chegava à conclusão de que era inevitável o fim de nosso namoro que mal tinha começado.

Como eu poderia competir com uma garota? E ainda mais a garota que tinha tirado a virgindade dele, o que deveria significar algo para ele.

Sentei em uma cadeira da praça de alimentação e abaixei a cabeça. Eu não iria chorar por ele. Ele não merecia minhas lágrimas.

De repente, meu celular começou a tocar. Era Felipe ligando provavelmente pra saber aonde eu estava. Deixei o telefone tocar e segui à procura de uma saída daquele lugar.

Desci por uma escada espelhada e segui por um grande saguão até parar em uma porta de vidro automática que eu pensava ser a saída, mas que na verdade era uma porta para os jardins do lugar.

Era um jardim diferente do habitual. Ficava todo suspenso e tinha uma ponte que de dividia em dois caminhos entre as árvores e plantas coloridas. Havia uma placa bem no início da ponte: “Bem-Vindo à Ponte da Felicidade”.

Já que eu estava ali, não me custava nada dar uma olhada.

A ponte era toda branca e tinha pequenos brilhantes falsos pra dar beleza e elegância. Luzes coloridas e caixinhas de sons com músicas românticas também faziam parte.

Era magnífica a vista daquela altura. Olhei para baixo e vi que eu estava a pelo menos oito metros do chão.

Continuei andando e percebi que haviam muitos casais namorando ali. Me senti estranho por ser o único literalmente sozinho ali. Talvez aquela ponte fosse para namorados ou algo assim.

Mais à frente havia uma outra placa: “Fonte dos desejos, uma herança dos Vigilantes de Paraíso”. Me aproximei e me debrucei para olhar o que havia lá embaixo.

Era um tipo de altar com cinco seres de pedra e luzes coloridas sobre eles. Os seres de pedra representavam os Vigilantes das antigas lendas de Paraíso. Do altar caía água, formando assim, a fonte artificial cercada por rosas de diversas cores, tinha até com pétalas azuis bem real, mas provavelmente era de plástico.

Arfei com um pouco de tristeza e tirei uma moeda do bolso.

Fechei os olhos e fiz um pedido, logo depois atirei a moeda na fonte, que já estava cheia de moedas de todos os valores, tamanhos e nacionalidades.

- Até parece que vai se tornar realidade! – falei com um suspiro ainda debruçado para ver a fonte.

- Com o valor que você jogou, é capaz da moeda ser atirada pelos Vigilantes de volta pra você! – olhei para o lado e vi um rapaz me olhando com um pequeno sorriso no rosto.

- Quem é você? – perguntei assustado.

- Eu me chamo Daniel. Eu vim caminhar pela ponte e vi que eu não era o único lobo solitário, então decidi me aproximar pra, sei lá, fazer amizade. – disse ele estendendo a mão para mim – Pode apertar minha mão se quiser. Eu não mordo.

Sorri timidamente olhando para sua mão e apertei.

- Eu me chamo Luís. – falei tentando não parecer esquisito.

Olhei discretamente para Daniel e vi que ele era um rapaz muito atraente. Era magro, mas muito estiloso. Usava uma calça preta e camisa branca de mangas compridas colada ao corpo. Seus olhos eram negros, assim como seus cabelos lisos, penteados para o lado. Sua pele era clara como a de um bebê e seus óculos de alças vermelhas pareciam ter um grau bem forte.

- O que faz por aqui sozinho? – perguntou Daniel me olhando com uma cara de curioso.

- Sei lá… eu tava tentando sair daqui, mas acabei me perdendo. E você?

- Bom, eu vim esfriar a cabeça. Discuti com meus pais e pra não piorar as coisas preferi dar uma volta. – Daniel ficou me olhando, meio sem graça e então sorriu inesperadamente – Quer tomar um sorvete?

- Ah, pode ser, contanto que você não seja um sequestrador ou algo do tipo. – falei me animando um pouco e fazendo ele rir da bobagem que eu tinha acabado de falar.

Andamos de volta para o shopping e ele, todo gentil, pegou os sorvetes enquanto eu esperava em uma mesa de dois lugares ali mesmo, perto do quiosque de sorvetes.


Notas Finais




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